1º Fique de pé com os pés juntos (colado um no outro). Após isto, coloque o pé direito ao lado oposto do esquerdo. Agora abaixe o corpo ...

Alongamento para região do Sacro na Coluna Vertebral


1º Fique de pé com os pés juntos (colado um no outro). Após isto, coloque o pé direito ao lado oposto do esquerdo. Agora abaixe o corpo devagar para frente. Não o forçe para baixo, apenas deixe-o com o seu próprio peso, que ele vai abaixando devagar. Quando o desonforto se tornar insuportável após a contagem, volte devagar a posição vertical. Feito isto, volte devagar e repita o procedimento do outro lado.

Perceba que o musculo da Sacral e Pelvi está totalmente esticado (alongado). Agora, faça o mesmo do lado esquerdo.

IMPORTANTE:
Os alongamentos acima são para serem feitos todos os dias, fazendo parte de nossos hábitos, porém quando tivermos com dores em alguma parte de nossa coluna, devemos concentrar um alongamento forte na região específica, repetinto a série, pelo menos três vezes. O resultado é certo!

Quando mais devemos nos alongar?
  • Toda vez que for iniciar uma atividade qualquer de esforço físico, como uma simples varrida prolongada de casa, ou uma arrumação qualquer. 
  • Toda vez que terminarmos uma atividade de esforço físico. 
  • Quando acontecer uma queda ou susto, como uma batida de carro sem grandes danos. Neste momento o corpo, num ato reflexo, junta-se para nos defender, por isso precisamos nos alongar, para suavisar a tensão muscular, e proporcionar melhoras mais rápidas e eficazes, levando o corpo aos seus movimento suaves como antes.

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Dores generalizadas que dificultam caminhar ou subir escadas, fadiga incapacitante, alterações n...

Acupuntura ajuda no tratamento da fibromialgia


Dores generalizadas que dificultam caminhar ou subir escadas, fadiga incapacitante, alterações no intestino e noites mal dormidas são alguns dos sintomas desta doença quase sempre mal diagnosticada. Os tratamentos disponíveis podem reduzir o problema e até mesmo fazê-lo desaparecer, desde que o paciente tenha disciplina e determinação.

Assim é a fibromialgia. Apesar de pouco conhecida, até mesmo pelos médicos e pesquisadores, pode ser controlada e praticamente desaparecer, por meio dos cuidados terapêuticos e do próprio paciente. Suas causas ainda não são precisamente identificadas, mas se sabe que o cérebro dos portadores da doença produz menos serotonina - substância ligada à capacidade de regular a sensibilidade dolorosa. Desta forma, impulsos que chegam e saem do cérebro são identificados erroneamente como dor. 

Combinar sessões de acupuntura com exercícios específicos recomendados pelo terapeuta é uma base do tratamento para fibromialgia.

Sintomas emocionais

Não cabe aqui entrar em detalhes técnicos da doença, entretanto é importante ressaltar que sua incidência preferencial em mulheres (3% da população feminina contra 0,5% da masculina) pode estar ligada à diminuição de hormônios durante a menopausa, período em que a doença é muito mais frequente. As mulheres chegam ao consultório em desespero: ninguém descobre o que elas têm, acham-se velhas e pensam que vão morrer. Além disso, amigos e familiares dizem que estão inventando doenças e elas passam a se achar loucas ou hipocondríacas. Com a autoestima em baixa, os sintomas aumentam e tornam o quadro ainda mais grave. 

Diagnóstico

O diagnóstico da doença é sempre clínico, já que não existem exames específicos para detectá-la. Sabe-se que há 18 pontos doloridos ligados à fibromialgia (nos ombros, articulações dos braços e pernas, próximo ao pescoço, nos glúteos e outros). Quando ao menos onze deles são identificados, é provável que se esteja diante de uma vítima. É de costume pedir exame de sangue para detectar outras possíveis doenças que também causam dores generalizadas, como o diabetes, doenças da tireóide, reumáticas e o câncer. 

