O QUE É? Artralgia é a dor em uma ou mais articulações. Ela pode ser causada por vários tipos de ferimentos ou de condições, independentemen...

Artralgia: conceito, sintomas, fatores de risco

O QUE É?
Artralgia é a dor em uma ou mais articulações. Ela pode ser causada por vários tipos de ferimentos ou de condições, independentemente da causa, pode ser muito chato.

Embora alguns dizem que é um pouco semelhante à artrite, ela não é, porque quando a artrite é a inflamação, a dor é apenas altragia.


CAUSAS
As causas mais comuns de artralgia são:

• Esforço incomum ou abusos, como estiramentos e entorses
• lesão acidental, incluindo fratura
• Gota (principalmente encontrados no dedo grande do pé)
• Osteoartrose, doença articular degenerativa
• artrite séptica
• Tendinite
• Bursite
• As doenças infecciosas, como gripe, sarampo, febre reumática, hepatite, caxumba, rubéola e varicela.
• Osteomielitiss.
• Doenças auto-imunes, como artrite reumatóide e lúpus


SINTOMAS
É fácil entender essa dor quando, tendo em conta que o que está acontecendo é que há pouca lubrificação conjunta das dobradiças, com a consequente deterioração da cartilagem. Sinóvia e cartilagem fazer almofada de segurança para perder a sua eficácia e isso faz com que os ossos entram em contato uns com os outros, causando atritos que muitas vezes é ainda audível esmaga os ossos para fazer certos movimentos e produzindo erosões e acréscimos.


FATORES DE RISCO
Existem algumas doenças que podem causar dor nas articulações, incluindo artrite reumatóide, uma doença auto-imune que provoca rigidez e dor em si. A osteoartrite é a degeneração da cartilagem de uma articulação e estimula o crescimento ósseo, que é muito comum em adultos acima de 45 e pode causar dores nas articulações.

Esta dor também pode ser causada pela bursite ou inflamação da bursa, que é composto de fluido-cheia de sacos que almofada e proeminências ósseas pad, permitindo a livre circulação de músculos e tendões no osso.


PREVENÇÃO
Anti-medicamentos inflamatório pode ajudar a aliviar a dor ea inflamação, porém, deve consultar um médico antes de administrá-las.


DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO
No escritório, o médico terá o seu histórico médico e realizar um exame físico e identificar a causa da dor nas articulações, o médico irá fazer perguntas como: Qual conjunta dói?; Há quanto tempo você tem tido dor?, que começou sua dor?, etc.

Os testes de diagnóstico que podem ser realizados:

• hemograma completo ou diferencial sangüíneo
• Conjunto de raios-X


POSSÍVEIS COMPLICAÇÕES

PROGNÓSTICO
Especialistas acreditam que as lesões articulares que ocorrem com artralgia são a causa mais freqüente de absenteísmo no mundo.

A engenharia de tecidos, uma das grandes esperanças para a lesão articular está abrindo mais possibilidades terapêuticas

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Não achei trabalhos na área de fisioterapia que abordem a artropatia de Jaccoud e um tratamento fisioterapêutico específico. A abordagem do...

Fisioterapia na artropatia de Jaccoud

Não achei trabalhos na área de fisioterapia que abordem a artropatia de Jaccoud e um tratamento fisioterapêutico específico.

A abordagem do tratamento fisioterapêutico, será feita a partir da literatura existente sobre tratamento das deformidades articulares.

Segundo CIPRIANO (1999), a avaliação deve incluir observação da postura, edema, cicatrizes de cirurgias anteriores, enfraquecimento muscular, deformidades e afecções da pele e das unhas.

Na palpação, nota-se temperatura da pele, elasticidade do tecido, sinovite, dor, dor à palpação e rigidez das articulações/tecidos moles.

A função articular pode ser virtualmente normal apesar de graves deformidades. A avaliação funcional é apenas uma das maneiras de julgar a importância das deformidades, visa identificar o grau e detalhar as limitações, fornecendo uma linha de base para o tratamento.

Escala de deformidade das articulações (SHARMA et al., 1994)

Todas as articulações dos dedos são avaliadas de acordo com a seguinte escala:

1 instabilidade dos ligamentos, encurtamento

2 deformidade que pode ser ativamente reduzida

3 deformidade fixa ou que só pode ser reduzida passivamente

De acordo com DAVID e LLOYD (2001), pode haver desenvolvimento de movimentos compensatórios para tornar as atividades da vida diária (AVD) mais fáceis.

