A OA não pode ser curada. É muito provável que ela se torne pior c...

Tratamentos para a Osteoartrose

A OA não pode ser curada. É muito provável que ela se torne pior com o tempo. Entretanto, os sintomas da OA podem ser controlados.

Embora seja possível fazer cirurgias, outras terapias podem melhorar a dor e tornar sua vida melhor. Embora esses tratamentos não curem a artrite, eles podem adiar a cirurgia.

MEDICAMENTOS

Os analgésicos de venda livre, que podem ser comprados sem receita, podem ajudar nos sintomas da OA.

  • A maioria dos médicos recomenda primeiro o acetaminofeno (Tylenol) porque ele apresenta menos efeitos colaterais do que outros medicamentos.
  • Se a dor continuar, seu médico poderá recomendar anti-inflamatórios não esteroides (NSAIDs). Essas drogas ajudam a aliviar a dor e o inchaço. Tipos de NSAIDs incluem aspirina, ibuprofeno e naproxeno.
  • É possível tomar acetaminofeno ou outro analgésico antes de se exercitar. No entanto, não faça exercícios em excesso só porque tomou remédio.
  • Se estiver tomando analgésicos quase todos os dias, fale com seu médico. Você poderá precisar observar efeitos colaterais, como úlceras e sangramentos. Esses medicamentos também podem aumentar o risco de ataque cardíaco e de derrames.

Os corticoides injetados diretamente na articulação também podem ser usados para reduzir o inchaço e a dor. Entretanto, o alívio dura somente por um curto período. Mais de duas ou três injeções por ano podem ser prejudiciais à saúde.

Muitas pessoas usam remédios de venda livre como a glucosamina e o ácido condroitinossulfúrico.

  • Esses suplementos podem ser úteis para ajudar a controlar a dor, embora não ajudem no crescimento de novas cartilagens.
  • Alguns médicos recomendam um período de teste de 3 meses para ver se a glucosamina e a condroitina funcionam.

A capsaicina (Zostrix) em pomada pode ajudar a aliviar a dor. Você pode ter uma sensação de calor ou de queimação ao aplicar a pomada pela primeira vez. Essa sensação desaparece depois de alguns dias de uso. O alívio da dor normalmente começa a partir de uma ou duas semanas.

Um líquido sinovial artificial (Synvisc, Hyalgan) também pode ser injetado no joelho. Ele pode aliviar a dor por três a 6 meses.

MUDANÇAS NO ESTILO DE VIDA

Os exercícios podem ajudar a manter o movimento geral e das articulações. Peça a seu médico que recomende uma rotina apropriada de exercícios domésticos. Os exercícios aquáticos, como a natação, são especialmente úteis.

Entre outras recomendações sobre estilo de vida estão:

  • Aplicar frio e calor
  • Ter uma dieta balanceada e saudável
  • Repousar
  • Emagrecer se estiver acima do peso
  • Proteger as articulações

À medida que a dor da OA na bacia ou no joelho aumentar, manter as atividades diárias pode se tornar mais difícil ou doloroso.

  • Fazer algumas mudanças na casa pode diminuir o estresse nas articulações e aliviar um pouco a dor.
  • As pessoas cujo trabalho esteja causando estresse em determinadas articulações devem encontrar maneiras de reduzir o trauma. Você pode precisar fazer ajustes na área de trabalho ou alterar as tarefas de trabalho.

FISIOTERAPIA

A fisioterapia pode ajudar a fortalecer os músculos, a movimentação de articulações rígidas e o seu senso de equilíbrio. Os fisioterapeutas têm técnicas para tratar a OA. Se você não melhorar com a fisioterapia depois de 6 a 8 semanas, ela provavelmente não funcionará para você.

A massagem também pode trazer alívio rápido para a dor. Certifique-se de se consultar com um massagista experiente que entenda como trabalhar com articulações sensíveis.

ÓRTESES

Em alguns casos, as férulas e as órteses podem sustentar articulações fragilizadas. Algumas impedem o movimento da articulação, enquanto outras permitem algum movimento. Use órteses somente quando o uso for recomendado por seu médico ou fisioterapeuta. O uso incorreto de uma órtese pode causar lesões, rigidez e dor na articulação.

