Não adianta relutar, a sabedoria popular é certa quando afirma que "é melhor prevenir do que remediar". Se você parar para pensar...

Principal forma de prevenção para artrose: exercicio


Não adianta relutar, a sabedoria popular é certa quando afirma que "é melhor prevenir do que remediar". Se você parar para pensar, ninguém consegue ter uma vida saudável se não fizer a manutenção diária da maneira correta. Querendo ou não, o nosso corpo é uma máquina que precisa estar em constante movimento para manter-se funcional.

Ou você já viu algum aparelho que depois de muito tempo parado trabalhasse normalmente? Pois é, se você já está com os seus trinta e poucos anos chegou a hora de começar a pensar em como quer estar fisicamente quando tiver o dobro dessa idade, afinal, o tempo voa.

Apesar das doenças reumáticas serem mais comuns na população com mais de 65 anos, a osteoartrite, também conhecida como artrose ou osteoartrose, é também uma das causas mais frequentes de dores articulares entre os adultos em idade avançada. Ocasionada pela destruição da cartilagem que, junto com o líquido presente na articulação, recobre os ossos, esse líquido gelatinoso reduz o atrito entre as superfícies dos ossos, o que mantém as articulações saudáveis. Até poucos anos considerada uma doença progressiva e sem possibilidade de tratamento, hoje sabe-se que a osteoartrite pode ter seus efeitos reduzidos com a prática de exercícios físicos regulares sob orientação especializada.

De acordo com geriatra e diretora médica da academia Estação do Exercício e Saúde, Janise Lana Leite, estudos médicos apresentados nos últimos dez anos mostram que a prática regular de exercícios físicos pode alterar a evolução da doença, reduzindo os sintomas e melhorando a funcionalidade. O princípio é simples: fortalecendo o aparelho musculoesquelético dos idosos, é possível controlar a dor, devolver ao indivíduo a independência de movimentos e garantir melhor qualidade de vida.

Ainda de acordo com a médica, o exercício físico está incluído entre os tratamentos não farmacológicos prescritos para as pessoas que sofrem do problema. Existem várias modalidades de exercícios físicos recomendados para os portadores da osteoartrite, entre os quais a musculação (exercício resistido), os exercícios aeróbicos e os exercícios de flexibilidade. É importante que os exercícios sejam realizados por um longo tempo, para ampliar os benefícios e para que eles se mantenham.

Agora, se você possui algum tipo de restrição por conta de problemas dessa natureza, a médica faz um alerta: em grupos com características especiais, como os idosos e os portadores de osteoartrite, é fundamental o acompanhamento de fisioterapeutas ou professores de educação física com formação específica para este atendimento. A supervisão de um profissional qualificado é importante para evitar lesões e garantir a segurança dos treinos.

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A terminologia “dor nas costas” é utilizada para designar queixas de desconforto ou dor crônica na região da coluna vertebral. Es...

Dores na coluna e suas formas


A terminologia “dor nas costas” é utilizada para designar queixas de desconforto ou dor crônica na região da coluna vertebral. Estes sintomas também podem ser descritos através de terminologias como lombalgia ou dor lombar, embora estes termos se refiram especificamente à região lombar, que é a mais freqüentemente afetada pela dor. (1).

A dor nas costas, especialmente a dor lombar baixa, constitui causa freqüente de morbidade e incapacidade, sendo sobrepujada apenas pela cefaléia na escala dos distúrbios dolorosos que afetam o homem. Em alguma época da vida, de 70 a 85% de todas as pessoas sofrerão um episódio de dor nas costas. No entanto, quando do atendimento primário por médicos não-especialistas, para apenas 15% das lombalgias e lombociatalgias, se encontra uma causa específica. (2).

A procura por tratamento de dores na coluna vertebral aumenta a cada dia. A demanda em hospitais e clínicas ocasiona um aumento no custo de despesas com cuidados com a saúde. O custo de tal demanda é um ônus a mais para os cofres públicos e privados, pois o governo, as indústrias e a sociedade devem arcar com as despesas. É grande a quantidade de tempo e recursos gastos com os pacientes portadores deste tipo de morbidade. (3).