Se eles permitirem que a independência seja mantida, não deverão ser desestimulados, a menos que provoquem excessiva tensão nas articulações, enfraquecimento de músculos importantes ou possam resultar em perda irrecuperável da amplitude de movimento devido ao mau uso.

Escala para atividades da vida diária (KIRWAN e REEBACK, 1986)

1 com certa dificuldade

2 com muita dificuldade

3 incapacidade para realizar

Segundo MOREIRA e CARVALHO (2001), as deformidades são um dos aspectos mais importantes das artrites, pelas conseqüências desastrosas que podem acarretar, limitando progressivamente a capacidade funcional do enfermo.

Em alguns casos, tais deformidades evoluem até a invalidez. Quando existe deformidade o objetivo do tratamento será: analgesia, profilaxia e prevenção de deformidades.

A fisioterapia pode complementar o tratamento através da cinesioterapia, utilização de órteses e orientações ao paciente, melhorando ou mantendo a função e a amplitude de movimento, melhorando a qualidade de vida dos doentes.

A atuação do fisioterapeuta na prevenção de uma pior evolução da deformidade articular e na manutenção dos movimentos e amplitude articular existente é essencial, pois atualmente existe uma grande população portadora de doenças reumáticas, que pode associar a artropatia de Jaccoud e necessitam de orientação e um tratamento complementar, em especial a fisioterapia.

Segundo STEWART (1996), o fisioterapeuta deve usar os instrumentos disponíveis em uma avaliação precisa para identificar subjetiva e objetivamente os problemas. Após avaliação das deformidades o fisioterapeuta traça sua conduta, propondo um tratamento individualizado para cada paciente, observando sempre qual é a patologia de base do paciente.

A reabilitação visa analgesia, manutenção ou ganho de trofismo muscular, profilaxia e tratamento das deformidades articulares, frouxidão ligamentar, limitação de amplitude articular, objetivando, em última análise, a recuperação funcional e a independência para realização das atividades de vida prática e diária, levando sempre em conta as restrições quanto à presença da doença articular.

MADUREIRA (2001), relata que o doente deve participar ativamente do processo reabilitacional. Para ser eficaz, o programa reabilitacional deve ser regularmente executado pelos doentes em domicílio.

Quando bem orientados, muitos pacientes reumatológicos continuam o tratamento em casa e constatam o seu benefício.

A pouca ênfase no aspecto educacional associada a doentes passivos, pouco participantes na reabilitação, resultam em baixa adesão ao tratamento.

A falta de orientação foi e ainda é um dos maiores problemas da população e dos administradores de saúde, que sabem da importância dela no sucesso de qualquer tratamento para a população.

Observe os objetivos e alguns recursos geralmente utilizados na fisioterapia:

Ø Diminuição do edema e da inflamação

Em caso de edema, estarão indicados a crioterapia e os banhos de contraste ou alternantes.

Quando se trata de sinovites localizadas, estará indicada a termoterapia por condução (em forma de banhos de parafina ou calor úmido), que se considera a terapêutica de eleição por sua fácil aplicação domiciliar; também serão úteis a eletroterapia de baixa freqüência em forma de banho galvânico, já que este permite englobar toda a mão) e o ultra-som de aplicação subaquática (especialmente na tenossinovite).

GABRIEL et al. (2001), afirmam que tanto no edema como na inflamação estarão indicadas as órteses de repouso em posição funcional, que serão aconselhadas em tempo parcial, porém durante períodos relativamente longos.

Autores como, DAVID e LLOYD (2001), apontam os riscos do uso prolongado de talas na redução de massa óssea e força e no desenvolvimento de contraturas. Isso ilustra a importância do fisioterapeuta saber reavaliar o paciente sempre e saber o momento de usar órteses, talas e quando fazer exercícios.

Atualmente existem alguns protocolos que preconizam tempo de utilização de órteses entre seis à oito horas.

Ø Evitar a rigidez articular

Serão levadas a cabo mobilizações passivas e ativo-assistidas de flexo-extensão e prono-supinação do punho e de flexo-extensão e abdução –adução de dedos (insistindo-se na abdução do polegar).

