E a bengala foi justificada para o uso de quem tem problemas de joelho. Uma pesquisa feita na Universidade Federal de São Paulo (Uni...

Benefício da bengala para artrose de joelho



E a bengala foi justificada para o uso de quem tem problemas de joelho.

Uma pesquisa feita na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) comprovou que o uso de bengala por pacientes com artrose de joelho ajuda a diminuir a dor e o consumo de anti-inflamatórios, além de melhorar a capacidade de locomoção.

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Segundo a Agência Fapesp, embora existissem relatos sobre o uso de bengala desde a antiguidade, nenhum estudo havia investigado, até então, se a prática é realmente benéfica.

"Qualquer intervenção médica, seja para diagnóstico ou tratamento, deve ser baseada em evidências científicas. Por isso, delineamos esse estudo seguindo o mais alto padrão de qualidade científica", afirmou o médico Jamil Natour, coordenador da pesquisa que teve apoio da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo.

Os resultados do estudo realizado com 64 pacientes foram publicados na revista Annals of the Rheumatic Diseases, uma das mais importantes da área de reumatologia, com destaque no editorial.
A artrose é uma doença causada pela degeneração das cartilagens que revestem as articulações. A dor e o impacto funcional variam de acordo com a região afetada e o grau de comprometimento da cartilagem.

Saiba mais sobre o artrose no joelho e o tratamento de Fisioterapia

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Segundo Peterson e Renström (2002), a articulação do joelho é formada por três estruturas ósseas, o fêmur, a tíbia e a patela, sendo qu...

Tratamento fisioterapêutico em paciente com osteoartrose de joelho

Segundo Peterson e Renström (2002), a articulação do joelho é formada por três estruturas ósseas, o fêmur, a tíbia e a patela, sendo que a patela se encontra no interior do tendão patelar e desliza pelo sulco troclear à frente do fêmur, formando a articulação fêmoro-patelar. Porém existe ainda outra articulação denominada tíbio-femoral, que é responsável pela relação existente entre o fêmur e a tíbia (MALONE et al, 2002).

A articulação tíbio-femoral é descrita com sendo uma articulação em dobradiça, realizando assim movimentos de rotação, deslizamento e rolagem entre as estruturas ósseas (HAMILL; KNUTZEN, 1999)

Durante os movimentos de flexão e extensão da articulação do joelho o principal movimento que a articulação tíbio-femoral realiza é denominado helicóide, onde acredita-se que a tíbia se torce por cima do côndilo femoral interno, fazendo com que o ponto de rotação mude de lugar entre a flexão e a extensão, possibilitando a distribuição da tensão na superfície articular, tornando o desgaste das faces articulares normal (MALONE et al, 2002).

Segundo Malone et al (2002), a articulação fêmoro-patelar recebe influência de diferentes aspectos, sendo os principais o músculo quadríceps, o formato do sulco troclear e da patela, e a biomecânica do quadril e do pé. A posição da patela faz com que o músculo quadríceps trabalhe em vantagem mecânica, aumentando sua força de alavanca.

A estabilidade da articulação do joelho é mantida através dos estabilizadores dinâmicos (músculos, tendão patelar e quadriciptal) e estáticos (cápsula articular, ligamentos e retináculos lateral e medial). Dentre os músculos que possuem papel estabilizador desta articulação podemos citar o quadríceps (reto femoral, vasto intermédio, vasto lateral, vasto medial) e o tensor da fáscia lata através da banda iliotibial como sendo os principais. Já entre os ligamentos podemos citar os ligamentos cruzado anterior e cruzado posterior, que impedem a movimentação ântero-posterior desta articulação, e os ligamentos colaterais mediais e laterais, que impedem a movimentação láterolateral do joelho (PETERSON; RENSTRÖM, 2002).

A articulação do joelho possui ainda uma estrutura importantíssima, que não poderia ser esquecida, os meniscos. O menisco lateral e medial são descritos como cunhas de fibrocartilagem com formato semelhante ao de um "C", localizados no platô tibial separando os côndilos femorais e a tíbia. Os meniscos possuem uma periferia densa e convexa e um fino limite marginal que é central e côncavo. Entre o menisco medial e o lateral existem algumas diferenças anatômicas, onde o menisco medial possui o formato de "C" mais pronunciado que o lateral, que é mais circular; esta diferença ocorre, pois o menisco lateral possui seus cornos (anterior e posterior) conectados a uma região não articular do platô tibial, enquanto que os do menisco medial não sofrem interferência anterior nem posterior do platô (PETERSON; RENSTRÖM, 2002).

De acordo com Kapandji, (1990) o joelho é uma articulação de dois graus de liberdade, a flexão, extensão e rotação sobre o eixo longitudinal da perna, que só aparece quando está fletido. Durante a flexão os ligamentos colaterais estão frouxos, já os ligamentos cruzados, que fornecem estabilidade para a articulação ao longo de toda amplitude de movimento estão forçando a ocorrência de movimento de deslizamento das superfícies condilares, o LCA irá desenrolar-se e relaxar-se, enquanto que o LCP estará tenso Os ligamentos colaterais estão tensos durante a extensão, assegurando a estabilidade lateral do joelho, já o LCP está frouxo, enquanto LCA está tenso, limitando assim a hiperextensão.