As dificuldades do estudo e da abordagem da dor na coluna vertebral decorrem de vários fatores, dentre os quais, podem ser mencionados a inexistência de uma fidedigna correlação entre os achados clínicos e os de imagem; ser a coluna vertebral um segmento inervado por uma difusa e entrelaçada rede de nervos, tornando difícil determinar com precisão o local de origem da dor, exceto nos acometimentos radículo-medulares; pelo fato das contraturas musculares, freqüentes e dolorosas, não se acompanharem de lesão histológica demonstrável (4).

As dores na coluna vertebral podem ser primárias ou secundárias, com ou sem envolvimento neurológico. Por outro lado, afecções localizadas neste segmento, em estruturas adjacentes ou mesmo à distância, de natureza a mais diversa, como congênitas, neoplásicas, inflamatórias, infecciosas, metabólicas, traumáticas, degenerativas e funcionais , podem provocar dor (5).

A lombalgia idiopática , antigamente assim chamada, pois não se achava um substrato para sua causa e que hoje é denominada de lombalgia mecânica comum ou lombalgia inespecífica, é a forma anátomo-clínica inicial de apresentação e a mais prevalente das causas de natureza mecânico-degenerativa (4).

Condições emocionais podem levar à dor nas costas ou agravar as queixas resultantes de outras causas orgânicas preexistentes. Entretanto, freqüentemente a dor não decorre de doenças específicas, mas sim de um conjunto de causas (7).

Segundo a Organização Mundial de Saúde (8), existem vários fatores de risco associados com a dor nas costas, e estes podem ser divididos em fatores de risco individual e fatores de risco profissional. Assim, pode-se relatar que, são consideradas como os mais prováveis fatores de risco individual a idade, o sexo, o índice de massa corporal, o desequilíbrio muscular, a capacidade de força muscular, as condições sócio-econômicas e a presença de outras patologias. Os traumas mais freqüentes sobre a coluna vertebral de origem laboral estão associados à tensão da musculatura paravertebral, decorrentes de posturas incômodas e da degeneração precoce dos discos intervertebrais pelo excesso de esforço físico (8).

Estão também envolvidos no risco profissional as movimentações e posturas adotadas pelo trabalhador por exigência específica da tarefa ou decorrentes de inadequações no ambiente de trabalho e/ou das condições de funcionamento dos equipamentos disponíveis, além das formas de organização e execução do trabalho (9).

Entretanto, o tipo mais freqüente de dor nas costas tem caráter não específico, sendo decorrente de uma doença indeterminada e associada freqüentemente com a postura, levantamento de objetos pesados e movimentos lesivos de origem laboral ou não laboral (8).

A dor crônica relacionada a problemas degenerativos, como a artrose, freqüenta 65% das pessoas adultas. Assim, as dores na coluna, lombalgias e cérvico-dorso-lombalgias têm sido consideradas como enfermidades sociais. No entanto, vários de seus aspectos etiológicos são desconhecidos, o que tem favorecido uma abordagem diversificada para a compreensão do problema, dentre eles o enfoque dos fatores de risco. A abordagem epidemiológica de fatores de risco tem sido um enfoque muito utilizado na compreensão dos processos mórbidos, especialmente da coluna e na atenção a saúde

Retirei daqui

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O lúpus é uma doença autoimune (quando o sistema de defesa do corpo produz anticorpos contra células, tecidos ou órgãos do próprio corpo),...

Entenda o que é o lúpus e como tratar



O lúpus é uma doença autoimune (quando o sistema de defesa do corpo produz anticorpos contra células, tecidos ou órgãos do próprio corpo), que costuma ser mais comum em mulheres jovens.

