Esta obra propõe um método inédito para o tratamento das cervicalgias e das patologias dorso-escapulares que as acompanham. T...

Dica de livro: Tratamento das Cervicalgias

tratamento das cervicalgias

  • Esta obra propõe um método inédito para o tratamento das cervicalgias e das patologias dorso-escapulares que as acompanham.
    Tratamento das Cervicalgias é um guia prático amplamente ilustrado que oferece uma estratégia cinesioterápica de tratamento da coluna cervical a partir de exercícios simples.
    A perfeita aplicação dos movimentos aqui apresentados desenvolve a consciência do corpo, permitindo a percepção das alterações físicas e sensoriais produzidas, bem como um efeito de relaxamento.
  • Editora: Manole
  • Autor: JEANNINE MARS-PRYSZO
  • ISBN: 8520410561
  • Origem: Nacional
  • Ano: 2000
  • Edição: 1
  • Número de páginas: 182
  • Acabamento: Brochura
  • Formato: Médio
  • Código de Barras: 9788520410561



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A Esclerodermia é uma doença auto-imune rara que, em alguns casos, pode se manifestar inicialmente com alterações nas articulações, simula...

Saiba tudo sobre a Esclerodermia

A Esclerodermia é uma doença auto-imune rara que, em alguns casos, pode se manifestar inicialmente com alterações nas articulações, simulando o princípio de uma artrite reumatóide.

É importante reconhecer os sinais e sintomas da Esclerodermia, uma vez que ela possui evolução e tratamentos próprios, muitas vezes bem diferentes daqueles recomendados para Artrite Reumatóide.

O nome Esclerodermia vem da combinação de duas palavras gregas: skleros, que significa endurecida, e derma, que significa pele. A Esclerodermia é classificada como um distúrbio reumatológico pois afeta os tecidos conectivos do corpo.

Quais os tipos de Esclerodermia que existem?

Existem duas formas: Localizada e Sistêmica.

A Esclerodermia Localizada afeta principalmente a pele nas mãos e na face. A evolução desta forma é bem lenta e raramente resulta em complicações graves. Algumas pessoas afetadas pela Esclerodermia Localizada podem apresentar desaparecimento espontâneo das lesões na pele.

A Esclerodermia Sistêmica, também chamada de Esclerose Sistêmica, afeta grandes áreas de pele e pode acometer órgãos internos. Ela é dividida em dois subtipos: Esclerodermia Limitada (ou Síndrome CREST) e Esclerodermia Difusa. Ambas são lentamente progressivas.

O que causa a doença?

A esclerodermia decorre de uma resposta alterada do sistema de defesa, que passa a atacar estruturas do próprio organismo. No caso da esclerodermia, esta resposta resulta em inflamação e deposição exagerada de colágeno em vários tecidos e órgãos.

Quem possui risco de desenvolver Esclerodermia?

A causa da Esclerodermia não foi completamente elucidada, por isso existem poucos fatores de risco específicos bem determinados.

Sabe-se que a Esclerodermia Localizada é mais comum em crianças. Por outro lado, a Esclerodermia Sistêmica é mais comum entre os 35 e 55 anos de idade.

A Esclerodermia é 3-8 vezes mais comum em mulheres que em homens, mas os homens costumam apresentar manifestações mais graves da doença.

Recentemente, surgiu uma grande controvérsia relacionando implantes de silicone nas mamas a um aumento no risco para Esclerodermia. Felizmente, estudos científicos realizados em vários centros de pesquisa não comprovaram estas suspeitas.

Quais são os sintomas da Esclerodermia Localizada?

Os sintomas da Esclerodermia Localizada se desenvolvem lentamente. Nos primeiros 2-3 anos da doença, as principais manifestações incluem espessamento e endurecimento da pele nas mãos, nos pés e na face. Então o processo de endurecimento pára e a pele se torna mais macia, podendo retornar ao normal mais tarde. Contudo, caso a doença mantenha seu ritmo de progressão, a pele perde sua elasticidade e se torna mais brilhante e esticada, particularmente nos dedos dos pés e das mãos e em torno da boca. Eventualmente, este processo pode resultar em diminuição da mobilidade dos locais afetados.

Quais são os sintomas da Esclerodermia Sistêmica Localizada?

A Esclerodermia Sistêmica Limitada, também conhecida como Síndrome CREST, possui uma evolução progressiva inexorável. Apesar do nome "sistêmica", esta forma de esclerodermia costuma poupar os órgãos internos e possui um prognóstico mais benigno que a forma Sistêmica Difusa.

O termo CREST vem da abreviação dos termos em inglês referentes a Calcinose, Fenômeno de Raynaud, Disfunção da Motilidade do Esôfago, Esclerodactilia e Teleangiectasia (a saber: calcinosis, Raynaud's phenomenon, esophageal motility dysfunction, sclerodactylia, e telangiectasia).

A Calcinose se caracteriza pela formação de depósitos de cristais sob a pele, quase sempre em torno das articulações. Estes locais podem se transformar em úlceras cutâneas com deposição de uma substância esbranquiçada espessa sobre os depósitos de cristais.

O Fenômeno de Raynaud ocorre em praticamente todos os casos de Esclerodermia (tanto Limitada quanto Difusa), e caracteriza-se por alterações em pequenas artérias e capilares que podem resultar em redução ou interrupção temporária do fluxo sangüíneo em algumas partes do corpo. O Fenômeno de Raynaud é mais comum e fácil de ser visto nos dedos das mãos.

A Disfunção da Motilidade do Esôfago resulta do endurecimento do esôfago, que passa a não contrair normalmente, dificultando a deglutição dos alimentos.

A Esclerodactilia, também chamada Acroesclerose, consiste no endurecimento da pele dos dedos. Em algumas pessoas, esta alteração pode ocorrer associada à perda de massa óssea nos locais afetados.

Finalmente, a Teleangiectasia consiste na dilatação de pequenos vasos e capilares, resultando em marcas avermelhadas nas mãos, face e língua.

Quais são os sintomas da Esclerodermia Sistêmica Difusa?

Esta é a apresentação mais grave de Esclerodermia, podendo afetar grandes áreas da pele e outros órgãos. A evolução da forma Difusa pode ser bastante lenta ou rápida e potencialmente fatal.

