JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A artrite reumatoide é uma doença autoimune, crônica, idiopática e inflamatória que atinge simet...

Intervenção fisioterapêutica na dor e na qualidade de vida em mulheres com artrite reumatoide

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JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS:

A artrite reumatoide é uma doença autoimune, crônica, idiopática e inflamatória que atinge simetricamente os tecidos, órgãos e as articulações periféricas causando dor, edema, rigidez e diminuição da qualidade de vida. O objetivo deste estudo foi verificar os efeitos de um programa de intervenção fisioterapêutica na dor e na qualidade de vida de mulheres com artrite reumatoide.

RELATO DOS CASOS:

Estudo de uma série de casos de cinco pacientes do sexo feminino, com média de idade de ±54 anos. A avaliação inicial consistiu na coleta de dados, na avaliação da dor pela escala analógica visual e na avaliação da qualidade de vida pelo Questionário Medical Outcomes Study 36 - Item Short-Form Health Survey SF-36. Após a avaliação inicial as pacientes foram submetidas a um programa de intervenção fisioterapêutica baseado em cinesioterapia, que foi realizado em grupo, com frequência de duas sessões semanais e duração de 50 minutos por sessão, totalizando 10 sessões. Quando analisada a dor pela escala analógica visual não houve resultados estatisticamente significativos. No entanto, na avaliação da qualidade de vida relacionada aos domínios dor e vitalidade, verificou-se resultados estatisticamente significativos (p≤0,05) na pós-intervenção.

CONCLUSÃO:

O programa de intervenção proposto foi eficaz na melhora dos domínios dor e vitalidade referentes à análise da qualidade de vida em mulheres com artrite reumatoide.

Descritores: Artrite reumatoide; Dor; Fisioterapia; Qualidade de vida

INTRODUÇÃO

A artrite reumatoide (AR) é uma doença autoimune, crônica, idiopática e inflamatória que atinge simetricamente os tecidos, órgãos e, principalmente, as articulações periféricas1. Sua prevalência, a nível mundial, permeia entre 0,5 e 1%, similar à literatura brasileira, podendo ocorrer em todos os grupos étnicos. Acomete, especialmente, o sexo feminino na faixa etária entre 20 e 60 anos de idade2,3.

As principais características da AR são a inflamação sinovial crônica e a presença de nódulos reumatoides palpáveis ao exame físico, condições essas que implicam no edema articular simétrico, na erosão óssea e na destruição da cartilagem articular4,5. Os exames laboratoriais evidenciam a presença de fator reumatoide, e os exames radiográficos erosões e/ou osteopenia periarticular nas articulações das mãos e punhos5.

O quadro clínico dos indivíduos apresenta, principalmente, fortes dores matinais ou noturnas nas articulações interfalangeanas proximais das mãos, metacarpo e metatarsofalangeanas, nos punhos, nos ombros e nos joelhos. Outros sintomas acompanham o fenômeno doloroso, tais como a rigidez articular com duração de pelo menos uma hora (matinal ou após longos períodos de imobilização), a fadiga, o mal-estar, a diminuição da força e da resistência muscular e o descondicionamento físico5-7.

Os sintomas oriundos da doença implicam em deformidades articulares e incapacidade funcional, o que pode levar os indivíduos à dependência funcional e limitações das suas atividades de vida diárias. Quanto mais avançado o estágio da doença, menor torna-se a sobrevida8. A dor, o quadro inflamatório associado às alterações musculoesqueléticas são os principais fatores responsáveis pelo impacto na qualidade de vida (QV) do sujeito, tanto em aspectos físicos, quanto em aspectos mentais9,10.

As condições físicas apresentadas implicam na necessidade do desenvolvimento de estratégias para o tratamento da AR. Atualmente, diversos métodos possibilitam um manuseio satisfatório da doença. Dentre estes a fisioterapia, especialmente a cinesioterapia, torna-se uma estratégia benéfica e viável, com objetivo de aliviar a dor e combater os processos inflamatórios, para permitir restaurar a amplitude de movimento articular e a atividade muscular, prevenir a instalação de novas deformidades, promover o bem-estar físico, psíquico e social e, consequentemente, melhorar a QV dos pacientes10-14.

O objetivo deste estudo foi verificar os efeitos de um programa de intervenção fisioterapêutica na dor e na QV de mulheres com AR.

RELATO DOS CASOS

Trata-se de um estudo do tipo relato de casos que faz parte de um projeto denominado "Efeitos do tratamento fisioterapêutico em pacientes portadores de doenças reumáticas", aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa em Seres Humanos da Universidade de Passo Fundo (UPF) sob Protocolo nº 348.381, cujo mesmo está de acordo com a Declaração de Helsinki de 1975.

Inicialmente foi consultada a lista de espera para atendimento ambulatorial no Setor de Fisioterapia Reumatológica da UPF, que contemplava 12 indivíduos com AR. Seriam considerados elegíveis aqueles com diagnóstico clínico de AR, sexo feminino, idade maior ou igual a 18 anos, com capacidades físicas e mentais para compreender e realizar a dinâmica dos exercícios fisioterapêuticos propostos, que não estivessem em período agudo da doença, que não estivessem realizando tratamento fisioterapêutico, exercícios físicos ou qualquer outra forma de intervenção terapêutica há pelo menos três meses antecedentes à coleta de dados.

Dentre os indivíduos que estavam na lista de espera, apenas sete estavam aptos para integrar a casuística deste estudo. As sessões de fisioterapia foram realizadas na Clínica de Fisioterapia da Faculdade de Educação Física e Fisioterapia da UPF, entre os meses de maio e junho de 2015. Todos os participantes assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), mediante prévia explicação e esclarecimento de dúvidas, concordando em participar do estudo.

O avaliador A realizou a coleta dos dados e outras informações a respeito das condições da doença e a avaliação da dor por meio da escala analógica visual da dor (EAV). Essa é uma escala numérica de zero (ausência de dor) a 10 (pior dor imaginável), na qual solicita-se ao indivíduo que indique, quantitativamente, a dor presente no momento da avaliação15. O avaliador B realizou a avaliação da QV por meio do Questionário de Qualidade de Vida - Medical Outcomes Study 36 - Item Short-Form Health Survey (SF-36), composto por 36 itens, reunindo componentes físico (capacidade funcional, aspectos físicos, dor e estado geral de saúde) e mental (vitalidade, aspectos sociais, aspectos emocionais e saúde mental). O escore final de cada domínio varia de zero (pior estado geral de saúde) a 100 (melhor estado geral de saúde)16.

Após as avaliações e coletas de dados iniciais, os indivíduos realizaram 10 sessões de fisioterapia em grupo, com frequência de 2 vezes por semana e duração média de 50 minutos. Ao total, incluindo os encontros iniciais e finais para avaliação e reavaliação, foram realizados 12 encontros com as participantes do estudo.