TRATAMENTOS ALTERNATIVOS

A acupuntura é um tratamento baseado na medicina chinesa. Seu funcionamento não está inteiramente claro. Alguns estudos concluíram que a acupuntura pode aliviar a dor de pessoas com OA.

A S-adenosilmetionina (SAMe, pronuncia-se "Sammy") é uma forma sintética de um bioproduto natural do aminoácido metionina. Ela tem sido comercializada como um remédio para a artrite, mas não há evidência científica para comprovar sua eficácia.

CIRURGIA

Os casos graves de OA podem necessitar de cirurgia para substituir ou reparar as articulações lesionadas. As opções cirúrgicas abrangem:

  • Cirurgia artroscópica para remover a cartilagem danificada
  • Alteração do alinhamento de um osso para aliviar o estresse no osso ou na articulação (osteotomia)
  • Fusão cirúrgica de ossos, normalmente na coluna (artrodese)
  • Substituição total ou parcial da articulação danificada por uma articulação artificial (substituição do joelho, quadril, ombro, tornozelo, cotovelo)

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Quando o se estuda dor musculoesquelética, é comum fazer-se a distinção entre os tender points da fibromialgia (FM) e os trigger points da d...

Diferença entre Tender points X Trigger Points

Quando o se estuda dor musculoesquelética, é comum fazer-se a distinção entre os tender points da fibromialgia (FM) e os trigger points da dor miofascial (DMF).

Definem-se os pontos dolorosos da FM como áreas estabelecidas pelos critérios diagnósticos do ACR para a sensibilidade aumentada destes pacientes ser testada. Os pontos-gatilho da dor miofascial, diferentemente, seriam áreas de maior ativação muscular, com atividade elétrica detectável e que induzem a uma dor referida e estereotipada quando estimulados.

Na região cervical em pacientes com FM, é muito comum encontrar trigger points, e em áreas como os trapézios, é muito difícil separá-los dos tender points. De fato, estes pontos-gatilho em região cervical muitas vezes servem de mantenedores ou desencadeadores da dor difusa em pacientes com FM.

O grupo do Prof. Lars Arendt-Nielsen, da Suécia, vem tentando elucidar melhor esta relação, e um estudo recente (Arthritis Research & Therapy 2011, 13: R48) lança a hipótese de que os trigger points são responsáveis por parte da dor espontânea em pacientes com FM. Trinta pacientes com FM e trinta controles saudáveis foram estudados. A dor espontânea (padrão e intensidade) destes participantes foi registrada. No local da dor nos pacientes com FM, os trigger points principais de cada local foram identificados, localizados manualmente e marcados com tinta. Cada ponto marcado em um paciente com FM foi marcado também em um controle saudável. A presença destes pontos foi confirmada por atividade espontânea na EMG. Cada ponto foi estimulado com compressão manual para verificar-se o grau de dor local e referida.

Os resultados mostraram que as áreas de dor local e referida, quando se estimulava os trigger points ativos em pacientes com FM, eram maiores do que aquelas estimuladas em pontos-gatilho latentes em pessoas saudáveis. Houve uma correlação da área de dor induzida com a dor espontânea em pacientes com FM. As localidades nas quais havia pontos gatilho ativos na FM habitualmente correlacionavam-se com áreas de pontos latentes em pessoas saudáveis. Os músculos mais envolvidos foram o trapézio, o extensor dos dígitos, infraespinhoso, quadrado lombar e glúteo médio.

Os autores concluem que a dor espontânea da FM pode ser reproduzida pela estimulação dos pontos-gatilho na musculatura e que a dor da FM seria primariamente destes pontos. Estes achados ainda devem ser reproduzidos e relacionados com o processo de sensibilização do SNC (principal entendimento atual da fisiopatologia da FM). Mas desde já, estes achados somam-se a outros que ressaltam a importância doss pontos-gatilho da dor miofascial como alvo terapêutico no alívio da dor em pacientes cm FM.

Eduardo S. Paiva

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A osteoporose é a diminuição da massa óssea. O osso é um tecido ...