Na rotação externa da tíbia sobre o fêmur, os ligamentos colaterais estão frouxos e os ligamentos cruzados tendem a se tornar paralelos entre si, permitindo o movimento de rotação. O LCA está frouxo, e o LCP tenso.

Durante a rotação interna, os ligamentos estão enrolados um em relação ao outro e tencionados, portanto, a rotação encontra-se bloqueada. Os ligamentos colaterais estão tensos, o LCA tenso e o LCP frouxo.

Os Ligamentos Cruzado anterior e posterior conferem controle e estabilidade ao joelho durante os movimentos de flexão e extensão. Estes ligamentos ficam no centro da articulação. Eles recebem esse nome porque formam uma cruz vistos de lado ou de frente. O ligamento cruzado anterior controla o movimento para frente da tíbia sobre o fêmur e o ligamento cruzado posterior controla o movimento para trás.

O ligamento cruzado anterior tem um comportamento mecânico individualizado: estudos demonstram variações de 35 a 159 kgf, para a sua resistência máxima a tração. Ele é responsável por 85% da estabilização anterior do joelho. O LCA tem uma estrutura anatômica que sugere a existência de dois ligamentos ou pelo menos dois folhetos completamente distintos. Essa duas estruturas têm funções diferentes, pois uma está tensa em flexão e outra, em extensão.

De acordo com Camanho (1996), o ligamento cruzado anterior é o principal ligamento do joelho responsável por movimentos finos desta articulação, tendo como papel principal impedir a anteriorização da tíbia em relação ao fêmur.

Segundo Castopril, (1999), o ligamento cruzado anterior tem função de impedir a rotação externa anormal, estabilizar o joelho em extensão, controlar a hiperextensão e hiperflexão, restringir o excessivo deslocamento anterior da tíbia sob o fêmur (que é a principal função) e controlar a rotação interna e a mobilidade lateral em flexão e extensão. A ausência deste ligamento na observação da função articular pode causar degeneração da cartilagem, anormalidade do mecanismo extensor do quadríceps e lesão do menisco, o que indica a importância desta estrutura na função do joelho.

O LCP é responsável por 95% da força que impede o movimento posterior da tíbia em relação ao fêmur e ainda tem funções de resistir a hiperextensão, limitar a rotação interna, limitar a hiperflexão e prevenir o varo e o valgo. (LIPPERT, 2003)

Os ligamentos estabilizam a articulação, evitando movimentos anormais, auxiliados pelos meniscos, que além de estabilizarem o joelho, atuam também como amortecedores das cartilagens que envolvem o joelho, absorvendo impactos e choques. Quando ocorre a lesão do ligamento cruzado anterior, em geral o indivíduo está com o pé apoiado e realiza o movimento de rotação ou força o joelho no sentido interno, não conseguindo continuar a prática do esporte que estiver realizando, ocorrendo neste caso um derrame (líquido sinovial entre outros) rapidamente.

O LCP geralmente é danificado por uma hiperextensão ou por um golpe anterior direto na tíbia proximal do joelho flexionado. Ocorrem tipicamente em lesões contra o painel do veículo. (CAMACHO, 1996)

Sendo assim, tem-se por objetivo descrever um caso clinico bem como analisar e estudar os efeitos dessa lesão ligamentar do joelho esquerdo ocorrido no paciente, a fim de estabelecer para tal, tratamento fisioterapêutico com intuito de minimizar os sintomas e proporcionar melhora para as suas atividades da vida diária.

Descrição do caso e intervenção clínica

Este estudo foi realizado na Clínica Integrada de Atenção Básica à Saúde (Ciabs), em Biguaçu. A avaliação fisioterapêutica deu-se início no dia vinte e dois de abril de dois mil e oito, onde foram obtidos os dados iniciais do paciente, como nome, idade, estado civil, naturalidade, data de nascimento, sexo, etnia, endereço residencial, cidade em que residia, profissão, contatos, histórica social e dados clínicos como o nome do médico responsável e a especialidade do mesmo.

Em seguida foram verificados os sinais vitais, onde a pressão arterial (PA) foi aferida, através do estetoscópio e esfigmomanômetro e a freqüência cardíaca (FC) através de contagem dos batimentos por minuto no pulso arterial do paciente. Após realizou-se a anamnese, coletando informações sobre a queixa principal do paciente, história da doença atual, história da doença pregressa, história familiar, história social e exames complementares.

No exame físico avaliou-se primeiramente seu grau de dor, onde em uma escala numérica de zero a dez a paciente em estudo relatou em que grau se encontrava sua dor, sendo que zero seria a ausência de dor, e dez seria a dor máxima. As características da dor também foram avaliadas, onde se solicitou que a mesma descrevesse se sua dor era em agulhada, pontada, queimação ou latejante.