A escolha da técnica fisioterapêutica adotada neste estudo baseou-se nos dados referenciados na literatura10,17. A técnica escolhida foi a cinesioterapia e delineou-se o programa interventivo visando seus efeitos sobre a dor e a QV das pacientes com AR. Com base no exposto, os exercícios elencados neste estudo seguiram a ordem:

  1. Alongamento muscular lento e mantido, de modo ativo-assistido ou passivo dos principais grupos musculares dos membros superiores, inferiores e do tronco (20 segundos para cada grupo muscular);

  2. Fortalecimento dos membros superiores (grupos musculares flexores, extensores e abdutores de ombro e flexores e extensores de cotovelo) e dos membros inferiores (grupos musculares plantiflexores, dorsiflexores, inversores e eversores de tornozelo) com faixa elástica cor de rosa progredindo para as cores verde e azul (3 séries de 10 repetições para cada grupo muscular);

  3. Exercício de expansibilidade pulmonar, em padrão diafragmático, com auxílio de um bastão (3 ciclos respiratórios de 5 repetições);

  4. Fortalecimento dos músculos posteriores de tronco com faixas elásticas nas cores rosa, verde, azul ou roxa (3 séries de 10 repetições);

  5. Fortalecimento dos músculos responsáveis pelos movimentos de flexão, extensão, desvio ulnar e desvio radial dos punhos com faixas elásticas nas cores rosa, verde ou azul (3 séries de 15 repetições);

  6. Fortalecimento das mãos e dos dedos com fortalecedor de punho e dedos, cuja resistência variou de 1,4 a 4,1kgf (2 séries de 15 repetições), e bolinhas proprioceptivas com resistências leve e moderada (3 séries de 20 repetições);

  7. Exercício de motricidade fina com massas de modelar terapêutica, onde as pacientes realizavam movimentos de pegadas em pinça com todos os dedos (5 minutos realizando esse movimento);

  8. Exercício de transferência de peso para membros superiores sobre um tatame (3 séries de 5 repetições para cada lado);

  9. Exercícios de equilíbrio e propriocepção, por meio de mini agachamentos em apoio bipodálico e unipodálico e deslocamento do peso corporal sobre os membros inferiores, inicialmente em solo e, posteriormente, em plataformas desestabilizadoras (balance pad de espuma, balance pad emborrachado com superfície proprioceptiva em formato de disco e camas elásticas) (3 séries de 10 repetições);

  10. Relaxamento em bolas suíças de 65cm, para alongar as cadeias musculares de tronco e os músculos do pescoço. Também foram realizados movimentos de circundução da cabeça e dos ombros (20 segundos cada grupo muscular).

Após as sessões os parâmetros dor e QV foram reavaliados e os dados coletados nas fases pré e pós-intervenção foram catalogados no programa Windows Microsoft Excel 2013.

Duas pacientes inicialmente selecionadas foram excluídas. A primeira em virtude de um procedimento cirúrgico realizado durante a intervenção fisioterapêutica (que não tinha relação com o estudo) e a segunda por não realizar as 10 sessões fisioterapêuticas propostas, sendo que ambas realizaram apenas sete sessões de fisioterapia. Dessa forma, cinco mulheres com AR (pacientes A, B, C, D e E) concluíram o estudo. A idade média das participantes era de 54,0±3,8 anos e o tempo de diagnóstico da doença era de 15,0±2,9 anos e a queixa principal relatada por elas foi a dor crônica nas mãos, local onde apresentavam deformidades articulares. A caracterização das pacientes selecionadas está descrita na tabela 1.

Tabela 1 Caracterização das pacientes selecionados 


Variáveis Representação (n e %)
Escolaridade Ensino fundamental 3 (60)
Ensino médio 1 (20)
Ensino superior 1 (20)
Filhos Sem filhos 0 (20)
1 -
2 1 (20)
3 ou mais 3 (60)
Estado civil Casada 2 (40)
Solteira 3 (60)
Ocupação Inativo 3 (60)
Ativo 2 (40)
Uso de fármacos Sim 5 (100)
Não -
Doenças associadas Sim 5 (100)
Não -
Histórico familiar de doença reumática Sim 4 (80)
Não 1 (20)

n = valor absoluto; % = valor relativo.

Em relação ao perfil das pacientes, observou-se que a maioria da amostra possuía três filhos ou mais (60%) e era solteira (60%). Quanto à escolaridade e suas atividades laborativas, a maioria relatou possuir apenas o ensino fundamental (60%) e estar inativa no mercado de trabalho (60%). Todas as pacientes faziam uso de fármacos contínuos e relataram ter doenças associadas. Ainda, a maioria da amostra relatou possuir histórico familiar de doença reumática (80%).

A tabela 2 apresenta os dados referentes à dor mensuradas por meio da EAV, pré e pós-intervenção fisioterapêutica.

Tabela 2 Dor pré e pós-intervenção fisioterapêutica 


Pré-intervenção Pós-intervenção
Paciente A 8 6
Paciente B 6 6
Paciente C 7 3
Paciente D 5 3
Paciente E 6 6

Por meio da EAV, observou-se que três pacientes (A, C e D) apresentaram diminuição da intensidade da dor. Embora outras duas pacientes (B e E) não tenham apresentado diminuição deste parâmetro, estas não apresentaram aumento do quadro sintomático.

A tabela 3 apresenta os dados referentes à QV de acordo com o SF-36, pré e pós-intervenção fisioterapêutica.

Tabela 3 Qualidade de vida pré e pós-intervenção fisioterapêutica 


Paciente A Paciente B Paciente C Paciente D Paciente E
Domínios Pré Pós Pré Pós Pré Pós Pré Pós Pré Pós
Capacidade funcional 35 45 05 20 25 50 10 25 65 60
Limitação por aspectos físicos 25 100 0 0 25 100 0 100 0 0
Dor 10 20 20 61 30 51 31 41 10 20
Estado geral de saúde 40 55 40 57 55 67 32 35 45 0
Vitalidade 25 50 50 70 40 65 30 70 30 45
Aspectos sociais 25 50 50 100 50 65,2 75 62,5 65,2 87,5
Limitação por aspectos emocionais 0 33,3 100 66,6 33,3 100 0 100 100 66,6
Saúde mental 24 28 96 100 40 68 32 76 56 52

Pré = pré-intervenção; Pós = pós-intervenção.

De um modo geral, duas pacientes (A e C) apresentaram melhora em todos os domínios da QV, duas pacientes (B e D) apresentaram melhora dos domínios, com exceção da capacidade funcional (B), da limitação por aspectos físicos (B) e aspectos sociais (D), e uma paciente apresentou melhora da QV em apenas três domínios (E). Ainda, observa-se que apenas os domínios dor e vitalidade apresentaram melhora em todos os casos apresentados.

DISCUSSÃO

A AR é uma doença com etiologia desconhecida e acomete preferencialmente as mulheres. Embora possa ter início em qualquer idade, existe uma predisposição ao início dos sintomas em torno dos 40 anos de idade18. A dor é a queixa mais comum entre os acometidos, manifestando-se por meio de poliartrite aguda (70% dos casos) e sinovite persistente nas mãos (91% dos casos), acompanhada pelo edema das articulações distais (interfalangeanas proximais e metacarpofalangeanas em mais de 90% dos casos), pela rigidez matinal prolongada e pela fraqueza muscular1,19-21. Além disso, os indivíduos com AR apresentam menores concentrações de oxigênio nos músculos das mãos e braços, o que pode ocasionar mudanças dos tecidos moles, degeneração de tendões e exacerbação das deformidades22. O que vai ao encontro do presente estudo, visto que as pacientes relataram como queixa principal a dor crônica nas mãos, local onde, também, apresentavam deformidades.

A dor crônica acomete 54,2% das pessoas entre 60 e 64 anos, 55,9% das pessoas entre 65 e 69 anos, 65,7% das pessoas na faixa etária dos 70 aos 74 anos e 62,5% das pessoas com mais de 75 anos. Além disso, 35% das pessoas com dor crônica referem incapacidade moderada ou grave e impacto principalmente nas atividades domésticas, de lazer e ocupacionais e na qualidade do sono23. A condição de cronicidade persiste além do período fisiológico da recuperação do tecido lesionado, gerando um impacto negativo sobre as capacidades física e cognitiva, o bem-estar e a QV do indivíduo. O tratamento da dor crônica, diferente das terapias para dor aguda (repouso e fármacos), é composto por exercício físico e tratamento multidisciplinar4.

