Cirurgia  (a artroscopia) ou fisioterapia? Para quem sofre com algum problema nos joelhos, osteartrite ou rompimento de menisco, essa é ...

Fisioterapia no tratamento de problemas no joelho


Cirurgia  (a artroscopia) ou fisioterapia? Para quem sofre com algum problema nos joelhos, osteartrite ou rompimento de menisco, essa é a dúvida. E foi justamente esse o enfoque de uma reportagem do jornal Zero Hora, relatando a realização de um estudo da Escola de Medicina da Universidade de Harvard, cuja conclusão foi favorável à fisioterapia, método que, segundo os pesquisadores, pode dar bons resultados. Aliás, conforme Jeffrey Katz, professor da instituição, não existe um tratamento único e melhor: "Os resultados mostram que tanto as pessoas tratadas com fisioterapia  como com cirurgia no joelho apresentam notável melhora".

Para explicar um pouco mais sobre o tema, o reumatologista Hilton Seda, membro da Comissão de Osteoartrite da SBR, diz que, na verdade, desde a década de 40, sabe-se que a retirada cirúrgica do menisco do joelho (meniscectomia) é capaz de determinar o aparecimento de artrose radiológica, não necessariamente sintomática, nessa articulação. Tal fato ocorre em cerca de 20% a 40% dos casos, após dez anos, diz Seda.  "A meniscectomia, portanto, aumenta o risco dessa complicação, risco que depende também de outros fatores, como predisposição e idade.", diz ele, ressaltando que, em virtude desse conhecimento, foi estabelecido um critério para o tratamento das lesões meniscais (clínico/fisioterápico ou cirúrgico artroscópico), dependendo do padrão de gravidade da lesão.

Assim, segundo o reumatologista, não se pode afirmar que o estudo em questão é inédito, enfatizando que o valor do trabalho de Jeffrey N. Katz et al , apresentado em 2012 no Congresso do American College of Rheumatology, está no fato de ser uma investigação multicêntrica, randomizada e controlada com o expressivo número de 351 pacientes com lesão meniscal sintomática e lesões osteoartríticas, diagnosticadas  através de ressonância magnética, que foram divididos em dois grupos: 174 submetidos a meniscectomia parcial artroscópica  e 177 não operados. "As conclusões preliminares sugerem que, em ambos os grupos, houve substancial melhora do estado funcional após seis meses", ressalta.

Tratamento

Falando particularmente sobre os métodos de tratamento da osteoartrite, Seda explica que, em qualquer das suas localizações, jamais é feito com procedimentos isolados e sim através de um conjunto de medidas, não só farmacológicas (uso de medicamentos de ação sintomática ou de possível atuação na patogenia da doença) como não farmacológicas (educação do paciente, reuniões de grupo, etc.) onde se inclui a fisioterapia que tem papel saliente na terapêutica. É importante ressaltar, diz Seda, que cada vez mais se dá valor às medidas não farmacológicas.

Quanto à cirurgia, ele diz que praticamente não há casos em que seja recomendada de imediato. "A cirurgia só é cogitada depois que fracassam as medidas citadas acima", esclarece. No caso de ser preciso proceder à astroscopia, Seda explica que o procedimento é uma endoscopia articular (visualização do interior da junta) realizada com o uso de um aparelho chamado artroscópio, inserido na articulação através de um pequeno corte. "É um procedimento minimamente invasivo que serve tanto para diagnóstico como para tratamento cirúrgico de determinadas patologias."

Em relação ao que cita a reportagem do jornal Zero Hora, de que há eventualidade de o número de cirurgias realizadas no mundo seja maior do que a real necessidade, Seda afirma que, em relação a reparo de meniscos lesionados, é possível que um certo exagero ocorra.

No caso de ser prescrito um procedimento fisioterápico, Seda diz que não há uma "receita de bolo" para o método, que vai depender de cada caso: com ou sem sinais inflamatórios, presença ou não de atrofia muscular, limitação de movimentos, etc. "Um objetivo importante é o fortalecimento do quadríceps, musculatura muito importante na estabilidade do joelho", diz Seda, ressaltando que o tempo de tratamento varia de acordo com as circunstâncias clínicas. E é importante ressaltar, diz o reumatologista, que tal tratamento deve ser conduzido por um profissional habilitado – o fisioterapeuta –, mas sempre por prescrição médica. "Também pode ser realizado por médico especialista em medicina física – o fisiatra", esclarece.

Autoria: HILTON SEDA

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A Fisioterapia aquática é a prática de exercícios terapêuticos ou preventivos em piscinas aquecidas associada ou não a manuseios, mani...

Fisioterapia aquática para doenças reumáticas

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A Fisioterapia aquática é a prática de exercícios terapêuticos ou preventivos em piscinas aquecidas associada ou não a manuseios, manipulações, hidromassagem e massoterapia, configurada em programas de tratamento específicos para cada paciente.

A fisioterapia aquática vem sendo indicada e utilizada por médicos e fisioterapeutas em diversos programas de reabilitação multidisciplinares, principalmente na área reumatológica. A expansão e aceitação dessa técnica de reabilitação resultam da resposta positiva dos pacientes e da alta taxa de sucesso quanto a resultados e, às vezes, é o único meio que permite a movimentação do paciente com doença reumática.

O fisioterapeuta realiza uma avaliação e projeta um programa de exercícios que se adeque às necessidades individuais e, ao mesmo tempo, monitora, a cada sessão, os níveis de fadiga e dor, entusiasmo, motivação e ganhos funcionais do paciente. Reavaliações são realizadas periodicamente para determinar e graduar o nível de recuperação e traçar novos objetivos para evoluir as habilidades do meio aquático para o uso de tais habilidades no dia a dia do paciente.

Nas doenças reumatológicas, a maioria das complicações ocorrem nas articulações. As lesões articulares primárias específicas da doença ou a disfunção ortopédica secundária ao esforço anormal sobre estruturas frágeis do corpo podem resultar em disfunções do tronco, extremidades superiores e inferiores, o que acaba por alterar a biomecânica da postura, marcha e amplitude de movimento, por exemplo, deformidades articulares, fraqueza muscular (tendinite, bursite, etc.).