Com o paciente em posição ortostática realizou-se a inspeção geral, onde foram avaliados: estado geral de saúde, emocional, estado geral da pele, alterações cutâneas e articulares, presença de curativos, fixadores ou cicatrizes atuais e antigas.

O exame da marcha teve início pela observação da entrada do paciente na sala de avaliação. Durante a avaliação fisioterapêutica, foi solicitado o paciente deambulasse livremente, enquanto a acadêmica observava as compensações secundárias à sua patologia.

A avaliação postural foi realizada com auxílio do simetrógrafo, onde o paciente em posição de pé foi avaliado em uma vista anterior, vista posterior e por fim vista lateral. O paciente retirou a camisa, de maneira a favorecer uma melhor visualização das alterações posturais.

Na palpação as estruturas e segmentos foram palpados, visando investigar tônus, trofismo, nódulos subcutâneos, presença de dor a palpação, edema, cacifo, temperatura, textura, elasticidade e estado de tensão muscular ou outras alterações da pele, músculos e/ou articulações.

Em seguida, perimetria, goniometria, prova de função muscular e por fim alguns testes especiais específicos para o tipo de lesão do paciente.

Ao fim da avaliação, foi encontrado o diagnóstico fisioterápico, os objetivos para o tratamento e o possível plano de tratamento fisioterápico para o paciente. Então, no dia 24 de abril deu-se início ao tratamento fisioterápico proposto através dos dados encontrados na avaliação.

As sessões fisioterapêutica aconteceram no CIBAS às terças e quintas feiras com início às 13h30min e término às 14h20min, com duração de 50min de atendimento. Totalizando quinze sessões de fisioterapia.

Resultados e Discussão

Este estudo foi realizado na Clinica Integrada de Atenção Básica á Saúde (CIABS), em Biguaçu e deu-se continuidade na Academia de Natação Pingüim em Biguaçú.

A avaliação fisioterapêutica iniciou-se no dia 04 de março de 2009, com a paciente O.E.A., onde foram obtidos os dados iniciais , como nome, idade, estado civil, naturalidade, data de nascimento, sexo, endereço, residencial, profissão, contatos, historia social e dados clínicos(nome do medico responsável e a especialidade do mesmo).

Em seguida foram verificados os sinais vitais, onde a pressão arterial(PA) foi aferida através do estetoscópio e esfigmonamometro. Após realizou-se a anamnese, coletenado informações sobre a queixa principal da paciente, historia da doença atual, historia da doença pregressa, historia familiar, historia social e exames complementares.

De acordo com o relato da paciente foi verificado que a mesma "sente muita dor nos joelhos, principalmente no esquerdo (SIC)". No exame físico primeiramente foi avaliado seu grau de dor, através da escala numérica de zero a dez. A paciente em estudo relatou em que grau se encontrava sua dor, sendo que zero seria a ausência de dor e dez seria a dor máxima. As características da dor também foram avaliadas, onde se solicitou que a mesma descrevesse se sua dor era em agulhada, pontada, queimação ou latejante.

Com a paciente em posição ostostática realizou o exame físico sendo a inspeção geral, onde foram avaliadas: coloração da pele, presença de cicatrizes e feridas, deformidades, ósseas, ou cutâneas, simetria e marcha.

O exame da marcha teve inicio pela observação da entrada da paciente na sala de avaliação e solicitado que a paciente deambulasse livremente, enquanto a cademica observava as compensações secundarias á sua patologia. A inspeção das atividades da vida diaisrias (AVD´s ) e a sensibilidade.

Na palpação, as estruturas e s egmentos foram palapados visando investigar temperatura, presença de nódulos, dor, edema, creptação, integridadae da circulação e tônus muscular anormal.

Em seguida, a perimetria foi verificada com a paciente na posição ortostática, onde foi utilizando uma fita métrica para medir o segmento, goniometria, prova de função muscular, flexibilidade e por fim alguns testes especiais para cada tipo de lesão da paciente em questão.

Abril de 2008 foi realizada a avaliação do paciente J.P.S.J, sexo masculino, nascido no dia 04 de novembro de 1974, com 34 anos, branco, solteiro, residente em Biguaçu, tem como profissão mecânico.

O presente estudo foi realizado no CIABS – que fica localizado na Rua Cônego Rodolfo Machado, nº. 1989 Bairros Rio Caveiras, Biguaçu-sc.

A avaliação fisioterapêutica inicial, o qual foi constatado dados de identificação, sinais vitais, anamnese, exames complementares e exame físico.

Os sinais vitais obtidos foram: pressão arterial, freqüência cardíaca.

Na anamnese foram colhidas informações sobre sua queixa principal, história da doença atual, história da doença pregressa, histórico familiar, histórico social, e exames complementares.

Como queixa principal na anamnese paciente relata dor na região do joelho esquerdo. (SIC!), na HDP não tem nenhum relato, sobre patologias associadas antecedentes patológicas e cirurgias. Na sua historia atual, relata que no dia 23 de maio de 2008 sofreu um acidente de moto, ficou 11 dias internados e realizou drenagem no joelho, devido ao aumento de liquido sinovial que estava em seu joelho esquerdo, apresentando edema e muita dor na região. Ainda relata que através do acidente ficou com déficit auditivo, já vem realizando tratamento fisioterapêutico há 8 meses, teve melhoras significativas. Na historia familiar não apresentou nenhum relato.