Observou-se que as pacientes do estudo, além de relatarem como queixa principal a dor crônica, encaminhavam-se para a terceira década de vida. Dessa forma, pode-se justificar a proposta do programa de intervenção fisioterapêutica, que buscou mantê-las em movimento, haja vista que a condição dolorosa parece ter exercido influência sobre a QV, pois os indivíduos que apresentaram diminuição do quadro álgico apresentaram aumento dos escores dos domínios da QV (A, C e D). Embora a paciente B não tenha apresentado diminuição da dor pela EAV, apresentou aumento de seis domínios da QV, incluindo o domínio dor.

Como complemento à terapia física as pacientes faziam uso de metotrexato, um dos fármacos mais comumente adotados para o tratamento dos indivíduos com AR. Trata-se de um fármaco modificador do curso da doença e bem tolerado pelos seus portadores, que além de reduzir os sinais e sintomas da atividade da doença, bloqueia a progressão das lesões radiográficas, podendo auxiliar na melhora da funcionalidade dos seus usuários24.

Segundo as pacientes, o frio pode agir como um exacerbador dos sintomas dolorosos. Inúmeros mecanismos e efeitos podem ser influenciados pelos artifícios cognitivos, físicos e comportamentais durante a fisioterapia, o que pode interferir no tratamento de indivíduos com artralgias25. A intervenção fisioterapêutica foi realizada no final do outono e início do inverno em uma região do Sul do Brasil, local frio nessa época do ano. Talvez, isso possa justificar o fato de não ter sido observado alteração da intensidade da dor das pacientes B e E, e melhora da maioria dos domínios da QV da paciente E após a intervenção.

Outro fator que pode ter contribuído para a dor da EAV não ter diminuído nas pacientes B e E na fase pós-intervenção seria o fato de a instabilidade articular e ligamentar serem consequências oriundas do quadro doloroso, podendo gerar um significativo impacto sobre a biomecânica do indivíduo e influenciar diretamente no processo de reabilitação26. Somado a isso, talvez o número de sessões cinesioterápicas realizadas possa não ter sido suficiente para atenuar as instabilidades musculoesqueléticas e obter resultados satisfatórios dessas pacientes com sintomas exacerbados.

Sabendo-se que os indivíduos com artrite crônica inflamatória apresentam condições de hipotrofia e fraqueza muscular, muitas vezes em virtude da redução da capacidade física e do uso contínuo de glicocorticoides27, a fisioterapia apresenta-se como um recurso benéfico que pode ser utilizado em todas as fases da doença, com objetivo de melhorar a mobilidade articular, a força e a coordenação muscular, a flexibilidade, a resistência à fadiga, a capacidade aeróbia e, por fim, preservar e/ou restaurar a habilidade funcional geral. Nesse sentido, a cinesioterapia se utiliza do movimento do corpo humano para proporcionar tais benefícios28,29. O que sugere a ideia da instituição de uma terapia alternativa, como o exercício físico (sobretudo a cinesioterapia) na vida diária do indivíduo com AR, permitindo-o manter-se o mais funcional possível dentro das limitações impostas pela doença.

Recomenda-se que o exercício físico tenha duração de 20 minutos ou mais, que seja realizado no mínimo duas vezes por semana e leve a um aumento de 60% da frequência cardíaca prevista para a idade, para apresentar efeitos clínicos positivos e sem detrimento à doença, ou seja, sem piorar a atividade da doença e sem causar dor. Quando se compara o exercício dinâmico ao programa de reabilitação articular convencional, observa-se que o exercício dinâmico melhora significativamente a QV dos indivíduos com AR30,31. Embora tenham sido realizadas intervenções com uma frequência de duas sessões semanais (em média 50 minutos cada), o presente estudo utilizou um programa de reabilitação por meio do exercício físico e encontrou resultados benéficos sobre a dor e a QV das pacientes, sobretudo nos domínios dor e vitalidade.

Os resultados do presente estudo com relação à dor e à QV dos pacientes com AR submetidos a um programa de intervenção fisioterapêutica baseado em cinesioterapia, concordam com outros relatos apresentados na literatura. Uma mulher com AR foi submetida a um programa de intervenção fisioterapêutica baseada em cinesioterapia com faixas elásticas, fortalecimento das mãos, alongamentos globais, mobilizações articulares e exercícios de equilíbrio e propriocepção. Após 15 sessões de fisioterapia, houve diminuição considerável da dor e melhora ou manutenção da QV (especialmente do domínio dor)10. Outro estudo de caso, que envolveu um homem com AR, revelou que após a realização de 15 sessões de cinesioterapia ocorreu melhora expressiva da dor, resultando na melhora da QV sem agravar o quadro clínico17.

Vinte mulheres com AR e portadoras de deformidades foram submetidas a um protocolo de exercícios de fortalecimento muscular. O estudo foi randomizado em grupo experimental, que realizou 20 sessões de fisioterapia com exercícios de fortalecimento muscular, e em grupo controle. Após as sessões de fisioterapia o grupo experimental obteve ganhos significativos na funcionalidade e na força muscular dos indivíduos estudados6. Visto que as pacientes do presente estudo apresentavam deformidades, optou-se pela escolha de exercícios de fortalecimento muscular, permitindo-as manterem-se funcionais e no intuito de melhorar sua QV.

CONCLUSÃO

O programa de intervenção proposto foi benéfico na melhora da dor e da QV de mulheres com AR.

Fontes de fomento: não há.

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Caroline de Macedo Schnornberger1 

Matheus Santos Gomes  Jorge2 

Lia Mara Wibelinger3 

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A reabilitação consiste em orientações posturais e realização de atividades cotidianas. As orientações posturais são formas corretas de realizar atividades e são importantes para todas as pessoas, principalmente para as que sentem dor nas costas. Se realizadas corretamente podem ser importantes formas de prevenção.

Trabalhando sentado: verificar se há recurso de ajuste de cadeira (encosto, base, altura). A mesa deve ficar na altura do cotovelo, não devendo ser muito baixa a ponto de curvar o corpo nem muito alta para que não levante muito os ombros. Não sente torto, procure se alinhar com o eixo da cadeira. Disponha os materiais que for utilizar na sua frente; evite torcer (rodar) o tronco ou virar muito o pescoço. Traga as tarefas para perto do corpo. Procure respeitar rigorosamente uma pausa (intervalo) a cada hora de trabalho, de preferência fazendo alguns alongamentos e relaxamentos da região mais tensa. Encoste bem na cadeira e leve-a junto da mesa para trabalhar.

Deitar e levantar-se da cama: deite de lado, apoie sobre o cotovelo e a mão, coloque as pernas para fora da cama e sente-se.

Dormir: de lado ou de barriga para cima. Não durma de bruços.

Abrir gavetas: ao se inclinar procure apoiar com uma das mãos no móvel e puxar com a outra.

Ao trabalhar na pia ou no tanque: use um avental para poder encostar a barriga. Além disso, procure colocar uma pequena caixa no chão para que possa apoiar um dos pés sobre ela.

Ao varrer ou passar rodo não incline o corpo para frente; aumente o comprimento do cabo.

Evite torções do tronco ou do pescoço: apanhar objetos atrás do corpo, segurar o telefone com os ombros.

