A artrite reumatoide (AR) é uma doença autoimune, crônica, idiopática e inflamatória que atinge simetricamente os tecidos, órgãos e, princip...

Fisioterapia na Artrite Reumatoide




A artrite reumatoide (AR) é uma doença autoimune, crônica, idiopática e inflamatória que atinge simetricamente os tecidos, órgãos e, principalmente, as articulações periféricas1. Sua prevalência, a nível mundial, permeia entre 0,5 e 1%, similar à literatura brasileira, podendo ocorrer em todos os grupos étnicos. Acomete, especialmente, o sexo feminino na faixa etária entre 20 e 60 anos de idad.

As principais características da AR são a inflamação sinovial crônica e a presença de nódulos reumatoides palpáveis ao exame físico, condições essas que implicam no edema articular simétrico, na erosão óssea e na destruição da cartilagem articular

As condições físicas apresentadas implicam na necessidade do desenvolvimento de estratégias para o tratamento da AR. Atualmente, diversos métodos possibilitam um manuseio satisfatório da doença. Dentre estes a fisioterapia, especialmente a cinesioterapia, torna-se uma estratégia benéfica e viável, com objetivo de aliviar a dor e combater os processos inflamatórios, para permitir restaurar a amplitude de movimento articular e a atividade muscular, prevenir a instalação de novas deformidades, promover o bem-estar físico, psíquico e social e, consequentemente, melhorar a QV dos pacientes.

O uso de recursos Fisioterapêutico como a cinesioterapia, o TENS, os exercícios de coordenação e equilíbrio e reeducação da marcha, dentre outros meios são de fundamental importância para a manutenção ou aumento da força muscular, da amplitude de movimento articular, da redução de edemas, da manutenção do equilíbrio e da redução da dor, concordando com os objetivos da conduta fisioterapêutica.

Por meio de exercícios físicos e manobras específicas consegue-se obter a manutenção e a melhora das funções cardiorrespiratórias e musculares. A fisioterapia visa sempre a melhora da funcionalidade dos pacientes minimizando os sintomas que a doença possa apresentar.

Propõem que os exercícios de força e a resistência, com exercícios aeróbicos de baixo impacto. Incluindo também exercícios de fortalecimento isotônico, isométrico das musculaturas adjacentes as grandes articulações e manutenção da amplitude de movimento.

Além de restaurar o equilíbrio osteomuscular, a fisioterapia favorece a manutenção do condicionamento cardiorrespiratório, a prevenção de osteoporose e fraturas, manutenção do equilíbrio e da marcha,favorecendo assim, uma boa qualidade de vida ao indivíduo.


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