Na piscina, o calor da água que circunda a articulação alivia a dor e relaxa a musculatura periarticular.  A flutuação  proporciona a diminuição da tensão sobre as articulações. A limitação da movimentação, assim como a rigidez articular, são reduzidas devido ao alívio da dor e da sustentação das articulações pela flutuação, durante a movimentação.

A fraqueza da musculatura periarticular de uma ou mais articulações afetadas, assim como outros problemas como a frouxidão ligamentar, alterações do funcionamento biomecânico e/ou manifestações extra-articulares são trabalhadas através de exercícios. A flutuação também pode ser utilizada como auxilio do exercício e gradualmente ser reduzida para dar maior resistência ao movimento. A capacidade funcional é restabelecida gradativamente com a melhora da atividade muscular e articular do paciente, restabelecendo a sua confiança e capacidade de realizar movimentos também fora da água.

Principais objetivos com os exercícios
-Alívio da dor e do espasmo muscular;
-Manutenção ou restauração da força muscular em torno das articulações dolorosas;
-Redução da deformidade e aumento da amplitude de movimentação em todas as articulações afetadas;
-Manutenção da amplitude de movimentação e força muscular das articulações não afetadas;
-Restauração da confiança e reeducação da função.

Rotina terapêutica dos pacientes pode incluir a hidrocinesioterapia, que é constituída de:
1. Exercícios isolados de membros superiores, membros inferiores e tronco para fortalecimento e ganho de amplitude de movimento;
2. Exercícios de alongamento para aumentar a flexibilidade;
3. Treinamento de marcha, propriocepção e iniciação de sustentação do peso;
4. Técnicas de posicionamento usadas para diminuir a dor;
5. Trabalho de condicionamento geral;
6. Exercícios para coordenação, equilíbrio, agilidade.

Indicações da fisioterapia aquática para pacientes reumáticos
Existem, também, técnicas específicas de exercícios usadas em combinação e adaptadas aos pacientes individualmente. Cada técnica contribui de alguma maneira para a estabilização apropriada das articulações, recuperando os padrões de movimentos sinérgicos normais. Podemos utilizar a técnica de "Bad Ragaz" ou "método dos anéis", a técnica de Watsu e outras já explicadas anteriormente.

- Alto nível de dor
- Desvios de marcha
- Mobilidade diminuída
- Contraturas musculares
- Fraqueza muscular
- Coordenação limitada
- Transferência de peso inadequada
- Diminuição de resistência muscular
- Flexibilidade diminuída
- Disfunções posturais
- Propriocepção deficiente

Patologias reumáticas mais frequentes tratadas na fisioterapia aquática
- Disfunções da coluna vertebral
- Osteoartrite/osteoartrose
- Fibromialgia
- Espondiloartropatias
- Artrite reumatoide

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O termo reumatismo, embora consagrado, não é um termo adequado para denominar um grande número de diferentes doenças que tem em comu...

Influência dos recursos manuais em Doenças Reumáticas



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O termo reumatismo, embora consagrado, não é um termo adequado para denominar um grande número de diferentes doenças que tem em comum o comprometimento do sistema músculo-esquelético, ou seja, ossos, cartilagem, estruturas peri-articulares (localizadas próximas às articulações, tendões, ligamentos, fáscias, etc) e/ou de músculos.

Ao contrário do que ocorre com doenças cardíacas, neurológicas ou gastrintestinais, que podem ser definidas como doenças que acometem determinado órgão ou sistema, o conceito de que as doenças reumáticas são as doenças que acometem o sistema osteo-articular nem sempre é correto, pois, muitos pacientes com doenças reumáticas podem não apresentar queixas articulares, ósseas ou comprometimento de tecidos peri-articulares, mais sim de órgãos diversos, como rins, coração, pulmões, pele e etc.

A massoterapia alivia dores musculares e estimula a circulação sangüínea. Além disso, a massagem auxilia o sistema linfático, o que ajudaria a eliminar os resíduos metabólicos no corpo. A drenagem linfática utiliza a massagem para esvaziar os líquidos e resíduos metabólicos e estimular a circulação linfática.

A massagem como terapia de reabilitação tem sua aplicação bastante conhecida por causa do futebol, onde quase todos os times contam com um massagista para auxiliar na recuperação muscular e ajudar na reabilitação em alguns casos de lesões. Massoterapia ainda tem aplicação na prevenção de distensões e lesões, que podem acontecer por causa excesso de tensão. Por esse efeitos é que a massoterapia é uma ferramenta muito boa no tratamento de doenças reumáticas.

1. Classificação das Doenças Reumáticas

Apenas didaticamente, poderemos classificar as doenças reumáticas, de acordo com os mecanismos de lesão ou localização preferencial da doença em:


1.1. Doenças Difusas do Tecido Conjuntivo

Doenças que cursam com inflamação do tecido conjuntivo e que estão relacionadas aos distúrbios do sistema imunológico, que passam a reagir contra uma célula, tecido ou outro antígeno do próprio organismo:

a) Lúpus Eritematoso Sistêmico;

b) Artrite Reumatóide;

c) Esclerose Sistêmica;

d) Doença Muscular Inflamatória (Polimiosite e Dermatomiosite);

e) Síndrome de Sjögren;

f) Policondrite Recidivante;

g) Doença Mista do Tecido Conjuntivo (Doença de Sharp);

h) Síndrome do Anticorpo Antifosfolípide;


1.2. Vasculites Sistêmicas

a) Arterite De Takayasu;

b) Granulomatose de Wegener;

c) Arterite Temporal;

d) Doença de Behçet;


1.3. Espondiloartropatias

Doença inflamatória da coluna vertebral podendo ou não causar artrite em articulações periféricas e inflamação em outros órgãos como o olho.

a) Espondilite Anquilosante;

b) Síndrome de Reiter;

c) Espondiloartropatia da Psoríase;

d) Espondiloartropatia das Doenças Inflamatórias Intestinais;

e) Espondiloartropatias Reativas;


1.4. Doenças Osteometabólicas

Doença que afetam principalmente os ossos.

a) Osteoporose;

b) Osteomalácea;

c) Doença de Paget;

d) Hiperparatiroidismo;


