O lúpus eritematoso sistêmico (LES) é uma patologia inflamatória idiopática crônica, do tecido conjuntivo, multissistêmica e caráter auto-im...

Fisioterapia e o Lúpus Eritematoso Sistêmico

O lúpus eritematoso sistêmico (LES) é uma patologia inflamatória idiopática crônica, do tecido conjuntivo, multissistêmica e caráter auto-imune, a qual evolui com manifestações clínicas polimórficas e períodos de exacerbações e remissões (Borba et al., 2008). Acomete ambos os sexos em qualquer faixa etária, porém tem maior incidência em mulheres a partir da idade reprodutiva



O tratamento deve ser individualizado para cada paciente pois vai depender dos órgãos ou sistemas afetados e do grau de gravidade dos acometimentos.

Com o avanço dos tratamentos, dos medicamentos e do conhecimento sobre a patologia, o prognóstico melhorou significativamente nas últimas décadas, assistindo-se assim uma melhoria de sobrevida nesses doentes.

Os principais sintomas desencadeados pelo lúpus são rigidez articular, dores articulares e fadiga, fazendo com que o indivíduo reduza as suas atividades de vida diária e comprometendo a sua qualidade de vida. Portanto, o fisioterapeuta vai atuar com o objetivo de restaurar, manter e promover a melhora do sistema musculoesquelético e da saúde.

Os portadores de lúpus eritematoso sistêmico se beneficiam de exercícios que possibilitam a melhora da qualidade de vida, através da redução da fadiga, melhora da capacidade aeróbica, e diminuição da dor e da depressão.

O exercício físico tanto resistido quanto o aeróbico, quando tolerado psicologicamente e fisiologicamente promove redução ou controle da depressão, da fadiga e da dor, além de ganhos na força muscular, na capacidade funcional, no metabolismo aeróbico, e, consequentemente, na qualidade de vida desses indivíduos.

A fisioterapia utiliza diversos recursos terapêuticos como a cinesioterapia geral e respiratória, hidroterapia, TENS, drenagem linfática, exercícios de coordenação, equilíbrio e reeducação da marcha para a manutenção ou aumento da força muscular, da amplitude de movimento articular, para redução de edemas, desenvolvimento da marcha, manutenção do equilíbrio, redução da dor e manejo da qualidade de vida

    O exercício físico pode ser considerado como uma importante estratégia de tratamento, pois melhora a condição cardiovascular, reduz a fadiga e as anomalias metabólicas dos seus portadores, além de melhorar a QV dos mesmos.

A liberação fascial é um recurso simples e manual capaz de reduzir a dor, rigidez, fadiga e ansiedade. Estes sintomas, muito presentes no LES, podem ser tratados através da técnica citada, que, além de melhorá-los, garante aos portadores da patologia melhor mobilidade funcional, autonomia, estado emocional e qualidade de vida.

O tratamento deve ser global, priorizando medidas gerais como a educação do indivíduo e da família sobre o estado da doença, recursos para seu tratamento, relevância da atividade física, importância do apoio psicológico, dieta balanceada, fotoproteção e evitar o tabagismo.

O fisioterapeuta desempenha um papel importante por atuar na manutenção de habilidades para as atividades funcionais do paciente, avaliando a capacidade física do indivíduo, que sempre vai estar sujeita a diversas variáveis, como alterações na força muscular, flexibilidade e função cardiorrespiratória.

Como o lúpus eritematoso sistêmico normalmente não é uma patologia incapacitante, salvo algumas exceções, o fisioterapeuta se torna um profissional de grande importância visando prevenir problemas e restaurando o equilíbrio osteomuscular prevenindo que a musculatura fique hipotrofiada.

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Fisioterapia e Reumatismo


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Reumatismo é o nome popular dado às doenças reumáticas, que são compostas por mais de cem doenças distintas que acometem o sistema músculo-esquelético, ou seja, ossos, articulações ("juntas"), cartilagens, músculos, fáscias, tendões e ligamentos. Além disso, essas doenças também podem comprometer diversos órgãos do corpo humano, como os rins, o coração, os pulmões e o intestino, assim como a pele.

As doenças reumáticas mais conhecidas são: osteoartrose, artrite reumatóide, osteoporose, gota, lúpus, febre reumática, fibromialgia, tendinite, bursite e diversas patologias que acometem a coluna vertebral.