Em sua história social, relatou-se que o paciente em questão não possui o hábito de fumar, paciente relatou que faz uso de bebida alcoólica socialmente. Paciente não é hipertenso, não tem diabetes, considera-se estressado não possui controle alimentar, sua estatura é de 1,75 metros de altura e 70 kg. Paciente não apresentou exames complementares de seu problema.

Durante a avaliação da dor paciente referiu dor somente durante o movimento de flexão do joelho esquerdo, referiu dor no tendão dos isquiotibiais do tipo "latejante", e referiu o grau da dor 7.(conforme escala de Borg da dor de 1 a 10).

Segundo Borg (2000), o uso da escala para dor pode fornecer informações adicionais valiosas para as suas interpretações e sua compreensão do tópico estudado, este procedimento não toma muito tempo e não é particularmente problemático para o responsável pelo teste nem para o indivíduo que está sendo estudado. A exigência principal ao ser utilizada a escala da dor é que usem números de tal forma que a relação entre eles corresponda à relação entre suas intensidades percebidas.

Na inspeção geral foi observada alteração do estado geral de saúde, paciente estressado e desmotivado para realizar atividades, no estado geral da pele, sem alterações cutâneas ou articulares, não há presença de curativos, fixadores, somente cicatriz de dreno na região medial do joelho direito, Na análise da marcha paciente apresentou anteriorização da cabeça, ombros em rotação interna, braços apresentam movimentos de oscilação e pouca dissociação de cintura pélvica. Apresentou também hipotrofia de quadríceps esquerdo.

Segundo Loudon et. al. (1999), a avaliação da marcha deve ser um componente de toda avaliação ortopédica.

De acordo com Lippert, (2003), a fase de oscilação ocorre quando o pé não está em contato com o solo, começa tão logo o pé deixa o solo e termina quando o calcanhar do mesmo pé toca o solo.

A avaliação postural mostrou em vista anterior inclinação da cabeça para o lado direito, rotação interna de ombros, elevação da clavícula D, elevação mamilar lado direito, triângulo de talles lado direito aumentado, antebraços pronado (E) e supinado o (D), espinha ilíaca direita elevada, patela direita elevada, joelhos rotação externa, tíbia vara. Em vista lateral notou-se anteriorização da cabeça, lordose cervical retificada, ombros protrusos, hipercifose torácica, lombar retificada e retroversão de pelve, ângulo tíbio-társico aumentado e apoio em antepé. A vista posterior evidenciou desvio lateral esquerdo da coluna cervical, elevação do ombro direito e escápula, retroversão pélvica, joelhos com RE, maléolos esquerdo elevado.

Durante a palpação presença de dor na região do joelho esquerdo, hipersensibilidade na região bilateralmente. Presença de pequena ferida na região da base da patela esquerda e aderida, e com queixas de dores na palpação.

Não foi necessário realizar a perimetria paciente não apresentava edema em membro inferior esquerdo.

Segundo Starkey (2001), quando há suspeita de edema em um membro deve ser realizada a medida circunferêncial com a fita métrica ao redor de pontos de referência específicos, e há a indicação de presença de edema quando as medidas diferem muito entre os dois membros (bilateralmente).

O resultado da goniometria, a partir de uma analise dos movimentos de flexão do joelho direito e esquerdo obtiveram resultados de 80º(D) e 70º(E) respectivamente. Já os resultados da análise dos movimentos de extensão do joelho direito e esquerdo, obtiveram 19º(D) e 17º(E) respectivamente.

Na prova de função muscular, realizado com o paciente sentado com os membros inferiores para fora da maca sem contato com o solo, através do exame manual buscamos avaliar a função muscular através de resistência manual a um membro ou outra parte do corpo após ter completado a amplitude de movimento ou ter sido colocado na amplitude final pelo examinador. Foram testados os músculos responsáveis pelas seguintes funções de membros inferiores: Nos músculos Isquiotibiais na posição sentado obteve-se o resultado 5 no joelho direito e 3 no joelho esquerdo, enquanto que nos Quadríceps na mesma posição obteve-se o resultado de 5 para o joelho direito e 3 para o esquerdo.

Segundo Cutter e George (2000), o conhecimento da função muscular é imperativo em muitas intervenções terapêuticas. A prova muscular acurada pode influenciar uma decisão cirúrgica. O programa de exercícios terapêuticos, desenvolvido por um terapeuta ou treinador baseia-se nas forças e fraquezas identificadas pelas provas musculares. Onde a graduação da força muscular é de:

Graus

Termos

Descrição

5

Normal

Consegue amplitude completa contra a gravidade e é capaz de manter resistência máxima.

4

Bom

Consegue amplitude de movimento completa contra a gravidade e é capaz de manter resistência moderada.