Osteoporose: um risco para homens e mulheres


A osteoporose é a diminuição da massa óssea. O osso é um tecido vivo que se renova com mais intensidade nas primeiras décadas da vida, sendo que, a partir dos 30 anos, o quadro se inverte e a absorção de osso passa a ser maior que a formação. As mulheres chegam a perder 50% de toda a sua massa óssea, enquanto os homens perdem cerca de 25%. A falta de atividade física ou a pouca ingestão de cálcio na infância e na adolescência aumentam a fragilidade do osso e o risco de desenvolver a doença.

Um dos grandes problemas da osteoporose é que ela, por si só, não apresenta sintomas. A maior parte das pessoas descobre que tem a doença por causa das dores provocadas pelas fraturas, principalmente no fêmur, no punho e nas vértebras. Elas se tornam muito mais comuns por causa do enfraquecimento dos ossos. O diagnóstico pode ser feito através de exames laboratoriais e da densitometria óssea.

Descobrir as causas da osteoporose é uma tarefa difícil. Nas mulheres, em grande parte das vezes, o déficit de estrogênio que ocorre na menopausa é o principal responsável pelo aparecimento da doença. Em casos aparentemente sem explicação, pode haver uma predisposição genética, no caso da pessoa pertencer à raça branca ou asiática ou ter parentes próximos com osteoporose. Há casos, passíveis de reversão, nos quais o desenvolvimento da doença está relacionado com o estilo de vida, bebida, fumo, alimentação e prática de exercícios físicos.

Algumas providências devem ser tomadas para prevenção da doença. No caso das mulheres, assim que chega a menopausa, o ideal é procurar o ginecologista para verificar se há necessidade de reposição hormonal, com estrogênio. Geralmente, a alimentação rica em cálcio, presente no leite e em seus derivados, também é importante. Além disso, uma providência que não se refere especificamente à prevenção da osteoporose, mas das fraturas, é evitar, a partir dos 50 ou 60 anos, ter em casa pisos escorregadios ou tapetes soltos.

O tratamento difere de acordo com o tipo de osteoporose. No caso da pós-menopausa, ele é feito, como já foi citado, com reposição de estrogênio. Em outros tipos, o tratamento pode ser realizado com reposição de calcitonina, que é um outro hormônio, com alendronato de sódio, que é um estimulador da formação óssea, ou com cálcio.

Quanto à atividade física, ela é importante como prevenção e como tratamento, principalmente os exercícios com carga, que são absolutamente essenciais para a saúde dos ossos. Durante a atividade física, com a contração da musculatura, ocorre deformação do osso. Quanto maior o estímulo, maior a deformação. O osso interpreta esta deformação como um estímulo à formação. Os ossos assim se adaptam à sobrecarga mecânica. A intensidade da carga é mais importante na formação da massa óssea do que a duração do estímulo.

Dr. Álvaro Chamecki
é ortopedista

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Muitas vezes negligenciamos as dores sentidas no dia a dia, aquelas provocadas por movimentos excessivos ou resultantes do cansaço do tr...

Boa postura evita dores articulares

Muitas vezes negligenciamos as dores sentidas no dia a dia, aquelas provocadas por movimentos excessivos ou resultantes do cansaço do trabalho e achamos que estas logo passarão. Porém as dores são um alerta para o nosso corpo, indicando que alguma coisa está errada e precisa ser corrigida, por exemplo: a postura de sentar diante um computador.

É normal, sentirmos dores ou algum tipo de desconforto após uma atividade prolongada ou que estimule os movimentos repetitivos, afinal de contas acabamos sobrecarregando estruturas por um longo tempo sem dar o devido descanso a estas estruturas, porém você não precisa sofrer com este tipo de dor, algumas mudanças nos seus hábitos de vida podem evitar o aparecimento destes desconfortos e dores.

Atitudes simples, realizadas no dia a dia, durante o período de trabalho, ou de lazer podem tornar a sua vida mais agradável, mantendo você distante de dores e desconfortos e impedindo a instalação de futuros problemas. Com o conhecimento correto da biomecânica articular é possível aliviar o estresse, o qual é colocado diariamente sobre nossa estrutura músculo-esquelética, isso facilita o trabalho do corpo, impede o aparecimento de dores e evita o aparecimento de lesões causadas pelo uso incorreto das estruturas exigidas.

