Rizartrose, é a artrose que atinge a articulação da base do polegar, ou seja, o desgaste da articulação. Até pouco tempo acreditava-se que a...

Rizartrose: definição, causas e exercícios




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Rizartrose, é a artrose que atinge a articulação da base do polegar, ou seja, o desgaste da articulação.

Até pouco tempo acreditava-se que a Rizartrose estava associada ao avançar da idade mas, novos estudos indicam que a mudança de hábitos como o uso excessivo de equipamentos eletrônicos como tablets, celulares e teclados e, que exigem a movimentação dos dedos pode ser a causa do número crescente deste problema.

De acordo com o Centro de Controles e Prevenção de Doença (CDC) do Estados Unidos, 40% da população mundial tem ou terá problemas na articulação entre os dedos e o punho. Já pensou? 4 em cada 10 pessoas? É um número muito elevado!

Para não fazer parte deste índice que tal aprender um pouco mais sobre a Rizartrose e como proceder para não sofrer com dor e a limitação dos movimentos?

"Rizartrose é o segundo tipo de artrose mais comum na mão."

Articulação metacárpica – a articulação em três planos

A articulação metacárpica, é formada pelo osso trapézio e pela base do primeiro metacarpiano. É uma articulação que permite grande amplitude de movimentos, nos três planos, como movimentos para cima e para baixo, e o movimento de pinça.

Devido a essas características, essa articulação tem uma grande tendência ao desgaste, implicando em dor incapacitante e limitação dos movimentos. Em estado normal, essa articulação é revestida por uma cartilagem íntegra e lubrificada, protegendo as articulações dos atritos.

Quais as causas da Rizartrose?

As causas são diversas:

Primárias, que incluem fatores degenerativos (genéticos) e constitucionais, as que causam frouxidão nas articulações (hipermobilidade ligamentar);
Secundárias, consequências de traumas decorrentes de fraturas (como na base articular do metacarpo) e doenças reumatológicas.
Decorrentes de atividades que geram sobreuso dessa articulação;
Obesidade é outro fator que tem ganhado forca entre os especialistas

Quando as causas são primárias, os sintomas demoram a aparecer. O perfil mais afetado é de mulheres, com idade a partir de 50 anos, que desempenham tarefas manuais. Também afeta mulheres pós-menopausa.

Na causa secundária o perfil é de pessoas com doenças reumatológicas que causam inflamações articulares.

A obesidade pode estar ligada também com a osteoartrite. Estudo norueguês, com mais de 1800 pessoas, mostra que um índice de massa corporal elevado aumenta o risco de desgaste nas cartilagens dos dedos. Avaliações preliminares apontam que a gordura visceral localizada na parte mais profunda do abdômen produzem substâncias inflamatórias extremamente nocivas a saúde e, que podem danificar as articulações.

E quais os sintomas?

Como em outros processos de osteoartrose, os sintomas variam de acordo com a gravidade da doença.

Na fase inicial, começa com uma sensação de que falta óleo nas juntas, elas parecem ficar meio travadas e até um pouco inchadas e, se nada é feito, com o tempo vem a dor na base do polegar, que aumenta conforme a repetição de movimentos como agarrar, pinçar e movimentos de torção. Assim, atividades triviais como escrever, tocar instrumentos, usar o mouse tornam-se muito doloridas. A dor pode ser espontânea, forte e de intensidade variável.

"Rizartrose causa dor e dificuldade em movimentos de pinça com os dedos"

Em situações mais graves, a dor pode surgir mesmo em repouso, associada a fraqueza, limitação da mobilidade e deformidade da base do polegar. Esta deformidade traduz-se por um alargamento visível da base do polegar, com a exposição do osso subjacente. Conforme a deformidade progride, a dor também se torna constante.

O relato do paciente e o exame clínico são suficientes para o diagnóstico, mas uma radiografia pode confirmar e ajudar a avaliar o grau de gravidade.

Saiba como minimizar as dores da Rizartrose retardar a limitação dos movimentos

A doença evolui lentamente, e algumas alternativas podem ser úteis para minimizar as dores e a limitação dos movimentos. As opções de tratamento conservador, não cirúrgicas, são as seguintes:

Manter uma rotina saudável para equilibrar a massa corporal evitando o sobrepeso;
Aplicação de gelo local, pode aliviar o incômodo;
Redução dos movimentos que desencadeiam as dores;
Utilização de uma órtese que ofereça suporte e repouso à base do polegar;
Uso de antinflamatórios prescritos pelo profissional especialista;
A infiltração intra-articular com ácido hialurônico pode retardar a evolução do processo.

Veja alguns exercícios para ajudar nesse problema:

Flexão da interfalangica do polegar
Flexão da metacarpofalangica do polegar


Oponência do polegar













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