Além de todos os sintomas da forma Sistêmica Localizada, a forma Difusa também costuma apresentar artrite simétrica em ambos lados do corpo, com perda de massa óssea nos dedos, inclusive com encurtamento dos dedos, mas as deformidades não são tão intensas como aquelas observadas na Artrite Reumatóide. O enfraquecimento muscular, especialmente nos ombros e nos quadris, é freqüente.

O maior problema das pessoas afetadas pela Esclerodermia Sistêmica Difusa está no risco de alterações pulmonares, que podem causar problemas respiratórios graves.

Como é feito o diagnóstico?

O primeiro passo é manter a atenção para os sintomas e procurar um médico, que realizará um exame clínico à procura de outras manifestações da doença. Se o exame inicial mantiver a suspeita de Esclerodermia, o passo seguinte é realizar alguns exames laboratoriais.

Alguns fatores imunes chamados Anticorpos Antinucleares podem ser encontrados em 95% dos pacientes com Esclerodermia. Contudo, estes anticorpos também estão presentes em pessoas com muitos outros tipos de doenças autoimunes e em até 20% das pessoas saudáveis.

A detecção de subtipos de anticorpos antinucleares (p.ex.: anti-topoisomerase e anti-centrômero) oferecem uma precisão maior no diagnóstico de Esclerodermia. Novamente, estes autoanticorpos podem estar presentes em outros distúrbios reumáticos e sua presença não necessariamente sela o diagnóstico de Esclerodermia. É preciso que os exames laboratoriais sejam considerados dentro do contexto dos sintomas e do exame clínico realizado pelo médico.

Em alguns casos, biópsias da pele podem oferecer informações adicionais valiosas para confirmar ou excluir a possibilidade de esclerodermia.

Existe tratamento para a Esclerodermia?

A Esclerodermia não possui cura e, devido à sua evolução variável, é considerada uma das doenças reumáticas de tratamento mais difícil. Muitos remédios comprovadamente úteis para outras doenças inflamatórias autoimunes não se mostraram muito eficazes na Esclerodermia. Por todos estes motivos, o tratamento é direcionado principalmente para o controle dos sintomas e complicações da doença.

A tabela a seguir mostra os tratamentos sintomáticos mais comumente recomendados para as diversas alterações observadas em pessoas com Esclerodermia:

Esclerodermia: tratamentos sintomáticos

Alteração

Tratamentos propostos

Fenômeno de Raynaud

  • Vasodilatadores (p.ex.: prazosin)
  • Bloqueadores de canais de cálcio (p.ex.: diltiazem, nifedipina)
  • Antiagregantes plaquetários (p.ex.: aspirina, dipiridamol)
  • Terapia de reposição hormonal com estrógenos.

Espessamento da pele

  • Nitroglicerina tópica
  • Penicilamina
  • Fototerapia

Sintomas Artríticos

  • Corticóides (p.ex.: prednisona, prednisolona, etc).

Problemas Pulmonares

  • Para fibrose: penicilamina
  • Para Hipertensão pulmonar: bloqueadores de canais de cálcio, transplante

Problemas Gastrintestinais

  • Antiácidos (p.ex.: famotidina, cimetidina, ranitidina, omeprazol, pantoprazol, etc).
  • Pró-cinéticos (p.ex.: metoclopramida, cisaprida)
  • Dilatação do esôfago

Boca Seca

Pilocarpin

No momento, a única droga desenvolvida especificamente para reverter o processo de Esclerodermia é a Relaxina Recombinante Humana. A Relaxina é capaz de melhorar as alterações cutâneas em 60-70% dos pacientes, além de possuir efeitos benéficos sobre os pulmões.

Vários centros de pesquisa estão avaliando o papel de outros remédios e abordagens, tais como Talidomida, Interferons, Transplante de Medula Óssea e tratamento com Células Tronco, com expectativas favoráveis para um futuro próximo.

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Há várias causas de dor no cotovelo, mas certamente a mais freqüente é uma tendinite comprometendo tendões que se inserem na parte latera...

Como curar uma dor no cotovelo?

http://www.fm.usp.br/fofito/fisio/pessoal/isabel/biomecanicaonline/articulacoes/cotovelo/figura_21.jpeg

Há várias causas de dor no cotovelo, mas certamente a mais freqüente é uma tendinite comprometendo tendões que se inserem na parte lateral do cotovelo.

O que é tendão?

Tendão é a extremidade do músculo e está firmemente aderido ao osso para, quando o músculo se contrair, mover o osso. Com freqüência, os pacientes chamam tendões de nervos.

Onde se localizam os tendões comprometidos?

Ponha a palma da mão para cima. Deslize seus dedos pelo bordo lateral do antebraço até o cotovelo. O osso que você está palpando é o úmero e nesta região, chamada epicôndilo lateral, inserem-se os tendões dos músculos que fazem a elevação da mão e dos dedos.

O que é tendinite?

O sufixo ite significa inflamação. O mecanismo que gera inflamação na grande maioria das tendinites é semelhante ao que ocorre quando se corta uma cutícula, enfia-se uma felpa embaixo da pele ou de um corte cirúrgico. O tecido é lesado; ele não pode infeccionar e precisa cicatrizar. Cria-se uma reação inflamatória. Células de defesa migram para o local e aparecem calor, vermelhidão, edema e dor. O resultado final é a cicatrização.

O uso continuado dos tendões, principalmente sob tensão, provoca rasgões microscópicos, mas é o suficiente para desencadear uma reação inflamatória. Tendões jovens são flexíveis e resistem às tensões e somente são lesados sob estresse intenso e/ou contínuo. Com o passar dos anos, perdem progressivamente a flexibilidade e ficam expostos às trações exercidas pelas contrações musculares. As tendinites que ocorrem nestas circunstâncias são classificadas como secundárias a microtraumatismos de repetição.

Manifestações clínicas

A dor pode aparecer somente ao se segurar um objeto, ao escrever ou ao carregar um pacote. Pode localizar-se ao redor do epicôndilo lateral e irradiar-se ao longo do antebraço. Os pacientes podem não perceber que a origem da dor é o cotovelo. Às vezes ela é fraca e crônica e outras vezes aguda e muito forte. Pode haver sensação de perda de força de preensão da mão. Outras causas de tendinite do cotovelo são as doenças inflamatórias como artrite reumatóide e gota.

