A artrite reumatoide é uma doença inflamatória crônica, autoimune, que afeta o tecido conjuntivo de múltiplas articulações do corpo, como ...

Fisioterapia pode ser importante contra a artrite reumatoide



A artrite reumatoide é uma doença inflamatória crônica, autoimune, que afeta o tecido conjuntivo de múltiplas articulações do corpo, como mãos, punhos, cotovelos, joelhos, tornozelos, pés, ombros e a coluna cervical, além de órgãos internos, como pulmões, coração e rins. Apesar de não se conhecer totalmente as causas da doença, que afeta duas vezes mais as mulheres do que os homens entre 50 e 70 anos e, tampouco, os recursos para a cura definitiva, é possível obter a diminuição dos sintomas e preservar a capacidade funcional dos portadores da patologia.

Para tanto, uma das principais aliadas é a fisioterapia. A realização de tratamento fisioterápico auxilia na progressão das deformidades causadas pela doença e na redução da dor e do incômodo causado por ela, melhorando a movimentação das articulações e fortalecendo os músculos.

Eletroterapia, gelo e calor

Para a eficácia do tratamento, o fisioterapeuta tem à sua disposição aparelhos de eletroterapia, como ultrassom e diatermia, assim como pode fazer uso de gelo ou de fontes de calor, como a parafina e bolsas de água quente.

O calor no tratamento da artrite reumatóide deve ser adotado quando houver dor aguda e sinais de inflamação. Assim, ele irá propiciar o alívio da dor, relaxando os músculos. A medida é especialmente indicada para tratamentos realizados logo pela manhã ou em dias mais frios, períodos nos quais a musculatura tende a ficar mais tensa, agravando os sintomas.

Já o uso do gelo, por sua vez, é também uma boa alternativa para o alívio da dor causada pela artrite reumatoide. No entanto, ele só deve ser empregado após a prática de exercícios extenuantes, o que deve ser evitado sempre que possível.

Uma medida terapêutica que também tem demonstrado bons resultados no tratamento da patologia é a hidroterapia (fisioterapia aquática). Por meio dela, há associação do calor com os exercícios, trazendo alívio dos sintomas e uma melhora progressiva.

Exercícios contra a artrite reumatoide

A importância da Fisioterapia no tratamento da artrite reumatoide também se dá pela reeducação postural, pela melhora da função muscular e articular e pelo aumento da força e da flexibilidade, o que se alcança com a realização de exercícios específicos e individualizados. Durante o tratamento fisioterápico, é indispensável a mobilização articular passiva em cada articulação afetada pela doença.

A fisioterapia também auxilia na melhora da capacidade cardiorrespiratória do paciente, de forma a gerar mais qualidade de vida. Alongamentos musculares e o uso de bolas de Pilates para relaxar o corpo são exemplos de exercícios eficazes no tratamento, assim como atividades de baixo impacto, como o levantamento dos braços enquanto se anda e dos joelhos, até a altura do quadril, durante a caminhada.

Entretanto é fundamental que o fisioterapeuta oriente o portador de artrite reumatoide a alongar-se corretamente e a realizar movimentos em suas próprias articulações em todas as direções possíveis, sem contração muscular. Dessa forma, o paciente poderá colaborar no próprio tratamento, realizando os exercícios em casa, diariamente.

Também é preciso lembrar que, apesar de os exercícios serem importantes e necessários, eles não devem se tornar extenuantes. As atividades devem ser realizadas somente com indicação médica e orientação de profissional especializado.

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A fibromialgia é uma síndrome de caráter e etiologia desconhecida, caracterizada por dor musculoesquelética que afeta varias áreas do co...

Fibromialgia e a Fisioterapia



A fibromialgia é uma síndrome de caráter e etiologia desconhecida, caracterizada por dor musculoesquelética que afeta varias áreas do corpo, sendo mais comum em mulheres do que em homens, surgindo mais freqüentemente entre os 40 e 55 anos de idade

Os sintomas são dor generalizada ("dói tudo") e um ou mais dos seguintes:

  • fadiga
  • sono superficial e não reparador (desperta mais cansado do que quando deitou à noite)
  • depressão psíquica
  • ansiedade
  • dor de cabeça (pode ser enxaqueca)
  • dormência de mãos e pés
  • dor abdominal com períodos de prisão de ventre intercalados com diarréia

Em nenhum momento haverá inflamação ou deformidade nas articulações e os movimentos não estão limitados.

Caracteristicamente, os portadores de fibromialgia têm os sintomas por anos sem modificações importantes. Os problemas são dor e fadiga.

O tratamento da fibromialgia é, comumente, sintomático por causa da ausência de entendimento da sua etiologia e fisiopatologia. Diversas modalidades têm sido sugeridas desde exercícios na água, programas de alongamento, fortalecimento e condicionamento aeróbio em solo, terapias alternativas, técnicas de relaxamento, calor superficial, calor profundo, tração vertebral, massagem, dentre outros.

Os dois grandes objetivos da Fisioterapia no tratamento da Fibromialgia, são: Exercitar os músculos doloridos com exercícios de alongamento; Melhorar as condições cardiovasculares com exercícios aeróbicos (caminhar, andar de bicicleta, nadar e hidroginástica).

Podem ser estabelecidos programas de exercícios que promovam sensação de bem estar, aumentado à resistência e diminuindo a dor. É necessário primeiramente realizar uma avaliação antes de iniciar um programa de treinamento físico. Sugerem-se exercícios regulares em dias alternados, aumentando gradualmente as atividades até atingir boa aptidão física.