1.5. Doenças Articulares Degenerativas

Doenças degenerativas que afetam as articulações.

a) Osteoartrose Primária;

b) Osteoartrose Secundária (secundária a acromegalia, fraturas, má formação da articulação e ossos, etc.);


1.6. Artropatias Microcristalinas

Doenças articulares causadas por microcristais.

a) Gota;

b) Condrocalcinose;

c) Artrite por hidroxiapatita;

d) Artrite por outros microcristais;


1.7. Artropatias Reativas

Doenças reumáticas associadas a processos infecciosos.

a) Artrites Infecciosas (infecção dentro da articulação);

b) Osteomielite (infecção no osso);

c) Artrite Reativa (artrite secundária a processo infeccioso localizado em outros locais Ex: Chlamídia, Viroses, Amidalite e etc);

d) Febre Reumática;

e) Doença de Lyme;


1.8. Reumatismos Estra-Articulares

Doenças que acometem estruturas próximas às articulações, mas não afetam a articulação propriamente dita.

a) Fibromialgia;

b) Dor Miofascial ;

c) Tendinites (de ombro, de extensores e flexores dos dedos, etc);

d) Bursites (do ombro, do trocanter, etc);

e) Esporões do calcâneo;

f) Fasceíte Plantar;

g) Epicondilite;


1.9. ARTRITES INTERMITENTES


a) Febre Familiar do Mediterrâneo;

b) Reumatismo Palindrômico;

c) Hidrartrose Intermitente;


1.10. Artropatias Secundárias a outras Doenças não Reumáticas

Queixas osteo-articulares que podem ocorrer na evolução de outras doenças.

a) Diabetes mellitus;

b) Hipotiroidismo;

c) Hiperteiroidismo;

d) Tumores (ósseos, articulares, tecidos peri-articulares)

As causas, tratamentos e conseqüências das diversas doenças reumáticas podem ser muito diferentes, razão pelo qual se torna importante saber qual a doença de cada paciente, ao invés de simplesmente classificar como tendo uma doença reumática.

Os termos "reumatismo" ou "doença reumática", na realidade, nada significam, pois não são diagnósticos. O médico deve procurar identificar qual doença que cada paciente tem.

Quando alguém diz que tem artrite significa apenas que tem inflamação da articulação, que pode ser evidenciado por dor, edema (inchaço) e calor na junta. A artrite é uma manifestação comum à maioria das doenças reumáticas que comprometem as articulações. Portanto, artrite não é um diagnóstico. O paciente deve procurar saber o diagnóstico exato de sua doença e não se satisfazer com o diagnóstico de "reumatismo", "doença reumática" ou de "artrite".

Muitas dessas doenças são de evolução crônica e necessitam tratamento prolongado, mas a evolução e o prognóstico são muito variáveis, de doença para doença e de paciente para paciente, assim ao contrário do que se diz popularmente não é uma "doença de velho", mas sim pode também acontecer em qualquer idade, inclusive em crianças recém-nascidas. Como o tratamento dependerá do tipo de doença e do paciente em si, o diagnóstico correto e o tratamento adequado é fundamental, para um prognóstico mais favorável.

As doenças reumáticas não são contagiosas e podem ser causadas ou agravadas por fatores genéticos, traumatismos, trabalho intenso, obesidade, sedentarismo, estresse, ansiedade, depressão e alterações climáticas.


2. Sintomas


Em geral há muita dor local ou generalizada, com inflamação e incapacitação física, temporária ou progressiva. Quem tem alguma doença reumática pode apresentar:

1)    Dor e calor nas articulações,

2)    Edema ("inchaço"),

3)    Rigidez matinal (dificuldade para movimentar as articulações ao acordar de manhã),

4)    Fraqueza muscular e, conforme a patologia, lesões de pele, dor de cabeça, queda de cabelo, fadiga, emagrecimento e febre


3. Tratamento


O tratamento das doenças reumáticas visa à prevenção das deformidades e a recuperação funcional, através do controle da inflamação e da degeneração articular.
Os principais objetivos do tratamento para as doenças reumáticas são:

* Diminuição da dor

* Relaxamento muscular

* Aumento da amplitude de movimento articular

* Aumento da força e resistência muscular

* Prevenção das deformidades

* Recuperação das atividades funcionais


4. Histórico da Massoterapia

Em 1952, Gertrude Beard (1887-1971) escreveu que massagem "é o termo usado para designar certas manipulações dos tecidos moles do corpo; estas manipulações são efetuadas com maior eficiência com as mãos e são administradas com a finalidade de produzir efeitos sobre os sistemas nervoso, muscular e respiratório e sobre a circulação sangüínea e linfática local e sistêmica".

A massagem tem sido usada nas técnicas de cura do Oriente há milhares de anos. Porém é impossível precisar onde e como surgiu a prática da Massoterapia, uma vez que os registros são muito antigos e oriundos de civilizações e culturas diversas Nas pinturas murais, na arte tumular, na cerâmica, em xilografias e desenhos ficou o registro do uso das técnicas de massagem na China, Japão, Egito Antigo e Pérsia (Irã) há mais de 5.000 anos. Os sacerdotes egípcios recebiam massagens após seus banhos, com aplicação de óleos aromáticos, na China, o livro mais antigo do qual se tem conhecimento chama-se Clássico da massagem de Qi Bo e do imperador Amarelo, datado de 300 a.C. Seus exemplares não resistiram ao tempo, e a obra mais antiga que chegou aos nossos dias é Han Quan Shu (O livro de massagem da dinastia Han). Escrito aproximadamente em 150 d.C., é composto de dez volumes.

No Ocidente, a massagem era utilizada nas medicinas grega e romana – até mesmo Hipócrates, o "pai da medicina", recomendava "esfregar" para ajudar o corpo. Gregos e romanos eram adeptos da massagem para relaxamento e prevenção de doenças. O uso clínico da massagem desapareceu dos países europeus durante a Idade Média, por considerarem o toque no corpo como pecaminoso e se esquecendo do trabalho terapêutico.