Outras causas de dor no cotovelo:
 

Epicondilite medial(menos freqüente)compromete os músculos que fazem a flexão da mão
Bursite
Lesões ligamentares
Compressão de raiz nervosa
Doenças da articulação
Doenças ósseas
Dor irradiada da coluna cervical ou do ombro.

Tratamento (progressão de acordo com a evolução):
 

Repouso, imobilização, analgésicos ou anti-inflamatórios
Fisioterapia incluindo exercícios de alongamento
Infiltração com corticóide
Cirurgia

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No âmbito do trabalho, o relacionamento com outras pessoas é uma fonte de estresse; e neste sentido, apar...

Abordagem da Ergonomia na Síndrome de Burnout – Artigo de Revisão


No âmbito do trabalho, o relacionamento com outras pessoas é uma fonte de estresse; e neste sentido, aparece em meados da década de 70 o termo Burnout, que no sentido literal significa "estar esgotado" ou "queimado" (PEREIRA, 2002).

Dessa forma, a Síndrome de Burnout (SB) e o estresse são fenômenos que expressam sua relevância na saúde do indivíduo e do ambiente de trabalho (MUROFUSE. et a.l., 2005)

Apesar de divulgada desde a década de 70, a doença é pouco conhecida no Brasil e há poucos trabalhos realizados sobre essa doença, a mesma se instala de maneira silenciosa e progressiva (GARCIA, 2003). Conforme Odorizzi (1995) e Matamoros (1997), os principais sintomas da SB são os comprometimentos físicos, psíquicos, emocionais e comportamentais, cujos fatores desencadeantes dessa síndrome são os fatores: extrínsecos os que contribuem para a geração de sentimentos de descontentamento no trabalho e nas razões externas em que se incluem salários, relações interpessoais; e nos fatores intrínsecos como realização, reconhecimento, o trabalho em si, responsabilidade, progressão na carreira e possibilidade de desenvolver os fatores inerentes ao conteúdo do trabalho (CARVALHO, 2002; RAMÍREZ, 2001).

Quando o ambiente de trabalho favorece o aparecimento da SB, observa-se maior rotatividade de funcionários dentro das empresas, absenteísmo, queda da qualidade e produtividade, incremento de licenças por problemas de saúde, baixa moral dos trabalhadores, o "desligamento psicológico", dentre outras incidências (GARCIA,  2003).

Em face disso, a intervenção ergonômica proporciona a prevenção e tratamento da SB, abordando os aspectos do trabalho, relacionamento do homem com seu ambiente de trabalho e sua humanização; sendo obtida pela adaptação das condições laborais através de medidas antropométricas e técnicas que trabalham o relaxamento dinâmico por meio da reeducação da postura global (BARREIRA, 1989). }

O presente trabalho tem como propósito investigar acerca da intervenção da ergonomia, pode contribuir um maior embasamento científico sobre essa patologia.

MÉTODOS


O presente trabalho foi desenvolvido a partir de teses de doutorado, dissertações de mestrado e artigos científicos indexados, coletados em bibliotecas virtuais (BIREME/ MEDLINE/ LILACS/ SCIELO), periódicos e revistas científicas. Foi realizada uma busca refinada com a finalidade de selecionar artigos indexados relacionados à saúde do trabalhador mediante a presença dos descritores de ergonomia e Síndrome de Burnout nas palavras chave do registro.

ASPECTOS GERAIS E PSICOSSOCIAIS DA SÍNDROME DE BURNOUT NA SAÚDE DO TRABALHADOR


Burnoutconsiste em uma expressão inglesa para designar aquilo que deixou de funcionar por exaustão de energia e foi utilizada inicialmente por Brandley em 1969, mas tornou-se mundialmente conhecida a partir dos estudos de Freudenberger em 1974, que define a SB como um estado relacionado com experiência de esgotamento, decepção e perda do interesse pela atividade do trabalho que surge em profissionais que trabalham em contato direto com pessoas na prestação de serviços como uma conseqüência deste contato freqüente no trabalho (ALBALADEJO, 2004; BORGES, 2002; SILVA & CARLOTTO, 2003; JIMENEZ & PUENTE,  2002). Os profissionais cujo serviço exige um contato direto com outras pessoas apresentam maior propensão a SB; cuja definição dessa síndrome surgiu para dar explicação ao processo de deterioração nos cuidados e atenção profissional nos trabalhadores de organizações. (VOLPATO, 2003).Amorim. et. al. (1998) acrescentam ainda, que alguns pesquisadores realizaram propostas de delimitação conceitual e assim estabeleceram procedimentos e critérios para o diagnóstico diferencial. Pines. et al. (1981), correlacionaram a fadiga emocional, física e mental, sentimentos de impotência e inutilidade, falta de entusiasmo pelo trabalho, pela vida em geral e baixa auto-estima a estados que combinam com esta síndrome.

A definição mais aceita do Burnouté a fundamentada na perspectiva social-psicológica de Maslach e colaboradores, sendo esta constituída de três dimensões: exaustão emocional, despersonalização e baixa realização pessoal no trabalho (CARLOTTO, 2002; MARTINEZ, 1997;  MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2001).
 

A SB constitui-se num fenômeno multidimensional caracterizado pelas seguintes dimensões:

a) Exaustão emocional: pode ser entendida pela situação na qual os trabalhadores sentem que não podem se entregar mais é uma situação de esgotamento da energia dos recursos emocionais próprios, uma experiência de estar emocionalmente desgastado devido ao contato diário com pessoas com as quais necessitam se relacionar em função de seu trabalho.

b) Despersonalização: defini-se como o desenvolvimento de sentimentos e atitudes negativas e de distanciamento para as pessoas destinatárias do trabalho.

c) Baixa realização profissional: faz com que os trabalhadores se sintam descontentes consigo mesmos e insatisfeitos com os resultados de seu trabalho (PEREIRA, 2002; SILVA, 2003).