Tratamento

 Combinar sessões de acupuntura com exercícios específicos recomendados pelo terapeuta é a base do tratamento. A acupuntura, por meio do estímulo dos terminais nervosos, determina o aumento da produção de serotonina e endorfina no sistema nervoso central, que age como forte analgésico a partir de sua ação no sistema supressor da dor e ainda auxilia no controle emocional, agindo em seu efeito antidepressivo e anti-ansiolítico, possibilitando a regularização do sono e a diminuição da fadiga. Como em quase todas as doenças, é importante que o paciente promova significativas mudança em suas atitudes. Exigir-se demais, com perfeccionismo no dia a dia, só pode atrapalhar a recuperação. Sair do emprego ou reduzir atividades cotidianas é outra falha usual. Por outro lado, em casos mais graves é necessário o uso de medicamentos auxiliares ao tratamento.

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Muitas pessoas com artrite sentem rigidez matinal. É mais comum na artrite reumatóide, mas também é vista em outras formas de artrite. R...

Exercícios de mobilidade articular para artrite


Muitas pessoas com artrite sentem rigidez matinal. É mais comum na artrite reumatóide, mas também é vista em outras formas de artrite. Realmente não se conhece a causa desse sintoma, mas acredita-se que está relacionada à inatividade, como o período de sono. Durante períodos prolongados de inatividade, imagina-se que o líquido vaza nos tecidos, causando inchaço e dor. O inchaço, na verdade, provoca rigidez e dor quando se tenta movimentar a articulação afetada. O inchaço e a dor normalmente desaparecem ao longo do dia, já que o movimento bombeia o líquido para fora do tecido adjacente e para dentro das veias.

Existem estratégias que podem diminuir o desconforto associado à rigidez matinal. Elas incluem o uso de cobertor elétrico e de luvas feitas de tecido elástico, à noite, para manter as articulações aquecidas e ajudar a prevenir inflamação. Outra estratégia valiosa é fazer exercícios de mobilidade articular (ROM).

Exercícios simples de mobilidade articular podem aumentar sua flexibilidade e melhorar a saúde das articulações.
2006 Publications International, Ltd.
Exercícios simples de mobilidade articular podem
aumentar a flexibilidade e melhorar a saúde das articulações

ROM refere-se a uma forma suave de exercícios que envolve o movimento das articulações para trás e para frente, para cima e para baixo, de um lado a outro, em cada direção natural, o máximo que conseguirem ir. O objetivo dos exercícios é aumentar a mobilidade das articulações, de modo que você possa continuar se movimentando e, finalmente, possa fazê-lo com mais conforto. Eles também ajudam a aumentar a flexibilidade.

Os exercícios ROM podem ser feitos em articulações específicas antes você de sair da cama. Por exemplo, você pode trabalhar as articulações dos joelhos o máximo que conseguir antes de levantar e colocar todo seu peso sobre eles. Além disso, você pode usar os exercícios ROM para manter a flexibilidade durante uma crise (episódio em que as articulações ficam quentes e doloridas), embora você tenha que discutir isso primeiro com seu médico. Os exercícios ROM também podem ser feitos antes de exercícios mais pesados, para ajudar a aquecer as articulações, e depois dos exercícios, para ajudar a esfriá-las gradualmente.

Entretanto, lembre-se de que os exercícios ROM não devem substituir seu programa de exercícios regulares. Eles devem ser realizados em conjunto com um programa de exercícios mais vigorosos criado de acordo com suas necessidades específicas. Ao fazê-los, é importante seguir algumas orientações.
  • Começar lentamente - comece com cinco a dez repetições, se conseguir, e vá aumentando gradualmente.

  • Não forçar a articulação a ponto de sentir dor - se isso acontecer, é possível que você tenha estendido muito o movimento.

  • Respirar regularmente à medida que faz os exercícios - não prenda a respiração.
Os exemplos a seguir são de exercícios ROM recomendados com mais freqüência para as pessoas com artrite. Você pode trabalhar somente as articulações afetadas ou todas as articulações para aumentar a flexibilidade.