3

Razoável

Apenas consegue amplitude de movimento completa contra a gravidade.

2

Ruim

Não consegue realizar o movimento contra a gravidade.

1

Traço

Uma contração visível ou palpável sem movimento muscular significativo.

0

Zero

Não é observada nem sentida nenhuma contração.

Nos testes especiais foram realizados o teste de gaveta anterior e posterior e o teste de Lachmam, apresentando estabilidade durante a realização dos mesmos. O teste de sensibilidade foi realizado com o auxílio de estesiômetro e não apresentou alteração da mesma

Posteriormente a avaliação, foi encontrado o seguinte diagnóstico fisioterápico para este paciente: edema em joelho esquerdo; diminuição da força muscular em quadríceps e isquiotibiais do membro inferior esquerdo; diminuição da flexibilidade de isquiotibiais esquerdo; diminuição da amplitude de movimento (ADM) em membro inferior esquerdo nos movimentos de flexão e extensão do joelho e aderência patelar esquerda.

Os objetivos do tratamento fisioterápico foram: diminuir o edema; ganhar/aumentar força muscular; melhorar/ganhar flexibilidade; ganhar/aumentar ADM; diminuir aderência patelar; estimular descarga de peso progressivamente; reabilitar paciente para voltar suas atividades normais; estimular propriocepção; orientar paciente à realização de exercícios em casa e melhorar a qualidade de vida do paciente.

Contudo, as condutas realizadas foram:

  • Ultra-som de modo contínuo;

O aquecimento de estruturas constituídas por tecido fibroso, como as cápsulas articulares, ligamentos, tendões e tecido cicatricial, pode causar um aumento temporário na sua extensibilidade, e, portanto uma diminuição na rigidez articular. O aquecimento leve pode também reduzir a dor e o espasmo muscular e promover processos de cicatrização (Low, Reed 2002).

  • Corrente russa isolada e associada com mini-agachamento;

A corrente russa pode ser aplicada do modo usual com eletrodos colocados sobre o ventre muscular. Para conseguir hipertrofia muscular, são aplicadas correntes de alta intensidade que produzem contrações musculares máximas toleráveis, sem séries de poucos segundos, separadas por períodos de repouso um pouco mais longos (Low; Reed 2002).

  • Alongamento ativo, ativo-assistido e passivo de membros inferiores (MMII  isquiotibiais, quadríceps, abdutores e adutores) e com auxílio de theraband;

  • Durante a execução do alongamento ativo, paciente foi colocado no tatame em decúbito dorsal, com uma das pernas flexionadas e a outra estendida com a flexão do quadril com thera-band cor dourado, alongamento dos músculos quadríceps passivos, onde o paciente posicionado no tatame em decúbito lateral, com uma das pernas estendida e a outra flexão do joelho e quadril estendido, alongamentos abdutores, adutores e tríceps sural. Ressaltando que todos os exercícios citados acima foram executados três vezes em cada membro inferior por 30 segundos, (respeitando o limite do paciente).

Segundo Achour (2006), os exercícios de alongamento devem ser conduzidos com leveza e suavidade, para desenvolver a flexibilidade, é necessário manter o alongamento por um tempo aproximadamente de trinta segundos ou mais, este procedimento fornece um bom relaxamento muscular, e assim é possível permanecer mais tempo em alongamento ou ainda aumentar ligeiramente a amplitude de movimento o alongamento passivo é feito com a ajuda de forças externo estando o praticante numa boa posição passiva, isto é, com descontração muscular e com boa posição do sistema músculo articular. Não é suficiente pedir ao executante para descontrair a musculatura, é preciso verificar se a descontração muscular foi alcançada, além disso, durante o alongamento deve-se observar a expressão facial do paciente, se ele fecha a glote, ou contrai voluntariamente musculatura, particularmente a musculatura do pescoço, isso é prejudicial e deve ser evitado.

  • Fortalecimento de isquiotibiais e quadríceps associado com propriocepção em prancha ortostática; e exercícios de fortalecimento de MMII com auxílio de peso (1kg), cama elástica e mini-agachamento com auxílio de bola suíça.

Segundo Moffat e Vickery (2002), os exercícios de fortalecimento muscular podem fazer parte de um programa de recuperação funcional para diversos tipos de problemas. No entanto, devem ser utilizados com esta finalidade somente sob supervisão de um fisioterapeuta. Embora cada exercício, para ser eficaz, deva ser repetido várias vezes, inexiste uma regra quanto ao número de repetições indicadas para cada indivíduo em cada caso. O músculo esquelético e os mecanismos neuromotores são extremamente adaptáveis aos estresses de atividade. A magnitude de mudança na capacidade do músculo está diretamente relacionada com a intensidade, com a duração e com a freqüência do exercício. (Corrêa, 2006).