As mobilizações passivas serão realizadas analiticamente, articulação por articulação, e globalmente, em toda a mão.

Estarão contra-indicadas as manobras bruscas e as trações articulares pela situação de instabilidade e fragilidade capsuloligamentares que podem estar presentes nesses pacientes.

Os aspectos imunológicos da atividade física são notáveis e os exercícios são importantes para a melhora do paciente.


Fortalecimento da musculatura intrínseca e extensora

Através da execução de exercícios ativos, insistindo-se no fortalecimento analítico dos extensores dos dedos; estarão especialmente indicados os exercícios com massa de modelar e faixas elástica

Conservação das pinças e preensões

Estará indicada a mecanoterapia que inclua todo o tipo de preensões, tanto de mobilidade fina como global.

Controle da evolução das deformidades

Serão empregadas órteses de correção; uma vez instaladas as deformidades, estas não poderão ser corrigidas, pelo que o tratamento fisioterapêutico deverá concentrar-se em evitar que evoluam rapidamente.

JUNIOR E AZZE (2000) comentam a utilidade de órteses dinâmicas ou estáticas progressivas até a extensão completa da IFP, estas órteses forçam a extensão da IFP e deixam a IFD livre.

Caso não se consiga recuperar a mobilidade com o uso de órteses, haverá indicação para cirurgia como nas deformidades em botoeira crônicas com rigidez articular.

Treinamento das ADAPS

Proteções articulares e uso de equipamento adaptativo

A orientação para proteção das articulações pode levar à mudança de atitudes, mas que as mudanças comportamentais precisariam de maior empenho do que o normalmente devotado a esse processo.

A proteção das articulações é feita com o objetivo de manter a independência e reduzir a ação das doenças reumáticas sobre as atividades do paciente.

A intenção é reduzir a inflamação e ajudar a preservar a estrutura correta das articulações.

Estes mesmo autores comentam que os princípios das proteções articulares são: respeitar a dor, dar equilíbrio entre atividade e repouso, evitar posições de deformidade, usar a maior articulação possível, distribuir o esforço por várias articulações, evitar carregar objetos pesados.

Por exemplo, se existir tendência de desvio ulnar da mão, devem ser empregadas técnicas de preensão, como usar a palma da mão ou pegadores de objetos, uma sacola de compras deve ser carregada com o antebraço e não com os dedos, um prato ou bandeja deve ser carregada por baixo, com as palmas recebendo o peso e não as pontas dos dedos, as portas devem ser empurradas com os quadris e não com as mãos.

O objetivo será basicamente, conseguir o máximo de economia articular; para isto serão evitados os movimentos que provoquem as deformidades como pinça subtérmino-lateral (por exemplo, apanhar uma xícara pela asa), que favorece o desvio ulnar dos dedos, ou tocar um botão com o polegar (que favorece a hiperextensão interfalangiana).

Também estarão contra-indicadas as sobrecargas, já que a distensão tendinosa e a fragilidade capsuloligamentar conduzirão a uma instabilidade que se agravará à menor sobrecarga.

Segundo DAVID e LLOYD, usa-se equipamento adaptativo para evitar esforço desnecessário das articulações, quando o paciente apresenta uma dificuldade funcional específica que não pode ser resolvida com uma técnica diferente.

Outros recursos utilizados na fisioterapia como meios físicos são:

Gelo

Segundo LOW E REED (1990), o uso da crioterapia no tratamento das condições inflamatórias crônicas é uma antiga tradição. Entretanto, existem poucas evidências objetivas para sua validação.

A aplicação de uma bolsa de gelo à articulação afetada diminui a temperatura da pele, que possivelmente está elevada devido à inflamação. O resfriamento diminui a inflamação e a produção de irritantes, aliviando assim a dor.

DAVID e LLOYD (2001), comentam as contra-indicações devem ser observadas, quando existe possibilidade de vasculite e fenômeno de Raynaud.

O gelo pode ser aplicado regularmente
(possivelmente duas vezes ao dia se as condições da pele permitirem). Há um relato do uso da crioterapia na artropatia de Jaccoud no LES.

Calor

“A aplicação do calor à articulação inflamada não é recomendada, pois pode aumentar ainda mais a inflamação já existente.