E só no século XVI ressurgiu no ocidente – inicialmente na França, Suécia e Holanda, quando o cirurgião francês Ambroise Paré começou a incentivar o retorno de sua prática. Em 1968, o médico holandês desenvolveu algumas técnicas, baseando-se nos então recentes conhecimentos da fisiologia, ciência emergente na época. Desde então, a massagem começou a ser conhecida e aceita como método terapêutico nos meios acadêmicos. Contudo, foi na Suécia que o método ganhou um impulso mais forte, dando origem à atual escola de massagem sueca e a todas as outras escolas espalhadas por todo o mundo.

Com a imigração no inicio do século XX dos orientais para o Brasil, vieram muitos Práticos e Médicos que introduziram na sociedade brasileira as Técnicas de Massagem como instrumental terapêutico.

A partir de 1978 a mídia impressa nacional começou a divulgar anúncios das "famosas casas de massagem for man", em 1979 o consagrado massagista Mário Américo foi preso por exercício ilegal da Medicina acusado de receitar medicamentos. Com o aumento da procura pôr Profissionais cada vez mais qualificados, houve a necessidade de aperfeiçoamento do Profissional Massagista e, após várias reuniões o estudioso profissional de Massagem Professor Wilson Correa De Moura, que então militava no Distrito Federal, decidiu abraçar a bandeira da promoção, defesa, valorização e dignificação dos verdadeiros profissionais de massagem no Brasil e, depois de vários contatos com colegas da área, médicos e autoridades da área de saúde, decidiu adaptar o termo "masoterapia" da língua Espanhola, traduzindo para a língua Portuguesa com a palavra massoterapia.


5. Fundamentos Técnicos da Massagem

A administração da massagem é um processo essencialmente mecânico e seus efeitos variam de acordo com certas peculiaridades técnicas.

A massagem pode ser executada tanto com as mãos – o método mais recomendável – como por intermédio de aparelhos vibradores.

Embora a massagem constitua um recurso físico de tratamento, seus efeitos mais importantes são geralmente obtidos a partir de fenômenos reflexos que é capaz de desencadear.

Sabe-se que qualquer excitação, atuando sobre o organismo, pode determinar uma resposta reflexa motora ou visceral.

O reflexo motor se traduz pelo movimento ou pela contração muscular, deslocamento de um segmento corporal ou até mesmo de todo o corpo.

O reflexo visceral evidencia-se por uma modificação funcional, imediata ou mediata. Assim, a excitação cutânea provocada pela mensagem pode atuar sobre as estruturas nervosas e determinar alterações sobre músculos esqueléticos e lisos, sobre os vasos superficiais e profundos, sobre as vísceras. Mas, é preciso ressaltar que os efeitos gerais produzidos pelas manobras de massagem, variam de acordo com o ritmo, intensidade, progressão e velocidade.

Pode-se afirmar baseado na observação e na experiência, que as manobras de massagem lentas possuem efeito calmante, analgésico e antiespasmódico, enquanto as manobras rápidas determinam efeito estimulante, circulatório, circulatório e desintoxicante.


6. Indicações da Massosterapia

Todas as técnicas e métodos utilizados pela Massoterapia se destinam àqueles que necessitam do toque direto no corpo e/ ou da massagem, para manter o estado de equilíbrio. O toque utilizado pela Massoterapia pode ser mais profundo ou mais sutil, de acordo com o objetivo da especialidade, tal como atuar na estrutura mecânica do corpo, estimular ou sedar algum estado energético e/ou fisiológico, conduzir a autoconsciência ou trabalhar campos energéticos.

1 - Indicação higiênica: manter e promover a saúde, prevenir desequilíbrios, contribuir na promoção do bem estar e da melhor qualidade de vida.

2 - Indicação complementar: usada como técnica completar a outros recursos fisioterpaeuticos.


7. Ação da Massoterapia


As ações primárias da massoterapia são:

1 - maximizar a circulação da energia vital pelo corpo

2 - estimular a circulação de uma forma geral

3 - auxiliar no combate de dores

4 - contribuir para a organização do tônus muscular

5 - contribuir para a normalização das funções fisiológicas

6 - auxiliar na administração das tensões e do estresse


8. Efeitos da Massagem


8.1. Efeitos Macânicos

Os movimentos de compressão, tração, estiramento, pressão e fricção exercem efeitos mecânicos nos tecidos. As forças mecânicas associadas a cada técnica afetam os tecidos de diversas formas.

O efeito principal da massagem consiste em produzir estimulação mecânica dos tecidos por meio de uma pressão e estiramento ritmicamente aplicados.

A pressão comprime os tecidos moles e distorce as redes de receptores nas terminações nervosas. O estiramento aplica tensão nos tecidos moles e distorce os plexos dos receptores nas terminações nervosas. Ao aumentar os lumens dos vasos sangüíneos e espaços dos vasos linfáticos, estas duas forças afetam a circulação capilar, venosa, arterial e linfática.

A massagem produz estimulação mecânica nos tecidos, por aplicação rítmica de pressão e estiramento. A pressão comprime os tecidos moles e estimula as redes de receptores nervosos; o estiramento aplica tensão sobre os tecidos moles e também estimula as terminações nervosas receptoras.

Na pele pode-se observar hiperemia e aumento da temperatura em torno de 1 a 3°C devido à vasodilatação, além da esfoliação de células mortas. Além disso, a massagem pode auxiliar na cicatrização tecidual com o objetivo de prevenir a formação de aderências.


8.1.1 Manobras

As manobras de deslizamento superficial a profundo bem como a fricção produzem dois efeitos:

1)    Produzem um "esgotamento" nas terminações nervosas livres responsáveis pela percepção de dor, fazendo com elas deixem de sinalizar e dessa forma o estímulo de dor deixa de ser enviado ao SNC;

2)    O deslizamento superficial e a fricção estimulam receptores táteis que atuam no mecanismo de controle das comportas, produzindo assim um efeito analgésico.

8.1.2 Movimentos de:

•    linfa;

•    sangue venoso;

•    secreções pulmonares;

•    edema;

•    conteúdo intestinal;

•    conteúdo de hematomas.