  • Sempre quando for levantar se da cama, levante se de lado, apoiando os braços, e colocando as pernas para fora da cama.
  • Ao levantar se de uma cadeira, use a força das pernas. Tente elevar se ereto, deixando a sua coluna livre de sobrecarga.
  • Não sente com a coluna relaxada, se precisar use um suporte para a região lombar.
  • Não fique muito tempo, em uma mesma posição, por exemplo: em pé, sentado, diante de um computador, procure sempre alternar as posições de sua atividade diária.
  • Evite trabalhar usando movimentos de torção (movimentos que rodam o tronco).
  • Evite levantar pesos do chão com o tronco flexionado.
  • Evite dobrar o corpo enquanto trabalha.
  • Ao caminhar, ande ereto mantendo o olhar na linha do horizonte, se possível com a musculatura abdominal contraída.

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A articulação glenoumeral é formada pela cabeça do úmero e a cavidade glenóide, é uma articulação sinovial tipo esferóide (bola e soque...

Saiba mais sobre a articulação glenoumeral


A articulação glenoumeral é formada pela cabeça do úmero e a cavidade glenóide, é uma articulação sinovial tipo esferóide (bola e soqueta), possui quatro liberdade de movimento e pouca estabilidade óssea, sua estabilização é dependente de ações musculares.
A diferença entre o tamanho da cabeça do úmero e da cavidade glenóide torna o contato das superfícies articulares assimétrico, somente uma parte da cabeça do úmero encontra em contato com a cavidade glenóide.

O lábio glenoidal  é um anel formado por fibrocartilagem que circunda a cavidade glenóide com a função de aprofundar dando maior espaço articular e estabilização

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A cápsula está presente na margem da cavidade glenóide e colo anatômico do úmero, é constituída externamente por membrana fibrosa e internamente por membrana sinovial. Com o braço em posição neutra ao lado do corpo, a parte superior da cápsula fica esticada e a parte inferior fica relaxada na abdução acontece o oposto a cápsula fixa a articulação glenoumeral reforçada por ligamentos.

O ligamento coracoumeral reforça a parte superior da cápsula articular. Os ligamentos glenoumerais reforçam a cápsula anteriormente e pelo músculo subescapular, este sendo o principal estabilizador dinâmico da articulação glenoumeral.

Lateralmente a cabeça do úmero é rodeada por duas camadas musculares uma profunda e a outra superficial. A camada profunda é constituída pelo manguito rotador (supra-espinhoso, infra-espinhoso, redondo menor e subescapular), além do tendão da porção longa do bíceps braquial, que envolvem a cápsula.
Na articulação glenoumeral a parte côncava é representada pela cavidade glenóide, enquanto a convexa é pela cabeça do úmero, somente uma pequena parte desta fica em contato com a cavidade glenóide, favorecendo grandes amplitudes de movimento e instabilidade.
A artrocinemática explica que a parte côncava movimenta – se no sentido do movimento realizado pelo úmero, e a convexa movimenta – se no sentido opsto ao do úmero, conforme o quadro:


Movimentos fisiológicos do úmero
Direção do deslizamento da cabeça do úmero
Flexâo
Posterior
Extensão
Anterior
Abdução
Inferior
Adução
Superior
Rotação interna
Posterior
Rotação externa
Anterior
Abdução horizontal
Anterior
Adução horizontal
Posterior



A camada superficial é formada pelo trapézio, deltóide, redondo maior, latíssimo do dorso, serrátil anterior e peitoral maior, que estão em volta da cabeça do úmero, mas um pouco distante (HAMILL & KNUTZEN, 2008; LIPPERT, 2003).


Movimento da Articulação Glenoumeral


Quando observamos o movimento da articulação glenoumeral temos que levar em conta a diferença entre o tamanho da cabeça do úmero e da cavidade glenóide, outro ponto a ser observado é a ação do músculo deltóide que ao início da elevação do braço possui uma tração vertical puxando a cabeça do úmero para cima colidindo com o arco coracoacromial e entrando em contato com o acrômio. Com tudo isso grandes amplitudes de movimento seriam impossíveis, o que torna possível alcançar as grandes amplitudes de movimento é a ação do manguito rotador e os movimentos da artrocinemática (LIPPERT, 2003; RASCH, 1991; HALL, 2000).

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   Medidas preventivas podem ser adotadas para impedir que o atleta progrida com a Sindrome do Impacto. Entre elas, estão os treiname...