Para levantar cargas pesadas do chão, separe as pernas, dobre os joelhos, segure o objeto o mais perto possível do corpo e depois levante. Antes de pegar um objeto pesado, respire fundo e prenda a respiração.

Divida o peso em ambos os lados do corpo, isto é, carregue um peso de cada lado do corpo (sacolas, malas). Os braços devem estar esticados e bem perto do corpo.

Para carregar uma criança pequena no colo, pegue-a com os dois braços, abrindo as perninhas e colocando-a sempre a cavalo. · Não carregue peso na cabeça.

Ao calçar sapatos, procure sentar ou ajoelhar ao invés de fletir o tronco.
Procure usar sapato com 1-2 cm de salto mas não exagere pois isto ocasiona dificuldades de posicionamento e dores lombares. Evite também sapatos pontudos.

Ao entrar e sair de veículos não torça as costas. Gire o quadril e as pernas para fora ao mesmo tempo.

Quando ficar em pé ou caminhar, procure ficar ereto e olhando para a linha do horizonte. Ande com a musculatura abdominal contraída. · Se tiver que esperar em pé, procure se encostar em algum lugar: parede, poste etc.

Fora do trabalho, em casa, evite fazer tarefas que apresentem o mesmo padrão de movimento daqueles feitos no trabalho. É importante fazer repouso: deite e levante as pernas dobradas e colocando almofadas embaixo delas.

Faça exercícios de aquecimento ou com movimentos contrários daqueles que realiza no trabalho como importante forma de prevenção.

Dedique um tempo durante a semana para a prática de exercícios físicos para não se tornar um sedentário. O melhor tipo é dentro da água: natação ou hidroginástica, mas procure orientação médica sobre qual atividade praticar. Dê preferência a alguma que goste.

Publicado em 29/08/11 e revisado em 01/11/2019

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A osteoartrite é uma doença crônica caracterizada por dores e sensibilidade nas juntas e limitação de movimento. Até o momento, não há ...

Hidrocinesioterapia na Osteoartrose



A osteoartrite é uma doença crônica caracterizada por dores e sensibilidade nas juntas e limitação de movimento. Até o momento, não há cura disponível. Existe apenas tratamento para aliviar os sintomas e para prevenir o avanço da doença. Exercícios aquáticos são exercícios realizados com as pessoas imersas em água, geralmente com a temperatura entre 32ºC a 36ºC.

A hidrocinesioterapia,  é a aplicação da água para fins terapêuticos, utilizando-se das propriedades físicas como agentes da terapia. As principais propriedades físicas da água são: densidade e gravidade específicas, pressão hidrostática, empuxo, tensão superficial, viscosidade, metacentro, turbulência, fricção e refração, todas estas propriedades influenciam no tratamento.

Os efeitos terapêuticos incluem o alívio da dor, relaxamento e fortalecimento muscular. Exercícios em piscina aquecida reduzem as chances de microtraumas, pois os movimentos são lentos e há uma falta de forças excêntricas, além disso, as mudanças fisiológicas que são consequência da imersão em água aquecida, ajudam a reduzir a dor percebida e aumentam a facilidade no movimento.

Os movimentos na água são geralmente associados ao objetivo terapêutico, com a normalização de amplitudes de movimento, força e tônus muscular.

Um corpo imerso em água aquecida, sofre estímulos diversos, que desencadeiam efeitos terapêuticos tais como: melhora da capacidade funcional dos músculos e articulações, melhora da coordenação, equilíbrio, postura e dor.

A terapia aquática oferece inúmeros benefícios: melhora da imagem corporal, desenvolvimento da independência, melhora das condições físicas, auto confiança, melhora da auto disciplina e oportunidade para auto expressão e criatividade.

Por esses motivos expostos acima, há estudos evidenciando que a hidrocinesioterapia é utilizada para a osteoartrite porque faz efeito em vários aspectos.

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Rizartrose, é a artrose que atinge a articulação da base do polegar, ou seja, o desgaste da articulação. Até pouco tempo acreditava-se que a...

Rizartrose: definição, causas e exercícios



Rizartrose, é a artrose que atinge a articulação da base do polegar, ou seja, o desgaste da articulação.

Até pouco tempo acreditava-se que a Rizartrose estava associada ao avançar da idade mas, novos estudos indicam que a mudança de hábitos como o uso excessivo de equipamentos eletrônicos como tablets, celulares e teclados e, que exigem a movimentação dos dedos pode ser a causa do número crescente deste problema.

De acordo com o Centro de Controles e Prevenção de Doença (CDC) do Estados Unidos, 40% da população mundial tem ou terá problemas na articulação entre os dedos e o punho. Já pensou? 4 em cada 10 pessoas? É um número muito elevado!

Para não fazer parte deste índice que tal aprender um pouco mais sobre a Rizartrose e como proceder para não sofrer com dor e a limitação dos movimentos?

"Rizartrose é o segundo tipo de artrose mais comum na mão."

Articulação metacárpica – a articulação em três planos

A articulação metacárpica, é formada pelo osso trapézio e pela base do primeiro metacarpiano. É uma articulação que permite grande amplitude de movimentos, nos três planos, como movimentos para cima e para baixo, e o movimento de pinça.

Devido a essas características, essa articulação tem uma grande tendência ao desgaste, implicando em dor incapacitante e limitação dos movimentos. Em estado normal, essa articulação é revestida por uma cartilagem íntegra e lubrificada, protegendo as articulações dos atritos.

Quais as causas da Rizartrose?

As causas são diversas:

Primárias, que incluem fatores degenerativos (genéticos) e constitucionais, as que causam frouxidão nas articulações (hipermobilidade ligamentar);
Secundárias, consequências de traumas decorrentes de fraturas (como na base articular do metacarpo) e doenças reumatológicas.
Decorrentes de atividades que geram sobreuso dessa articulação;
Obesidade é outro fator que tem ganhado forca entre os especialistas

Quando as causas são primárias, os sintomas demoram a aparecer. O perfil mais afetado é de mulheres, com idade a partir de 50 anos, que desempenham tarefas manuais. Também afeta mulheres pós-menopausa.

Na causa secundária o perfil é de pessoas com doenças reumatológicas que causam inflamações articulares.

A obesidade pode estar ligada também com a osteoartrite. Estudo norueguês, com mais de 1800 pessoas, mostra que um índice de massa corporal elevado aumenta o risco de desgaste nas cartilagens dos dedos. Avaliações preliminares apontam que a gordura visceral localizada na parte mais profunda do abdômen produzem substâncias inflamatórias extremamente nocivas a saúde e, que podem danificar as articulações.

E quais os sintomas?

Como em outros processos de osteoartrose, os sintomas variam de acordo com a gravidade da doença.

Na fase inicial, começa com uma sensação de que falta óleo nas juntas, elas parecem ficar meio travadas e até um pouco inchadas e, se nada é feito, com o tempo vem a dor na base do polegar, que aumenta conforme a repetição de movimentos como agarrar, pinçar e movimentos de torção. Assim, atividades triviais como escrever, tocar instrumentos, usar o mouse tornam-se muito doloridas. A dor pode ser espontânea, forte e de intensidade variável.

"Rizartrose causa dor e dificuldade em movimentos de pinça com os dedos"

Em situações mais graves, a dor pode surgir mesmo em repouso, associada a fraqueza, limitação da mobilidade e deformidade da base do polegar. Esta deformidade traduz-se por um alargamento visível da base do polegar, com a exposição do osso subjacente. Conforme a deformidade progride, a dor também se torna constante.

O relato do paciente e o exame clínico são suficientes para o diagnóstico, mas uma radiografia pode confirmar e ajudar a avaliar o grau de gravidade.