Durante as sessões de fisioterapia foram realizados os exercícios supracitados, onde inicialmente eram verificados os sinais vitais, em seguida exercícios de alongamentos ativo, ativo-assistido de MMII com ou sem auxílio de thera-band. Após, era alternada entre as sessões a realização de aquecimento utilizando a bola suíça e bambolê, fortalecimento dos MMII através do mini-agachamento, exercícios com peso, corrente-russa isolada ou associada com mini-agachamento, TENS, propriocepção e fortalecimento em prancha ortostática, cama elástica e ainda aplicação de ultra-som contínuo em joelho esquerdo. Ao passar das sessões o paciente referiu melhora na ADM e não relatava mais dor durante o movimento de flexão do joelho esquerdo.

Paciente apresentou evolução positiva em relação à dor, a ADM, à força muscular, ao edema e à flexibilidade. Sendo que a ADM e a força muscular encontraram-se iguais bilateralmente na reavaliação que se deu no dia 17 de abril de 2008. Contudo, paciente referiu ter obtido melhora na realização das suas atividades, da dor e da força muscular, e ainda mais disposição em realizar suas atividades de vida diária.

Ao início e término de cada atendimento eram observados os sinais vitais: pressão arterial também era repassada orientações para o paciente ao final de cada sessão fisioterápica. No final de cada atendimento, a conduta fisioterapêutica e intercorrências durante o atendimento era registrada na ficha do paciente.

Neste período buscou-se melhorar o desempenho do paciente e sua estrutura corporal. O paciente cumpriu com suas obrigações sempre colaborando e respeitando as orientações, podemos ressaltar que a sessões de fisioterapia realizadas ficou dentro das expectativas alcançadas, para proporcionar e oferecer ao paciente facilidade no desenvolvimento de suas atividades diárias.

Conclusão

. Foram realizadas ao total 15 sessões de fisioterapia, onde o paciente estudado apresentou uma evolução positiva, podendo voltar a realizar suas atividades de vida diárias. É necessário que o mesmo continue realizando em casa, alongamentos e fortalecimento desta musculatura já tratada e do outro membro, para que as articulações dos joelhos estejam bem estabilizadas e evitar um novo incidente.

Podemos afirmar que o tratamento fisioterapêutico minimizou os sintomas e proporcionou melhora para as suas atividades da vida diária. Ressaltando ainda que a fisioterapia desempenha um importante papel na qualidade de vida dos portadores de traumatismo ortopédico. Sendo assim o fisioterapeuta tem que estar sempre familiarizado com os atuais avanços da intervenção em sua prática diária, para que utilize somente aqueles procedimentos eficazes. Lembrando sempre e respeitando o limite de cada paciente, mas procurando sempre conscientizá-los da importância de estarem desenvolvendo todas as atividades necessárias para o reforço da musculatura, bem como os alongamentos que são de fundamental importância tanto na prevenção de lesões quanto melhoria continua dos movimentos.

Referências

1-ACHOUR A. Exercícios de Alongamento. 2. ed. São Paulo: Manole, 2006.

2-BORG Gunnar. Escalas de Borg para a dor e o esforço percebido. São Paulo: Manole, 2000.

3-CAMACHO G. L. Patologia do Joelho. São Paulo: Sarvier, 1996.

4-CASTROPIL, W. Medicina Esportiva. Fonte: Castropil. 1999. Internet. Disponível em: http://www.castropil.com.br. Acesso em 21/06/2008.

5- CORRÊA, Allan R. Tratamento proprioceptivo no pós-operatório do ligamento cruzado anterior. Out. 2006. Disponível em: <http://www.wgate.com.br/conteudo/medicinaesaude/fisioterapia/traumato/lca_allan.htm> Acesso em 21/06/08.

6- CUTTER, Nancy C.; KEVORKIAN, George. Provas funcionais musculares. São Paulo: Manole, 2000.

7-HAMILL, J.; KNUTZEN, K. M. Bases biomecânicas do movimento humano.

1. ed. São Paulo: Manole, 1999.

8-KAPANDJI, J. A. Fisiologia Articular. 5. ed. São Paulo: Manole, 1990.

9-LIPPERT L. Cinesiologia Clínica para Fisioterapeutas. 3. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003.

10-LOUDON, J.; BELL, A.; JOHNSTON, J. Avaliação Ortopédica. São Paulo: Manole, 1999

11-LOW John; REED, Ann. Eletroterapia explicada: princípios e prática. 3. ed. São Paulo: Manole, 2001.

12-MALONE, T. et al. Fisioterapia em ortopedia e medicina no esporte. 3. ed. São Paulo: Santos, 2002.

13-MOFFAT Marilyn; VICKERY, Steve. Manual de manutenção e reeducação postural. São Paulo: Artmed, 2002.

14-PETERSON L.; RENSTRÖM, P. Lesões do esporte, prevenção e tratamento. 3.ed. São Paulo: Manole, 2002.

15-STARKEY Chad. Recursos terapêuticos em fisioterapia: termoterapia, eletroterapia, ultra-som e terapias manuais. São Paulo: Manole, 2001.

Autores:

COELHO, S. S. *

HAUPLTI, L. H. *

VIDOTTO, J. J. **

*Acadêmica do oitavo período do Curso de Fisioterapia da Universidade do Vale do Itajaí – UNIVALI.