Pulsos e dedos das mãos

Exercite sempre as duas mãos. Pode ser que você ache útil usar uma mesa para apoiar as mãos e braços durante os exercícios.

  1. Relaxe os dedos e flexione o pulso para trás e para frente o máximo possível.

  2. Descanse o antebraço e a mão, com a palma para baixo, esticados sobre a mesa. Um de cada vez, levante os dedos o máximo que puder. Faça o mesmo com o polegar. Então, com os dedos juntos, levante toda a mão enquanto mantém o antebraço na mesa.

  3. Abra e feche a mão, faça um punho e solte.

  4. Com a mão bem aberta, toque a ponta de cada dedo na ponta do polegar. Quanto mais distanciar os dedos, maior será a extensão atingida.

  5. Coloque a mão com a palma para baixo sobre a mesa e o polegar estendido na lateral. Um por um, deslize cada dedo sobre o polegar até que todos eles estejam juntos.

Pescoço

Você pode fazer esses exercícios em pé ou sentado. Nunca estenda muito o pescoço para trás diretamente, pois isso coloca pressão desnecessária sobre sua coluna cervical.

  1. Gire a cabeça lentamente e olhe sobre o ombro direito, em seguida, sobre o ombro esquerdo.

  2. Incline a cabeça para a esquerda, movendo a orelha esquerda em direção ao ombro esquerdo; faça o mesmo com o lado direito. Não se assuste se ouvir um estalo; é semelhante ao estalido feito pelo movimento normal de um osso em contato com outro, conhecido como crepitação.

Ombros

  1. Deite de costas, com os braços nas laterais, flexione os cotovelos e tente afastar a parte superior dos braços do corpo até formar um ângulo reto.

  2. Mantenha os braços na cama durante o exercício.

Cotovelos

  1. Deitado de costas e com a parte superior dos braços sobre a cama, flexione os cotovelos em ângulo reto, de modo que seus antebraços fiquem perpendiculares ao corpo.

  2. Quando estiver nessa posição, gire os antebraços, para que alterne o olhar sobre as palmas e as costas das mãos.

Costas

  1. Fique de pé com as mãos nos quadris e os pés afastados na largura dos ombros.

  2. Gire cabeça e ombros para a direita e, depois, para a esquerda. Os quadris devem estar virados para frente durante todo o exercício.

Quadris

  1. Sente-se no chão com as pernas estendidas para frente.

  2. Gire as pernas para dentro, de modo que os pés apontem um para o outro.

  3. Em seguida, gire as pernas para fora, fazendo com que os pés apontem para sentidos contrários.

Joelhos

  1. Deite de costas no chão com as pernas estendidas.

  2. Leve um joelho para cima em direção ao peito e retorne-o à posição inicial. Faça quatro repetições e, em seguida, mude a perna.

Pés/tornozelos

  1. Sente-se no chão com as pernas estendidas para frente.

  2. Faça círculos no ar com os dedões dos pés, primeiro no sentido horário, depois, no anti-horário. Lembre-se de girar os tornozelos suavemente. Faça várias repetições.

Dedos do pé

  1. Sente-se no chão com as pernas estendidas para frente.

  2. Flexione e estenda os dedos. Se os dedos estiverem muito rígidos, use as mãos para dobrá-los suavemente para cima e para baixo.

Agora, é hora de realmente trabalhar duro. Na próxima seção, aprenderemos a treinar a força, caso você tenha artrite.

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Descoberta há menos de 20 anos, a síndrome provoca dores pelo corpo e fadiga, atrapalhando a rotina escolar e brincadeiras Conviver com dore...

