O quadril é uma articulação sinovial do tipo esferóide, e portanto, capaz de realizar movimentos em todos os planos. Para pesquisa do...

Avaliando a mobilidade articular do quadril




O quadril é uma articulação sinovial do tipo esferóide, e portanto, capaz de realizar movimentos em todos os planos. Para pesquisa dos movimentos o indivíduo é colocado em decúbito dorsal, mantendo-se a pelve e o tronco em posição simétrica. É comum a bacia movimentar-se quando estamos testando a articulação do quadril, o que pode levar um examinador desatento a interpretar erroneamente o grau de amplitude de movimentos.Por isto , sempre observe a pelve e estabilize-a segurando com uma das mãos.

A mobilidade deve ser testada de forma ativa e passiva. Tanto os testes ativos como os passivos servem para determinar a existência de limitação de movimentos da articulação; nos testes ativos, o paciente utiliza seus próprios músculos para atingir o alcance necessário de movimentação, enquanto nos testes passivos é o examinador quem movimenta a articulação do paciente.

O paciente pode ser incapaz de completar os testes ativos por fraqueza muscular, contratura dos tecidos moles periarticulares ( cápsula articular, ligamentos, músculos ) ou por bloqueios ósseos ( alterações na conformação das superfícies articulares, fusões , saliências ósseas ). Os testes passivos eliminam o fator muscular, visto que neste caso a força passa a ser desprendida pelo examinador. Se nos testes ativos o paciente foi incapaz de completar a amplitude normal de movimentos , porém nos testes passivos não houve limitações, podemos inferir que a fraqueza muscular é a causa da restrição. Caso a restrição permaneça mesmo durante os testes passivos, a fraqueza muscular deve ser eliminada como sendo a causa direta , sendo mais provável a presença de obstáculos ósseos ou de tecidos moles, se bem que associadamente possa existir hipotrofia muscular como resultado da não utilização da articulação.


A amplitude média de movimentos do quadril é a seguinte:

Flexão( 0-120 graus): consiste em levar a coxa em direção anterior,de encontro ao abdome.
Abdução( 0-45 graus): consiste em afastar o membro inferior da linha média.
Adução( 0-30 graus): consiste em cruzar a linha média com o membro inferior.
Rotação interna( 0-30 graus) e Rotação externa( 0-45 graus): utilizamos a perna como referência para as medidas, rodando-se o membro inferior interna e externamente.
Extensão( 0-30 graus): é feita com o paciente em decúbito ventral, elevando-se a coxa da superfície da mesa de exame, mantendo-se o joelho levemente fletido.
Obs.: As rotações também podem ser avaliadas com o quadril em extensão.

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Artrose ou osteoartrose refere-se ao processo degenerativo que acomete as articulações. As alterações começam na cartilagem articular, que ...

O que um fisioterapeuta vê num paciente com artrose


Artrose ou osteoartrose refere-se ao processo degenerativo que acomete as articulações. As alterações começam na cartilagem articular, que sofre um processo de reamolecimento e deterioração, chegando inclusive a desaparecer em fases avançadas. O osso subcondral também sofre mudanças que se traduzem em um aumento de densidade ou esclerose e na formação ocasional de cistos ou partes ocas. Nas margens articulares aparecem prolongações ósseas do osso subcondral, de forma irregular e tamanho variável, denominada osteófitos, que constituem o sinal mais característico da artrose.

É de etiologia desconhecida, embora se acredite que haja um componente genético, ou podendo surgir através de traumatismos, micro-traumas de repetição, sobrecarga, hiperfrouxidão ligamentar e anomalias congênitas (SERRA, PETIT e CARRIL, 2001).
Salter (1985), relata que o sintoma predominante é a dor que surge do osso, assim como da membrana sinovial e da cápsula fibrosa. A dor, a princípio sutil e mais tarde intensa, é intermitente. Agravada pelo movimento articular (“efeito de fricção”), se alivia com o repouso. Eventualmente, porém, o paciente pode inclusive apresentar “dor em repouso”, provavelmente relacionada com a hiperemia do osso subcondral.

O paciente se torna consciente de que seus movimentos articulares já não são uniformes e que estão associados a vários tipos de crepitação articular, tais como rangidos, chiados e estalos. A articulação tende a se tornar rígida após certo período de repouso, fenômeno denominado gelitificação articular. A articulação comprometida perde cada vez mais o movimento, de forma gradual; eventualmente pode tornar-se tão rígida que a dor (associada a movimento) diminui (SALTER, 1985).

No exame físico, a articulação comprometida mostra-se dolorosa à palpação e mobilização. Os sinais inflamatórios habitualmente são brandos, quase sempre não passando de um discreto edema. Em alguns casos, há derrame articular. Osteófitos podem ser identificados quando proeminentes, como um alargamento ou uma protuberância na interlinha articular de consistência rígida (YOSHINARI; BONFÁ, 2000).

A musculatura correspondente à articulação pode estar hipotrofiada. A amplitude do movimento articular pode ficar reduzida. As ocorrências de evolução mais grave mostram perda completa de movimento, deterioração da função articular e até anquilose. Deformidade, falta de alinhamento e instabilidades articulares podem acontecer

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Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença inflamatória de causa desconhecida. Para que se desencadeie a doença, agentes externos des...

O Pilates no paciente com Lupus


Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença inflamatória de causa desconhecida.

Para que se desencadeie a doença, agentes externos desconhecidos (vírus, bactérias, agentes químicos, radiação ultravioleta) entram em contato com o sistema imune de um indivíduo que está com vários genes erradamente induzindo produção inadequada de anticorpos. Estes anticorpos são dirigidos contra constituintes normais (auto-anticorpos) provocando lesões nos tecidos e também alterações nas células sangüíneas.

É uma doença razoavelmente comum no consultório dos reumatologistas.

Atinge principalmente mulheres (9:1) em idade reprodutiva, iniciando-se mais comumente entre 20 e 40 anos. Pode ser bastante benigno até extremamente grave e fatal.

Por atuar com a melhora dos movimentos e das articulações, exercícios de pilates são indicados para pacientes com Lúpus Eritematoso.

Os exercícios realizados nos equipamentos de pilates vão atuar no fortalecimento muscular, principalmente de membros inferiores e controle de tronco auxiliando a deambulação(caminhada), na flexibilidade articular e na recuperação da musculatura pélvica que atua no controle de incontinência urinária apresentada por alguns pacientes.

O fisioterapeuta consegue ajustar um programa de tratamento específico, onde os próprios aparelhos auxiliam a execução do movimento, trazendo, com isso, resultados bastante satisfatórios deste controle motor. Os exercícios de propriocepção dão ao paciente condições para a recuperação dos movimentos.

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