Maslach e Jackson (1981) ressaltam que a SB está estritamente ligada aos profissionais de saúde, que perdiam então, o interesse, empatia e o próprio respeito por seus pacientes (PEREIRA, 2002).

Vale salientar, que a SB é uma experiência subjetiva, que agrupa sentimentos e atitudes implicando alterações, problemas e disfunções psicofisiológicas com conseqüências nocivas para a pessoa e para o ambiente de trabalho, sendo que esta afeta diretamente a qualidade de vida do indivíduo (AMORIM & TURBAY, 1998). Por isso, é necessário um estudo também filosófico onde se explicita a natureza humana e, principalmente, as dinâmicas interpessoais que possam interferir no desempenho e produtividade no trabalho (PEREIRA, 2002).

No plano das relações interpessoais, quando estas são tensas, conturbadas e prolongadas, tem-se a tendência de aumentar os sintomas da SB (AMORIM & TURBAY, 1998).

Assim, mesmo com a falta de apoio no trabalho por parte dos companheiros e supervisores, da direção, ou da administração e os conflitos interpessoais com as pessoas que se atende ou seus familiares, são fenômenos característicos destas profissões que aumentam também os sintomas (PEREIRA, 2002).

Os fatores que desencadeantes do estresse no ambiente de trabalho são: ruído, iluminação, temperatura, higiene, intoxicação, clima, disposição do espaço físico para o trabalho, o trabalho noturno, a sobrecarga de trabalho, a exposição a riscos e perigos, os principais sintomas da SB são os fatores: físicos (sensação de fadiga constante e progressiva, distúrbios do sono, dores musculares, no pescoço, ombro e dorso, perturbações gastrointestinais, baixa resistência imunológica, astenia, cansaço intenso, cefaléias, transtornos cardiovasculares), psíquicos (diminuição da memória, falta de atenção e concentração, diminuição da capacidade de tomar decisões, fixações de idéias e obsessão por determinados problemas, idéias fantasiosa ou delírios de perseguição, sentimento de alienação e impotência, labilidade emocional, impaciência), emocionais (desânimo, perda de entusiasmo e alegria, ansiedade, depressão, irritação, pessimismo, baixa alta estima) e comportamentais (isolamento, perda de interesse pelo trabalho ou lazer, comportamento menos flexível, perda de iniciativa, lentidão no desempenho das funções, absenteísmo, aumento do consumo de bebidas alcoólicas, fumo e até mesmo drogas, incremento da agressividade). No entanto, é importante ressaltar que nem todos estes sintomas estão necessariamente presentes em todos os casos, pois esta configuração dependerá de fatores individuais e ambientais (ODORIZZI, 1995; MATAMOROS, 1997).

Estes sintomas podem se desenvolver em indivíduos que estejam relacionados com qualquer tipo de atividade no trabalho, no entanto, deve ser entendida como uma resposta ao estresse laboral que aparece quando falham as estratégias funcionais de enfrentamento que o sujeito pode empregar e se comporta como variável mediadora entre o estresse percebido e suas conseqüências (JIMÉNEZ & PUENTE., 1995). Esse enfrentamento é definido por França e Rodrigues (1997), como sendo o conjunto de esforços que uma pessoa desenvolve para manejar ou lidar com as solicitações externas ou internas, que são avaliadas por ela como excessivas ou acima de suas possibilidades.

Assim, esta síndrome é considerada um passo intermediário na relação estresse-conseqüências do estresse de forma que, permanece durante um longo tempo, o estresse laboral terá conseqüências nocivas para o indivíduo, sob a forma de enfermidade, falta de saúde com alterações psicossomáticas (alterações cardiorespiratórias, gastrite e úlcera, dificuldade para dormir, náuseas) e para organização (deterioração do rendimento ou da qualidade de trabalho (SILVA, 2003).

No entanto, é preciso considerar a síndrome como processo, cujos momentos não são estabelecidos de forma clara e distinta entre uma etapa ou outra, ou de um momento ao outro.

Os valores de saúde e doença são construídos, na empresa, sob o foco da produtividade, sob os princípios que se adota de responsabilidade social e o valor que se dá à preservação das pessoas, das histórias de acidentes de trabalho e da própria cultura da organização (LIPP & MALAGRIS, 1995).

Alguns estudos evidenciam muitas variáveis organizacionais, que contribuem para situações provocadoras de reações psicológicas e psicossomáticas; cujas desordens psicológicas no trabalho constituem uma das dez freqüentes categorias de "doença" ocupacional (JACQUES, 1996).

A relação do homem com o ambiente de trabalho é origem da carga psíquica da ocupação quando o rearranjo da organização do trabalho não é mais possível, sendo a relação do trabalhador com a organização bloqueada e se inicia o sofrimento (DEJOURS, 1994).

De acordo com Aguayo (1997), ao tratar da SB em professores, relaciona seu aparecimento a uma pressão intensa e constante no trabalho, e acrescenta como medidas de prevenção, um programa preventivo baseado em grupos de apoios entre profissionais para se discutir temas relacionados, como também recomendações tais como exercícios físicos, dietas, manejo de estresse e promoção da saúde.

A partir de um estudo dos principais instrumentos de medida, Fayos, et al. (1994), concluíram em sua pesquisa que a evolução da síndrome ocupa um dos lugares mais importantes dentro de trabalhos onde se relacionam com outras pessoas; o esgotamento emocional é a dimensão mais consistente e melhor definida dentro dos quadros observados.

