Fisioterapia e a febre chikungunya









A Febre da Chikungunya é uma infecção viral que pode apresentar febre acima de 38,5 graus, de início repentino, e dores intensas nas articulações de pés e mãos – dedos, tornozelos e pulsos. Pode ocorrer, também, dor de cabeça, dores nos músculos e manchas vermelhas na pele. Cerca de 30% dos casos não chegam a desenvolver sintomas.

A febre chikungunya tem se tornado um importante problema de saúde pública nos países onde ocorrem as epidemias, visto que metade dos casos evolui com artrite crônica, persistente e incapacitante, segundo esse artigo aqui.

Na fase aguda o objetivo principal é o alívio da dor musculoesquelética, que na maioria dos casos é intensa e incapacitante. Os casos que evoluem para a forma subaguda e crônica necessitam de uma avaliação mais criteriosa do ponto de vista musculoesquelético, que deve ser feita pelo reumatologista, pode o acompanhamento ser feito pelo clínico geral. O exame físico deve ser direcionado para o envolvimento articular e periarticular; o comprometimento de tendões deve ser minuciosamente pesquisado. Avaliar outras manifestações associadas: inapetência, sono não reparador, comprometimento laboral e de atividades diárias, urgência e incontinência urinária, alterações do humor e depressão.

Na fase aguda, a fisioterapia dispõe de recursos indicados para o alívio da dor e a redução do edema, pode contribuir para limitar a persistência desses sintomas e a evolução para os estágios subagudo e crônico da doença (opinião do especialista). Dentre esses recursos, a crioterapia favorece a analgesia e ajuda a reduzir o edema local e a inflamação articular. A estimulação elétrica nervosa transcutânea (TENS) pode ser outro recurso útil para o alívio da dor, uma vez que alguns estudos apresentam resultados satisfatórios em pacientes com AR. TENS é indicada principalmente para os pacientes que apresentem dor persistente mesmo com o uso de medicação analgésica e anti‐inflamatória e ainda para os casos de dor neuropática.

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Métodos de terapia manual também podem ser aplicados nessa fase, dentre os quais a drenagem linfática manual, pode ser associada ao uso de bandagens compressivas, esse método é indicado por estimular a melhoria da circulação linfática, nos casos em que houver edema extra‐articular, sobretudo na presença de linfedema, complicação que tem sido observada com frequência em casos de infecção pelo CHIKV.

Os exercícios ativos podem ser orientados com intensidade leve para manutenção das funções articulares, com cautela para não exacerbar os sintomas inflamatórios. É importante indicar o repouso relativo, evitar movimentos que desencadeiam a dor; nesse sentido, podem ser usadas órteses.

As orientações posturais são fundamentais nessa fase, deve‐se evitar a adoção de posturas antálgicas e favorecer os decúbitos que favoreçam a circulação de retorno (opinião do especialista). Nessa fase, deve ser evitado o uso de calor, para prevenir o aumento da temperatura interna das articulações, bem como exacerbar a resposta inflamatória

A educação do paciente é um recurso importante para promover o conhecimento acerca da doença e das estratégias que possam auxiliar no tratamento, além da adequação dos fatores ambientais e individuais que possivelmente interfiram no curso da doença.



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