Conhecida no meio médico como LES (Lúpus Eritematoso Sistêmico), ela é uma doença inflamatória crônica pouco frequente que pode acometer múltiplos órgãos e apresentar alterações da resposta imunológica, com presença de anticorpos dirigidos contra proteínas do próprio organismo, de acordo com a Sociedade Brasileira de Reumatologia.

Embora a causa do LES não seja conhecida, admite-se que a interação de fatores genéticos, hormonais e ambientais podem desencadear a doença.

Sintomas

Entre os principais sintomas, estão lesões na pele, caracterizadas por vermelhidão nas maçãs do rosto e no nariz; dor e inchaço nas articulações; inflamação de pleura ou pericárdio (membranas que recobrem o pulmão e coração); inflamação no rim. Além de inflamações em pequenos vasos sanguíneos, causando lesões avermelhadas e dolorosas nas palma de mãos, planta de pés, no céu da boca ou em membros;

Há ainda possibilidade de aparecer alterações no sangue em mais da metade dos casos, como diminuição de glóbulos vermelhos (anemia), glóbulos brancos (leucopenia), dos linfócitos (linfopenia) ou de plaquetas (plaquetopenia).

Em casos menos frequentes, podem acontecer inflamações no cérebro, causando convulsões, alterações do comportamento (psicose) ou do nível de consciência e até queixas sugestivas de comprometimento de nervos periféricos.
De difícil diagnóstico, ele costuma ser feito depois de analisado exames de sangue junto ao conjunto de sintomas.

Tratamento

Apesar de o lúpus não ter cura, o tratamento, que deve ser individualizado, permite o controle da doença e a diminuição dos sintomas e efeitos colaterais dos medicamentos. Com tudo isso, o portador pode ter qualidade de vida. No Brasil são indicados o uso de anti-inflamatórios e imunosupressores (que reduzem a atividade do sistema imunológico).

Para evitar crises, os médicos recomendam evitar fatores que desencadeiam a doença. São eles: evitar tomar sol e outras formas de radiação ultravioleta, tratar infecções, evitar o uso de estrógenos (anticoncepcionais) e outras drogas (hidralazina, hidrazida, a procainamida) e evitar o estresse.

O reumatologista é o especialista mais indicado para fazer o tratamento e acompanhamento de pacientes com LES, e, quando necessário, outros especialistas devem fazer o seguimento em conjunto.

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DEFINIÇÃO A Síndrome de Sjögren (SS) é uma doença auto-imune crônica, em que o sistema imunológico do próprio corpo do paciente erroneam...

Síndrome de Sjögren e a Fisioterapia



DEFINIÇÃO

A Síndrome de Sjögren (SS) é uma doença auto-imune crônica, em que o sistema imunológico do próprio corpo do paciente erroneamente atinge as glândulas produtoras de lágrimas e saliva.

A Síndrome de Sjögren pode também causar secura de pele, nariz e vagina e pode afetar outros órgãos do corpo, inclusive os rins, vasos sangüíneos, pulmões, fígado, pâncreas e cérebro. Fadiga e dor nas articulações que podem comprometer de forma significativa a qualidade de vida do paciente.


FISIOPATOLOGIA

Linfócitos infiltram-se nas glândulas exócrinas produtoras de lagrimas e salivas ocorrendo a diminuição da produção de saliva e lágrimas. Assim, as características principais da Síndrome de Sjögren são secura nos olhos (ceratoconjuntivite seca) e na boca (xerostomia).


ETILOGIA

A causa ou causas específicas da Síndrome de Sjögren não é conhecida, mas múltiplos fatores provavelmente estão envolvidos, dentre os quais os genéticos, viróticos, hormonais ou suas interações.


EPIDEMIOLOGIA

Estima-se que 4 milhões de americanos tenham a Síndrome de Sjögren, muitos deles sem diagnóstico. Nove entre dez pessoas com Sjögren são mulheres. Embora a maioria das mulheres diagnosticadas costumem estar na menopausa ou ainda mais velhas, Sjögren pode ocorrer também em crianças, adolescentes e adultos jovens. Mulheres jovens com Sjögren podem apresentar complicações na gravidez. No Brasil, não se dispõe de uma base de dados confiável para se saber o número exato de portadores da Síndrome Sjögren.


