A cartilagem normal é um tecido avascular formado por uma grande matriz extracelular e esparsamente povoada de células. A água representa...

Sistema articular e degeneração


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A cartilagem normal é um tecido avascular formado por uma grande matriz extracelular e esparsamente povoada de células. A água representa 66 a 80% de sua estrutura e o material orgânico é composto de 48 a 62% de colágeno tipo II e de 22 a 38% de proteoglicanos (CAMANHO, 2001).

Segundo Rossi (2008) muitas das características físico-químicas da matriz extracelular da CA se devem aos proteoglicanos, seu principal constituinte. Tais moléculas é que capacitam a cartilagem a suportar cargas compressivas amplamente variáveis, além de influenciarem diretamente a atividade dos condrócitos. Muitas das interações biológicas decorrem das cadeias de glucosaminoglicanos (principalmente cadeias de sulfato de condroitina), unidas por ligação covalente a núcleos protéicos. O principal tipo de proteoglicano presente na Cartilagem Articular - CA é o agrecano, constituído por um núcleo protéico no qual se aderem muitas cadeias de sulfato de condroitina, com predomínio daquelas 4- ou 6-sulfatadas.

O envelhecimento cartilaginoso traz consigo um menor poder de agregação dos proteoglicanos, aliado à menor resistência mecânica da cartilagem. O colágeno adquire menor hidratação, maior resistência à colagenase e maior afinidade pelo cálcio (ROSSI, 2008).

Ainda segundo Rossi (2008) Com o envelhecimento da CA, reconhecem-se muitas alterações na estrutura do agrecano e dos agregados multimoleculares que ele forma com o hialuronato, fruto de processos anabólicos e catabólicos, geridos por eventos celulares e extracelulares, numa extensão que varia segundo o tipo, articulação, local e profundidade considerada.

Assim, a síntese e o turnover de agregados sofrem influência da idade e do local de origem (por exemplo, ela não é a mesma na CA e no menisco do mesmo joelho). A função reparadora dos condrócitos diminui progressivamente com a idade, o que é demonstrado por uma síntese decrescente de agrecanos, e por menor capacidade para a formação de agregados moleculares de grande tamanho (ROSSI, 2008). De longe, contudo, é a idade do indivíduo a principal responsável pela composição da cartilagem. Compreendem-se assim o motivo de serem as doenças articulares as mais freqüentes na velhice. Estudos em cartilagem humana femoral mostram que alterações em sua composição química são mais pronunciadas do nascimento até os 20 anos de idade, período em que diminui o conteúdo dos dissacarídeos 4-sulfatos. Com o progredir da idade, diminui-se a espessura da cartilagem e a composição predominante passa a ser de 6-sulfatos (ROSSI, 2008).

Com a progressão da patologia, desenvolvem-se ulcerações focais da cartilagem. A perda de proteglicana, a piora na agregação das mesmas, a persistência de anormalidades na composição da glicosaminoglicanas e a diminuição de cadeias longas de condroitina-sulfato são encontradas. À medida que a perda de proteglicana aumenta, o conteúdo de água que inicialmente é grande, cai abaixo do normal (REZENDE et. al., 2000).

“A homogeneidade e o equilíbrio dessa complexa estrutura são mantidos por diversas enzimas, na sua maioria secretadas pelos condrócitos e por células sinoviais. No processo de artrose há desagregação desse equilíbrio e a desestruturação da cartilagem ocorre pela sua fragmentação, que resulta na liberação de enzimas degradadoras da matriz pelos condrócitos. A desestruturação microscópica desse complexo leva a quebra de sua estrutura homogênea e uniforme” (CAMANHO, 2001).

A destruição da estrutura cartilaginosa e conseqüente exposição do osso subcondral alimentam o ciclo vicioso que encontramos nos pacientes portadores de osteoartrose (REZENDE et. al., 2000).

Os fatores que promovem efeitos condrogênicos são insulina-like-growth factor-I (IGF-I) e o transforming growth factor-β (TGF-β) (HAN et. al., 2008), e atuam na formação de cartilagem articular e na síntese de proteoglicanos.

