Hereditariedade A herança genética é um importante componente na causa da osteoartrite, particularmente na sua forma poliarticular, em ...

Fatores de risco para Osteoartrite

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Hereditariedade

A herança genética é um importante componente na causa da osteoartrite, particularmente na sua forma poliarticular, em que são afetadas várias articulações. Ou seja, as pessoas que têm parentes com osteoartrite generalizada apresentam maior risco de desenvolver a doença.

Obesidade

O excesso de peso corporal pode estar associado com o desenvolvimento de osteoartrite nos joelhos em ambos os sexos. Entretanto, sua relação com a osteoartrite de quadril ainda é discutível. De qualquer maneira, a sobrecarga de peso acentua a dor nas articulações dos membros inferiores e da coluna lombar.

Disfunções hormonais

A predominância de osteoartrite poliarticular no sexo feminino sugere que este tipo de problema articular na mulher pode ser favorecido por alterações dos hormônios. Aliás, essa doença parece ocorrer com maior frequência após a menopausa.

Hipermobilidade

Indivíduos com excesso de amplitude de movimentos, devido a muita flexibilidade nas articulações, apresentam risco maior de desenvolver osteoartrite.

Doenças das juntas (artropatias) e outras doenças

As enfermidades que causam inflamação das articulações (artropatias) podem ocasionar osteoartrite secundária. Têm sido documentadas algumas associações entre osteoartrite e diabete melito. Além disso, as doenças que alteram a estrutura da articulação estão fortemente relacionadas ao aparecimento e à progressão de osteoartrite.

Trauma

O trauma de forte intensidade é uma causa comum de osteoartrite de joelho, principalmente quando afeta os ligamentos ou os meniscos. Quando um menisco é retirado (meniscectomia), há risco maior de desenvolvimento de osteoartrite. Os riscos aumentam com o avanço da idade, com a predisposição e com a época da meniscectomia. Em alguns casos, a doença pode se instalar em indivíduos mais jovens.

No trauma em que ocorre fratura ou luxação, pode haver alteração da função mecânica da articulação, o que pode predispor ao aparecimento de osteoartrite. São comuns os casos de fratura com subsequente osteoartrite no ombro, punho, quadril ou tornozelo.

Uso repetitivo

Determinadas tarefas no trabalho podem agravar a dor nas articulações comprometidas. As atividades que precisam ser executadas em posição ajoelhada, por exemplo, costumam acentuar a osteoartrite de joelhos.

Algumas práticas esportivas ou de lazer aumentam os riscos de trauma, além de poder agravar o quadro clínico dos indivíduos com osteoartrite.

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É considerada uma doença metabólica hereditária, caracterizada por precipitação de cristais de MUS nos tecidos. Essa deposição ocorre, prin...

Saiba mais sobre a GOTA

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É considerada uma doença metabólica hereditária, caracterizada por precipitação de cristais de MUS nos tecidos. Essa deposição ocorre, principalmente, no interior das articulações, levando ao quadro de artrite, como também nas bainhas sinoviais, nas bursas, no tecido subcutâneo e em outros tecidos, como, por exemplo, nos rins. A história da gota é extremamente rica, com informações desde Hipócrates (460 a 377 a. C.), com a descrição da podagra(artrite na primeira articulação metatarsofalangiana)
e considerada a doença dos sábios e aristocratas, como Alexandre o Grande, Carlos Magno, Darwin, Newton, Henrique VIII, Renoir, entre outros.

Acomete, principalmente, homens em cerca de 90% dos casos, entre 30 e 60 anos de idade, nas mulheres é mais freqüente após a menopausa em 3% a 7% dos casos, com história familiar, muitas vezes, presente em cerca de 30% a 40% dos casos. Descreve-se uma forma extremamente rara e congênita, denominada síndrome de Lesch-Nyhan, determinada pela defi ciência enzimática (HGPRT-ase) e caracterizada clinicamente por distúrbios neurológicos graves de autofagia, coreoatetose, retardo físico e mental em crianças.