8.2.1 Efeitos Fisiológicos sobre o Sistema Circulatório


A massoterapia promove vasodilatação periférica por dois mecanismos:

1)    Promove um aumento da temperatura local;

2)    Provoca a liberação de histamina pela micro circulação que tem um efeito vasodilatador sobre esses vasos.

Além disso, a massoterapia auxilia a circulação de retorno, auxiliando dessa forma no tratamento de edemas.

A vasodilatação promove a reabsorção mais rápida das substâncias algogênicas como as prostaglandinas, as prostaciclinas, a bradicinina o potássio, etc., que diminuem o limiar de excitabilidade do receptor de dor, promovendo assim analgesia.

A massagem pode aumentar transitoriamente o fluxo sangüíneo.

O movimento da linfa nos capilares linfáticos depende de forças externas ao sistema linfático, dessa forma, a massagem pode beneficiar o fluxo linfático.


8.2.2. Efeitos Fisiológicos sobre o Sistema Nervoso


As manobras de deslizamento superficial a profundo bem como a fricção produzem dois efeitos:

1)    Produzem um "esgotamento" nas terminações nervosas livres responsáveis pela percepção de dor, fazendo com elas deixem de sinalizar e dessa forma o estímulo de dor deixa de ser enviado ao SNC;

2)    O deslizamento superficial e a fricção estimulam receptores táteis que atuam no mecanismo de controle das comportas, produzindo assim um efeito analgésico.

A massagem superficial aplicada na região abdominal promove o relaxamento dos órgãos através de um reflexo conhecido como reflexo cuti-visceral, onde o estímulo na pele provoca o relaxamento do órgão, como no caso de cólicas menstruais ou; quando aplicado na forma profunda, ajuda no peristaltismo intestinal, no caso da constipação intestinal.

Atua sobre o sistema nervoso autônomo promovendo um relaxamento global no corpo.
Métodos diferentes de aplicação da massagem fornecerão variações sutis de input aferente que sucessivamente podem causar vários efeitos como sedação ou estimulação.

Os receptores de dor não são facilmente adaptativos, então se substâncias químicas prejudiciais estiverem presentes como resultado de uma lesão, os sinais de dor provavelmente serão deflagrados e enviados para o SNC. A massagem usada adequadamente em áreas periféricas acessíveis de dano, tem um efeito positivo na redução da dor. Especula-se que sob essas circunstâncias a massagem pode causar alterações na circulação local de tal maneira que cause a redução ou eliminação dessas substâncias nocivas causando analgesia.


8.2.3. Efeitos Fisiológicos sobre o Sistema Musculoesquelético


A contração muscular produz catabólitos que são liberados no próprio músculo provando dor. A massagem auxilia a absorção dessas substâncias levando a diminuição da dor.

O catabolismo muscular ocorre em toda situação de estresse orgânico ou emocional devido ao aumento da produção de cortisol, hormônio da glândula supra- renal. As pessoas tensas e angustiadas produzem maiores quantidades de cortisol durante todo o dia. Durante os exercícios também ocorre grande aumento na produção de cortisol. Também contribuem para a degradação do tecido muscular a desidratação dos músculos durante os exercícios, e o aumento da concentração de amônia decorrente das reações químicas que liberam energia a partir da molécula de ATP e o ácido lático.

Com a massagem essas substâncias são eliminadas mais rapidamente evitando o aparecimento de dores musculares e câimbras.

A massagem promove um relaxamento global, diminuindo dessa forma a tensão muscular e a tensão emocional do dia a dia, diminuindo assim a produção de cortisol, melhorando a performance muscular.

A massoterapia favorece o anabolismo: são processos metabólicos que implicam na construção de moléculas a partir de outras. A síntese protéica, a síntese de ácidos graxos e a síntese de hormônios são exemplos de reações anabólicas.

A massagem tem sido utilizada para promover o relaxamento do músculo e, dessa forma, aliviar a dor causada por tensão muscular.
A massagem possibilita que o músculo tenha uma maior resistência para as suas contrações, podendo-se dessa forma, realizar mais exercícios e assim desenvolver a força muscular. Além disso, ela pode ser mais eficaz do que o repouso na recuperação da fadiga após exercícios excessivos.

Através da massagem tenta-se manter os músculos no melhor estado de nutrição, flexibilidade e vitalidade para que se tenha uma melhor recuperação após algum traumatismo ou lesão tecidual.

Também sugere-se que a massagem possa influenciar na estimulação da neoformação vascular após fraturas ósseas favorecendo a formação do calo ósseo.


8.2.4. EFEITOS FISIOLÓGICOS SOBRE AS VÍSCERAS

A massagem abdominal pode aumentar o peristaltismo e assim intensificar o esvaziamento do intestino. Algumas porções do intestino grosso são bem constantes em sua relação com a parede abdominal, assim a direção da passagem do conteúdo do duodeno, cólon ascendente e cólon descendente, e cólon sigmóide podem ser seguidas.

A síndrome do intestino irritável que apresenta os seguintes sintomas: distensão abdominal ou sensação de estofamento, alternância entre períodos de diarréia e constipação, flatulência excessiva (gases), sensação de esvaziamento incompleto após a evacuação e dor (geralmente na forma de cólica) abdominal baixa, principalmente na altura da fossa ilíaca esquerda pode ser ajudada pela massagem.


8.3. Efeitos Psicológicos

Um estudo de Weinberg & Kolodny (1988) investigou a relação entre o exercício, a massagem e o aumento da disposição. Os pesquisadores concluíram que a massagem relacionou-se consistentemente ao aumento de humor positivo transitório e ao bem-estar psicológico.

Ferrell-Torry & Glick (1993) investigaram que a massagem pode modificar a ansiedade e a percepção de dor em pessoas com câncer.
Outros estudos também demonstram que a massagem pode produzir respostas positivas e benéficas ou nenhuma resposta significativa, em vez de ter quaisquer efeitos prejudiciais.

Também é conhecido o efeito calmante da massagem suave, mesmo quando não há comprometimento físico ou patológico.


