Lupus e a Fisioterapia








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O lúpus é uma doença autoimune ocasionada por um desequilíbrio do sistema responsável por garantir o bom funcionamento do organismo, que passa a produzir anticorpos que atacam as proteínas presentes nos núcleos das células, erroneamente identificadas como prejudiciais à saúde. Os sintomas podem aparecer progressivamente ou evoluir de forma rápida e, por serem tão díspares e singulares, tornam o tratamento difícil. A recomendação dos reumatologistas é de que ele seja o mais particularizado possível.

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Apesar da complexidade e da variedade, a doença pode apresentar, inicialmente, sintomas como emagrecimento, lesões cutâneas, dor nas juntas, queda de cabelo, aftas, febre, perda de apetite e fraqueza. O rim também pode ser comprometido, desencadeando a insuficiência renal, a mais grave das consequências ocasionadas pelo lúpus.

A doença tende a afetar mulheres jovens evoluindo com períodos de piora (atividade de doença) e melhora (remissão). A causa ainda é desconhecida, dependendo de uma tendência genética associada a fatores desencadeadores não totalmente conhecidos. Existem fatores precipitantes, como a exposição ao sol, infecções, estresse emocional, cirurgias e gravidez, mas os mecanismos desse funcionamento ainda não são claros.
No Brasil, não existem dados exatos, mas a Sociedade Brasileira de Reumatologia estima que 65 mil pessoas tenham lúpus, a maioria mulheres, já que elas são nove vezes mais atingidas do que os homens. Embora mais frequente em torno dos 20 ou 30 anos, a doença também pode acometer crianças e idosos.

Tipos de lúpus e complicações mais comuns

São dois os tipos de lúpus mais frequentes: o cutâneo e o sistêmico. O primeiro atinge a pele, sem comprometer os órgãos internos. O aparecimento de manchas avermelhadas principalmente na região do colo, orelhas e nas maçãs do rosto e no nariz – estas últimas no formato de asa de borboleta –, é uma manifestação cutânea característica da doença. Já o lúpus sistêmico costuma atingir, além da pele, diferentes órgãos, membranas e grandes articulações.

Podemos dizer que mais de 95% dos pacientes têm inflamação nas juntas. As mãos são particularmente prejudicadas. A pessoa tem dores moderadas, mas raramente a condição é deformante.Os quadros mais preocupantes da doença são os comprometimentos do coração, cérebro, rins e das plaquetas. Se não identificados ou tratados precocemente, podem levar à perda do rim ou até à morte.

O comprometimento neuropsiquiátrico é outro fator que merece atenção, embora seja menos frequente. O paciente pode desenvolver problemas cognitivos, delírios, fortes dores de cabeça, psicose, depressão, ansiedade e manias.

Sintomas do Lupus


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A Fisioterapia

O tratamento fisioterapêutico visa inicialmente a diminuição e o controle do processo inflamatório das regiões acometidas através de recursos que promovem analgesia e diminuição da inflamação, assim dando condições para que o tecido mantenha e recupere a amplitude de movimento articular e força muscular, restaurando o equilíbrio osteomuscular, favorecendo a manutenção do condicionamento cardiorrespiratório, prevenindo a osteoporose e fraturas, mantendo a marcha e o equilíbrio, proporcionando uma boa qualidade de vida ao indivíduo.

Importante recordar que a escolha da modalidade de tratamento vai sempre depender das manifestações clínicas apresentadas pelo paciente.

O uso de estimulação elétrica nervosa transcutânea (TENS) sendo utilizado no controle da dor crônica estimulando as fibras nervosas que transmitem sinais ao encéfalo podem ser utilizados devido a rigidez matinal, que é acompanhada de dor e de comprometimento nos quadris e tornozelos.

Os exercícios ativos vão proporcionar uma melhora na potência muscular e aumento de amplitude de movimento. A fadiga pode ser tratada através da cinesioterapia aeróbica e com técnicas de relaxamento.

Publicado em 22/04/13 e revisado em 15/04/19
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