Fibromialgia Importuna Crianças e Adolescentes

Descoberta há menos de 20 anos, a síndrome provoca dores pelo corpo e fadiga, atrapalhando a rotina escolar e brincadeiras

Conviver com dores aparentemente inexplicáveis todos os dias e sentir-se cansado e sem energia e dormir mal. Assim é o cotidiano de grande parte dos portadores de fibromialgia, síndrome que afeta cerca de 5% da população mundial e foi identificada apenas na década de 90. Mais recente ainda é a descoberta de que esse problema tão desgastante pode atingir também crianças e adolescentes.

Segundo o Colégio Americano de Reumatologia, 25% dos pacientes apresentam sintomas de fibromialgia desde a infância. Entre esses sintomas, estão as chamadas dores musculoesqueléticas difusas, que atingem músculos e articulações de três ou mais regiões do corpo.

"Calcula-se que 26% das queixas de dores musculoesqueléticas difusas atendidas nos ambulatórios de reumatologia pediátrica enquadrem-se nos critérios para o diagnóstico da fibromialgia", afirma Eliane Battani Dourador, reumatologista do hospital São Luiz, em São Paulo. "A investigação mais minuciosa leva à confirmação de síndrome em mais da metade desses casos."

De acordo com o reumatologista Daniel Feldman, um levantamento israelense aponta que 6,5% das crianças e adolescentes em idade escolar apresentam sintomas de fibromialgia. Os médicos acreditam que a síndrome juvenil seja mais freqüente a partir dos 10 anos de idade. Existem estudos, porém, que indicam que a fibromialgia juvenil pode se manifestar antes dessa faixa etária. Pesquisa publicada em 1995, na revista científica norte-americana "Arthritis Rheumatology", indica que ela afeta 1,3% das crianças em idade pré-escolar que apresentam queixas de dores musculoesqueléticas.

A fibromialgia é mais freqüente em mulheres, e esse padrão repete-se entre crianças e adolescentes. Segundo Clóvis Arthur Almeida Silva, chefe da Reumatologia do Instituto da Criança, do Hospital das Clínicas de São Paulo, as garotas somam 75% dos casos de fibromialgia juvenil.

Não existe um exame laboratorial que comprove essa síndrome de causas ainda desconhecidas, que se manifesta de forma semelhante em todas as faixas etárias. Os sintomas se assemelham ao de outras doenças, como tendinite, gota, lúpus, hipotireoidismo e esclerose múltipla, o que dificulta o diagnóstico. Mas o principal deles é a dor – localizada ou generalizada –, que persiste por mais de três meses.

De mãe para filho. Pesquisa realizada pela reumatologista Suely Roizenblatt, da Unifesp, indica que há uma predisposição familiar para a fibromialgia, envolvendo principalmente mães e filhos. A médica investigou 120 pacientes, com idade entre dez e 12 anos, que chegavam reclamando de dor no ambulatório de reumatologia pediátrica do Hospital São Paulo (SP). De acordo com ela, 71% das mães das 39 crianças diagnosticadas com fibromialgia juvenil também tinham a síndrome.

Foi a partir do diagnóstico das filhas que Silvia Fidalgo Ferreira, 41, descobriu que era portadora de fibromialgia. Sua filha Camila, 17, reclamava de dores desde os dois anos. "Alguns médicos alegavam que era por causa do crescimento ou até por falta de interesse na escola", afirma a mãe. "Por isso não dávamos muito crédito, mas, com o passar do tempo, percebemos que era algo sério." As dores por todo o corpo, a indisposição e o cansaço interferiam na rotina da garota, que ficava de cama e deixava de ir à escola várias vezes. Em dezembro de 2001, Camila teve a confirmação de que sofria de fibromialgia. Três meses depois, os reumatologistas constataram a síndrome também na irmã, Karina, hoje com 13 anos. Em seguida, foi a vez de a mãe receber o mesmo diagnóstico. "No meu caso, as dores são antigas, concentradas nos braços, e eu achava que poderia ser uma tendinite", afirma ela.

Além da predisposição familiar, especula-se que a fibromialgia esteja relacionada a estresse, ansiedade e traumas emocionais. "Esses problemas podem alterar as funções endócrinas e cerebrais, aumentando a sensibilidade à dor", explica o reumatologista Daniel Feldman.

