O primeiro passo para o tratamento da febre reumática é a erradicação do streptococcus com uso de antibióticos. Os melhores resultados sã...

Tratamento da Febre Reumática


O primeiro passo para o tratamento da febre reumática é a erradicação do streptococcus com uso de antibióticos.

Os melhores resultados são conseguidos com aplicação única de penicilina G benzatina intramuscular.

A dose recomendada para crianças com peso de até 27 Kg é de 600.000 U; para quem tem peso maior que 27 Kg a dose é 1.200.000 U. Em pacientes alérgicos à penicilina ou que sofram doença hemorrágica, a melhor opção para substituir a penicilina G é a eritromicina por via oral 40 mg/Kg/dia, dividida em 4 doses por dia, durante 10 dias.

Crianças que tenham manifestações articulares sem outras complicações podem ser tratadas com aspirina ou outro anti-inflamatório.

Em qualquer uma das formas agudas da doença é recomendado o repouso, especialmente quando há cardite ou coréia. O tempo médio de repouso deve ser de 4 semanas. Esse cuidado pode ser o fator que normaliza o quadro, quando a medicação corretamente aplicada não está sendo suficiente para resolver a crise.

O retorno às atividades físicas deve ser gradual, após assegurada a cura da crise.

Como é o tratamento nos casos de cardite?

Caso ocorram alterações no coração (cardite), há necessidade do uso de corticóides, que são anti-inflamatórios mais potentes.

O corticóide padrão é a Prednisona. No ínicio, deve ser administrado a dose de 1 a 2 mg por quilo de peso por dia (máximo = 60 mg por dia), repartindo a dose em 3. Essa dose deve ser mantida por duas semanas e com a melhora do paciente, pode ser iniciada a redução, nunca superior a 20% da dose inicial por semana. Quando a administração estiver em 10 mg por dia, essa redução deve ser acompanhada da associação de aspirina, que deve ser mantida por até 1 mês após a retirada do corticóide.

A redução gradual do corticóide e a combinação com aspirina são cuidados para se evitar recidiva da crise, que é chamada de rebote.

Há controvérsias do ponto de vista científico quanto ao uso, às doses e à administração de corticóides na febre reumática. Mas, a gravidade da cardite e a experiência adquirida suportam essas recomendações.

Recomenda-se restrição de sal.

Como tratar a coréia?

A coréia, também chamada coréia de Sydenham ou Dança de São Vito, é uma síndrome neurológica e costuma ocorrer meses após a infecção na garganta. Caracteriza-se por movimentos involuntários da face e das extremidades. O tratamento é medicamentoso e objetiva fazer cessar os movimentos indesejáveis. Usa-se o haloperidol para fazer cessar os movimentos indesejáveis no seguinte esquema: dose inicial de 0,5 a 1 mg / dia, acrescentando-se 0,5 mg de 3 em 3 dias, até um máximo de 5 mg/dia, por via oral. Outra alternativa, bem mais cara é o valproato de sódio na dose de 15 - 20 mg/Kg/dia.

Como evitar a doença?

A prevenção da febre reumática envolve o diagnóstico rápido e correto, bem como o tratamento efetivo da infecção streptocóccica, principalmente em crianças em idade escolar e outros que vivam com muitas pessoas, como em quartéis.

A prevenção pode ser feita em duas fases: naqueles que nunca tiveram a doença (prevenção primária ) e naqueles que já tiveram a doença ( prevenção secundária).

Prevenção primária:
Medidas de Saúde Pública: informações sobre os riscos de contrair a doença, educação da população, melhoria das condições sócio-econômicas e melhoria das condições de vida (saúde, higiene, habitação, educação);
Tratamento adequado das infecções de garganta com uso de antibióticos.

Prevenção secundária: as pessoas que já tiveram febre reumática são extremamente suscetíveis à recorrência da doença se forem infectadas novamente pela bactéria Streptococcus do grupo A. A prevenção secundária consiste em:
Informar sobre os riscos da doença;
Fazer tratamento de longo prazo dos doentes para impedir as recidivas. Usa-se aplicações de penicilina Benzatina IM (600.000 U, quando o peso for menor que 27 Kg e 1.200.000 U, quando o peso for superior a 27 Kg) de 21 em21 dias, durante 5 anos após o último episódio, ou até completar 21 anos de idade, o que ocorrer por último. Em alérgicos a penicilina a recomendação é administração diária, por via oral, de sulfadiazina 500 mg (menos de 27 Kg) ou 1000 mg (mais de 27 Kg) ou eritromicina 250 mg 2 vezes ao dia.