SÍNDROME DE SJÖGREN PRIMÁRIA OU SECUNDÁRIA

Quando a Síndrome de Sjögren ocorre de forma isolada, sem a presença de outra doença de tecido conjuntivo, é chamada de Sjögren Primária. Quando os sintomas de Sjögren são acompanhados de uma doença do tecido conjuntivo como artrite reumatóide, lupus ou esclerodermia, caracterizam Sjögren Secundária.

Alguns estudos mostram que indivíduos com a Síndrome de Sjögren Primária tem problemas mais sérios de secura nos olhos e boca. O aumento das glândulas ao redor da face, mandíbulas e pescoço também podem ser mais freqüentes. Conquanto estas duas formas se caracterizam por diferentes sinais e sintomas os componentes são basicamente similares nas duas síndromes.

Embora alguém com Sjögren Primário possa vir a desenvolver uma doença do tecido conjuntivo no futuro, é mais comum o inverso, isto é, alguém acometido com uma das doenças crônicas do tecido conjuntivo, como a artrite reumatóide ou lupus, vir a desenvolver a Síndrome de Sjögren.

O envelhecimento normal pode resultar na atrofia das glândulas lacrimais e diminuição na produção de lágrimas. Entretanto, pesquisas recentes indicam que o envelhecimento não causa uma diminuição na produção de saliva em glândulas salivares normais.


SINTOMAS

Os sintomas da Síndrome de Sjögren são muito variados.

Duas pessoas com a Síndrome de Sjögren nunca têm exatamente os mesmos grupos de sintomas ou história médica.

Os sintomas podem estabilizar, piorar ou mesmo regredir. Para alguns, os sintomas de olhos secos e boca seca são manifestações proeminentes, enquanto outros passam por ciclos de bem estar completo seguidos de doença grave.

Os pacientes queixam-se de sensação de areia nos olhos. Pode aparecer vermelhidão e ulceração superficial.

Se muitas das respostas ao questionário abaixo forem positivas, você deveria ser avaliado para a Síndrome de Sjögren:

· Você tem os olhos demasiadamente secos, ou com a sensação de corpo estranho, areia ou queimação? Seus olhos são sensíveis á luz?

· Você tem dificuldade de engolir alimentos? Você bebe água freqüentemente quando está falando? A sua voz é rouca?

Sua língua é dolorida ou rachada ? Você tem úlcera na boca ou costuma ter infecções na cavidade oral? Suas glândulas abaixo e ao redor de suas mandíbulas e ouvido costumam estar inchadas?

· Você nota um aumento súbito de cáries dentárias e/ ou perda de dentes?

· Você percebe que seu nariz está produzindo um muco espesso, pegajoso e mal cheiroso?

· Você nota que houve mudança no seu paladar ou olfato?

· Você se sente cansado todo tempo? Esta fadiga afeta a sua vida?

· Você tem alguma doença de tecido conjuntivo como artrite reumatóide, lupus ou esclerodermia?


DIAGNÓSTICO

O diagnóstico freqüentemente não é uma tarefa fácil uma vez que os sintomas da Síndrome de Sjögren podem se assemelhar aos de outras doenças como o lupus, a artrite reumatóide, a síndrome da fadiga crônica, a fibromialgia, a esclerose múltipla e a doença de Alzheimer. Devido à variedades de sintomas, o paciente pode ser encaminhado a diversos especialistas ( Reumatologista, Dentista ou Oftalmologista ),e o diagnóstico muitas vezes não é definido.

Entretanto, nem todo ressecamento pode resultar de Síndrome de Sjögren. Muitos medicamentos, inclusive os usados para o tratamento da hipertensão arterial, depressão, resfriados, alergias e problemas gastrointestinais podem causar secura nos olhos e na boca. Quando apresentar a sua histórica ao médico, não deixe de mencionar todos os medicamentos que você está tomando, inclusive os que não necessitam de receita para serem adquiridos.