Saiba como minimizar as dores da Rizartrose retardar a limitação dos movimentos

A doença evolui lentamente, e algumas alternativas podem ser úteis para minimizar as dores e a limitação dos movimentos. As opções de tratamento conservador, não cirúrgicas, são as seguintes:

Manter uma rotina saudável para equilibrar a massa corporal evitando o sobrepeso;
Aplicação de gelo local, pode aliviar o incômodo;
Redução dos movimentos que desencadeiam as dores;
Utilização de uma órtese que ofereça suporte e repouso à base do polegar;
Uso de antinflamatórios prescritos pelo profissional especialista;
A infiltração intra-articular com ácido hialurônico pode retardar a evolução do processo.

Veja alguns exercícios para ajudar nesse problema:

Flexão da interfalangica do polegar
Flexão da metacarpofalangica do polegar


Oponência do polegar













Os cuidados de acompanhamento são uma parte fundamental do seu tratamento e segurança. Não deixe de comparecer a todos os tratamentos de fisioterapia agendados.

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A escoliose em termos gerais pode ser definida como qualquer curva lateral na coluna vertebral. Ela é uma alteração que resulta na deformida...

Escoliose e o tratamento com Pilates



A escoliose em termos gerais pode ser definida como qualquer curva lateral na coluna vertebral. Ela é uma alteração que resulta na deformidade desta coluna definido pela rotação, inclinação e extensão das vértebras (ossos que compõem a coluna vertebral).

Esse problema costuma ocorrer geralmente durante o período de puberdade prejudicando o crescimento do indivíduo que passa por essa fase (entre os 9 aos 18 anos).

A maioria dos afetados pela doença são meninas. Estima-se que 70% dos casos ocorrem com o sexo feminino, enquanto apenas 30% atinge o sexo masculino.

Apesar de em alguns casos o problema ocorrer sem nenhuma causa própria, fatores como a má postura e o levantamento excessivo de carga podem influenciar muito no aparecimento da Escoliose.

Essa doença gera deficiências músculo-esqueléticas e cria limitações nas atividades diárias de vida desde se levantar até se deitar. Além disso, a forma de andar, manter o corpo, e até a forma de respirar também podem ser afetadas.

Ela perturba o padrão normal de crescimento de uma criança saudável. Quando se desenvolve a escoliose ainda na infância, ela tende a piorar quando a mesma chega na sua fase adulta caso o problema não seja tratado precocemente.

A Escoliose pode ser corrigida ou estabilizada, enquanto se apresenta flexível ou não estruturada (quando a doença se encontra na sua fase inicial). Portanto, quanto mais cedo for diagnosticada, mais eficaz será o tratamento para o caso.

Tipos de Escoliose

A Escoliose pode ser localizada em várias partes diferentes da coluna vertebral, além disso ela pode ser caracterizada por dois tipos diferentes sendo eles: Estrutural e Funcional.

Escoliose Estrutural: é acompanhada pela rotação dos nossos pontos vertebrais. Quando a pessoa sofre desse tipo de patologia, ela não possui uma mobilidade normal pois perde a sua flexibilidade natural para realizar movimentos de inclinação influenciando a sua estrutura.

Na maioria dos casos, esta patologia forma curvas em C ou S na coluna e em alguns casos ela ainda pode causar não só uma, mas várias curvas secundárias na vértebra.

Este tipo de Escoliose estruturada é sempre progressiva durante os anos de desenvolvimento ósseo, principalmente durante o surto de crescimento que ocorre na pré-adolescência.

Escoliose Funcional: ela caracteriza-se por não ser estruturada como no outro tipo, o desvio da coluna não acompanha a rotação dos pontos vertebrais e a coluna é flexível ao realizar os movimentos de flexão e inclinação.

Porém, o desvio de qualquer forma prejudica a vida do ser humano trazendo dores e mau alinhamento causando problemas para o seu funcionamento.

A Escoliose pode ser classificada também de acordo com a etiologia, idiopática e não-idiopática conforme vemos a seguir:

Etiologia: este tipo de Escoliose ocorre devido a fatores de riscos que enfrentamos diariamente como a utilização de uma mochila pesada, longo tempo de postura inadequada, assistir televisão durante um longo período de tempo, dormir pouco, tabagismo, sobrepeso e fatores psicológicos.

Estes tipos de riscos prejudicam a nossa coluna favorecendo o surgimento de problemas como é o caso da Escoliose.

Idiopática: A Escoliose idiopática não está relacionada a nenhuma origem específica, ela pode acontecer sem ter um motivo óbvio. Mas de qualquer forma, ela causa uma deformidade da coluna vertebral e das costelas, provocando dores na coluna.

Porém no caso de crianças e adolescentes, a Escoliose idiopática muitas vezes não tem nenhum sintoma visível e não é possível perceber o problema até que o desvio da coluna tenha progredido significativamente.

Escoliose não-idiopática: este tipo de Escoliose é dividido em três partes sendo elas a adaptação, malformativa ou neurológica.

A Escoliose de adaptação, como o próprio nome já diz, surge como um tipo automático de adaptação para uma situação da nossa vida. Como por exemplo a diferença do comprimento de membros inferiores (quando uma perna é mais longa do que a outra).

Com isso a coluna se curva para um lado, para que os dois pés possam tocar o chão ao caminhar.

A Escoliose malformativa ocorre quando o bebê se encontra ainda em formação dentro da barriga de sua mãe, sendo assim, ela já nasce com esse desvio de coluna.

Porém, ao nascer, o tratamento precoce já alivia possíveis dores e complicações durante o crescimento da criança.

Já a Escoliose neurológica se desenvolve através de problemas neurológicos e musculares como é o caso da paralisia cerebral.



O Tratamento com Pilates

Um tratamento eficiente para a Escoliose inclui exercícios que fortaleçam os músculos fracos da região.

A prática tem sido uma das mais indicadas pelos médicos no tratamento de diversas patologias osteomusculares, incluindo a escoliose, pois seus exercícios estão concentrados na casa de força formada pelos músculos transversos do abdômen, multífidos, diafragma, oblíquos e músculos do assoalho pélvico. A ativação desta casa de força traz harmonia entre as curvaturas espinhais, refletindo na eficiência do equilíbrio corporal, na postura e no trabalho muscular. Contribuindo para uma organização melhor da coluna vertebral e extremidades.

O Pilates fornece estabilidade ao core (conjunto de músculos responsável pelo nosso equilíbrio e pela adequação postural do tronco em qualquer movimento), diminuindo a rotação muscular e fortalecendo os músculos do tronco.

Ao praticar Pilates para escoliose, o indivíduo também garante outros diversos benefícios como:

  • Fortificação do corpo;
  • Melhora do condicionamento físico;
  • Melhora da respiração;
  • Reabilitação do corpo;
  • Melhora do sono;
  • Melhora do equilíbrio;
  • Promove o relaxamento;
  • Melhora da resistência;
  • Correção da postura;
  • Aumenta o bem-estar.
Por isso pode-se dizer que o Método é um ótimo aliado para a reabilitação da Escoliose.

Curso sobre Pilates na Escoliose

Os benefícios da prática do Pilates ao paciente com escoliose são variados, mas o conhecimento prévio de algumas características da patologia é indispensável. Nesse curso sobre Pilates na Escoliose, você vai aprender o que é, como avaliar e como tratar um paciente com escoliose através do método Pilates. Clique aqui e saiba mais!