Foi o que ocorreu com B.M.S.N., 13. Há dois anos ela foi repreendida durante uma aula. "Ela teve uma reação traumática, ficou com medo de ser repreendida novamente e do constrangimento na frente dos colegas", afirma a mãe, D.S.S.N., 44. "Desde então, ela passou a sentir dores, não dormia direito e vivia reclamando de cansaço." Como grande parte dos portadores de fibromialgia, a menina passou por vários médicos antes de a síndrome ser diagnosticada. "Cinco meses depois do diagnóstico, com uso de relaxantes musculares, prática de atividades físicas e o acompanhamento de uma psicóloga, ela já estava melhor", conta a mãe.

Em geral, o tratamento da fibromialgia juvenil é feito por meio de atividades aeróbicas de baixo impacto, como natação e caminhada. Esses exercícios aumentam a produção de endorfina, um neurotransmissor que funciona como anestésico natural e reduz a sensação de dor. Em outros casos, são recomendados acompanhamento psicológico e antidepressivos.

As mães afirmam que, além das dores, que interferem na qualidade de vida, a falta de esclarecimento das pessoas também é um problema enfrentado pelos portadores de fibromialgia. "Para justificar as faltas da Camila, quando ela não conseguia ir à escola, tive que levar um laudo médico detalhado", diz sua mãe. "A diretora não acreditava, dizia que ela era uma menina saudável."

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A série Movimento articular: aspectos morfológicos e funcionais trata dos movimentos dos membros superior e inferior e da coluna vertebr...

Movimento Articular - Aspéctos Morfológicos e Funcionais

Livro - Movimento Articular - Aspéctos Morfológicos e Funcionais

A série Movimento articular: aspectos morfológicos e funcionais trata dos movimentos dos membros superior e inferior e da coluna vertebral. Escritas por docentes e profissionais envolvidos com diferentes áreas da saúde como Fisioterapia, Terapia Ocupacional, Educação Física, Enfermagem e Medicina, as obras trazem informações detalhadas sobre o sistema musculoesquelético e o movimento humano.

Todos os capítulos são inteiramente ilustrados com figuras anatômicas amplas e coloridas, elaboradas por profissionais com conhecimento da anatomia humana. Além disso, foram cuidadosamente adequados e atualizados de acordo com a Terminologia Anatômica Internacional, permitindo que sejam compatíveis com as descrições dos livros de anatomia.

Este primeiro volume trata dos movimentos do membro superior e apresenta um capítulo de Introdução à Biomecânica, que fornece ao leitor as principais informações sobre biomecânica, facilitando o entendimento dos demais capítulos.

Os dois outros volumes apresentarão os movimentos dos membros inferiores e da coluna vertebral.

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Dores intensas nas articulações, principalmente nos joelhos, quadris e ombros, acompanhadas de rigidez e d...

Pacientes de artrose sofrem sem nem desconfiar que estão doentes


Dores intensas nas articulações, principalmente nos joelhos, quadris e ombros, acompanhadas de rigidez e dificuldade de movimentação podem ser sinais de osteoartrite, mais conhecida como artrose. Apesar das dificuldades que todos esses sintomas provocam, dos 10 milhões de brasileiros que sofrem com o problema, apenas 42% dos pacientes sabe que têm artrose e, portanto, contam com acompanhamento médico. 

A conclusão acaba de sair num estudo que compõe o livro Cenário Atual & Tendências da Osteoartrite no Brasil. A pesquisa foi coordenada por pesquisadores do Departamento de Clínica Médica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e da Universidade de São Paulo (USP). A falta de tratamento, de acordo com os especialistas, deve provocar um aumento no número de casos, alcançando 12,3 milhões até 2015. 