8.4. Efeitos nos Ossos e Articulações


No passado, a massagem era amplamente utilizada no tratamento das fraturas, sendo então considerada benéfica por ajudar no reparo das lesões dos tecidos moles ocorridas na zona envolvente. Não foi estabelecido se, na verdade, a massagem ajuda na consolidação óssea. A opinião do Comitê de Fraturas do Colégio Americano de Cirurgiões era que, no processo do reparo ósseo normal após a fratura, "a eficácia e rapidez do crescimento do tecido dependem da circulação eficiente nas partes... Portanto, todos os esforços devem ser envidados, desde o inicio, no sentido de ajudar a eficiência da circulação". É difícil ver como estas técnicas podem ser aplicadas efetivamente sem causar movimento aos fragmentos ósseos num local fraturado; contudo, se o local fraturado está estável, as técnicas de massagem podem ter muita utilidade. Muitas das estruturas que circundam as diversas articulações do corpo, como ligamentos, bolsas, cápsulas e tendões, são, com frequência, locais de problemas crônicos. Em muitos casos de disfunção crônica, o tratamento objetiva a ruptura do tecido cicatricial nestas estruturas e das aderências entre elas. Tradicionalmente, a massagem por fricção profunda tem sido a técnica de escolha, visto que o seu vigoroso efeito mecânico no tecido cicatricial tem evidente utilidade na restauração da amplitude de movimentos normais e indolores numa articulação afetada (Cyriax, 1984; Hammer, 1993).

A Osteoartrite, conhecida também afeta as mãos, quadril, joelhos e coluna. Em consequência da idade, as cartilagens que unem as articulações deterioram-se gradualmente, alargando-se e tornando-se rígidas e dolorosas. Uma massagem suave em torno dos pontos críticos é muito tranquilizante, pois melhora a circulação: estimula o fluxo linfático e a remoção das toxinas, reduzindo a inflamação e a rigidez.


9. Influência da Massoterapia nas Doenças Reumáticas

A massoterapia terá sua ação nas doenças reumáticas atuando sobre alguns de seus sintomas, seja trabalhando na sua redução ou na tentativa de evitar seu aparecimento. Dessa forma, vamos analisar os sintomas:


9.1. Dor e Calor nas Articulações

Ambos são causados por ação da inflamação, dessa forma, a massoterapia por sua ação vasodilatadora vai melhorar a irrigação nas articulações favorecendo as substâncias presentes no processo inflamatório (prostaglandinas, prostaciclinas, histamina). Por ação nos receptores táteis, vai proporcionar um alívio na dor.


9.2. Edema

A ação vasodilatadora e a ação mecânica da massoterapia vão favorecer a redução do edema. A ação vasodilatadora permite uma maior e mais fácil reabsorção do líquido presente em uma determinada região e a ação mecânica facilitará a entrada nos vasos do líquido extracelular extravasado.


9.3. Rigidez Matinal


A massoterapia nas articulações pode ajudar na rigidez matinal porque melhora a produção do líquido sinovial, atua na fáscia do tecido articular e periarticular.


9.4. Fraqueza Muscular

Por sua ação em diminuir os produtos resultantes do catabolismo muscular e estimular o anabolismo, a massoterapia pode contribuir para a melhora da fraqueza muscular encontrada nos pacientes reumatológicos. Como o fígado tem participação no processo de anabolismo, podemos supor que a massagem profunda visceral, com ênfase no fígado pode favorecer o anabolismo, mesmo que de forma discreta.


9.5. Instabilidade Articular


A instabilidade articular está relacionada à fraqueza muscular, e a dor, melhorando-se ambos, melhoraremos a instabilidade articular.


9.6. Limitação da Mobilidade

A limitação da mobilidade está relacionada a rigidez articular e a fraqueza muscular. Quando melhoramos esses dois fatores, melhoraremos a mobilidade do paciente melhorando assim sua independência.


10. Conclusão

Vamos encontrar o paciente reumático com seu emocional abalado, principalmente quando ele apresenta muita dor e deformidades. Como mostramos acima, a massoterapia promove relaxamento geral e também possui efeitos sobre o emocional dos pacientes, dessa forma, uma massagem aplicada em todo o corpo do paciente e não apenas no local comprometido pode promover um incremento no humor e na qualidade de vida do paciente.

A massoterapia terá nas doenças reumáticas um efeito local, melhorando a circulação, diminuindo o edema, diminuindo a dor , melhorando a mobilidade e, um efeito geral atuando no bem estar físico geral e no psicológico do paciente.

Trabalho realizado por:

Rafael Brandão, Renata Costa, Diego Ramos, Marco Antônio, Matheus.


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O conhecimento atual das doenças degenerativas sugere uma etiopatogênese multifatorial, onde a genética desempenha um papel prim...

Influência genética na degeneração do disco intervertebral


O conhecimento atual das doenças degenerativas sugere uma etiopatogênese multifatorial, onde a genética desempenha um papel primário, orquestrando os eventos patológicos, além de determinar marcantes diferenças no fenótipo da doença de paciente para paciente. Os genes podem atuar como fatores de suscetibilidade e predisposição, aumentando os riscos de desenvolvimento da doença, ou podem atuar como fatores reguladores, modulando a magnitude e severidade do processo patogênico, bem como a resposta ao tratamento com drogas(1).

As doenças que afetam o sistema músculo-esquelético acometem centenas de milhões de pessoas no mundo e estão entre as causas mais comuns de invalidez e sofrimento crônico. Essas condições figuram como as principais responsáveis pela liderança no número de incapacidade em pessoas com menos de 45 anos, resultando em perdas econômicas superiores a 90 bilhões de dólares, por ano, nos Estados Unidos(2).

O disco intervertebral permanece como sendo de grande interesse, uma vez que sua degeneração pode influenciar uma variedade de estruturas e processos que, acredita-se serem participativos na origem da dor. Do mesmo modo, o disco serve como foco de numerosos tratamentos de intervenção, sejam eles conservadores ou cirúrgicos para os sintomas relacionados à coluna(3).

O disco intervertebral contém uma abundante matriz extra-celular de proteoglicanos e colágeno. A camada externa, o anel fibroso, consiste principalmente, de colágeno I, enquanto a estrutura interna do disco denominada núcleo pulposo, é constituída de cerca de 50% de proteoglicanos, principalmente o agrecan e 20% de colágeno II. Ambos contêm pequenas quantidades de colágeno IX(4).