Etiopatogenia e Classificação

Para a melhor compreensão da etiopatogenia da gota, é necessário conhecer o metabolismo das purinas, pois 70% a 80% do pool de ácido úrico provêm dessa via, que se utiliza de ácidos nucléicos celulares e da biossíntese de novo das purinas, e somente 20% a 30% advêm do catabolismo das purinas ingeridas na alimentação. Situações mais raras de falhas enzimáticas podem conduzir a elevações do ácido úrico, como a defi ciência de HGPRT-ase, defi ciência de glicose-6-fosfatase (doença de Von Gierke), em que, na maioria das vezes, o estado superprodutor pode ser identifi cado através da excreção aumentada do ácido úrico na urina de 24 horas (acima de 750 mg).

A gota pode ser classifi cada em primária quando decorrente de um erro inato do metabolismo das purinas, com superprodução e/ou insufi ciência na excreção renal de ácido úrico. A gota secundária está  relacionada com outras condições ou enfermidades que elevam os níveis do ácido úrico, como, por exemplo, as doenças mieloproliferativas (leucemias, metaplasia mielóide, policitemia vera, linfomas), hemoglobinopatias (anemias hemolíticas, drepanocitose), obesidade, hipertensão arterial, insufi ciência
renal, alcoolismo, psoríase, hiperparatireoidismo, cetose, sarcoidose, hipertrigliceridemia, dietas ricas em purina e drogas, como salicilatos em baixas
doses, pirazinamida, etambutol, L-dopa, diuréticos tiazídicos, quimioterápicos, ciclosporina.

A presença dos cristais no interior das articulações pode, através de mecanismos quimiotáxicos, atrair células fagocitárias e desencadear a fagocitose e a liberação de mediadores inflamatórios, que aumentam a vasodilatação da membrana sinovial, o edema e infi ltrado de células linfomononucleares.

Alguns fatores contribuem para a formação intraarticular desses cristais: presença de gamaglobulinas, de colágeno tipo I, diminuição do pH, da temperatura e traumatismos articulares. Em outros tecidos, esses cristais podem se depositar e não apresentar sintomatologia considerável, como, por exemplo, no subcutâneo e, muitas vezes, também
nos túbulos renais.


Sinais e sintomas

A gota geralmente manifesta-se como uma artrite iniciada durante a madrugada, caracterizada por uma inflamação articular evidenciado com calor, rubor, edema (inchaço) e extrema dor. Mais frequentemente acomete uma única articulação ("junta"), principalmente primeira hálux ("dedão"), dorso do pé e tornozelo, mas com a evolução da doença qualquer articulação pode ser acometida. A chamada "crise" de gota geralmente tem duração de 5 a 7 dias com resolução espontânea, entrando num período intercrítico (assintomático), até a próxima crise (período 3 meses a 2 anos). Nos pacientes sem tratamento esse período intercrítico tende a se tornar progressivamente menor e as crises mais duradouras; nesses casos pode haver acometimento de mais de uma articulação.

Os exames laboratoriais geralmente mostram elevação dos níveis de ácido úrico no sangue - hiperuricemia(> 7mg/dl para homem / > 6mg/dl para mulheres). Somente a presença de hiperuricemia não permite fazer o diagnóstico de gota.

É importante ressaltar que a gota não é uma doença grave, mas está muito associada a outras doenças potencialmente graves como a hipertensão arterial, a dislipidemia (elevação dos níveis de colesterol e triglicérides), o diabete e a obesidade. Desse modo, é fundamental aferir a pressão arterial e dosar os níveis de colesterol, triglicérides e glicose no sangue.


Tratamento

O tratamento da gota envolve orientar a dieta, tratar as doenças associadas, tratar as crises e normalizar os níveis de ácido úrico no sangue. Quanto a dieta, deve-se diminuir a ingestão de alimentos ricos em proteínas, tais como carnes vermelhas, frutos do mar, miúdos, embutidos, além da abstinência alcoólica. Orientar a redução do peso. Na crise, indica-se o uso de analgésicos, colchicina e compressa de gelo local. A redução dos níveis de ácido úrico é feita com fármacos específicos tais como alopurinol e benzobromarona.

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