A artrose é uma degeneração progressiva das articulações, frequentemente relacionada ao envelhecimento, afetando regiões que suportam mais força ou que sofrem maior desgaste, como o quadril, o joelho e a coluna vertebral. Segundo os autores, a doença se manifesta mais cedo nos homens, principalmente nos joelhos antes dos 60 anos, e no quadril após essa idade. Nas mulheres, os índices aceleram após a menopausa. 

Você protege suas articulações?

Quem nunca sofreu com dores nas costas, joelhos o nos ombros? "Quando não é tratada, essa dor pode evoluir para problemas como artrose, artrite e gota", afirma a reumatologista Maria Angela do Amaral Gurgel, dos Hospital Sírio Libanês. Todos esses problemas e mais uma lista enorme compõem o que, genericamente, é chamado de reumatismo, conjunto de doenças relacionadas às articulações. Tire as suas dúvidas sobre esse tipo de incômodo e previna-se das doenças:

Fazer exercícios físicos prejudica as articulações?

Não, eles inclusive fortalecem as articulações. Segundo a reumatologista Maria Angela do Amaral Gurgel, a prática de exercícios físicos é essencial para manter as articulações funcionando bem, já que as atividades físicas ajudam a melhorar o equilíbrio e controlar o excesso de peso. "Além disso, exercícios que fortalecem os músculos diminuem a sobrecarga nas articulações e favorecem o alívio de dores", afirma o reumatologista Pablius Braga, do Hospital Nove de Julho.

Que alimentos ajudam a proteger as articulações?

A ingestão de alimentos ricos em cálcio e vitamina D, como leite e seus derivados, couve e espinafre, é importante para manter a densidade dos ossos elevada, evitando desgastes e problemas como a osteoporose. "A dieta não tem efeito direto em doenças como artrite, mas o fortalecimento dos ossos é um benefício associado", afirma Maria Angela.

Quem fica muito tempo na mesma posição prejudica as articulações?

Quanto mais as articulações são usadas, maior será sua lubrificação e sua eficiência. Por isso, pessoas que permanecem sentadas por longos períodos possuem mais chances de sofrer dores nas articulações do corpo.

O sobrepeso e obesidade são fatores de risco para dores articulares?

O aumento de peso causa uma sobrecarga nas articulações, fazendo com que as pessoas tenham mais dor o local. "Além disso, pessoas que estão com excesso de peso normalmente têm hábitos sedentários e músculos menos tonificados, o que piora o problema", afirma Maria Angela do Amaral Gurgel.

O consumo de álcool pode causar dores nas articulações?

Assim como as proteínas e gorduras, o álcool aumenta a concentração de ácido úrico no sangue. Para quem apesenta dificuldades para expelir esse componente através da urina, o consumo de bebidas alcoólicas pode desencadear o acúmulo de ácido úrico nas articulações, aumentando a dor e o desconforto.

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A artrose, a artrite reumatóide e outras doenças que afetam as articulações causam muita dor e, em casos graves, impedem as pessoas de ...

Artroplastia é alívio para a dor


A artrose, a artrite reumatóide e outras doenças que afetam as articulações causam muita dor e, em casos graves, impedem as pessoas de realizar atividades simples como andar ou subir escadas. Isso porque causam o desgaste das cartilagens que cobrem os ossos. E o contato das extremidades desprotegidas provoca desconforto e até imobilidade. Várias medidas podem ser tomadas para desacelerar o processo de desgaste e amenizar os sintomas. Fisioterapia e tratamento com analgésicos e condroprotetores são os mais usados. Manter-se no peso ideal para não sobrecarregar as articulações e diminuir o esforço físico também são alternativas. Mas quando a doença está em um estágio avançado, deformando a articulação afetada, a única solução para voltar a ter uma vida normal e sem sofrimento é a artroplastia – cirurgia em que a cartilagem danificada é substituída por próteses de metal e de plástico que impedem o contato direto dos ossos. As artroplastias mais comuns são de joelho e de quadril, mas a cirurgia pode ser realizada em qualquer articulação: ombro, dedos da mão, cotovelo, tornozelo e até coluna. "O principal objetivo do procedimento é tirar a dor e permitir que o paciente realize as suas funções normais", explica o ortopedista Paulo Alencar, do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (UFPR). De acordo com o ortopedista José Ricardo Pécora, do grupo de joelho do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP), estima-se que no Brasil sejam realizadas cerca de 70 mil artroplastias por ano. Nos Estados Unidos, são 450 mil.