INTERVENÇÃO DA ERGONOMIA NA SÍNDROME DE BURNOUT

De acordo com o Ergonomics Research Society (Sociedade de Pesquisa Ergonômica), a ergonomia é o estudo do relacionamento entre o homem e o seu trabalho, equipamento e ambiente e, particularmente, a aplicação dos conhecimentos de anatomia, fisiologia e psicologia na solução dos problemas surgidos no ambiente laboral (GIRLING & BIRNBAUM, 1988).Ao longo dos anos a SB tem se estabelecido como uma resposta ao estresse laboral crônico integrado, por atitudes e sentimentos negativos; contudo não há uma definição unânime sobre a doença, mas existe um consenso em considerar que aparece no indivíduo como uma resposta ao estresse laboral; tratando-se de uma experiência subjetiva interna que agrupa sentimentos e atitudes que representam uma resposta negativa para o indivíduo, dado que implica alterações, problemas ergonômicos e disfunções psicofisiológicas com conseqüências nocivas para a pessoa e para o ambiente de trabalho (SCHWARTZMANN, 2004). Para enfrentar esse problema, inúmeros estudiosos sugerem a utilização da ergonomia como uma das estratégias fundamentais de prevenção, pois o ambiente laboral torna-se mais saudável quando se realiza um melhoramento dos instrumentos, equipamentos e métodos de trabalho (GIRLING & BIRNBAUM, 1988; BARREIRA, 1989; RANIERE, 1989; WICK, 1989; GROSS, FUCHS, 1990).

A prevenção da SB se dá através do aumento a variedade de rotinas, evitar a monotonia; prevenir o excesso de horas extras; dar melhor suporte social às pessoas; melhorar as condições sociais e físicas de trabalho; e investir no aperfeiçoamento profissional e pessoal dos trabalhadores (FRANÇA & RODRIGUES, 1997).

Já Phillips (1984) diz que a primeira medida para evitar a SB é conhecer suas manifestações; porém há outras formas de prevenção tais como as estratégicas individuais, as estratégias individuais referem-se à formação e capacitação profissional, ou seja, tornar-se sempre competente no trabalho, estabelecer parâmetros, objetivos, participar de programas de combate ao stress, entre outros; as estratégias grupais consistem em buscar o apoio grupal; e finalmente as estratégias organizacionais referem-se em relacionar as estratégias individuais e grupais para que estas sejam eficazes no contexto organizacional (GIRLING & BIRNBAUM, 1998).

A SB pode causar sérios prejuízos para as empresas, pois refletem diretamente na produtividade através de faltas, horas de trabalho perdidas, desperdício de material de trabalho e custos elevados em assistência médica e, além disso, pode prejudicar a imagem da empresa (PEREIRA, 2002). Assim, o interesse atual pelos efeitos e conseqüências da SB no contexto de trabalho responde a várias razões, mas principalmente aos custos econômicos derivados, tanto para os indivíduos como para as organizações (GARCÍA, 2003).

Estudos vêm sendo desenvolvidos para investigar a contribuição de variáveis de ordem física, ergonômica e psicossocial no desenvolvimento das doenças do trabalho. (LEINO, 1989; WESTGAARD, 1985)

Nesse sentido a ergonomia através de uma intervenção no ambiente de trabalho proporciona vantagens diante dos programas preventivos. Estes benefícios são: a diminuição da fadiga, do gasto energético, do estresse emocional e a redução da incidência de doenças ocupacionais (WESTGAARD, 1985).            

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Podemos entender que a SB é o produto de uma interação negativa entre o local, a equipe de trabalho e os clientes.  De fato, a Organização Internacional do Trabalho reconhece que o estresse e a SB não são fenômenos isolados, mas ambos foram convertidos em um risco ocupacional significativo.

Portanto, ao considerar qualidade de vida no trabalho, de forma a englobar aspectos de bem-estar e saúde biopsicossocial, deve-se tomar medidas de prevenção e tratamento para que esses estados não afetem ao ambiente de trabalho de maneira a prejudicar a produtividade da empresa e a qualidade de vida do trabalhador.

Fica evidente a importância da ergonomia na prevenção da SB, pois a doença está diretamente relacionada com as necessidades e expectativas humanas no trabalho. O bem-estar do indivíduo, no ambiente de trabalho é também expresso através de condições favoráveis para a execução das atividades laborais. Neste contexto, vale salientar que a falta de mobiliários ergonomicamente corretos, assim como um ambiente de trabalho desagradável (ruídos, estresse, temperatura acima e abaixo dos limites ergonômicos, iluminações precárias) são fatores que favorecem o surgimento da SB.

Ausência da ergonomia no ambiente de trabalho não é visto apenas como um fator prejudicial à saúde do trabalhador, mas principalmente à empresa que despende altos custos em absenteísmo, acidentes, doenças, conflitos, abandono e desinteresse, verificado em todos os níveis de trabalho.

A qualidade de vida é uma compreensão abrangente e comprometida nas condições de vida laboral, que inclui aspectos de bem-estar, garantia da saúde e segurança física, mental e social e capacitação para realizar tarefas com segurança e bom uso de energia pessoal. Dependendo simultaneamente do indivíduo e da empresa, e é este o desafio que abrange o indivíduo e a empresa.

Como foi discutido neste trabalho, esta síndrome é um desgaste, tanto físico como mental, em que o indivíduo pode tornar-se exausto, em função de um excessivo esforço que faz para responder às constantes solicitações de energia, força ou recursos, afetando diretamente a qualidade de vida do indivíduo e, conseqüentemente, do trabalho.

O profissional fisioterapeuta pode atuar na SB através de várias medidas, sejam elas de prevenção ou de tratamento, é preciso conhecer os conceitos de tais estados na sua essência, para que não ocorram distorções como comumente acontece, referindo-se a esta síndrome como um sinônimo de estresse, quando na verdade é uma resposta do organismo a um estresse crônico. A ergonomia é uma ferramenta utilizada pelos profissionais fisioterapeutas na prevenção e combate da SB. Vale salientar que pode-se obter a prevenção e tratamento da Síndrome de Burnout através da ergonomia por processos da adaptação das condições laborais, intervindo nas medidas antropométricas e técnicas que trabalham o relaxamento dinâmico por meio de reeducação da postura global e do estresse no trabalho.  

REFERÊNCIAS

AGUAYO, L. V. Comportamientos bajo presión: el burnout en los educadores. In: M. I.Hobrados (coord.). Estrés y salud.Valencia: Promolibro, 1997.

ALBALADEJO, R. et al. Síndrome de Burnout em el personal de enfermeria de um hospital de Madrid. Rev. Esp. salud publica, v. 78, n. 04, p. 505 – 516. 2004.

AMORIM, C. et. al. A Síndrome de Burnout: modelos teóricos e avaliação. Anais do VII Encontro Regional Sul da ABRAPSO. Curitiba, 18-20 Set. 1998, p. 69-98.