Proposta fisioterapêutica na Sindrome do Impacto no Ombro em atletas

   Medidas preventivas podem ser adotadas para impedir que o atleta progrida com a Sindrome do Impacto. Entre elas, estão os treinamentos de força, flexibilidade, e propriocepção, além de orientações acerca do tempo de repouso necessário para a recuperação das estruturas passíveis de sofrerem lesão por overuse

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    Ganhos de força extra, fora da piscina, permitem ao nadador trabalhar outros músculos além daqueles exigidos no esporte, especialmente os antagonistas aos movimentos da braçada[2,6].
    Agregado a isso, treinos de flexibilidade também devem ser aplicados a fim de proteger a musculatura contra encurtamentos e para preservar a amplitude total de movimento sem dor [2,6].
    Exercícios de propriocepção oferecem consciência de posicionamento articular e permitem melhor controle dos movimentos, evitando falhas de execução, uma vez que o atleta tem tempo para corrigi-las[2,6].
    Por fim, para um programa de prevenção completo, fatores como duração, intensidade e freqüência dos treinos devem ser ponderados para conter a "síndrome do supertreinamento"[6].


Fortalecimento

    Desequilíbrios musculares ocorrem sempre que a ação agonista prevalece de maneira desproporcional sobre a ação antagonista durante determinada atividade, fazendo com que este se torne fraco e aquele abusivamente mais forte[13,18].
    No ombro normal, a relação de força entre rotadores externos e internos (RE/RI) é de aproximadamente 0,6 a 0,8, o que demonstra uma desvantagem natural dos rotadores externos. Em nadadores, este valor tende a ser ainda mais baixo, devido a dominância da rotação interna durante a prática esportiva. Somado a isso, também já foi constatado que a SI reduz de maneira significativa a força de rotação externa do membro superior[9,13].
    Schneider e col.[13] avaliaram, em 2006, 26 nadadores púberes de ambos os sexos, dos quais 23% apresentaram o índice RE/RI menor que 0,6, sugerindo fraqueza muscular. Este resultado corrobora os achados de um estudo citado por Schwartzmann[6] e col., onde experimento semelhante foi feito, porém, relacionando a falta de sincronia dos músculos do MR com a prevalência de dor no ombro. Neste trabalho, nadadores com quadro doloroso exibiram a razão RE/RI com valores menores que 0,4, contra 0,7 daqueles que não tinham histórico de dor.
    Considerando esses aspectos, a proposta preventiva de fortalecimento muscular visa o reequilíbrio de forças, dando ênfase aos rotadores externos, como o infra-espinhal, o redondo menor, e, sobretudo, o supra-espinhal, que é o mais propenso a desenvolver lesões, pois além de limitar a rotação interna, ao mesmo tempo contribui com a abdução.[3,6].
    A abordagem do fortalecimento pode incluir faixas elásticas ou musculação, desde que o treinamento muscular evidencie ações concêntricas, uma vez que na natação ações excêntricas dificilmente são solicitadas[2].
    A manutenção de um ritmo escapuloumeral regular, com um trabalho focado nos pivôs (estabilizadores) escapulares, principalmente nos rombóides, trapézio inferior e serrátil anterior, também deve ser alvo do programa de prevenção, visto que suas funções são vitais para a biomecânica normal do ombro[1,2,4,6].
    É importante ressaltar que deve-se alternar exercícios específicos para ganho de força com exercícios de endurance, pois, durante a natação, as forças aplicadas são constantes porém não são máximas, e o atleta, além de manter picos de torque para propulsão, precisa estar resistente à fadiga. Estudos comprovam que essa associação, sob o ponto de vista preventivo, reduziu significativamente a presença de dor no ombro nos nadadores[6].