Alguns exames podem ser úteis para o diagnóstico de Síndrome de Sjögren (SS), dentre os quais:

· Teste de Schirmer para medir a produção de lágrima e teste do corante Rosa Bengala com observação através de lâmpada especial para avaliar o filme de lágrima do olho ( estes exames são feitos por um Oftalmologista );

· A medida da produção de saliva, exame das glândulas salivares e/ou biópsia das glândulas salivares secundárias localizadas nos lábios com o objetivo de determinar a presença de linfócitos (exame realizado por Cirurgião Dentista);

· Exame de sangue para marcadores específicos ou autoanticorpos indicativos da Síndrome de Sjögren (SS-A ou SS-B). Estes testes não são definitivos, porque nem todas as pessoas com Sjögren apresentam resultados positivos para estes auto-anticorpos (este exame é solicitado por um Reumatologista).


DENVOLVIMENTO PULMONAR NA SÍNDROME DE SJÖGREN

O envolvimento pulmonar, embora descrito por Henrik Sjogren há mais de 50 anos atrás, continua a ser largamente sub-diagnosticado atualmente. Várias complicações pulmonares tem sido descritas em pacientes com a síndrome de Sjögren, incluindo doença brônquica e bronquiolar, pneumonite intersticial e linfoma. O espectro de problemas pulmonares na síndrome pode ser ainda mais extenso se considerarmos que a síndrome de Sjögren secundária que pode coexistir com qualquer outra doença auto-imune. Na síndrome de Sjögren primária, alguma controvérsia existe a respeito da verdadeira freqüência do emvolvimento pulmonar nessa doença.

Bronquite e Traquéia Seca (Xerotraquéia)

As vias áereas parecem ser o alvo mais freqüente na síndrome de Sjögren primária. Em um estudo, a obstrução das pequenas vias aéreas foi observada em 25% dos pacientes com síndrome de Sjögren primária. A obstrução das pequenas vias aéreas na síndrome de Sjögren primária é provavelmente o resultado de uma infiltração de células inflamatórias similar à que ocorre nas glândulas salivares dos pacientes com síndrome de Sjögren primária.

A apresentação clínica mais comum de um problema de vias aéreas nos pacientes com síndrome de Sjögren primária é o de tosse seca, observada em 40% dos pacientes, que pode ser de intensidade variável. Essa tosse usualmente é o resultado da secura observada na árvore brônquica em virtude de as glândulas na árvore brônquica serem prevenidas de secretarem quantidades adequadas de muco.

Essa anormalidade de bronquite inflamatória nos pacientes com síndrome de Sjögren raramente é clinicamente importante. O diagnóstico pode também ser difícil porque as pequenas vias aéreas, quando envolvidas, podem não revelar anormalidades significantes nas radiografias ou outros estudos como tomografia e etc. Apenas em casos largamente avançados esses estudos são anormais.

O achado de linfócitos na árvore brônquica em associação com pacientes com síndrome de Sjögren ativa pode também ser visto em outros órgãos como fígado e rins. Como resultados desses achados nos pulmões e outros grandes órgãos nos pacientes com síndrome de Sjögren, o termo epitelite auto-imune foi lançado pelo Dr Harry Moutsopoulos para explicar as anormalidades nas glândulas salivares bem como em outros tecidos glandulares envolvidos nos pacientes com síndrome de Sjögren.

Doenças Linfoproliferativas (linfomas e doenças relacionadas)

A síndrome de Sjögren representa a via cruzada das doenças auto-imunes e neoplasias linfóides. Em alguns pacientes, existe um amplo espectro apresentado que vai da infiltração benigna a maligna do tecido. Em alguns pacientes, tecido linfóide benigno é notado. Isso pode se apresentar como "bronquiolite folicular" que pode mimetizar a doença intersticial pulmonar. Isso usualmente responde aos corticosteróides com um grau variável.