Tudo indica que o número cresça nos próximos anos. "Com o aumento da expectativa de vida e a busca por qualidade de vida, é natural que as pessoas procurem a artroplastia para se manter ativas por mais tempo", explica. Para o médico Paulo Alencar, as artroplastias são uma das cirurgias mais seguras que existem, pois são minimamente invasivas, realizadas por navegação cirúrgica. "Em 95% dos casos, não existe nenhuma complicação. O risco de infecções é de apenas 1%", aponta. Entretanto, a cirurgia apresenta desvantagens. A principal delas é a durabilidade das próteses, entre 10 e 15 anos. Alguns fatores, porém, podem prolongar a vida útil das peças. "Se o paciente manter o peso controlado, não exercer atividades muito intensas e não tiver problemas como osteoporose ou deformidades ósseas, sua prótese poderá durar até 20 anos", enumera Alencar. O principal objetivo dos pesquisadores no momento é criar uma prótese com durabilidade máxima para que a substituição das peças não seja necessária. "Geralmente, quando um paciente faz a cirurgia após os 60 anos, não precisa enfrentar uma nova cirurgia. Mas se criarmos próteses que duram 50 anos, os mais jovens também não precisarão se preocupar", prevê.

Vida nova

O empresário José Ferreira, 55 anos, realizou a artroplastia de quadril há seis meses. "Eu tinha dores horríveis, só caminhava de bengala e como atuo na área de construção civil, não conseguia mais trabalhar. A cirurgia foi a única solução, pois já tinha tentado de tudo. Felizmente, a operação correu tranquilamente e a recuperação foi muito rápida. Em 20 dias eu já estava no escritório e um mês depois estava dirigindo", conta. Exercícios de impacto não são recomendados, mas pacientes que realizaram a cirurgia podem andar de bicicleta, caminhar e praticar esportes como tênis e natação. "Até mesmo um leve trote é permitido", garante Pékora.

Células-tronco podem reconstruir a cartilagem

Uma alternativa às próteses de metal está chegando ao Brasil pelas mãos de um médico curitibano. O especialista em cirurgia de joelho Alcy Vilas Boas participou na Alemanha do desenvolvimento de uma nova técnica para o tratamento biológico das lesões de cartilagem, a partir da utilização de células-tronco. A artroplastia de desbridamento e abrasão, também conhecida como bioprótese, reconstroi a cartilagem do local onde houve perda, provocada por lesão traumática ou degenerativa (artrose), por meio de uma artroscopia (cirurgia minimamente invasiva). Durante a cirurgia, o tecido lesionado e cerca de 2 milímetros do osso, que ficou endurecido por causa do atrito, é removido. O local é desgastado até deixar exposto um osso sadio, e perfurado até a medular do osso. Esta ação causa um sangramento que faz brotar as células-tronco mesenquimais e forma um coágulo sobre a lesão, que se transforma em novas células de cartilagem. Uma técnica ainda mais avançada é a retirada de células tronco da medula óssea. "Essas células são mais potentes. Fazemos uma punção da medula óssea, multiplicamos essas células em laboratório e as injetamos no joelho. As futuras gerações ainda poderão adquirir células-tronco do cordão umbilical", explica Vilas Boas. A técnica, fruto de pesquisas desenvolvidas há cerca de 25 anos na Europa e nos Estados Unidos, também pode ser aplicada em outras articulações como ombro, tornozelo, quadril e coluna. A bioprótese é especialmente vantajosa para pessoas jovens que sofrem de artrose. "A prótese metálica tem vida útil curta, principalmente se a pessoa é muito ativa. Quando a cartilagem é reconstruída, não há essa preocupação." O procedimento só não é indicado para pacientes quimioterápicos, com doenças metabólicas ou com artrite reumatoide. Como todo o procedimento é realizado com apenas dois cortes de aproximadamente 0,5 centímetro cada, o risco de infecção e de trombose é menor. Como não há gastos com a fabricação da prótese (que custa em torno de R$ 9 mil), o preço da cirurgia também cai pela metade. "Estou desenvolvendo a técnica junto com o departamento de engenharia de tecidos da Pontifícia Universidade Católica do Paraná e em cerca de dois meses já estará disponível", conta o médico. (JK)