Reumatismo não é uma "doença de velho", pois pode ocorrer em qualquer idade, acometendo jovens, crianças e, inclusive, recém-nascidos.

Segundo estatísticas, 15 milhões de brasileiros apresentam algum tipo de doença reumática, o que pode gerar, além do sofrimento pessoal, reflexos na vida sócio-econômica do país, uma vez que estas doenças enquadram-se entre as principais causas de incapacidade física e de afastamento temporário ou definitivo do trabalho.

Quem tem alguma doença reumática pode apresentar dor e calor nas articulações, edema ("inchaço"), rigidez matinal (dificuldade para movimentar as articulações ao acordar de manhã), fraqueza muscular e, conforme a patologia, lesões de pele, dor de cabeça, queda de cabelo, fadiga, emagrecimento e febre.

As doenças reumáticas não são contagiosas e podem ser causadas ou agravadas por fatores genéticos, traumatismos, trabalho intenso, obesidade, sedentarismo, estresse, ansiedade, depressão e alterações climáticas.

Essas doenças devem ser tratadas para que o paciente possa ter uma melhor qualidade de vida, sem dores, sem o agravamento das lesões e sem maiores disfunções e deformidades articulares, que, por vezes, podem ser definitivas.

O tratamento das doenças reumáticas consiste na administração de drogas analgésicas e antiinflamatórias, de injeções locais de corticosteróides (infiltrações), de medicamentos próprios para o controle da doença e fisioterapia.

Sociedade Paranaense de Reumatologia - Reabilitação em reumatismo ...

A fisioterapia é umas das formas de tratamento para o reumatismo que se utiliza de aparelhos e métodos como: bolsas de água morna e fria, exercícios com o objetivo de recuperar a mobilidade das juntas e articulações, sendo seu principal foco combate a dor. Além desses métodos, outros como: Hidroterapia, hidroginástica e natação são excelentes ferramentas no combate e prevenção a reumatismo. 

No tratamento das doenças reumáticas, a fisioterapia proporciona ao paciente uma reeducação física e funcional através do alívio da dor e da rigidez articular, da recuperação dos movimentos, do reforço e do relaxamento muscular, da prevenção ou tratamento das deformidades e, quando o paciente já apresentar seqüelas definitivas, auxilia na reabilitação profissional, desenvolvendo ao máximo o potencial residual existente, adaptando este paciente às novas condições de vida.

Todos esses benefícios podem ser obtidos por um programa de fisioterapia elaborado especificamente para tratar o paciente como um todo, levando-se em conta não somente o que o paciente está apresentando, mas também tentando-se atuar nas causas dos sintomas.

Para o tratamento de pacientes que apresentam essas doenças, o fisioterapeuta dispõe de uma variedade de recursos como, por exemplo, gelo, ultra-som, correntes elétricas, laser, massagens, mobilizações articulares, trações, alongamentos, técnicas para relaxamento e reforço muscular, assim como exercícios específicos para cada paciente.

Como falei acima, os pacientes ainda podem se beneficiar com o tratamento em piscina térmica, que é conhecido como hidroterapia ou fisioterapia aquática, onde são realizadas todas essas técnicas de mobilizações articulares, relaxamento e reforço muscular, com a vantagem de se estar em um meio que possibilita o alívio imediato de dores, proporcionando uma enorme sensação de bem estar e prazer.

O objetivo da fisioterapia reumatologica é minimizar dores e incapacidades geradas por tais patologias através da utilização de recursos eletroanalgésicos, da aplicação de técnicas de terapia manual e de atividades que estimulem a movimentação articular fortalecendo e alongando os músculos envolvidos buscando assim prevenir a instalação de deformidades, bem como evitar a progressão de deformidades já instaladas, buscando sempre manter uma boa qualidade de vida

Todo o tratamento com fisioterapia deve ser baseado em uma abordagem global, atendendo e assistindo o sujeito integralmente, com o objetivo de propiciar uma reabilitação mais completa e abrangente, em âmbito físico, psíquico, social e emocional, melhorando, significativamente, a qualidade de vida desses pacientes.

Publicado em 14/01/13 e revisado em 07/05/20


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