Entretanto, durante as remissões da doença e no caso de articulações crônica e não agudamente inflamadas, o calor é muito apreciado pelos pacientes.

Reduz a dor atribuída ao espasmo muscular, tem um efeito sedativo sobre as terminações nervosas sensoriais e pode ativar as comportas da dor”.

O calor pode ser aplicado na forma de bolsa de água quente, lâmpada infravermelha, banho de parafina ou almofada aquecida eletricamente. Há uma vantagem adicional no uso da parafina como tratamento de calor, pois os óleos da parafina ajudam a hidratar a pele seca.

Ela também pode ser usada como forma de exercício terapêutico resistido depois de ser aplicada à articulação. Pode-se dizer que o uso do calor no paciente reumático visa a preparar a articulação para o exercício.

Existem algumas restrições quanto ao uso do calor, em particular no LES. STEVENS E LOWE (1996), afirmam que alguns anticorpos da classe IgG (destruição de hemácias no baço), são ativados pelo calor.

Eletroterapia

Sua utilização para analgesia deve ser considerada. Não é proposto discutir profundamente a eletroterapia aqui, seu uso é indicado segundo princípios básicos, discutidos nos textos específicos. O laser foi considerado útil no controle da dor COLOV et al. (1987) e na melhora da função das mãos GOLDMAN et al. (1980).

Hidroterapia

Os exercícios na água são amplamente usados no tratamento de pacientes reumáticos, é uma modalidade cara, de modo que o fisioterapeuta deve assegurar que a intervenção seja apropriada.

Os usos e efeitos da hidroterapia foram discutidos em vários textos, como HALL et al e GOLLAND , é útil, pois a flutuação ajuda muito o paciente reumático, que tem dificuldade de movimentar-se, pois o peso precisa ser apoiado em articulações dolorosas e instáveis.

As contra-indicações à imersão dos pacientes na água devem ser observadas e sua segurança considerada o tempo todo, particularmente no caso dos imunossuprimidos ou que tenham manifestações sistêmicas da doença.

A instabilidade da coluna cervical deve ser considerada como uma precaução e não como uma contra-indicação.

Temos que levar em conta ainda que existem pessoas que têm medo da água; para esse grupo os exercícios no solo seriam a alternativa mais adequada.

Além dos meios físicos a orientação e educação do paciente é importante e o fisioterapeuta pode proporcionar conhecimento e amparar o doente.

Educação

O objetivo de um programa de educação é permitir que o paciente participe efetivamente de seu próprio tratamento, desenvolvendo a capacidade de lidar com os problemas, fazendo escolhas conscientes sobre seu tratamento e pesando as conseqüências de suas próprias atitudes. A educação do paciente oferece-lhe uma escolha.

Enfim, paciente educado, orientado, sabe se cuidar, tem uma saúde melhor e um prognóstico melhor, a participação e orientação do fisioterapeuta à família no processo de amparo e reabilitação, do paciente é importante, estimular o paciente a ser ativo e, nos limites de sua condição, respeitadas as restrições médicas, fazer as coisas por si mesmo, ser independente e amar a si mesmo, comentando os sinais de melhora, são estímulos positivos.

O fisioterapeuta tem papel essencial no tratamento das afecções reumatológicas que afetam as mãos. Isso envolve a identificação e avaliação das deformidades, mantendo uma abordagem holística da situação e condições do paciente, fornecendo orientação e informações detalhadas em relação ao momento e necessidade da cirurgia para discussão entre o paciente e o cirurgião de mãos.

As aderências serão evitadas com massagem circular por cima e nas bordas da cicatriz, com o que se mobilizarão as capas mais superficiais da pele.

Quando se prevê uma instabilidade da correção cirúrgica, esta se manterá, se for necessário, por meio de órteses.

JUNIOR e AZZE (2000), comentam o uso das órteses, prevenindo deformidades, dando proteção articular, repousando um segmento, auxiliando ou melhorando a função e qualidade de vida do doente. A seqüela cirúrgica mais importante será a rigidez articular, responsável pela disfunção.

Fonte

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Exames e procedimentos Avaliação de doenças musculares • Biópsia muscular • Eletroneuromiografia Avaliação de doenças osteometabólicas, co...

