Articulações da Cintura Escapular


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A cintura escapular possui sete articulações, que são: glenoumeral; supraumeral; acromioclavicular; escapulocostal; esternoclavicular; esternocostal; e costovertebral


Articulação Glenoumeral:

É uma articulação esferóide, articulando-se numa cavidade correspondente. Neste caso é formada pela cabeça do úmero e pela cavidade glenóide da escápula, que funciona como uma superfície articular proximal para esta articulação.


Articulação Supraumeral:

A articulação supraumeral é mais uma juntura protetora entre a cabeça do úmero e um arco formado por um ligamento triangular largo, que liga o acrômio ao processo coracóide.


Articulação acrômio-clavicular:

A articulação AC une a escápula à clavícula. É uma articulação sinovial plana com 3° de liberdade. Ela tem uma cápsula e dois ligamentos principais. A função primária da AC é manter a relação entre a clavícula e a escápula nos estágios iniciais de elevação do membro superior e permitir à escápula mais rotação no tórax nos estágios finais de elevação. Elevação da extremidade superior refere-se à combinação de movimento escapular, clavicular e umeral que ocorre quando o braço é levantado para frente ou para o lado.

Os movimentos da articulação acromioclavicular são pequenos e não mensuráveis por goniometria. Estes poucos graus de movimento são, apesar disso, essenciais para o movimento e função normais do ombro. Eles permitem a rotação da escápula de modo que a cavidade glenóide possa voltar-se para cima e para frente ou para baixo, enquanto sua superfície costal permanece próxima ao tórax.

O disco da articulação AC é variável em tamanho e difere entre indivíduos durante diferentes épocas da vida, e entre lados do mesmo indivíduo. Até os dois anos de idade, a articulação AC é uma união fibrocartilagínea. Com o tempo um espaço articular se desenvolve, geralmente mantendo alguma fibrocartilagem dentro da articulação. A degeneração do disco se dá em torno da quarta década, com os espaços articulação diminuídos por volta da sexta década.

A cápsula da articulação AC é fraca e não pode manter a integridade da articulação sem o suporte de ligamentos. Os ligamentos AC superior e inferior ajudam a cápsula a manter unidas as superfícies de contato e a controlar a estabilidade horizontal.

Ao contrário da forte articulação EC, a articulação AC é extremamente susceptível para o trauma e degeneração. Tratamento de torções, subluxações e deslocamentos dessa articulação ocupam uma grande parte da literatura sobre o ombro. Esta relativa instável articulação, entretanto, parece recuperar-se razoavelmente bem depois da lesão independente do fato das estruturas periarticulares se mantiveram integras e se o suporte adicional foi dado por fixação interna.


Articulação escapulocostal (ou escapulo-torácica ):

É constituída pela articulação da escápula com o tórax abaixo dela. Não é uma articulação verdadeira em termos anatômicos, sendo uma articulação funcional, ou seja, não possui as características usuais das articulações, que é a união por tecidos fibrosos, cartilagíneos ou sinoviais. Mesmo a escápula estando separada do tórax por camadas de músculos, o movimento desta sobre o tórax seria melhor descrito da mesma forma que descrevemos classicamente a união dos segmentos ósseos. Ao se descrever esses movimentos escapulares, entretanto, deve-se notar que os movimentos da escápula no tórax são necessariamente associados a movimentos nas articulações esternoclavicular e acromioclavicular.

A relação entre essas articulações se deve pelo fato de que a escápula é unida pelo acrômio na extremidade lateral da clavícula pela articulação acromioclavicular. A clavícula por sua vez, está unida ao esqueleto axial no manúbrio (parte do osso esterno) via articulação esternoclavicular. Qualquer movimento da escápula no tórax deve resultar em movimento em uma ou ambas articulações, ou seja, a articulação escapulotorácica é parte de uma verdadeira cadeia cinética com as articulações esternoclavicular e acromioclavicular.