Flexibilidade

    Sobre a flexibilidade, apesar de todos os benefícios teóricos conhecidos, na prática, poucos estudos comprovam sua eficácia como um método preventivo de lesão. Entre eles, está um trabalho de 1985, citado por Schwartzmann, onde o estudo original correlacionou a diminuição de flexibilidade com dores no ombro em nadadores[6,19].
    Sabe-se que músculos alongados possuem maior poder de contração do que os encurtados, e que quanto mais flexível um segmento, maiores amplitudes de movimento são obtidas sem causar dano às estruturas envolvidas[2,19,21].
    Contudo, alongamentos agudos, ou seja, aqueles realizados imediatamente antes do treino esportivo, não garantem ganhos suficientes para evitar lesões. Pelo contrário, alguns trabalhos demonstram que esta prática diminui de forma considerável a força muscular. Por outro lado, verificou-se que, exercícios de flexibilidade, quando realizados em sessões à parte, de forma regular, possuem efeitos crônicos que são eficazes para melhorar a performance do atleta a longo prazo, incluindo velocidade e força de contração[21].
    Em 1999, Hartig e Henderson[22], realizaram um estudo comparativo com 298 indivíduos. Destes, 150 receberam um programa de alongamento durante 13 semanas. Constatou-se que a taxa de incidência de lesões por overuse nos que sofreram intervenção foi de 16,7%, contra 29,1% dos 148 que fizeram parte do grupo controle. Estes resultados mostram-se interessantes, visto que o overuse é o tipo de acometimento mais comum em nadadores de alto nível.
    Em 2004, Witvrouw et.al.[23]. relataram que, nos esportes em que há ciclos de alongamento-encurtamento contínuos, técnicas que favoreçam a elasticidade músculo-tendínea podem ser bem empregadas para prevenir danos dessas estruturas. A natação se enquadra nessa condição, uma vez que possui alternância de tensão-relaxamento durante as fases da braçada.
    Conclui-se, então, que um programa de alongamento, para ter efeito preventivo, deve fazer parte da rotina diária do atleta, e, mesmo quando a amplitude de movimento máxima for alcançada, o treino deve ser mantido para que não haja perda de extensibilidade tecidual[6,19].

Propriocepção

    Propriocepção é a sensação transmitida por músculos, tendões e articulações da posição que o segmento está ocupando no espaço, bem como da direção, amplitude e velocidade do movimento que está sendo efetuado. Um bom nadador precisa adquirir esse sentido para saber controlar as forças da água que agem sobre ele[2,24].
    Estudos comprovam que o déficit cinestésico é capaz de acarretar uma instabilidade articular significativa, a ponto de evoluir com microtraumas repetitivos. No ombro, sempre que isso acontece, o supra-espinhal e o bíceps braquial são os principais músculos compensatórios e apresentam-se com padrões de atividade fora do comum[24].
    Por esse motivo, exercícios propioceptivos são fundamentais para restaurar a estabilidade articular, através de mecanismos neuromusculares, e para promover melhora da dinâmica do segmento, impedindo o aparecimento de disfunções[5].
    Treinar propriocepção permite que o atleta tenha consciência postural e que o mesmo esteja apto a selecionar os grupos musculares que irão trabalhar em cada fase do nado. A partir disso, aprende-se a corrigir ações inadequadas para uma determinada técnica e a desativar músculos inapropriados para a atividade pretendida, visto que a intervenção desnecessária destes aumenta o estresse e a fadiga local[2,6,25].
    Exercícios fora d'água podem ser eficazes para treinar coordenação, sincronia muscular e para ensinar ao nadador como construir uma memória cinestésica dos movimentos da cintura escapular[2].
    Exercícios dentro d'água podem ser úteis para demonstrar ao atleta que pequenas diferenças de posicionamento da mão e/ou do braço durante o nado, podem interferir diretamente na força que será exercida, uma vez que as posturas desses segmentos em relação ao corpo podem acarretar uma maior ou menor resistência oferecida pela água[2].