Exames laboratoriais para doenças reumatologicas

Exames e procedimentos

Avaliação de doenças musculares
• Biópsia muscular
• Eletroneuromiografia

Avaliação de doenças osteometabólicas, como osteoporose
• CTX
• Densitometria óssea

Imagem musculoesquelética
• Ultra-sonografia articular
• Tomografia
• Ressonância magnética

Investigação e acompanhamento de doenças auto-imunes (lúpus eritematoso sistêmico, esclerodermia, dermatopolimiosite, síndrome antifosfolípide e vasculites)
• FAN
• Anti-DNA
• Antinucleossomo
• Anti-Sm
• Anti-RNP
• Anti-SS-A/Ro
• Anti-SS-B/La
• Anti- Scl-70
• Antifibrilarina
• Anti-Jo1
• Anti-Sp100/PML
• Anti-PM/Scl (PM-1)
• Antiproteína P ribossomal
• ANCA (anticorpos anticitoplasma de neutrófilo)
• Anti-ß2-glicoproteína 1
• Antiproteinase 3
• Anticardiolipina
• Dosagem de complemento total/CH50
• Dosagem de C1q
• Dosagem de C2
• Dosagem de C3
• Dosagem de C4
• Dosagem de C5
• Dosagem de C3a
• Determinação e quantificação de crioglobulinas
• Caracterização isotípica de crioglobulinas
• Capilaroscopia periungueal

Investigação de artrite reumatóide e outras doenças inflamatórias
• Fator reumatóide
• Anti-CCP
• Antifilagrina e profilagrina
• HLA-B27
• ASLO
• Proteína C reativa
• VHS
• Alfa-1-glicoproteína ácida

Punção e análise de líquido articular/sinovial

Polissonografia para investigação de fibromialgia

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Principais Sinais e Sintomas Sinais Pontos dolorosos nas margens da articulação Sensibilidade exagerada na articulação Incha...

Principais sinais e sintomas da Osteoartrose

Principais Sinais e Sintomas

Sinais

Pontos dolorosos nas margens da articulação
Sensibilidade exagerada na articulação
Inchaço articular
Crepitações (atritos)
Derrame intra-articular
Movimentos restritos e dolorosos
Atrofia muscular periarticular
Enrijecimento da articulação
Instabilidade articular

Sintomas

Dor relacionada a exercício físico
Dor ao repouso
Dor noturna
Rigidez após inatividade (tempo parado)
Perda de movimento
Sensação de insegurança ou de instabilidade
Limitação funcional
Incapacidade


A dor é, sem dúvida, o sintoma mais importante e comum da osteoartrite. Sua intensidade varia muito, podendo ser bem leve ou muito intensa, com variações semanais ou até diárias. Pode ser pior no final do dia ou no final de semana. Em geral, a sensação de dor piora com o uso da articulação afetada, e assim permanece por horas após a interrupção da atividade física. Enquanto a maioria sinta dores relacionadas ao exercício físico, alguns pacientes descrevem dor ao deitar-se e outros, dor noturna. Alguns relatam sensações de “pontadas” durante certos movimentos ou com a sustentação de peso.

A sensação de rigidez articular é referida pela maior parte dos indivíduos com doença, podendo ser difícil iniciar os movimentos, dando a impressão de que a articulação acometida está “presa”. Essa sensação, porém, vai gradativamente desaparecendo com a movimentação. A rigidez ocorre após um período sem movimentação e, geralmente, não dura mais que 30 minutos.

A restrição de movimentos pode ser descoberta na evolução da doença, sendo, com frequência, acompanhada de dor, que tende a ser pior no final da amplitude do movimento realizado.

Muitos pacientes com osteoartrite queixam-se também de sensação de insegurança ou de instabilidade nas articulações comprometidas. Alguns dizem ter a impressão de que a articulação “falha” no seu desempenho.

Dependendo da gravidade da doença, pode haver diferentes graus de atrofia muscular (diminuição do tamanho dos músculos) na região próxima à articulação afetada.

Durante a execução de movimentos, podem ser percebidas crepitações (estalos), devido ao atrito das superfícies articulares que encontram-se irregulares, interferindo com os movimentos normalmente suaves.

O inchaço, muitas vezes sensível ao toque, é outro sinal frequente de osteoartrite. Pode variar em volume e manter-se por períodos variados de tempo.