A massagem também é um tratamento fisioterápico que pode auxiliar na diminuição da dor em pacientes com fibromialgia, por mecanismos variados, na qual se inclui relaxação muscular, oxigenação, remoção de escórias musculares, aumento na flexibilidade muscular e melhora da circulação sanguínea. Os diversos tipos de massagens são definidos pelo próprio nome, como: amassamento, vibração, deslizamento, fricção, percussão, entre outros

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A polimialgia reumática se apresenta como uma doença inflamatória. Atinge principalmente pessoas com mais de 50 anos, sendo que as mulher...

Saiba mais sobre a Polimialgia Reumática


A polimialgia reumática se apresenta como uma doença inflamatória. Atinge principalmente pessoas com mais de 50 anos, sendo que as mulheres são o grupo com maior incidência. Seu nome vem da junção das palavras “mialgia”, que no grego significa “dor muscular” e “poli”, que significa “muitos”. Ou seja, “dor em vários músculos”.

A doença não tem causas conhecidas, mas é confirmado seu potencial de contágio e infecção. Em geral, ela está relacionada a outras doenças.

A arterite de células grandes (ou arterite temporal) foi diagnosticada também em 15% das pessoas que tinham a polimialgia reumática. Além disso, metade dos pacientes com arterite temporal estavam com a doença da polimialgia.

Como não foi ainda bastante estudada, a enfermidade não tem fatores de risco conhecidos. Ela não pode ser relacionada a problemas genéticos, hereditários ou comportamentais.

Dor e rigidez no pescoço e ombros são sinais comuns da polimialgia reumática. A dor e a rigidez começam nessas partes do corpo e, gradualmente, afetam outras áreas. Entre elas, os quadris e coxas.

Os outros sintomas comuns dessa doença inflamatória são:

fadiga
anemia (contagem baixa de glóbulos vermelhos)
perda de apetite
perda não intencional de peso
depressão
febre baixa
amplitude limitada de movimento

Polimialgia reumática e os músculos

As inflamações provocadas pela polimialgia reumática costumam provocar dores em diversas partes do corpo. Esses incômodos são mais comuns nos músculos, que ficam enrijecidos em função da doença.

A sensação de retesamento aparece principalmente na musculatura dos membros, do quadril e do pescoço. Os sintomas aparecem em ambos os lados do corpo, surgindo rapidamente. Eles podem estar presentes em todos os músculos de uma só vez e vão piorando em dias, semanas ou até mesmo na mesma noite.

Alguns outros sinais, menos comuns, também podem indicar a polimialgia. Entre eles, a febre, um mal-estar que aparece sem motivo aparente, perda de apetite, emagrecimento, depressão e dores nas articulações, principalmente das mãos e dos pulsos.

Quem apresenta um quadro da doença também pode ter muita dificuldade em levantar da cama, mudar de roupas e se movimentar após um longo período sentado. Quanto mais se mexer, as dores e o enrijecimento dos músculos tendem a ser reduzidos.

Diagnóstico e tratamento da polimialgia reumática

Por ser facilmente confundida com outras infecções, a polimialgia reumática tem um diagnóstico bastante complicado. Para excluir a possibilidade de outras doenças, o médico costuma aplicar os exames de velocidade de hemossedimentação (o VHS) e a proteína C reativa (PCR). São procedimentos clínicos feitos sob orientação do profissional.


Após ser detectada, a doença é tratada principalmente através de corticoides. Quando ela surge em conjunto com a arterite temporal, as doses dos medicamentos são maiores. Pacientes já apresentaram melhora dos sinais depois da aplicação de uma única dose.

Porém, a evolução do tratamento pode ser bastante devagar e difícil. É necessária uma reavaliação do quadro clínico após duas ou três semanas, caso os sintomas não forem reduzidos ou eliminados.

Depois de controlados os sintomas com o uso correto dos corticoides, o tratamento com a medicação vai sendo reduzido em doses menores até que chegue a conclusão dos cuidados para a polimialgia reumática.

Como a dor do enrijecimento muscular é intensa, muitas vezes é necessário que a pessoa permaneça de cama, em repouso, por um período que permita que o relaxamento dos músculos seja completo. Além disso, se a doença estiver acompanhada da arterite temporal e não for tratada adequadamente, pode levar à cegueira.

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Muito se fala em fisioterapia para diversas doenças, mas é necessário entender o motivo pelo qual essa profissão se mostra tão necessári...

A importância da fisioterapia na artrite reumatoide


A importância da fisioterapia na artrite reumatoide
Muito se fala em fisioterapia para diversas doenças, mas é necessário entender o motivo pelo qual essa profissão se mostra tão necessária para os pacientes com artrite reumatoide.
A fisioterapia pode ajudar de diversas formas:
  • No controle da dor através do uso de aparelhos de estimulação elétrica e ultrassom;
  • Reeducação postural;
  • Melhora da função muscular e articular;
  • Aumento da força e flexibilidade com exercícios específicos e individualizados;
  • Proteção articular (evitando deformidades);
  • Melhora da capacidade cardiorrespiratória e, consequentemente, promovendo mais qualidade de vida.  
É preciso lembrar que os exercícios são necessários, porém não devem ser extenuantes e só devem ser realizados com indicação médica e orientação de profissional especializado.
É verdade que às vezes, principalmente no frio, as pessoas tentam fugir da fisioterapia, mas é especialmente nessa hora em que o acompanhamento se faz mais necessário. No frio, normalmente ficamos mais rígidos, tensos e, com isso, os pacientes sentem mais dores, portanto nada de desculpas para faltar à fisioterapia.
Sua saúde agradece!
Quanto antes o indivíduo diagnosticado com artrite reumatoide iniciar o acompanhamento fisioterapêutico melhor será a sua evolução. Tenha sempre em mente que a artrite reumatoide é uma doença crônica e seu tratamento também. 

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