Supertreinamento

    O "supertreinamento" ocorre sempre que os mecanismos de adaptação do atleta são forçados além do que o mesmo pode suportar, predispondo-o a falhas. Essa condição é descrita como multifatorial, sendo o estresse físico e o psicológico os principais agentes desencadeadores. O alto nível tensional instalado, quando acumulado, pode gerar uma queda brusca de produtividade[16].
    Sob esse ponto de vista, a contenção do overtrainning e seus efeitos nocivos também tornam-se uma meta preventiva, a medida em que treinos exorbitantes associados a um tempo de descanso reduzido podem afetar não somente o desempenho do individuo nas competições, mas também a sua qualidade de vida[6,20].
    Para um nadador ficar supertreinado basta que a o volume de treino exceda sua capacidade de se adequar ao que foi programado. Por isso, o profissional responsável por acompanhar a evolução do atleta precisa estar atento a situações como disposição, tolerância aos exercícios e habilidades técnicas do mesmo[16,20].
    O programa de treinamento diário deve ser monitorado dentro dos objetivos traçados, porém, respeitando sempre os limites fisiológicos do nadador, e, aliado a isto, propõe-se a inserção de intervalos para repouso e atividades recreativas em cada sessão. Exercícios de concentração e relaxamento também são indicados a fim de fornecer momentos para reorganização mental e recuperação de energia[16,20,25].
    Outros aspectos relacionados à saúde, como os estados nutricional e social também precisam ser considerados dentro de um programa preventivo, uma vez que estresses provenientes dessas relações podem comprometer o desempenho[20].
    Todas essas recomendações refletem a complexidade das diversas circunstâncias que podem levar o atleta a progredir com um baixo rendimento e, a partir disso, vir a necessitar de mais e mais treinos. A conseqüência disso é o "supertreinamento", que, como já mencionado, é um fator predisponente a lesões por overuse, que futuramente resultam em distúrbios crônicos e degenerativos[6,20].

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Os grandes objetivos do tratamento fisioterapêutico é aliviarmos a dor, melhorar a função muscular e a qualidade de vida, independente d...

Fisioterapia na osteoartorse de joelho


Os grandes objetivos do tratamento fisioterapêutico é aliviarmos a dor, melhorar a função muscular e a qualidade de vida, independente da idade do paciente. A perda na força muscular acarreta limitações e interferem nas AVD (atividades de vida diária), assim os exercícios para os indivíduos que se encontram em processo de envelhecimento são importantes, pois proporcionam bem estar físico, auto confiança, sensação de auto avaliação, melhora da força muscular e da amplitude de movimentos, além de atuar de forma positiva no emocional do indivíduo (1).

Alguns autores anteriores a 1980 apresentam os exercícios como inapropriados para os pacientes com processos inflamatórios, pois podem causar estresse e esforço indevido na articulação lesionada, piorando a inflamação; mas predomina autores que dão muita importância aos exercícios, acreditando que estes melhoram e mantem a força muscular, a mobilidade muscular, a endurance, a funcionalidade, aumentam a densidade óssea e diminuem a dor.

Um trabalho fisioterapêutico bem elaborado promove a melhora da coordenação, da postura e do desempenho muscular, que são os fatores levam o idoso a hipofuncionalidade e conseqüentemente a exclusão e ao sentimento de incapacidade, levando-os a depressão.

Marques, (1) em 1998, propôs os seguintes procedimentos para o tratamento fisioterapeutico da osteoartrose:

Tratamento pelo frio: Para casos de dor, inflamação e espasmos musculares. É um grande agente analgésico e nos processos inflamatórios reduz a hiperemia e o edema por seu efeito vasoconstritor.

Tratamento pelo calor: Alivia a dor, aumenta a extensibilidade do tecido colágeno e reduz a rigidez articular.

Eletroterapia (Ultra som, ondas curtas,microondas e estimulação elétrica transcutânea – TENS): São usados para a analgesia.

Exercícios: Principal recurso para recuperar a força muscular e quando utilizados com a eletroterapia aliviam a dor.

Tipos de exercícios:

Globais: subir escadas, levantar-se da cadeira, treino de marchas, etc.

Isométrico
: São os indicados inicialmente por serem mais tolerados pelos pacientes com dor.

Isotônicos progressivos: quando a dor e a inflamação estão mais controladas para fortalecimento muscular e melhora da funcionalidade.

Fisioterapia Pós-Cirurgia de Artroplastia do Joelho.

O objetivo da fisioterpia é o retorno precoce as funções associadas com a amplitude de movimento do joelho. O método proposto por Marques (2) é de exercícios isotônicos nos primeiros sete dias pós cirurgia e exercícios para restaurar a flexão da articulação.

Fisioterapia preventiva:

Durante muito tempo a fisioterapia deu muito ênfase a terapia curadora (prevenção terciária), hoje este quadro mudou, e temos muitos profissionais atuando nos fatores etiológicos da doença a fim de evitar que ela venha a se instalar. Atualmente, o papel do fisioterapeuta, junto com outros profissionais da saúde, baseia-se na proposta de estabelecer propostas de um tratamento adequado, visando prevenir danos, deformidades e perda da capacidade funcional.