AMORIM, C.; TURBAY, J.. Qualidade de vida no trabalho e síndrome de burnout. Anais do VII Encontro Regional Sul da ABRAPSO. Curitiba, 18-20 Set. 1998, p. 70-98.

BARREIRA, T. H. C. Um enfoque ergonômico para as posturas de trabalho. Rev Bras Saúde Ocup, v. 17, n. 17, p. 61-71, 1989.

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CARLOTTO, M. S. A Síndrome de Burnout e o trabalho docente. Psicologia em estudo, Maringá, v. 07, n. 01, p. 21-29, Jan./ Jun. 2002.

CARVALHO, F. A. A exaustão docente: subsídios para novas pesquisas sobre a Síndrome de Burnout em professores. 2002. 50 f. Monografia de especialização- Universidade Católica de São Paulo, São Paulo.

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Autor(a): Andrezza Pimentel Santana
                 Maria Dulce Gonçalves Lorena
                 Maria Goretti Fernandes

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Simples atividades diárias podem tornar-se dolorosas quando você tem osteoartrose de joelho. A osteoartrose (osteoartrite ou artrose) é uma ...

Realize tarefas do dia-a-dia mesmo com osteoartrose de joelho



Simples atividades diárias podem tornar-se dolorosas quando você tem osteoartrose de joelho. A osteoartrose (osteoartrite ou artrose) é uma doença relacionada com uma lesão degenerativa na cartilagem articular, que causa dor, inchaço e limitação dos movimentos.

"A articulação é a parte do corpo que une os ossos e permite a realização de movimentos. As superfícies dos ossos que se aproximam são revestidas pela cartilagem articular, cuja função é evitar o atrito de um osso contra o outro e amortecer o impacto produzido pelo movimento ou pelo esforço, facilitando o deslizamento das extremidades ósseas. Com o aparecimento da artrose, os movimentos articulares ficam prejudicados. E isso pode causar dor ao caminhar longas distâncias, ao subir escadas, ao agachar, ao dobrar o joelho, ao ficar de pé e ao realizar tarefas simples do cotidiano, como lavar louças ou cuidar do jardim", afirma o reumatologista Sérgio Bontempi Lanzotti, que dirige o Iredo, Instituto de Reumatologia e Doenças Osteoarticulares.

A seguir, o médico enumera algumas medidas que podem ser adotadas para minimizar a dor no joelho provocada pela osteoartrose, durante a execução de atividades diárias:

1. Trabalhos domésticos

Fazer camas, lavar pisos e limpar armários envolve agachar, ajoelhar e uma série de outros movimentos que podem desencadear dor no joelho afetado pela artrose. "Para realizar estas tarefas, você pode considerar o uso de equipamentos funcionais, tais como joelheiras vendidas para jardinagem. Além disso, deve evitar forçar ambos os joelhos, ao mesmo tempo. Você deve ajoelhar-se em um joelho de cada vez e mudar de joelho frequentemente. Planeje fazer suas tarefas domésticas próximo do horário em que você toma sua medicação para dor, pois isto também pode facilitar a execução das mesmas. Programe suas tarefas para serem realizadas ao longo do dia, não é preciso fazer tudo de uma vez. E lembre-se de fazer pausas curtas e frequentes para dar alívio aos joelhos", recomenda o diretor do Iredo.

2. Jardinagem

O prazer de sentir o sol nas costas pode ser prejudicado pela dor no joelho provocada pelo movimento de estar de cócoras e/ou flexionando os joelhos por um longo período. "Ferramentas de jardinagem, tais como colheres de cabo longo, enxadas e garfos permitem que você fique mais reto, enquanto trabalha. Utilize um carrinho de mão para ajudá-lo a transportar as plantas e a terra, assim você alivia o peso sobre os joelhos. Use almofadas de rebaixamento para a jardinagem para amortecer os joelhos. Evite ficar o tempo todo ajoelhado, usando um banco curto com rodas", ensina Lanzotti. Se você gosta muito de jardinagem, considere fazer uma reestruturação no jardim para torná-lo mais fácil acessível e adequado às suas limitações físicas. "Por exemplo, você pode cultivar plantas em uma plataforma elevada ou legumes em uma treliça, ao invés de plantar tudo no chão, o que evitará que você se agache tanto. Também ajuda no auxílio das dores realizar uma caminhada leve, antes da jardinagem, visando fazer o aquecimento do corpo", diz o diretor do Iredo.

3. Cozinhar

Ficar em pé por longos períodos para preparar o almoço, o jantar ou cozinhar para uma festa pode causar estragos nos joelhos afetados pela osteoartrose. "Por isto, a superfície do piso faz uma grande diferença. Se você estiver de pé em cima de pisos de cerâmica ou concreto, usando um tapete antiderrapante com amortecimento de espuma, poderá ficar o dobro de tempo nesta posição, sem sentir dor", informa o reumatologista. Os calçados também podem fazer a diferença, mas o que funciona para uma pessoa pode não funcionar para outra. Um estudo publicado no Arthritis Care and Research, comparou a carga (quantidade de resistência / peso) entre quatro diferentes tipos de sapatos: tamancos, sapatos planos, sapatos de estabilidade e chinelos. Os pesquisadores descobriram que os tamancos (muitas vezes indicados como apropriados para quem tem osteoartrose de joelho) provocaram mais estresse sobre os joelhos do que as outras opções, tornando sapatos planos a opção mais indicada para ficar em pé durante muito tempo. "Por fim, varie suas atividades e sua posição ao cozinhar, ao invés de simplesmente ficar de pé e parado o tempo todo. A cada 15 ou 20 minutos, ande um pouco, faça uma parada, puxe uma cadeira e sente, visando reduzir a dor no joelho", recomenda Sérgio Lanzotti.

4. Viagens rodoviárias

Ficar sentado com os joelhos dobrados por longos períodos de tempo pode causar dor no joelho afetado pela osteoartrose, a atividade física ameniza a dor. "É preciso mover o joelho para permitir que os fluídos que amortecem as juntas (líquido sinovial) possam lubrificar as articulações", diz o médico. É por isso que a atividade física moderada de três a quatro dias por semana é recomendada para aqueles com artrose de joelho, visando preservar a articulação do joelho lubrificada e em movimento. "Ao viajar de ônibus ou carro, é preciso parar para esticar as pernas. Assim, paradas a cada 45 ou 90 minutos são essenciais", ensina Sérgio Bontempi Lanzotti.