Nos casos mais avançados, pode haver grande destruição das estruturas articulares, com importantes deformidades e consequente perda de função, impondo ao paciente dificuldades na sua rotina como, por exemplo, perda de habilidade para vestir-se sozinho, limitações para subir ou descer escadas ou até para caminhar pequenas distâncias.

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Hereditariedade A herança genética é um importante componente na causa da osteoartrite, particularmente na sua forma poliarticular, em que ...

Fatores da Osteoartrite

Hereditariedade

A herança genética é um importante componente na causa da osteoartrite, particularmente na sua forma poliarticular, em que são afetadas várias articulações. Ou seja, as pessoas que têm parentes com osteoartrite generalizada apresentam maior risco de desenvolver a doença.

Obesidade

O excesso de peso corporal pode estar associado com o desenvolvimento de osteoartrite nos joelhos em ambos os sexos. Entretanto, sua relação com a osteoartrite de quadril ainda é discutível. De qualquer maneira, a sobrecarga de peso acentua a dor nas articulações dos membros inferiores e da coluna lombar.

Disfunções hormonais

A predominância de osteoartrite poliarticular no sexo feminino sugere que este tipo de problema articular na mulher pode ser favorecido por alterações dos hormônios. Aliás, essa doença parece ocorrer com maior frequência após a menopausa.

Hipermobilidade

Indivíduos com excesso de amplitude de movimentos, devido a muita flexibilidade nas articulações, apresentam risco maior de desenvolver osteoartrite.

Doenças das juntas (artropatias) e outras doenças

As enfermidades que causam inflamação das articulações (artropatias) podem ocasionar osteoartrite secundária. Têm sido documentadas algumas associações entre osteoartrite e diabete melito. Além disso, as doenças que alteram a estrutura da articulação estão fortemente relacionadas ao aparecimento e à progressão de osteoartrite.

Trauma

O trauma de forte intensidade é uma causa comum de osteoartrite de joelho, principalmente quando afeta os ligamentos ou os meniscos. Quando um menisco é retirado (meniscectomia), há risco maior de desenvolvimento de osteoartrite. Os riscos aumentam com o avanço da idade, com a predisposição e com a época da meniscectomia. Em alguns casos, a doença pode se instalar em indivíduos mais jovens.

No trauma em que ocorre fratura ou luxação, pode haver alteração da função mecânica da articulação, o que pode predispor ao aparecimento de osteoartrite. São comuns os casos de fratura com subsequente osteoartrite no ombro, punho, quadril ou tornozelo.

Uso repetitivo

Determinadas tarefas no trabalho podem agravar a dor nas articulações comprometidas. As atividades que precisam ser executadas em posição ajoelhada, por exemplo, costumam acentuar a osteoartrite de joelhos.

Algumas práticas esportivas ou de lazer aumentam os riscos de trauma, além de poder agravar o quadro clínico dos indivíduos com osteoartrite.

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A maioria das pessoas pensa que as doenças reumáticas são exclusividade da população adulta. De fato, muitas das condições ditas "reu...

Doenças reumatológicas em crianças

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A maioria das pessoas pensa que as doenças reumáticas são exclusividade da população adulta. De fato, muitas das condições ditas "reumáticas" são associadas a doenças degenerativas, como o desgaste de cartilagens, o enfraquecimento muscular e a perda de massa óssea. No entanto, existe um número grande de reumatismos que também pode afetar a população infantil. Essas doenças geram nas crianças sintomas semelhantes aos que afetam os adultos, como dor e rigidez nas articulações e, o que é pior, algumas doenças reumáticas podem gerar dano e limitação permanentes comprometendo o futuro do pequeno paciente. A disciplina clínica que inclui o estudo das desordens inflamatórias e não inflamatórias na criança é a Reumatologia Pediátrica.

As raízes desta especialidade estão na reumatologia do adulto, mas como a experiência com estas doenças na infância foi se acumulando e mostrou várias particularidades, ficou evidente que o assunto requeria uma abordagem pediátrica específica, o que foi feito pela primeira vez na Inglaterra, logo após a Segunda Guerra Mundial, espalhando-se em seguida pelo mundo inteiro. Ainda hoje muitos dos conhecimentos utilizados no tratamento desses pacientes foram herdados da experiência com o adulto, mas fica cada vez mais claro que esse tipo de conduta deixa lacunas e perguntas sem respostas.