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Cirurgia (a artroscopia) ou fisioterapia? Para quem sofre com algum problema nos joelhos, osteartrite ou rompimento de menisco, essa é a ...

Fisioterapia pode dar bons resultados no tratamento de problemas no joelho



Cirurgia (a artroscopia) ou fisioterapia? Para quem sofre com algum problema nos joelhos, osteartrite ou rompimento de menisco, essa é a dúvida. E foi justamente esse o enfoque de uma reportagem do jornal Zero Hora, relatando a realização de um estudo da Escola de Medicina da Universidade de Harvard, cuja conclusão foi favorável à fisioterapia, método que, segundo os pesquisadores, pode dar bons resultados. Aliás, conforme Jeffrey Katz, professor da instituição, não existe um tratamento único e melhor: “Os resultados mostram que tanto as pessoas tratadas com fisioterapia como com cirurgia no joelho apresentam notável melhora”.

Para explicar um pouco mais sobre o tema, o reumatologista Hilton Seda, membro da Comissão de Osteoartrite da SBR, diz que, na verdade, desde a década de 40, sabe-se que a retirada cirúrgica do menisco do joelho (meniscectomia) é capaz de determinar o aparecimento de artrose radiológica, não necessariamente sintomática, nessa articulação. Tal fato ocorre em cerca de 20% a 40% dos casos, após dez anos, diz Seda. “A meniscectomia, portanto, aumenta o risco dessa complicação, risco que depende também de outros fatores, como predisposição e idade.”, diz ele, ressaltando que, em virtude desse conhecimento, foi estabelecido um critério para o tratamento das lesões meniscais (clínico/fisioterápico ou cirúrgico artroscópico), dependendo do padrão de gravidade da lesão.

Assim, segundo o reumatologista, não se pode afirmar que o estudo em questão é inédito, enfatizando que o valor do trabalho de Jeffrey N. Katz et al , apresentado em 2012 no Congresso do American College of Rheumatology, está no fato de ser uma investigação multicêntrica, randomizada e controlada com o expressivo número de 351 pacientes com lesão meniscal sintomática e lesões osteoartríticas, diagnosticadas através de ressonância magnética, que foram divididos em dois grupos: 174 submetidos a meniscectomia parcial artroscópica e 177 não operados. “As conclusões preliminares sugerem que, em ambos os grupos, houve substancial melhora do estado funcional após seis meses”, ressalta.


Tratamento

Falando particularmente sobre os métodos de tratamento da osteoartrite, Seda explica que, em qualquer das suas localizações, jamais é feito com procedimentos isolados e sim através de um conjunto de medidas, não só farmacológicas (uso de medicamentos de ação sintomática ou de possível atuação na patogenia da doença) como não farmacológicas (educação do paciente, reuniões de grupo, etc.) onde se inclui a fisioterapia que tem papel saliente na terapêutica. É importante ressaltar, diz Seda, que cada vez mais se dá valor às medidas não farmacológicas.

Quanto à cirurgia, ele diz que praticamente não há casos em que seja recomendada de imediato. “A cirurgia só é cogitada depois que fracassam as medidas citadas acima”, esclarece. No caso de ser preciso proceder à astroscopia, Seda explica que o procedimento é uma endoscopia articular (visualização do interior da junta) realizada com o uso de um aparelho chamado artroscópio, inserido na articulação através de um pequeno corte. “É um procedimento minimamente invasivo que serve tanto para diagnóstico como para tratamento cirúrgico de determinadas patologias.”

Em relação ao que cita a reportagem do jornal Zero Hora, de que há eventualidade de o número de cirurgias realizadas no mundo seja maior do que a real necessidade, Seda afirma que, em relação a reparo de meniscos lesionados, é possível que um certo exagero ocorra.