5. Moda do dia-a-dia

Saltos imponentes podem ser muito elegantes, mas eles não são a melhor escolha se você tem artrose de joelho. A altura dos saltos mais indicada varia para cada indivíduo, de acordo com a gravidade da doença. "Em geral, um saltinho baixinho, apoiando o calcanhar é mais confortável que um sapato completamente plano. Saltos mais altos não são recomendados, pois podem aumentar a progressão da osteoartrose de joelho em mulheres", informa o reumatologista.

6. Fazer compras

O segredo para conseguir fazer compras durante todo o dia: manter-se em movimento. "Se você ficar parado por 10 minutos ou mais, você pode sentir dor no joelho quando recomeçar a andar de novo. Assim, se você está de pé em uma longa fila de pagamento, mantenha os joelhos em movimento. Alternadamente, dobre os joelhos, faça movimentos para cima e para baixo, ajudando a lubrificar a articulação do joelho", ensina o diretor do Iredo. Em shoppings com mais de um andar, aproveite as escadas rolantes e elevadores para evitar subir e descer escadas, o que provoca dor no joelho. "Sapatos favoráveis ou joelheiras podem ser prescritos pelo seu médico para manter os joelhos alinhados", informa o médico.

7. Exercícios físicos

O exercício físico regular aumenta a força e a flexibilidade e reduz a dor nas articulações dos joelhos, tornando-se uma parte valiosa da rotina diária do paciente portador de osteoartrose. "A melhor abordagem varia de acordo com o indivíduo. Em geral, caminhada, ciclismo e natação são atividades indicadas. A caminhada funciona bem porque não é muito agressiva e mantém o movimento conjunto. É preciso, novamente, estar atendo à escolha de um tênis confortável e que forneça estabilidade ao caminhar", afirma Sérgio Lanzotti. Na hora de exercitar-se, é preciso deixar que a dor seja o seu guia. "Se você está no meio de uma crise (o seu joelho está inchado e inflamado), acalme as articulações com gelo ou com o uso de medicamentos (prescritos pelo seu médico). Faça caminhadas suaves sobre uma superfície lisa, evite subir e descer colinas em terrenos irregulares, o que pode agravar a dor no joelho", recomenda o reumatologista. Quem tem artrose de joelho deve consultar um fisioterapeuta ou um educador físico para saber que exercícios específicos podem ajudar a fortalecer os músculos ao redor da articulação do joelho.

Serviço:
www.iredo.com.br

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Pesquisadores da Universidade de Copenhagen, na Dinamarca, descobriram que pessoas com artrite reumatoide (...

Artrite reumatoide pode aumentar risco de AVC


Pesquisadores da Universidade de Copenhagen, na Dinamarca, descobriram que pessoas com artrite reumatoide (AR) têm risco aumentado para fibrilação atrial - um tipo de arritmia cardíaca - e AVC. A pesquisa envolveu mais de quatro milhões de pessoas, incluindo cerca de 18.000 pacientes com artrite reumatoide, que foram acompanhadas por cinco anos. 

Durante esse tempo, as pessoas com artrite reumatoide apresentaram um risco 40% maior de sofrer fibrilação atrial em comparação com a população geral. Além dessa relação, as pessoas com artrite tinham um risco 30% maior de sofrer um acidente vascular cerebral. 

Os autores do estudo recomendam que pacientes com artrite reumatoide passem por uma triagem anual para identificar fatores de risco de doenças cardiovasculares e fibrilação atrial. Segundo eles, essa pesquisa indica que o tratamento dos sintomas da artrite também pode diminuir a incidência dessas doenças. 

Adote uma dieta poderosa contra artrite

Bastante chata, a artrite ainda não tem cura. O acompanhamento médico e a adesão aos cuidados, no entanto, permitem ao paciente levar uma vida normal, sem dores ou limitações físicas. O cenário ideal inclui diagnóstico precoce, prática de exercícios físicos leves ou de fisioterapia em casos menos agudos e alguns ajustes na dieta. "O principal deles é o consumo de alimentos fontes de ômega-3, ácido graxo com ação anti-inflamatória", afirma o médico. 

Veja, então, como deixar suas refeições mais nutritivas e proteger seu organismo contra os sintomas doloridos da artrite reumatoide. 

Peixes oleosos de água fria

Peixes como atum, sardinha e salmão são ótimas fontes de ácidos graxos poliinsaturados ômega-3, que impedem um processo de conversão de nutrientes no organismo responsável por originar inflamações. "O alimento também funciona como um grande aliado no controle do colesterol, na regeneração dos tecidos, na prevenção de doenças cardiovasculares e até na amenização dos sintomas da TPM e da menopausa", afirma a nutricionista Daniela Cyrulin, da Nutri & Consult. Recomendação de consumo: um filé de 200g duas vezes por semana 

Óleo de canola

Além do ômega-3, o óleo de canola também é fonte dos ácidos graxos ômega-6, sendo benéfico na prevenção de doenças do coração e na a manutenção da pressão. "Também está presente em sua composição a vitamina E, antioxidante que combate radicais livres, prevenindo contra o envelhecimento precoce e o aparecimento de doenças degenerativas, como câncer", afirma a nutricionista Roseli Rossi, da Clínica Equilíbrio Nutricional. Recomendação de consumo: de uma a duas colheres por dia 

Óleo de Soja

O óleo de soja, assim como os demais óleos vegetais, é um alimento rico em gorduras poliinsaturadas, como ômega-3 e ômega-6, e uma importante fonte da vitamina E. "Ele atua na prevenção de doenças cardiovasculares, no bom funcionamento do sistema nervoso imune e no combate a radicais livres", afirma Daniela Cyrulin. Esse tipo de óleo também possui ação anti-inflamatória e ajuda a regular os níveis de colesterol no organismo. Recomendação de consumo: de uma a duas colheres por dia 