**Professora da disciplina prática sob a forma de Estágio Supervisionado em hidroterapia do Curso de Fisioterapia da Universidade do Vale do Vale do Itajaí -UNIVALI

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Hoje em dia milhões de pessoas sofrem cada vez mais por conta de dores articulares e fadiga. Geralmente há uma relação entre esses dois sin...

Dores articulares x Fadiga


Hoje em dia milhões de pessoas sofrem cada vez mais por conta de dores articulares e fadiga. Geralmente há uma relação entre esses dois sintomas. Qualquer forma de dor, inclusive as articulares, fará com que o organismo gaste mais energia tanto física quanto emocional para reparar o dano e isso faz com que o indivíduo se sinta extremamente cansado.

A fadiga associada a articulares pode ser desencadeada por noites mal dormidas. Indivíduos que sofrem de dores articulares, quando vão dormir, tendem a mudar de posição continuamente durante toda a noite para tentar aliviar a dor, não tendo assim uma boa noite de sono.

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Qualquer forma de dor fará com que o organismo gaste mais energia

Uma doença comum cujos sintomas são dor articular prolongada e músculos e tendões sensíveis é a fibromialgia. Que também tem sido associada à rigidez matinal e fadiga crônica. A doença pode se desenvolver por conta própria e não tem causa conhecida. Outro diagnóstico muito comum associado a dores articulares e sintomas de fadiga é a artrite. A artrite é uma doença inflamatória que pode afetar qualquer articulação, mas geralmente afeta determinadas áreas, como mãos, joelhos, costas e ombros. Quando essas áreas inflamam, as articulações incham, causando dor intensa e uma sensação de rigidez. Essa dor intensa também leva a uma sensação muito grande de cansaço. Quando a inflamação e a dor diminuem o organismo se sente desgastado, provocando a necessidade de horas de sono.

Dores articulares e fadiga também estão associadas a doenças autoimunes. Quando ocorre uma crise dessas doenças, o corpo utilizará uma grande quantidade de energia para tentar reduzir a dor e isso irá resultar em fadiga extrema. Os sintomas comuns resultantes dessas crises são dores articulares, fadiga crônica, dores musculares e febre baixa. O tratamento para dores crônicas e autoimunes são longos e o acompanhamento deve ser realizado por toda a vida. A acupuntura e o shiatsu ajudam a reduzir o nível de dor e a reequilibrar o organismo como um todo, proporcionando uma melhor qualidade de vida e a sensação de bem-estar.

A atividade física, como o pilates, é muito recomendada para esse tipo de paciente. Pessoas com fibromialgia possuem um baixo nível de serotonina, e por isso o limiar de dor é menor que pessoas normais. O exercício físico ajuda na produção e liberação de endorfina e serotonina no organismo, produzindo uma sensação de bem estar. Os exercícios devem ser sempre realizados com o acompanhamento de um profissional especializado.

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A bursite do cotovelo é um inchaço doloroso da bolsa do cotovelo. Quando magoada, a bolsa do cotovelo fica inflamada (vermelha e dorida) e p...

Bursite do cotovelo

A bursite do cotovelo é um inchaço doloroso da bolsa do cotovelo. Quando magoada, a bolsa do cotovelo fica inflamada (vermelha e dorida) e pode ficar cheia com demasiado líquido. A principal bolsa do cotovelo é a do olecrânio (saliência óssea do cúbito que fica localizada atrás do cotovelo), permitindo o fácil escorregamento dos tendões que passam a este nível. Quando inflamada, apresenta aquelas manifestações inflamatórias, ficando vermelha, inchada e dolorosa, tornando difícil a mobilização do cotovelo.

Causas de bursite no cotovelo

A causa mais frequente da bursite do cotovelo (ou bursite olecraniana) é o traumatismo repetido do apoiar dos cotovelos sobre um plano duro como uma secretária. Daqui o nome de gíria pelo qual é conhecida – cotovelo do estudante. Qualquer outra ocupação, que favoreça estes pequenos e repetidos traumatismos, a pode provocar. Outras causas possíveis são:

Infecção.
Algumas doenças, como por exemplo uma artrite reumatóide ou a gota.

Sinais e sintomas de bursite do cotovelo

Esta bursite traduz-se por um grande inchaço na parte de trás do cotovelo. Pode ter dores ou uma grande sensibilidade nesta zona, deixando de a conseguir mover tão bem como antes. Também pode ter febre.

Diagnóstico – Como se Diagnostica:

O aspecto do cotovelo e a localização das queixas, bem como a avaliação das causas subjacentes, são determinantes para o diagnóstico. A punção pode ser indispensável, não só para diagnóstico como para tratamento da bursite do cotovelo.

Cuidados a ter:

A seguir, estão descritas algumas coisas que pode fazer para ajudar a curar a bursite do cotovelo mais depressa. Isto também pode evitar que ela se volte a repetir.