No caso de ser prescrito um procedimento fisioterápico, Seda diz que não há uma “receita de bolo” para o método, que vai depender de cada caso: com ou sem sinais inflamatórios, presença ou não de atrofia muscular, limitação de movimentos, etc. “Um objetivo importante é o fortalecimento do quadríceps, musculatura muito importante na estabilidade do joelho”, diz Seda, ressaltando que o tempo de tratamento varia de acordo com as circunstâncias clínicas. E é importante ressaltar, diz o reumatologista, que tal tratamento deve ser conduzido por um profissional habilitado – o fisioterapeuta –, mas sempre por prescrição médica. “Também pode ser realizado por médico especialista em medicina física – o fisiatra”, esclarece.

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Com mais de 6 anos de atuação, a Cds Univertários traz conteúdo para várias áreas não só da Fisioterapia, como de outras profissões. Es...

Cd com artigos e matérias de Fisioterapia na Reumatologia




Com mais de 6 anos de atuação, a Cds Univertários traz conteúdo para várias áreas não só da Fisioterapia, como de outras profissões.

Esse cd de Fisiotrapia na Reumatologia foi feito para que o Fisioterapeuta não perca tempo em pesquisas e em dúvida na veracidade das informações. Com uma reunião feita por um fisioterapeuta, facilita a vida e muito a vida do estudante e do profissional da Fisioterapia.

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Recursos aplicados na Fisioterapia Reumatológica

Histórico de doenças mais comuns

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Idioma: Português / Espanhol / Inglês

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A artrite reumatoide é uma doença inflamatória autoimune, ou seja,...

Artrite reumatoide: exercícios previnem e amenizam deformações

Músculos fortes - foto: Getty Images

A artrite reumatoide é uma doença inflamatória autoimune, ou seja, anticorpos do próprio corpo reagem contra o organismo, no caso, contra a membrana sinovial - estrutura que compõe as articulações. Se não for tratada adequadamente, ela pode causar deformidades, principalmente nas pequenas articulações das mãos, punhos e pés e, com isso, limitar a capacidade funcional, tornando os portadores cada vez mais dependentes de ajuda.

Ainda não se sabe exatamente quais são as causas da artrite reumatoide. Sabe-se apenas que ela é uma doença multifatorial, que envolve, principalmente, fatores genéticos e ambientais.

No entanto, são bem conhecidas as formas de lidar com a doença, retardando sua progressão e aumentando a independência do portador. Além do tratamento medicamentoso, os exercícios físicos são importantes aliados. Não perca mais tempo e comece a se exercitar antes que apareçam as deformidades.

Músculos mais fortes protegem as articulações

Músculos mais fortes ajudam a proteger a articulação inflamada pela doença autoimune. A fisioterapia é fundamental em todas as fases da doença, seu objetivo é corrigir e prevenir a perda ou a limitação do movimento articular, a atrofia e a fraqueza muscular e a instabilidade das articulações.

No início, a médica recomenda que a reabilitação seja feita com exercícios isométricos (feitos com a contração muscular sem o movimento do membro) e, posteriormente, com exercícios isotônicos (que envolvem a mesma contração muscular, mas agora com o movimento), introduzindo lentamente exercícios com carga. Após um período de 12 a 16 semanas, dependendo da evolução de cada paciente, é possível iniciar exercícios de fortalecimento. E depois desse tempo também que começam a aparecer os benefícios.

Alongamento - foto: Getty Images

Alongamentos aumentam a amplitude de movimento

Quanto mais cedo for iniciada a fisioterapia, menor será o prejuízo para os movimentos. Além da prevenção, os exercícios de alongamento também aumentam a amplitude do movimento das articulações já prejudicadas, mas que não apresentam destruição irreversível. Infelizmente, se a rigidez já estiver em estágio mais grave, a técnica não vai trazer mais benefícios.

Dor articular - foto: Getty Images

O exercício pode amenizar a dor articular

Os exercícios que promovem o ganho de força muscular ajudam a liberar mediadores químicos que diminuem a inflamação, a dor e ainda proporcionam a sensação de bem-estar - neste caso, em razão da liberação do hormônio serotonina.