Articulação esternoclavicular:

A articulação esternoclavicular pode ser considerada a base de operação da escápula já que, através da clavícula interposta, é a única ligação estrutural da escápula com o resto do corpo. Nesta articulação, as extremidades esternal da clavícula e o encaixe articular do esterno são separadas por um disco articular. Essa articulação consiste de duas superfícies em formato de sela, uma na extremidade esternal da clavícula e uma na incisura formada pelo manúbrio do esterno e a primeira cartilagem costal. Ainda que existam diferenças individuais em cada componente do ombro, a extremidade esternal da clavícula e o manúbrio são invariavelmente incongruentes, ou seja, existe pouco contato entre as superfícies articulares. A porção superior medial da clavícula não contata o manúbrio, ao contrario ela serve de inserção para o disco e o ligamento interclavicular, é em formato de cunha. O movimento na articulação resulta de mudança de contato entre a clavícula, o disco e a cartilagem manubrioesternal. Assim, mesmo sendo do tipo sela, a articulação esternoclavicular apresenta três graus de liberdade no seu movimento. Analisando a configuração dos ossos nas proximidades da articulação percebe-se que não existem proeminências ósseas auxiliando a manter os ossos unidos. Portanto, quase toda a extensibilidade dessa articulação é dada pelas fortes fixações ligamentares.

Os movimentos desta articulação são em três eixos: uma para elevação e depressão da cintura escapular, outro para retração/protação da cintura escapular e o último para rotação transversa da clavícula. O primeiro eixo movimento ocorre entre a superfície convexa clavicular e a côncava formada pelo manúbrio e a primeira cartilagem costal em torno de um eixo antero-posterior, ou seja, o primeiro eixo passa pela extremidade esternal da clavícula, entre ela e o disco articular, e toma uma trajetória para trás e para baixo. Devido à posição obliqua deste eixo, a elevação da cintura escapular ocorre numa direção superior e posterior e a depressão em direção antero-inferior. O segundo eixo é quase vertical e perfura o manúbrio (parte superior) do esterno próximo a articulação.

Esse posicionamento do eixo é devido ao fato de o movimento de retração/pronação ocorrer entre a cartilagem articular e o esterno. Pela orientação do eixo, durante a retração ocorre a adução (movimento em direção a coluna vertebral) da escápula, e durante a protação a escápula se move em abdução (movimento pra longe da coluna). O terceiro eixo de movimento corresponde ao eixo longo da clavícula e permite a esta, rodar 40 graus na articulação esternoclavicular.

Os segmentos ósseos da articulação EC, sua cápsula, ligamentos e seu disco se combinam para produzir uma articulação que cumpre tanto as funções de mobilidade quanto de estabilidade. Apesar de sua complexidade, a articulação EC cumpre suas tarefas com um mínimo de mudanças degenerativas comumente visto em outras articulações do ombro. Ainda que não seja considerada uma articulação congruente, seus mecanismos compensatórios são eficientes resultando em apenas cerca de 1% de todos os deslocamentos articulares do corpo, e quando isso ocorre, produz pequeno desconforto e disfunção.

Envolvidas na articulação esternoclavicular estão a extremidade esternal da clavícula e a incisura clavicular do esterno. A face articular da clavícula, muito maior, é coberta por fibrocartilagem, mais espessa que a lâmina fibrocartilagínea do esterno.


Articulação esternocostal:

É formada pela articulação das sete primeiras cartilagens costais com as incisuras costais das bordas laterais do osso esterno. A 1ª é uma sincondrose, ou seja, de cartilagem hialina, o restante é Sinovial Plana.


Articulação Costovertebral:

Em sua extremidade posterior, as costelas fazem contato com as superfícies articulares existentes nas apófises transversas e nos corpos das vértebras. Os eixos das articulações costovertebrais são oblíquos como as próprias costelas, ao plano frontal; os eixos das costelas inferiores se aproximam do plano sagital. Por este motivo algumas costelas fazem aumentar o diâmetro antero-posterior (2º a 6º costelas) e outras fazem aumentar o diâmetro transversal 7º a 10º costelas). A articulação costovertebral possui ligamentos de reforço e proteção para que resista às trações, deslocamentos, traumatismos internos bem como, a movimentos permanentes do ato respiratório. Estes ligamentos, amarram a extremidade posterior da costela às vértebras dorsais, dentre ele os mais importantes são: costocostal, costovertebral, costotransversal, tubérculo-transversal, radiado, intervertebral, intertransversal, interespinhoso, supra-espinhoso, longitudinal anterior, longitudinal posterior e ligamento amarelo.
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