Um programa de exercícios bem definido pode evitar perda da força muscular e as suas conseqüências. Os idosos fisicamente ativos parecem mais concentrados e se distraem com menos facilidades que os idosos sedentários.

Referências:

1. Silva, F. B. e Batista, C. S. – Tratamento fisioterápico no paciente portador de osteoartrose de joelho – [on line]

2. Marques A.P., Kondo, A – Rev Bras Reumatol, 1998 – A fisioterapia na osteoartrose: uma revisão da literatura. [on line]

3. Meirelles, E.A. Morgana – Atividades físicas na terceira idade – Rio de Janeiro: Sprint,1997.

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O termo artrite significa "inflamação nas juntas", pode ocorrer em uma ou várias articulações, sendo caracterizada por dor, ed...

Causas e tratamento da Artrite

O termo artrite significa "inflamação nas juntas", pode ocorrer em uma ou várias articulações, sendo caracterizada por dor, edema e vermelhidão na articulação acometida.

A artrite é uma das mais comuns manifestações das doenças reumatológicas, sendo descritas mais de 100 doenças que podem causá-la. Pode acometer crianças, adultos e idosos nas suas mais diferentes formas com evolução, de acordo com a patologia causadora, em aguda ou crônica.

· Causas

Das inúmeras causas de artrites podemos citar as formas agudas como as artrites virais, infecciosas e traumáticas e as crônicas normalmente relacionadas a alterações do sistema imunológico, principalmente as doenças reumatológicas.

A osteoartrite ("artrose"), uma das mais frequentes, acomete geralmente os joelhos, colunas, quadris e as mãos causando um desgaste destas articulações. Ocorre com maior frequência nos idosos, podendo acometer também pessoas mais jovens.

A mais conhecida causa de artrite, sem dúvida alguma, é a artrite reumatóide que atinge cerca de 1% da população mundial, com maior frequência as mulheres. Acomete preferencialmente as articulações das mãos, punhos, joelhos e pés existindo desde formas mais leves a agressivas da doença sendo necessário diagnóstico e tratamento precoces para prevenção de deformidades.

Em crianças, a artrite reumatóide juvenil é a forma mais comum; podendo atingir desde a infância até a adolescência com sintomas um pouco diferentes da artrite reumatóide do adulto. Não se conhecem suas causas, mas acredita-se que exista uma transmissão genética "familiar" da doença.

A gota ocorre com maior frequência em homens sendo ocasionada devido ao aumento do ácido úrico no sangue, levando ao acúmulo desta substância nos tecidos, particularmente nas articulações, desencadeando a "artrite gotosa".

Das doenças do sistema imunológico, o lúpus eritematoso sistêmico é a mais clássica devido à diversidade de sintomas e órgãos do corpo que podem ser acometidos. Afeta com maior freqüência as mulheres jovens em idade fértil. Normalmente a artrite do lúpus é discreta com menos dor, limitação e deformidade nas articulações acometidas.

Dentre outras causas podemos citar a espondilite aquilosante, artrite reativa, artrite relacionada à psoríase e síndrome de Sjogren.

. Tratamento

O tratamento da artrite depende da causa desencadeante. Deve ser individualizado para cada paciente podendo ser prescritos medicamentos antiinflamatórios e analgésicos, e em alguns casos: corticosteróides, compostos imunossupressores (por exemplo, azatioprina, metotrexato, leflunomide, cloroquina e sulfassalazina) e medicações biológicas, os chamados biológicos: Remicade®, Humira®, Enbrel®, Mabthera®,Orencia® e recentemente, Actemra®.

Em alguns casos podem ser necessárias intervenções não-farmacológicas, como fisioterapia, redução de peso, terapias na água e exercícios físicos supervisionados.

O objetivo do tratamento da artrite consiste em reduzir a dor e inflamação da articulação ("junta") acometida, melhorando a função da mesma.

O tratamento da artrite, devido as suas inúmeras causas desde doenças locais da articulação a doenças sistêmicas, deve ser individualizado. Daí a importância do seu diagnóstico e tratamento ser realizado por um profissional especializado, na maior parte dos casos o reumatologista.

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