Caminhada - foto: Getty Images

A diminuição do peso corporal

O equilíbrio do peso diminui a sobrecarga articular, principalmente nas articulações dos joelhos, tornozelos e pés. Assim fica mais fácil controlar a doença, evitando dores e mantendo a funcionalidade corporal.

Idosa usando andador - foto: Getty Images

Mais independência e qualidade de vida

O exercício físico ajuda a melhorar as funções articulares, fazendo com que as articulações inflamem menos, evitando desgaste da cartilagem das articulações e deformidades irreversíveis. Além disso, ele dá mais disposição e energia para encarar os desafios do dia a dia.

Mulher correndo no parque - foto: Getty Images

Previne doenças cardiovasculares

A artrite reumatoide ataca o organismo como um todo, e, além das articulações, quem também sente seus efeitos é o sistema cardiovascular. O risco de eventos como infarto e acidente vascular encefálico é maior no portador da doença. Praticar exercícios físicos, em conjunto com uma dieta balanceada, ajuda no controle do peso e, em consequência, reduz as chances de aparecimento de uma doença cardiovascular.

Consulta médica - foto: Getty Images

Cuidados indispensáveis

Mesmo os pacientes em fase inflamatória da doença, com dor e inchaço articular, podem se exercitar". Mas há cuidados indispensáveis:

- O controle da força muscular deve ser acompanhado de perto por um profissional especializado, evitando que os pacientes tenham dor e prejuízo da função articular;

- A participação de uma equipe multidisciplinar - composta por médico, fisioterapeutas, nutricionistas e educador físico - é essencial para o controle da artrite, bem como para garantir a sua boa condição física para a prática de exercícios.

- É indispensável que o paciente esteja fazendo o correto uso da medicação. A atividade física não substitui o remédio.


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As crianças têm se queixado de dores cada vez mais cedo; dores causadas pelo grande numero de atividades, peso excessivo das mochilas, lon...

O peso da mochila escolar para as crianças



As crianças têm se queixado de dores cada vez mais cedo; dores causadas pelo grande numero de atividades, peso excessivo das mochilas, longos períodos em frente à TV e uso intenso do computador e videogame.


Também a ergonomia escolar inadequada muitas vezes leva os alunos em fase de crescimento e desenvolvimento a apresentar alterações posturais após alguns anos de ida à escola.

Hoje em dia é comum notarmos crianças que apresentam alterações posturais, e que podem ser responsáveis pela diminuição do interesse do estudante pelas atividades propostas em sala de aula.

Os padrões posturais assumidos em sala de aula são muito importantes. Estudos demonstram que a maioria das crianças senta na maior parte do tempo com o tronco flexionado, utilizam a mão sobre o queixo durante as atividades na carteira escolar na tentativa de aliviar o peso da cabeça e a maioria apresenta queixas na região do pescoço e da cabeça.

As mochilas dos estudantes têm peso superior ao recomendado para o seu corpo. *Cerca de 80% das crianças entre 8 a 10 anos já apresentam dores nas costas. O transporte de carga excessiva na mochila escolar pode levar os estudantes a ter sequelas severas em sua saúde, incluindo dores na coluna, alterações na marcha e má postura.

Pelo fato de serem crianças, e não adultos, o esqueleto está em fase de formação, sendo mais susceptível a deformações e as estruturas músculoesqueléticas, apresentam menor suportabilidade à carga. O excesso de peso é um fator causador da lordose lombar, pois altera a linha do quadril em função do abdômen proeminente. Hábitos posturais incorretos adotados desde o ensino fundamental são motivos de preocupação.

A postura adequada na infância ou a correção precoce de desvios posturais nessa fase possibilitam padrões posturais corretos na vida adulta, pois esse período é da maior importância para o desenvolvimento músculoesquelético do indivíduo com maior probabilidade de prevenção e tratamento dessas alterações posturais na coluna vertebral.

Problemas físicos que podem acometer crianças e adolescentes e que têm início na fase de crescimento constituem fator de risco para disfunções da coluna vertebral irreversíveis na fase adulta.

A idade escolar compreende a fase ideal para recuperar disfunções da coluna de maneira eficaz. Após esse período, o prognóstico torna-se mais difícil e o tratamento mais prolongado, pois a ossatura e a musculatura já estão formadas.