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8 hábitos para conviver melhor com a Artrite Reumatoide


 As causas da artrite reumatoide são desconhecidas, as pesquisas mais recentes indicam somente que se trata de uma doença inflamatória e autoimune, isso significa que o próprio corpo produz anticorpos que atacam as articulações - sobretudo as menores, como os dedos, punhos e articulações dos pés e dos tornozelos. Se não for adequadamente tratada, a artrite reumatoide destrói as articulações, aumentando a sua dependência para realizar as tarefas diárias. E quando as deformidades progridem, é hora de lançar mão de alguns hábitos e até dispositivos que facilitam a sua vida.  Conviver bem com a doença é o primeiro passo vencê-la, informe-se a seguir e junte-se a nós nesse combate!
Maçaneta - foto: Getty Images

Substituir maçanetas e torneiras arredondadas

 Uma mudança simples que faz toda a diferença. As torneiras e maçanetas em formato de bolinha são muito mais difíceis de serem giradas por quem tem artrite reumatoide. Isso porque esse tipo de dispositivo exige o movimento de prensa da mão, que solicita exatamente as articulações mais prejudicadas. Para abrir maçanetas e torneiras em formato de cabo, basta um empurrão, para baixo ou para cima, bem mais fácil de ser realizado. Essa alteração faz muita diferença na qualidade de vida dos pacientes, que podem fazer atividades básicas com mais independência.
Homem se vestindo - foto: Getty Images

Usar velcro nas roupas

Vestir-se sozinho parece simples? Pois pode ser um desafio para quem tem artrite reumatoide. Adquirir roupas que tenham velcro no lugar de zíperes, botões e laços - ou até mesmo fazer a mudança com a ajuda de um costureiro - aumenta a independência do paciente com artrite reumatoide, já que exige menos o chamado movimento de pinça dos dedos, de difícil execução nesses casos. A maior vantagem do uso desse aparato é que permite que os pacientes não se sintam limitados para atividades básicas de cuidado pessoal, o que melhora, e muito, a autoestima.
Artrite reumatoide - foto: Getty Images

Usar mais os braços

Na fase de adaptação à doença, é fundamental resguardar articulações comprometidas e tentar utilizar os acessórios (neste caso, o braço) para realizar as atividades diárias. Contudo, é preciso cuidado para não sobrecarregar as articulações que estão boas, comprometendo-as no longo prazo, ou assumir posturas viciosas, como manter a coluna curvada.
Carrinho de supermercado - foto: Getty Images 
 

Usar um carrinho

Sabe esses carrinhos usados para fazer compras no supermercado? Eles podem ser ótimos aliados no lar de quem convive com a artrite reumatoide. O transporte excessivo de peso evita que estes pacientes desencadeiem lesões musculares e agravamento do quadro de dor nas juntas. Por isso, use os carinhos e evite essas agressões.
Mulher com utensílio manual - foto: Getty Images

Forrar utensílios manuais

Facas, garfos e escova de dente não precisam ser um desafio para o portador de artrite reumatoide. Atualmente existem dispositivos que se encaixam a esses, e outros, objetos, garantindo a sua usabilidade por quem tem a doença. Os adaptadores melhoram muito a capacidade dos pacientes terem uma vida normal, muitas vezes um simples adaptador colocado no cabo de uma faca facilita a utilização do utensílio e evita que o paciente se sinta incapaz de ter uma vida normal. Para quem quiser um método diferente de fazer a adaptação, vale colocar aqueles espaguetes usados na piscina em torno do cabo da faca, por exemplo, para isso, basta introduzir o objeto dentro do espaguete e descascá-lo até que ele chegue ao diâmetro ideal para a pegada.
Escova de dente elétrica - foto: Getty Images

Usar a tecnologia a seu favor

Tudo que ajuda o paciente a proteger a junta inflamada e, desta forma conservar a energia, é uma opção benéfica. Escovas de dente e facas elétricas são algumas das opções que ajudam a evitar a lesão das articulações  - aposte nelas.
Banheiro adaptado - foto: Getty Images

Evitar as quedas

O risco de osteoporose é maior nos pacientes com artrite reumatoide. Por isso, além do acompanhamento médico e avaliação da densidade óssea constantes, é reomendável que sejam feitas algumas adaptações na casa desse paciente, a fim de evitar quedas: Colocar barras no banheiro, preferir sabonetes líquidos (em vez da versão em barra, que pode escorregar e cair no chão) e evitar o uso de tapetes são medidas simples que previnem o problema.
Mãos com artrite reumatoide - foto: Getty Images

Pedir ajuda quando precisar

Nem todo esse aparato substitui a ajuda - e o carinho - que um amigo, um familiar ou mesmo um cuidador pode te dar. Todos que convivem com uma pessoa que tem artrite devem se esclarecer sobre as possíveis limitações causadas pela doença e, portanto, melhorar o convívio. Sinta-se confortável em solicitar a ajuda de outros sem sentir constrangimento, pois a exigência de ser independente, às vezes, pode ser excessiva e acabar em frustração.

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