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O termo bursite do quadril é usado para se referir a presença de um processo inflamatório em uma ou mais bursas situadas em torno da arti...

Fisioterapia na Bursite de Quadril



O termo bursite do quadril é usado para se referir a presença de um processo inflamatório em uma ou mais bursas situadas em torno da articulação do quadril.

Nada mais é que uma inflamação da bursa trocantérica. Esse processo inflamatório pode acontecer por diversos fatores. Os mais comuns são:

  • Uso excessivo (overuse)
  • Lesão por queda
  • Lesão na coluna ou no quadril
  • Após procedimento cirúrgico
  • Disfunção óssea com presença de osteófitos.

Acontece predominantemente em mulheres de meia idade e idosos, mas pode acometer pessoas de qualquer idade, inclusive jovens, em função da sobrecarga de exercícios e uso excessivo da articulação. O tratamento consiste no uso de anti-inflamatórios, crioterapia e restabelecimento do equilíbrio muscular por meio de exercícios.

Por dentro da Bursite

No quadril, as bursas mais comumente afetadas são aquelas localizadas ao redor do trocânter maior do fêmur, chamadas bursas trocantéricas, e neste caso, o termo empregado é bursite trocantérica. Mas vale lembrar que, em muitos casos, o termo bursite do quadril também é empregado como sinônimo de bursite trocantérica.



Hoje já se sabe que apenas bursite, isoladamente, não existe. Esta é uma condição que comumente está associada ao acometimento de outras estruturas também relacionadas ao trocânter maior como o tendão do músculo glúteo médio e a fáscia lata (tecido fibroso, disposto na região lateral do quadril e coxa).

Essa associação de doenças recebe o nome de Síndrome da dor Trocantérica ou Síndrome Dolorosa Trocantérica e é considerada  uma das causas mais comuns de dor na região lateral do quadril. Por fatores anatômicos e hormonais, as mulheres são acometidas em uma proporção de 4:1 em relação aos homens, sobretudo entre a quarta e sexta década de vida.

Existem outras bursas que podem causar dor no quadril, como é o caso da bursa isquiática e da bursa do músculo iliopsoas, mas são menos frequentes que a bursite trocantérica.

A bursite não é um quadro isolado, sempre existe algo que causou a inflamação da bursa anteriormente. Discutiremos um pouco mais sobre isso no tópico a seguir, sobre causas da bursite.

Inicialmente os sintomas da bursite de quadril não são tão limitantes. O aluno pode sentir uma dor ocasional na região lateral da articulação ou dor na palpação. Em alguns casos o incômodo surge após a prática esportiva ou durante a marcha.

Conforme a inflamação progride ele vai aumentando de intensidade, pode até existir irradiação da dor pela parte lateral da coxa. Alguns dos indivíduos afetados começam a mancar durante a marcha ou reclamam de dores fortes nesse tipo de movimento. Outros sintomas comuns incluem dor noturna ou acordar durante a noite devido a dor na lateral do quadril.

Sem o tratamento adequado para a patologia o aluno pode acabar com dor crônica no quadril.


Causas da bursite do quadril

A causa mais frequentemente associada à bursite é o microtrauma na região trocantérica, proveniente de estresse repetitivo nas estruturas locais. Esse estresse resulta comumente da sobrecarga nos tendões e bursas provocada por excesso de carga durante uma atividade física; atrito por movimentos repetitivos, no caso da prática esportiva; desequilíbrio muscular ou fraqueza dos músculos que se inserem no grande trocânter (sobretudo glúteo mínimo e médio). Vale lembrar que em casos graves de fraqueza muscular, atividades leves como uma simples caminhada, pode ser considerada sobrecarga e são suficientes para desencadear a lesão e os sintomas. 

Além disso, a bursite trocantérica pode ser causada por trauma direto, por exemplo após queda sobre a lateral do quadril e também por fatores que geram sobrecarga mecânica direta sobre as estruturas do trocânter maior como: discrepância do comprimento dos membros (uma perna mais curta que a outra), quadris largos (uma das causas que justificam a maior incidência dessa doença em mulheres) e encurtamento do tecido fibroso na lateral do quadril (fáscia lata).
Alguns fatores de risco estão comumente associados a essa doença, como por exemplo:  doenças na coluna lombar doença na articulação sacroilíaca, entorse de tornozelo, artrite reumatóide, artrose de joelho, cirurgias anteriores no quadril, dentre outros. A justificativa é que essas doenças podem afetar o padrão e marcha e consequentemente sobrecarregar os tendões e bursas da região lateral do quadril. 

Fatores de Risco

O quadril é utiliza grandes grupos de suporte do corpo como os glúteos e o Core. Sem seus movimentos, não temos funcionalidade. Levando em consideração sua conexão com esses grupos musculares, dá para imaginar que um grande número de compensações pode levar ao surgimento da patologia. Seguem algumas possíveis causas para o surgimento da bursite de quadril:

● Movimentos repetitivos aliados a desequilíbrios musculares;

● Fraqueza de glúteo mínimo e/ou médio;

● Trauma direto na região;

● Discrepância de membros inferiores;

● Encurtamento da fáscia lata;

● Doenças degenerativas do quadril como artrite e osteoartrite;

● Fibromialgia;

● Obesidade.

Nenhum desses fatores que citei determina que alguém desenvolverá bursite do quadril ou é a causa da patologia.

Tratamento

O tratamento inicial para a bursite de quadril não envolve cirurgia. Em muitos casos é indicado ao paciente administrar medicamentos antiinflamatórios, mas associado a isso, a fisioterapia é considerada o tratamento de primeira escolha para essa doença e apresenta resultados extremamente satisfatórios, a curto e longo prazo, na maioria dos casos. Tem como objetivo geral reduzir o processo inflamação, aliviar a dor e diminuir a  sobrecarga sobre as bursas e tecido adjacentes.

Nos casos de falha do tratamento conservador, pode ser recomendado o procedimento conhecido como infiltração, que consiste em uma injeção local de medicamento anestésico, feito, normalmente, no próprio consultório médico. Vale lembrar, que em casos nos quais a inflamação dos tecidos foi provocada por sobrecarga e a mesma ainda persiste, esse procedimento tem efeito limitado e depois de um tempo, o paciente pode voltar a apresentar os sintomas.

A cirurgia tem rara indicação nos casos dessa doença, mas quando necessária (na falha de todos os tratamento anteriores), envolve a retirada da bursa inflamada, a liberação dos tecidos da região lateral do quadril e, em alguns casos, a reparação de tendões parcialmente rompidos. O procedimento pode ser feito por via aberta ou, como é feito mais recentemente, por artroscopia (cirurgia minimamente invasiva, feita com o uso de câmera de vídeo dentro da articulação do quadril).

Fisioterapia para bursite do quadril

Podemos separar os exercícios para as seguintes fases do tratamento de bursite de quadril:

● Fase aguda: o aluno sente dor aguda, limitando muito seus movimentos e atividades do dia-a-dia.

● Fase intermediária: já houve uma redução da dor devido aos exercícios e medicamentos aplicados durante a primeira fase.

● Fase final: nesta fase podemos eliminar a preocupação com dor e começar a trabalhar exercícios integrados que garantam maior estabilidade e mobilidade à articulação do quadril. Também poderemos começar a incluir apoios laterais nas aulas, já que o aluno provavelmente não terá desconfortos.