Hoje em dia, a prevenção é uma área de grande crescimento na saúde e a fisioterapia preventiva transformou-se em um dos grandes diferenciais na escola.

O fisioterapeuta tem um papel fundamental no diagnóstico e tratamento de distúrbios do desenvolvimento, avaliando e identificando qualquer alteração no quadro neuropsicomotor. A intervenção desse profissional visa estabelecer e/ou restabelecer a funcionalidade do movimento, trabalhando no sentido de ensinar à criança posturas e **movimentos funcionais, principalmente através da promoção de experiências motoras adequadas. A fisioterapia preventiva escolar ainda representa um campo novo, mas de grande importância no processo do desenvolvimento da criança e do adolescente.

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A febre reumática (FR) é uma seqüela de infecção na garganta que não foi devidamente tratada e causada pela bactéria Streptococcus do Grupo...

As causas e sintomas da Febre Reumática


A febre reumática (FR) é uma seqüela de infecção na garganta que não foi devidamente tratada e causada pela bactéria Streptococcus do Grupo A.

É uma doença sistêmica que pode afetar o coração, o cérebro, as juntas e a pele. Na maioria dos casos, nota-se dor nas articulações e o maior risco é a lesão das válvulas do coração.

A febre reumática pode ocorrer em qualquer idade, mas as principais vítimas são crianças acima de 5 anos e adolescentes.

Quais são as causas da doença?

A febre reumática é causada por uma infecção recente na garganta pela bactéria Streptococcus do Grupo A.

Para apresentar a febre reumática, é preciso ter predisposição genética e, por isso, apenas 3% daqueles que tem infecção na garganta pelo Streptococcus apresentam a febre reumática.

A infecção na garganta é transmitida de pessoa para pessoa e, portanto, quanto maior o número de pessoas aglomeradas, maior o risco de contrair a doença. Locais que reúnem muitas pessoas como escolas, quartéis, quartos onde muitas pessoas dormem juntas aumentam as chances de propagação da infecção . Esse é o motivo pelo qual a FR ncide com maior freqüência nos países pobres (desinformação, ajuntamento em moradias pequenas).

Quais são os sintomas da doença?

A febre reumática aguda sucede um período silencioso de duas a três semanas após uma infecção de garganta por streptococcus.

As manifestações apresentam intensidade variável e são de dois tipos:
Gerais: febre, indisposição e palidez. Surgem de forma súbita.
Típicas: artrite, geralmente migratória (passa de uma articulação para outra), cardite (inflamação do coração), coréia de Sydenham (movimentos involuntários), eritema marginado (manchas na pele) e nódulos subcutâneos.

Além dessas manifestações, outras podem surgir como: dor nas juntas, hemorragia nasal, serosite (inflamações de pleura, peritônio, pericárdio), pneumonite, nefrite (inflamação nos rins) e encefalite (inflamação do encéfalo).

A artrite é a manifestação mais freqüente (80%) e corresponde a dor, inchaço, calor, rubor nas articulações e limitação dos movimentos. A dor geralmente é intensa e de curta duração, atingindo com maior freqüência os joelhos, tornozelos, cotovelos, punhos e ombros. Menos freqüentemente, os sintomas surgem na coluna e nas pequenas articulações de mãos e pés.

A cardite é a manifestação mais significativa da febre reumática pois pode causar danos permanentes no coração ou até mesmo a morte do paciente. Normalmente é assintomática, o que dificulta o seu diagnóstico. Embora não esteja totalmente compreendido, parece que o sistema de defesa da pessoa, em resposta à infecção pelo streptococcus, ataca os tecidos do coração, com mais freqüência os tecidos das válvulas.

Quais são as conseqüências da doença?

As mais temidas conseqüências da febre reumática são as seqüelas cardíacas que sucedem às crises agudas. Essas complicações correspondem principalmente às lesões das válvulas mitral e aórtica, que podem se tornar muito fechadas (estenose) ou abertas (insuficiência). As lesões valvulares reumáticas são as mais freqüentes lesões cardíacas nos jovens, e uma das principais causas que levam à cirurgia cardíaca.

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