As definições da doença articular degenerativa não são uniformes devido a falta de total compreensão desse fenômeno. Conceitualmente, a degeneração do disco é produto da degradação, ao longo da vida, combinada com a remodelação sincronizada do disco e vértebras adjacentes, incluindo adaptação simultânea das estruturas discais à mudanças de peso corpóreo e cicatrização das lesões ocasionais, com formação de tecido cicatricial(5).

A degeneração do disco tem sido atribuída ao acúmulo de efeitos ambientais, primariamente agressões e traumas, hábitos de vida, tabagismo, aterosclerose, acrescidas das mudanças que ocorrem com o envelhecimento. Achados recentes, no entanto demonstram que esses efeitos influenciam modestamente a degeneração discal, o que reforça a importância da participação dos fatores genéticos nesse processo(3;5).

O Papel da Genética na Degeneração Discal

Há muitas variações nos relatos sobre a prevalência de degeneração da coluna vertebral, que não podem ser inteiramente explicadas pelo envelhecimento ou outros fatores identificáveis de risco. As pesquisas conduzidas na última década proporcionaram o melhor entendimento da degeneração discal e sua etiologia e com isso, tornou-se clara a participação da genética, cujo papel na degeneração do disco passou a ser mais forte do que se suspeitava anteriormente(3,5). O componente genético tem sido determinado nos estudos de gêmeos e agregação de famílias(6,7,8,9,10), bem como na detecção de polimorfismos genéticos relacionados no seu aparecimento(4,11,12,13,14).

Embora, os estudos clínicos tenham proporcionado esclarecimentos na prevalência e condução de tratamento, atribui-se aos recentes avanços nos mecanismos moleculares, o melhor entendimento de como mutações genéticas podem contribuir no desenvolvimento das discopatias(10).

O primeiro passo nos estudos de epidemiologia genética é determinar se ocorre agregação familial ou não da condição ou doença de interesse, sugerindo a influência genética. Duas das primeiras análises sistemáticas de agregação familial enfocando a degeneração do disco intervertebral foram conduzidas em pares de gêmeos monozigóticos(8;15). Resultados desses estudos demonstraram agregação familial significativa, com relação à extensão e localização da discopatia.

Estudo conduzido em pacientes adultos portadores de degeneração do disco intervertebral demonstrou que esses indivíduos apresentavam probabilidade duas vezes maior de história familial da doença, estando as mulheres mais freqüentemente afetadas, em comparação aos homens(9). Tais resultados são corroborados por outros(16), que relatam a significativa presença da doença naqueles, cujos parentes próximos sofreram intervenção cirúrgica para hérnia de disco. Não foram encontradas diferenças significativas entre os grupos expostos à atividade de risco, como carregadores de peso, motociclistas ou tarefas com equipamentos de vibração ou que exigem prolongada postura sentada. Estudos epidemiológicos realizados anteriormente(17;18) igualmente confirmam uma prevalência maior de doença discogênica em membros imediatos de famílias com tal diagnóstico, quando comparados aos controles.

A agregação familial sugere que o disco intervertebral desses indivíduos possua aspectos singulares. A expressão desses fatores hereditários conduz a alterações na estrutura ou meio bioquímico do disco, tornando-o mais suscetível à lesão e subseqüente herniação. Esse processo é passível de atuar em sinergia com outros fatores, como, por exemplo, carregar peso na posição ereta, mas atividades específicas, tanto ocupacionais como esportivas, não parecem ter tanto efeito. Em outras palavras, a progressão natural da degeneração discal, geneticamente determinada, é modificada em certo grau, por fatores de comportamento e ambientais(5).

Do mesmo modo, o fator genético contribui para a degeneração discal em adolescentes(19), sendo que a história familial de herniação efetiva-se como fator de risco para a doença em questão, em indivíduos menores de 21 anos. Similarmente, a realização da cirurgia em membros da família tem implicação significativa na evolução da doença em adolescentes(20).

Um outro estudo interessante(21) distinguiu duas fontes de similaridade familial, ou seja, os fatores biológicos (genéticos) e social (herança cultural), envolvendo 86 pares de gêmeos monozigóticos e 154 pares dizigóticos. Da mesma maneira, o componente genético foi substancial na presença de degeneração discal.

Genes Agrecan e Receptor da Vitamina D na Degeneração Discal

Gene Agrecan

O gene agrecan é o maior gene estrutural da cartilagem, expresso em altos níveis somente nesse tecido. O agrecan é composto de dois tipos de elementos estruturais, um núcleo central expandido e três domínios globulares, flanqueadores(22).

O agrecan codifica para uma proteína do núcleo proteoglicano, com uma extensão do domínio central que carrega a glicosaminoglicana, flanqueada pelos domínios globulares em cada extremidade. A região central consiste de longas extensões de repetições de aminoácidos, que servem como sítios de ligação para as glicosaminoglicanas, tais como a condroitina e sulfato de queratan; os domínios globulares terminais interagem com outros componentes da cartilagem. O exame do DNA genômico de uma população de indivíduos não relacionados, mostrou que o bloco de seqüências repetidas existe em uma forma alélica múltipla, que difere pelo número variável de repetições em tandem (VNTR) nesse sítio codificador, em cada alelo. Esse polimorfismo parece restrito à espécie humana e resulta na produção de diferentes comprimentos de proteínas com núcleo agrecan, carregando números diversos de sítios de ligação potencial para o sulfato de condroitina(11).

Como visto anteriormente, o disco intervertebral consiste, principalmente de proteoglicanos e colágenos, sendo o primeiro, responsável pela função de "suportar a carga" do disco. Desse modo, presume-se que os genes que codificam para os proteoglicanos atuem de modo significativo na degeneração discal. A partir do conhecimento da existência dos VNTR, sabe-se que esse polimorfismo resulta em proteínas com diferentes comprimentos do núcleo agrecan, o que pode levar a mudanças nas propriedades funcionais da cartilagem.