Exercícios para cada fase

Em um primeiro momento, o fisioterapeuta lança mão de recursos de eletrotermofototerapia (LASER, ultrassom e outros), liberação miofascial (alongamento da fáscia, sem gerar atrito no trocânter maior) e terapia manual para garantir a redução da inflamação e alívio da dor. Com essa finalidade, ressalta-se que um dos recursos com maior evidência de melhora nos casos de dor trocantérica é a aplicação do gelo. Recomenda-se que seja aplicado um pacote ou bolsa de gelo (EVITE bolsa de GEL, pois não tem o mesmo efeito) exatamente sobre a região dolorosa, sem nenhuma (ou o mínimo possível) interface entre a pele e a bolsa de gelo, por cerca de 30 minutos, em média três vezes ao dia, com intervalo de pelo menos duas horas entre as aplicações.

Na fase aguda a recomendação é focar mais em exercícios isolados que ajudem a liberar a tensão da cadeia posterior da coxa. Escolha movimentos que exijam pouca movimentação de quadril e ajudem a alinhar as articulações de membros inferiores. Se o aluno apresenta algum desvio, falta ou excesso de mobilidade no tornozelo ou joelhos essa também é a hora de corrigir.

Exercícios de fortalecimento e alongamento de musculaturas de Core também são bastante recomendados para essa primeira fase. O Core possui ligação direta nas musculaturas e movimentos do quadril e muitas vezes está tenso ou fraco. Portanto, precisaremos que essa estrutura tenha um ótimo funcionamento para aliviar a dor do paciente.

Chegando à segunda fase, a fase intermediária, teremos um aluno com dor bastante reduzida e pronto para começar com exercícios mais avançados. Agora já poderemos introduzir trabalhos de mobilidade de quadril, essenciais para essa patologia. Um exercício bastante comum e útil no tratamento de bursite de quadril são as pontes e suas variações. Elas são ótimas para combinar fortalecimento de glúteos e mobilidade de quadril. Você só precisa estar atento para possíveis desalinhamentos de membros inferiores durante o exercício.

Por fim, chegamos à fase final. Agora você está trabalhando com um aluno que se livrou da grande dor e desconforto iniciais. Porém, fique sabendo que ele ainda não está pronto para se movimentar com segurança. Precisaremos introduzir exercícios integrados para que o aluno esteja pronto para atividades diárias. O ideal é que esses exercícios combinem mobilidade e estabilidade de membros inferiores, fortalecimento de musculaturas de base e, obviamente, mobilidade de quadril. Quer uma dica? O agachamento e suas variações é uma ótima opção para essa fase final no tratamento.

Pode ser realizado um treino de correção biomecânica com o objetivo de restaurar o controle motor e a absorção das cargas que passam pelo quadril durante atividades de vida diária e principalmente das atividades esportivas, sendo estas recreacionais ou esporte de alto rendimento.

Nos casos em que os pacientes apresentam outros comprometimentos associados à bursite trocantérica como doença lombar ou artrose de joelho, preconiza-se também a abordagem terapêutica dessas articulações.

Pode parecer muito avançado para um aluno que ainda está no tratamento de uma bursite de quadril, mas ele tem tudo que precisamos. Você só deve prestar muita atenção na posição do aluno durante o exercício.

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O lúpus é uma doença autoimune ocasionada por um desequilíbrio do sistema responsável por garantir o bom funcionamento do organismo, que...

Lupus e a Fisioterapia


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O lúpus é uma doença autoimune ocasionada por um desequilíbrio do sistema responsável por garantir o bom funcionamento do organismo, que passa a produzir anticorpos que atacam as proteínas presentes nos núcleos das células, erroneamente identificadas como prejudiciais à saúde. Os sintomas podem aparecer progressivamente ou evoluir de forma rápida e, por serem tão díspares e singulares, tornam o tratamento difícil. A recomendação dos reumatologistas é de que ele seja o mais particularizado possível.

Acesse o blog da Fisioterapia 

Apesar da complexidade e da variedade, a doença pode apresentar, inicialmente, sintomas como emagrecimento, lesões cutâneas, dor nas juntas, queda de cabelo, aftas, febre, perda de apetite e fraqueza. O rim também pode ser comprometido, desencadeando a insuficiência renal, a mais grave das consequências ocasionadas pelo lúpus.

A doença tende a afetar mulheres jovens evoluindo com períodos de piora (atividade de doença) e melhora (remissão). A causa ainda é desconhecida, dependendo de uma tendência genética associada a fatores desencadeadores não totalmente conhecidos. Existem fatores precipitantes, como a exposição ao sol, infecções, estresse emocional, cirurgias e gravidez, mas os mecanismos desse funcionamento ainda não são claros.
No Brasil, não existem dados exatos, mas a Sociedade Brasileira de Reumatologia estima que 65 mil pessoas tenham lúpus, a maioria mulheres, já que elas são nove vezes mais atingidas do que os homens. Embora mais frequente em torno dos 20 ou 30 anos, a doença também pode acometer crianças e idosos.

Tipos de lúpus e complicações mais comuns

São dois os tipos de lúpus mais frequentes: o cutâneo e o sistêmico. O primeiro atinge a pele, sem comprometer os órgãos internos. O aparecimento de manchas avermelhadas principalmente na região do colo, orelhas e nas maçãs do rosto e no nariz – estas últimas no formato de asa de borboleta –, é uma manifestação cutânea característica da doença. Já o lúpus sistêmico costuma atingir, além da pele, diferentes órgãos, membranas e grandes articulações.

Podemos dizer que mais de 95% dos pacientes têm inflamação nas juntas. As mãos são particularmente prejudicadas. A pessoa tem dores moderadas, mas raramente a condição é deformante.Os quadros mais preocupantes da doença são os comprometimentos do coração, cérebro, rins e das plaquetas. Se não identificados ou tratados precocemente, podem levar à perda do rim ou até à morte.

O comprometimento neuropsiquiátrico é outro fator que merece atenção, embora seja menos frequente. O paciente pode desenvolver problemas cognitivos, delírios, fortes dores de cabeça, psicose, depressão, ansiedade e manias.

Sintomas do Lupus


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A Fisioterapia

O tratamento fisioterapêutico visa inicialmente a diminuição e o controle do processo inflamatório das regiões acometidas através de recursos que promovem analgesia e diminuição da inflamação, assim dando condições para que o tecido mantenha e recupere a amplitude de movimento articular e força muscular, restaurando o equilíbrio osteomuscular, favorecendo a manutenção do condicionamento cardiorrespiratório, prevenindo a osteoporose e fraturas, mantendo a marcha e o equilíbrio, proporcionando uma boa qualidade de vida ao indivíduo.

Importante recordar que a escolha da modalidade de tratamento vai sempre depender das manifestações clínicas apresentadas pelo paciente.

O uso de estimulação elétrica nervosa transcutânea (TENS) sendo utilizado no controle da dor crônica estimulando as fibras nervosas que transmitem sinais ao encéfalo podem ser utilizados devido a rigidez matinal, que é acompanhada de dor e de comprometimento nos quadris e tornozelos.

Os exercícios ativos vão proporcionar uma melhora na potência muscular e aumento de amplitude de movimento. A fadiga pode ser tratada através da cinesioterapia aeróbica e com técnicas de relaxamento.

Publicado em 22/04/13 e revisado em 15/04/19

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A fisioterapia na gonartrose ou artrose no joelho é fundamental para tentar evitar a degradação progressiva desta articulação e par...

Saiba mais sobre a Fisioterapia na Gonartrose



A fisioterapia na gonartrose ou artrose no joelho é fundamental para tentar evitar a degradação progressiva desta articulação e para diminuir a dificuldade na realização das atividades do dia-a-dia que este tipo de artrose origina, afetando a saúde e bem-estar do doente. O objetivo principal é adiar o máximo possível a incapacidade que a osteoartrose do joelho pode trazer, sobretudo pela dor e pela dificuldade em movimentar esta articulação, para que não surja a consequente inatividade.