A pneumonite intersticial linfocítica é uma desordem pulmonar infiltrativa difusa. Ela é uma característica clássica mas incomum da síndrome de Sjögren primária e pode também ocorrer com outras infecções virais e outras anormalidades crônicas como doença hepática crônica. A biópsia pulmonar é necessária para se fazer o diagnóstico e de novo isso usualmente responde favoravelmente ao tratamento com esteróides com ou sem drogas imunossupressoras. O linfoma pulmonar primário na síndrome de Sjögren é incomum e pode se apresentar isoladamente ou mais difusamente na radiografia pulmonar. A biópsia pulmonar é mais uma vez necessária para o diagnóstico.

Fibrose Pulmonar Intersticial

A fibrose pulmonar intersticial é bastante incomum nos pacientes com síndrome de Sjögren. Em um estudo, 2 de 343 pacientes apresentaram essa anormalidade. Isso está freqüentemente associado com progressiva cicatrização dos pulmões. Tratamentos experimentais estão sendo utilizados para essa entidade.

Outras Formas Menos Comuns de Acometimento Pulmonar na Síndrome de Sjögren

Outras entidades menos comuns como vasculites e hipertensão pulmonar primária onde a circulação pulmonar está também envolvida e também são muito incomuns na síndrome de Sjögren. Outras formas de bronquiolite têm sido descritas na síndrome de Sjögren, mas são também muito incomuns.

TRATAMENTO FISIOTERÁPICO

Os sintomas da articulação são tratados como as afetadas na artrite reumatóide e onde houver comprometimento do trato respiratório superior, torna-se necessária à fisioterapia respiratória.

Condutas:

- Mobilização ativa ou ativa assistida

- Alongamentos

- Se necessário indicar orteses

- Orientações de posicionamento

- TENS (No caso de algias)

- Profilaxia Respiratória com manobras de expansão pulmonar e higiene brônquica

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A osteoporose é uma condição metabólica que compromete os ossos por causar a diminuição da densidade óssea. O problema traz problemas co...

O tratamento da osteoporose - aspectos atuais e futuros


A osteoporose é uma condição metabólica que compromete os ossos por causar a diminuição da densidade óssea. O problema traz problemas como fraturas, fragilidade, perda de mobilidade e dor crônica. Apesar de homens e mulheres poderem desenvolver a condição, as mulheres são mais suscetíveis ao problema devido à menopausa, já que o estrógeno é um grande protetor dos ossos.

O diagnóstico é frequentemente realizado após os primeiros problemas surgirem, mas existem possibilidades e técnicas modernas de a doença ser identificada mais cedo. O tratamento envolve diversas abordagens. Além da complementação de vitamina D e de cálcio, é importante que o paciente receba aconselhamento quanto ao seu estilo de vida. O tratamento traz ainda a opção de uso de biofosfonatos, mas a aderência a longo prazo dessa terapia é baixa e o uso prolongado pode trazer complicações.

Um novo estudo alemão, desenvolvido na Dresden Technical University, mostra que apesar de a literatura médica publicada na última década ter evoluído, a abordagem do problema pode ser melhorada. Foram descobertas possibilidades de novas terapias que estão em estágios avançados de estudo e também surgiram novidades na forma que a doença se desenvolve.

Assim, a conclusão do estudo alemão, apresentado no 15º European Congress of Endocrinology, mostra que maior conscientização da população, melhores modelos de predição de diagnóstico e o surgimento de novas terapias podem mudar a forma como a osteoporose é tratada atualmente e trazer diversas vantagens para os pacientes.

O congresso aconteceu entre os dias 27 de abril e 1 de maio em Copenhagen, na Dinamarca.

Fonte: 15º European Congress of Endocrinology, 27 de abril a 1 de maio de 2013, Compenhagen/Dinamarca, abstract S8.2


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