Sabe-se que o paciente infantil responde de maneira diferente às drogas, está mais propenso a certas complicações e que precisa de apoio psicológico e cuidados de reabilitação especiais, necessitando de uma equipe familiarizada com essas particularidades e treinada para melhor atender essas demandas.

Várias doenças reumáticas são vistas na infância sendo as mais comuns a artrite crônica da infância, o lúpus eritematoso sistêmico, a dermatopolimiosite e as espondiloartropatias, que são doenças de caráter crônico, provocadas por distúrbios no sistema de defesa do organismo, ou sistema auto-imune. Esses casos precisam de avaliação do especialista e tem potencial para deixar seqüelas permanentes, mas se forem precocemente bem tratadas , possibilita-se à criança uma vida praticamente normal. Outros reumatismos desse tipo que também podem acometer a criança são as vasculites e, mais raramente, a esclerodermia.

A presença de bactérias nas articulações pode levar a uma forma grave de reumatismo que é a artrite séptica .

Infecções também estão relacionadas a uma outra forma de doença reumática, as artrites reativas, onde a apresentação clássica é um tipo de reumatismo muito conhecido e, até pouco tempo atrás, freqüente em nosso meio: a febre reumática. O surgimento dos antibióticos e a melhoria nas condições gerais de vida da população mundial reduziram drasticamente o número de crianças afetadas por esse mal.

Com maior freqüência, manifestam-se nessa fase sintomas envolvendo o aparelho músculo esquelético. Nesse grupo encontram-se as famosas dores do crescimento e também dores decorrentes de defeitos ortopédicos e de má postura, muito comuns no consultório do reumatologista pediátrico. A atuação do médico nessa fase como educador postural e estimulador da prática de exercícios físicos tem papel fundamental na prevenção de doenças músculo-esqueléticas da fase adulta.

No tratamento da criança com doença reumática a abordagem também é multidisciplinar. Os tratamentos disponíveis incluem drogas específicas e terapia física, mas muitas vezes é preciso a realização de cirurgia para correção de seqüelas, daí a necessidade de vários profissionais de cada área. Os componentes dessa equipe são:


* o paciente e sua família
* a escola
* o ortopedista pediátrico
* o oftalmologista
* o fisioterapeuta
* o terapeuta ocupacional
* a nutricionista
* o psiquiatra ou psicólogo e
* coordenando a equipe, o reumatologista pediátrico

Faz-se fundamental a difusão desse tipo de conhecimento entre a população e os profissionais de saúde, facilitando o acesso dos pacientes a esse tipo de atendimento especializado. A detecção precoce desses problemas e seu pronto tratamento possibilitam a prevenção de danos permanentes e uma vida plena para a criança.

Sinais de Alerta Gerais

Como dito anteriormente, a identificação precoce de doenças reumáticas na infância é fundamental para evitar seqüelas permanentes, por isso deve-se levar a criança para avaliação ao verificar a presença de certos sintomas ou sinais, que podem ser:


Dor articular ou dor nas costas referidas de modo mais persistente
Articulação acometida de aspecto alterado: presença de inchaço, calor e vermelhidão no local
Dor persistente ao longo dos membros superiores ou inferiores
Presença de febre por mais de três semanas
Presença de perda de peso e atraso no crescimento
Presença de prostração e cansaço, modificando o padrão normal de atividades da criança
Presença de fraqueza muscular
Presença de depressão
Presença de queixas visuais
Presença de limitação funcional, ou seja, a criança começa a mostrar incapacidade para tarefas do dia a dia que antes eram executados com facilidade, necessita de auxílio dos adultos, fica dependente da ajuda dos outros e restringe suas atividades. Por exemplo, necessita de auxílio para sair da cama pela manhã, para vestir-se, para subir/ descer escadas

Na presença dessas queixas, recomenda-se visitar o pediatra o mais rápido possível , evitando adiar a consulta. Evitar usar medicamentos por conta própria ou "simpatias" e remédios caseiros. Nessa oportunidade, será avaliada a necessidade de acompanhamento especializado, conforme a situação.

Fonte

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