Outro objetivo da fisioterapia é manter ou aumentar a amplitude de movimentos do paciente, de forma que ele possa desenvolver as atividades mais corriqueiras do dia a dia com o mínimo possível de dor e de rigidez muscular.

O tratamento fisioterapêutico da artrose no joelho tem sempre que ser individualizado, isto é, tem que ser adaptado à patologia do paciente a nível do joelho, a outras patologias articulares e outras doenças.

Medidas gerais no tratamento da gonartrose

Na base da abordagem terapêutica da osteoartrose do joelho estão sempre as fundamentais medidas de higiene articular, ou seja, de proteção das estruturas da articulação do joelho, nomeadamente da cartilagem. É imprescindível educar o paciente com gonartrose e também a sua família para:

  • perder / não ganhar peso (a obesidade é um fator de risco e também de agravamento da artrose do joelho);
  • evitar subir e descer escadas;
  • evitar a posição de cócoras e de joelhos no chão;
  • evitar caminhadas grandes, sobretudo se efetuadas em terrenos com subidas e descidas;
  • aumentar os períodos de repouso;
  • evitar carregar pesos;
  • evitar calçado com saltos altos.

Por ser uma doença irreversível, o acompanhamento dos pacientes é de extrema importância, especialmente quando a artrose está mais avançada e chega a estágios de incapacitação do paciente. Neste caso, as sessões de fisioterapia são voltadas aos seguintes objetivos:

  • Diminuição ou alívio da dor e das rigidez articular;
  • Proteção das articulações;
  • Aumento da força muscular;
  • Aumento da funcionalidade;
  • Redução da sensação de meralgia parestésica (queimação, dor na musculatura, sensação de choque e sensibilidade maior da pele);
  • Aumento da estabilidade articular;
  • Aumento da propriocepção.

Com a aplicação dos exercícios adequados e personalizados, o fisioterapeuta ajuda o paciente a ter os músculos que suportam uma articulação artrítica mais fortalecidos. O profissional também pode dar boas dicas ao paciente sobre sua consciência corporal. Quanto mais consciente do próprio corpo e de seus movimentos, melhor será a postura de quem apresenta a artrose, evitando submeter as articulações afetadas a um estresse ainda maior.

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A artrite reumatóide é uma doença inflamatória sistêmica, crônica, recidivante, debilitante .Podem ser afetados olhos, pele, coração, pulmõ...

Tratamento de artrite reumatóide nas mãos

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A artrite reumatóide é uma doença inflamatória sistêmica, crônica, recidivante, debilitante .Podem ser afetados olhos, pele, coração, pulmões e mais comumente nas articulações sinoviais ( sinovite crônica podendo levar a destruição ou anquilose das articulações)e tecidos periarticulares, simetricamente que causa dor, rigidez, inchaço e perda de função nas articulações e inflamação em outros órgãos levando a deformidades progressivas , sendo considerada até agora incurável.

É também uma doença autoimune, o que significa dizer que faz o organismo, por meio do sistema imunológico, prejudicar a ele mesmo. As causas para que isso aconteça e, consequentemente, a origem da artrite reumatoide, ainda não são conhecidas.

Cerca de 80% dos pacientes com artrite reumatoide têm uma proteína circulando no sangue chamada de fator reumatoide. A presença dessa proteína ajuda o médico a fazer o diagnóstico de artrite reumatoide, porém, sua ausência não elimina a possibilidade da doença. Geralmente, quanto maior a quantidade de fator reumatoide no sangue, mais intensa é a doença.

Mais recentemente, surgiu um novo exame de laboratório para ajudar no diagnóstico da artrite reumatoide. Esse exame de sangue chama-se anticorpo anti-peptídeo citrulinado cíclico (anti-CCP) e tem como vantagem o fato de ser mais específico que o fator reumatoide para o diagnóstico de artrite reumatoide.

A aplicação da fisioterapia na artrite reumatóide tem as seguintes finalidades:

1) reduzir a dor;

2) conservar ou melhoirar o grau de mobilidade articular;

3) conservar ou aumentar a força muscular;

4) prevenir ou corrigir as deformidades articulares e os vicios de postura existentes;

5) manter ou aumentar a capacidade do doente para o desempenho das atividades cotidianas.


Porém para alcançar esses objetivos é necessário educar o paciente e o cuidador. Para isso é necessário uma explicação com terminologia acessível à leigos, advertir o paciente sobre as dificuldades físicas, psicológicas e sociais causadas pela doença. É indispensável alertar o paciente e o cuidador quais as atividades benéficas ou prejudiciais, além de explicar a necessidade do equilíbrio entre as atividades e o repouso.

Publicada em 01/06/12 e atualizada em 24/02/19

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Mexer o corpo melhora a função das juntas, fortalece músculos que circundam essas estruturas, aprimora a flexibilidade e o equilíbrio,...

Exercícios funcionais da Fisioterapia na Reumatologia


Mexer o corpo melhora a função das juntas, fortalece músculos que circundam essas estruturas, aprimora a flexibilidade e o equilíbrio, derruba o risco de piripaques cardiovasculares (uma das maiores causas de morte nesses sujeitos), afasta a depressão e a ansiedade e pode até mesmo diminuir o uso de fármacos como os analgésicos e os corticoides.

O treinamento funcional é todo exercício focado na necessidade do praticante. Pensada para alcançar um resultado preestabelecido, esta prática é uma boa escolha enquanto coadjuvante de um tratamento em casos de doenças reumatológicas.

Para usar exercícios funcionais na Fisioterapia a Reumatologia é preciso voltar a fisiologia das articulações.

As articulações no corpo possuem dois tipos de necessidades: estabilidade e mobilidade.

Para um funcionamento correto tudo precisa de equilíbrio. Mobilidade demais cria uma articulação propensa a lesões, enquanto estabilidade demais com pouco mobilidade cria rigidez.

Se existem duas necessidades, o que você deve trabalhar primeiro?

A abordagem joint by joint, utilizada no Treinamento Funcional, mostra que cada articulação possui um necessidade primária. Algumas tem a tendência de se tornarem rígidas, exigindo um trabalho de mobilidade durante a reabilitação. Outras se tornam extremamente móveis, como a lombar, e precisam de estabilidade.

Abaixo você pode conferir as principais necessidades:

Cervical Mobilidade
Ombro Estabilidade
Coluna torácica Mobilidade
Coluna lombar Estabilidade
Quadril Mobilidade
Joelho Estabilidade
Tornozelo Mobilidade
Estabilidade

As atividades, por serem dinâmicas, progressivas e não repetitivas, fortalecem a musculatura, devolvendo ao paciente em tratamento reumático a restituição da amplitude muscular e articular -independente de idade, sexo, peso ou doença apresentada. Os treinos de aproximadamente 50 minutos são criados pelo educador físico de modo a exercer com melhor precisão os pontos a serem mexidos durante a intervenção.


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Esse guia Exercícios Funcionais para Fisioterapia  foi pensado e feito com esse objetivo de ajudar o fisioterapeuta a lidar com treinamento funcional voltado para reabilitação. Portanto, é importante dizer, desde já, que como é específico para a recuperação de pacientes, ele não te dará conhecimento para aplicá-lo como se fosse um profissional de Educação Física. A indicação do conteúdo que compõe esse guia é voltando para reabilitação/recuperação de pacientes.















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