Medicamento após cirurgia

Após toda cirurgia realizada nos membros inferiores existe o risco de desenvolver a formação de coágulos no interior das veias profundas, que bloqueiam o fluxo sanguíneo. Quando um fragmento desse coágulo se desloca para os pulmões ocorre a embolia pulmonar, que pode levar à morte. Por isso é importante o tratamento preventivo. "Ele deve ser realizado com anticoagulantes por pelo menos dez dias após a artroplastia de joelho e de 28 a 35 dias após a de quadril", explica o ortopedista José Ricardo Pékora, do Hospital de Clínicas da USP. Um novo medicamento, o exetilato de dabigratrana, do laboratório Boehringer Ingelheim do Brasil, promete tornar o tratamento mais acessível. Além de ser oral, dispensa o monitoramento constante do paciente.

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A designação de osteoartrose ou osteoartrite do tornozelo é uma doença reumática por desgaste dessa articulação que traz muitos problemas p...

Consequencias de uma artrose de tornozelo


A designação de osteoartrose ou osteoartrite do tornozelo é uma doença reumática por desgaste dessa articulação que traz muitos problemas para quem sofreu um acidente ou uma torção do tornozelo e não cuidou do problema no estágio inicial. Alem dos exames de imagem radiografia, tomografia, ressonância magnética agora existe um exame que avalia a função do pé e tornozelo de uma maneira biomecânica mais objetiva usando a pedobarografia dinâmica.

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M Horisberger e colaboradores , ortopedistas da Universidade de Basel, Suíça exploraram as características da distribuição da pressão plantar em uma em 120 pacientes (mulheres: 54; homens: 66) sofrendo de osteoartrite do tornozelo pós-traumática de estágio final .

O exame clínico consistiu de uma avaliação do escore de retropé( patê de traz do pe) da American Orthopaedic Foot and Ankle Society, um escore de dor, a amplitude de movimento para flexão plantar e dorso-flexão e o índice de massa corporal. Parâmetros radiológicos incluíram o alinhamento tíbio-talar ( tíbia e calcanhar)radiológico e a classificação de osteoartrite do tornozelo radiológica. Os parâmetros da distribuição da pressão plantar foram avaliados utilizando pedobarografia dinâmica.

A comparação intra-individual comparando o pé afetado e o oposto revelou diferenças significativas para vários parâmetros: a força máxima e a área de contato foram diminuídas em todo o pé com osteoartrite. A pressão de pico na área de retropé e dos dedos foi diminuída também. Nenhuma correlação pôde ser encontrada entre os dados da pedobarografia e os parâmetros clínicos, tais como o escore de retropé, o escore de dor e a amplitude de movimento. Entretanto, os resultados indicaram uma correlação positiva entre os parâmetros da dorso-flexão e os da pedobarografia.

Os autores concluíram que a osteoartrite do tornozelo pós-traumática de estágio final leva a alterações significativas na distribuição da pressão plantar e que isso poderia ser interpretado como uma tentativa do paciente de reduzir a carga de sustentação de peso no tornozelo doloroso. Afirmaram ainda que outras explicações incluem a deformidade óssea e o mau-alinhamento do tornozelo, como uma consequência tanto do trauma inicial quanto do próprio processo degenerativo, atrofia por desuso de músculos circundantes relacionada à dor ou cicatrização de tecido mole.

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