Azeite de oliva

Toque final na preparação de saladas ou até de uma deliciosa pizza, o azeite de oliva é um alimento importantíssimo para a saúde, graças aos ácidos graxos ômega-3, aos polifenois, a vitamina E e ao beta-caroteno nele presentes. "O óleo tem função anti-inflamatória e antioxidante, pois preserva as células, evitando a deterioração delas", aponta Roseli Rossi. Recomendação de consumo: de uma a duas colheres por dia 

Rúcula

"As folhas verde-escuro da rúcula são fonte riquíssima de ômega-3 e das vitaminas A e C, potentes antioxidantes que combatem radicais livres", pontua a nutricionista Roseli. Já outros nutrientes, como potássio e ferro, são importantes para regular o equilíbrio hídrico no organismo e para a formação de células sanguíneas (hemoglobina). Recomendação de consumo: um prato de sobremesa por dia 

Linhaça

"Rica em ácidos graxos essenciais, vitamina E e fibras, a linhaça é um alimento que proporciona maior fluidez sanguínea, reduz o colesterol ruim, evita a formação de placas de gorduras das artérias e promove efeitos anti-inflamatórios no organismo", afirma Roseli. A semente também melhora o funcionamento do sistema digestivo e ameniza os sintomas da TPM e da menopausa. Recomendação de consumo: de uma a três colheres de sopa por dia 

Fonte: Minha Vida

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A Tenossinovite De Quervain é mais comum em mulheres e pode estar associada à gravidez e ao hipotireoidismo. Caracteriza-se por um aumen...

O que é a Tenossinovite Estenosante de De Quervain?

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A Tenossinovite De Quervain é mais comum em mulheres e pode estar associada à gravidez e ao hipotireoidismo. Caracteriza-se por um aumento de volume no punho próximo ao polegar e dor principalmente nos movimentos para segurar objetos.

Desde a descrição clássica da Tenossinovite Estenosante de De Quervain, em 1895, numerosas publicações médicas têm discutido a anatomia, diagnóstico, etiologia clínica, fisiopatologia e tratamento médico e cirúrgico desta doença.

O compartimento afetado pela doença, situado no punho, é uma espécie de túnel no qual a base é formada pela extremidade do osso rádio e as laterais e o teto pelos ligamentos. Por dentro deste túnel passam, na maioria das vezes, dois tendões (a saber, o extensor curto e o abdutor longo) do polegar. Acima dos tendões temos a presença dos ramos do nervo, que dão sensibilidade à região.

Porém, em algumas pessoas aparece o que se chama de variação anatômica, que é uma diferença no formato de qualquer região do corpo sem que isso resulte em prejuízo à função. Nesta região encontram-se algumas variações anatômicas. A primeira seria a presença de tendões acessórios e a segunda a presença de um túnel acessório para a passagem exclusiva do tendão extensor curto do polegar.

Atualmente acredita-se que a principal causa dos sintomas de De Quervain sejam estas variações anatômicas.

O tratamento consiste em repouso da região, utilização de anti-inflamatórios, fisioterapia, aplicação de injeções de remédios e cirurgia, que é mais eficiente. Trata-se de um procedimento pequeno, mas que exige conhecimento da anatomia local. A operação pode ser realizada em um processo simples. O paciente vai ao hospital, opera e volta para casa no mesmo dia. A anestesia pode ser somente no braço e a incisão é pequena (2 cm aproximadamente).

A cirurgia é feita para aliviar a pressão nos tendões apertados. A recuperação é rápida e a cicatriz quase imperceptível.

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Cada vez mais comum, a osteoporose não é privilégio somente da 3ª idade. A doença, que tem como principais fatores...

Pilates auxilia na prevenção e tratamento da osteoporose.

Cada vez mais comum, a osteoporose não é privilégio somente da 3ª idade. A doença, que tem como principais fatores de risco o sedentarismo, o tabagismo, o histórico familiar, a baixa ingestão de cálcio e a retirada cirúrgica de ovários sem reposição hormonal, está cada vez mais comum entre as faixas etárias de 30 a 35 anos.

De um modo geral, a osteoporose é caracterizada pela perda da massa óssea e a diminuição da resistência mecânica dos ossos por diversas causas, sendo as principais
relacionadas aos desequilíbrios hormonais. As regiões do corpo mais atingidas são os quadris, os punhos e a porção anterior dos corpos vertebrais, que sofrem desgastes com simples inclinações repetidas do tronco para frente, gerando fraturas espontâneas.

A prática de exercício físico preserva a massa óssea, tanto por ação direta do impacto sobre o esqueleto, quanto por ação indireta, pela tração  realizada nos músculos através de exercícios de força.

"Os resultados da prática do Pilates em pacientes com osteoporose podem ser observados em pouco tempo. Durante as primeiras sessões já é possível notar uma melhora da força muscular, aumento do relaxamento e da sensação de bem-estar", explica a fisioterapeuta Valquiria Santiago. Além dos benefícios proporcionados pela técnica, no caso da osteoporose, o Pilates auxilia também no tratamento da depressão, estresse, dores na coluna, incontinência urinária, hérnia de disco e algumas doenças neurológicas, como o Parkinson.



De acordo com a fisioterapeuta alguns benefícios proporcionados pelo Pilates em pessoas com osteoporose são:

 -Aumento da flexibilidade;

 -Melhora na função articular;

- Melhora no alinhamento postural;

- Ganho de equilíbrio para prevenir lesões ou evitar padrões de movimentos incorretos;

-Oxigenação dos músculos e qualidade de sua função;

- Incorporação de consciência corporal, diminuindo os fatores de risco que podem levar a lesões;

- Diminuição da ansiedade e do nervosismo provocados pelo estresse e pelas tensões do dia a dia.

 

Valquíria Santiago é fisioterapeuta com especialização em Fisioterapia Neuro-Funcional pela Santa Casa de Misericórdia de S.P, e em Fisiologia do Exercício pela CEFE/UNIFESP - Escola Paulista de Medicina. Em sua trajetória atendeu pacientes com problemas neurológicos na Santa Casa de Misericórdia e coordenou o núcleo de estágio de massoterapia em meninos de rua no SOS Criança pela Secretaria do Bem Estar Social de São Paulo.

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