Não se apoie muito sobre o cotovelo, como por exemplo quando trabalha numa secretária.
Evite atingir ou dar golpes no cotovelo.
Começar a fazer exercícios quando o médico autorizar. Poderão recomendar-lhe que evite ao máximo a dor à medida que for utilizando mais o cotovelo.
Proteja o cotovelo quando iniciar novamente as actividades normais, para evitar uma nova lesão
Faça sempre exercícios de alongamento antes de se exercitar. Isto liberta os músculos e diminui a tensão sobre o cotovelo. Mas não alongue em excesso, pois pode causar uma nova bursite.
Descanse entre os programas de exercícios.
Faça exercícios de descontracção depois do esforço.

CONTACTE O SEU MÉDICO SE:

A dor e o inchaço aumentarem.
Tiver dores nas outras articulações.
Tiver novos sintomas.
Tiver uma temperatura superior a 38° C.

Riscos e Complicações:

Uma inflamação inicial pode vir a transformar-se em infecção, com pus, o que justifica tratamento antibiótico orientado pelo seu médico.

Tratamento da bursite do cotovelo

Cuidados Locais:

A parte mais importante no tratamento de uma bursite como esta é o descanso, até o cotovelo se curar. Descansar o cotovelo diminui o inchaço e evita que a bursite piore. Quando a dor diminuir, inicie movimentos normais e lentos. O gelo provoca a contracção dos vasos sanguíneos, o que diminui a inflamação. Na fase aguda (inicial), coloque gelo moído num saco de plástico e cubra-o com uma toalha. Coloque-o sobre a parte de trás do cotovelo durante 15 a 20 minutos, de hora a hora, enquanto for necessário. Não se esqueça do gelo, pois pode provocar uma queimadura pelo frio. Os médicos podem envolver o seu cotovelo com fita adesiva ou com uma ligadura elástica, para evitar que inche. Desaperte a ligadura elástica se os seus dedos começarem a apresentar formigueiros ou a ficar azuis. Manter o braço erguido sobre almofadas também ajuda a diminuir o inchaço.

Cuidados Médicos:

Se o seu médico achar necessário, poderão ser utilizados anti-inflamatórios ou analgésicos para as dores. Em casos mais graves e arrastados, com reduzida eficácia dos cuidados locais e dos medicamentos anteriores, poderá vir a ser necessário realizar uma infiltração da bolsa com esteróides, para curar a inflamação. Os médicos podem acrescentar um anestésico local aos esteróides. Como estas injecções diminuem o inchaço e a dor, pode pensar que o cotovelo está curado e que pode voltar a fazer os mesmos trabalhos responsáveis pela bursite anterior. É importante não os fazer enquanto o seu médico não o autorizar. Pode piorar a bursite se o fizer demasiado cedo.

Os médicos podem utilizar uma agulha para retirar líquido da bolsa do cotovelo. Retirar este líquido extra pode ajudar a bursite a curar-se mais depressa. O líquido pode ser enviado para um laboratório, para procurar sinais de infecção. Pode ser preciso remover cirurgicamente a bolsa ou parte do olecrânio. A cirurgia não costuma ser necessária, excepto se a bursite for muito grave e não ficar curada com o tratamento. O seu médico pode querer que faça fisioterapia para ajudar a bursite a curar-se mais depressa.

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Espondilólise é a deformidade causada pela formação de tecido fibroso uni ou bilateralmente ao arco neural da vértebra inferior. A bailarina...

Espondilólise degenerativa em bailarinos


Espondilólise é a deformidade causada pela formação de tecido fibroso uni ou bilateralmente ao arco neural da vértebra inferior. A bailarina sente dor na porção inferior das
costas durante hiperextensão em pé ou em um só pé, como no arabesque. Apresenta movimento limitado da coluna lombar quando se inclina para frente. O arabesque é uma das posições básicas do balé, onde o corpo fica apoiado numa perna só; esta pode estar estendida ou em demi-plié enquanto a outra permanece estendida para trás, num ângulo de até 180°. Os antebraço deve seguir o prologamento dos braços podendo ser dirigidos para diferentes posições, sempre harmoniosas (FITT, 1988). Os ombros devem ser mantidos retos em frente à linha de direção. O médico pode indicar o uso de colete anti-lordótico para imobilização. É recomendado um programa de
exercícios abdominais e de correção da hiperlordose.

Recomenda-se evitar técnicas de dança que venham a causar dores e a prática de saltos (KELLY, 1987).

Espondilolistese degenerativa

É a progressão da espondilólise. Caracteriza-se pelo eslizamento de um corpo vertebral, anteriormente em relação ao outro imediatamente inferior, sendo mais comum em mulheres com mais de 40 anos (SNIDER, 2000). Ocorre geralmente entre a 5° vértebra lombar e o sacro. A pessoa apresenta saliência na região lombosacra, aumento da curvatura lombar e músculos íliotibiais contraídos. É causada por técnica pobre e hiperextensão da coluna. O tratamento prevê repouso, exercícios de reabilitação, treinamento e aperfeiçoamento das técnicas de dança, eliminando, desse modo, fatores que possam piorar a condição (KELLY, 1987).

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