Assim sendo, o gene agrecan foi escolhido como candidato marcador da associação entre o polimorfismo do gene e a doença do disco(13) em estudo, onde foram recrutadas 64 mulheres jovens, com e sem problemas nas costas e mais 15 casos de pacientes submetidos à cirurgia da coluna lombar. Foram excluídos os participantes envolvidos com trabalho físico pesado, bem como os fumantes. O grau de degeneração foi determinado de acordo com a classificação de Schneiderman, ou seja, grau 1 (normal), 2 (intermediário, intensidade de sinal heterogêneo diminuída), 3 (marcado, perda difusa de sinal), 4 (ausente, sinal anulado). A herniação do disco foi avaliada pelo critério de MacNab como sendo normal ou dos tipos protrusão, extrusão e seqüestro do disco herniado. O estudo revelou que os indivíduos portadores de degeneração discal grave e em múltiplos níveis possuíam o gene agrecan com curta extensão nos números de repetição em tandem (VNTR). Esses achados sugerem que tais indivíduos apresentam um risco significativo de degeneração discal, mesmo em idade jovem.

O mecanismo pelo qual o gene agrecan encurtado está relacionado ao aparecimento precoce dessa doença parece razoável, uma vez que o núcleo da proteína agrecan está modificado com cadeias glicosaminoglicanos, incluindo o sulfato de queratan e de condroitina. A alta pressão osmótica do agrecan é atribuída, principalmente, à natureza polieletrolítica dessas cadeias de glicosaminoglicano. Desse modo, o encurtamento dessas cadeias confere uma menor capacidade do disco em conter a água, resultando na antecipação do processo degenerativo.

Gene Receptor da Vitamina D

A vitamina D regula a homeostase de cálcio e a mineralização óssea e sua ação é mediada pelo receptor da vitamina D (VDR) que pertence à família de receptores de hormônios esteróides, ativados aos fatores de transcrição(23).

A forma hormonal da vitamina D (1,25 dihidroxi vitamina D3) é necessária para o processo de mineralização do osso, absorção de cálcio do intestino, controle do cálcio, homeostase de fósforo e regulação do hormônio paratiróideo. Os receptores da vitamina D são polipeptídeos intracelulares que se ligam, especificamente, com a 1,25 dihidroxi vitamina D3 e interagem com núcleos de células alvos para produzirem uma variedade de efeitos biológicos.

O gene VDR contém muitos polimorfismos intragênicos associados com a densidade óssea e a formação do osteófito. No polimorfismo Fok I, ocorre a transição de timina por citosina (ATG para ACG) no primeiro dos dois sítios potenciais de iniciação no exon II. Indivíduos com o alelo C (designados por F) iniciam a transcrição no segundo sítio ATG e não possuem os três aminoácidos NH2-terminal em toda a extensão da proteína VDR, ou seja, a proteína é mais curta em três aminoácidos. A ausência do sítio polimórfico FokI indica que a tradução da proteína foi iniciada no primeiro sítio ATG e, portanto, os indivíduos portadores desse genótipo (ff) sintetizam a proteína em toda sua extensão de 427 aminoácidos. Essa diferença estrutural pode afetar a função de VDR e conseqüentemente influenciar a remodelação e a densidade mineral óssea. Há evidências sugerindo que o alelo f mais longo pode ser menos ativo, atuando com eficiência reduzida(12).

Além do metabolismo mineral, esse gene promove a ação de outros genes expressos nos tecidos conectivos. Por exemplo, a síntese de osteocalcina, a proteína não colagenosa mais abundante no osso, é induzida pela forma hormonal da vitamina D, através do elemento responsivo específico da vitamina D no gene promotor da osteocalcina. Devido a essa atividade na função reguladora nos passos metabólicos da vitamina D, os mecanismos pelos quais a presença de variações polimórficas afeta o osso, a cartilagem e a degeneração do disco podem resultar em variações na expressão tanto de componentes estruturais comuns do tecido conectivo ou de proteínas específicas do tecido(23).

Estudos recentes demonstram que alelos específicos do VDR estão associados com a degeneração discal, o que suporta a existência de determinantes genéticos nessa doença(3,14).

Partindo do conhecimento de que o osso e a cartilagem são compostos, em parte, dos mesmos tecidos conectivos dos discos intervertebrais, foi estudada a associação dos polimorfismos do VDR com a degeneração discal, determinada pela medição quantitativa da intensidade do sinal e determinação qualitativa da intensidade do sinal, protrusão e altura do disco, em imagens de ressonância magnética(3). Os participantes desse estudo foram selecionados, a partir de uma população de gêmeos finlandeses, nação que possui todos os pares de gêmeos nascidos antes de 1958 e vivos em 1975.

Os resultados mostraram que os dois polimorfismos intragênicos, detectados pelo Fok I e Taq I, separados por aproximadamente 35 kilobases no gene VDR, estão associados com os achados de degeneração no disco intervertebral. A avaliação quantitativa da intensidade do sinal em vértebras torácicas e lombares para o polimorfismo Taq I demonstrou o mais alto grau de degeneração nos discos intervertebrais T6-S1 de indivíduos com genótipo homozigoto recessivo (tt), grau intermediário para os portadores do genótipo heterozigoto (Tt) e a menor degeneração naqueles com genótipo homozigoto dominante (TT). Do mesmo modo, um padrão similar foi encontrado para o polimorfismo Fok I. Não foram encontradas associações entre os genótipos TaqI e os aspectos qualitativos avaliados. Contudo, o mesmo não ocorreu com os genótipos FokI , visto que os indivíduos FF apresentaram menor degeneração qualitativa na intensidade de sinal, protrusão e altura do disco, enquanto esses aspectos foram piores para os indivíduos Ff e ff.

Desse modo, o estudo provê evidências que substanciam a existência de determinantes genéticos na degeneração de disco intervertebral lombar. De modo não surpreendente, a associação foi mais forte, quando medidas de degeneração, mais sensíveis e de maior reprodutibilidade, foram usadas na definição do fenótipo. Esses achados enfatizam o significado da precisa determinação de fenótipos clínicos na investigação dessa complexa doença.

A associação entre o polimorfismo TaqI e a degeneração do disco lombar foi igualmente avaliada(14), sendo que os achados reforçam o risco aumentado de degeneração grave e em múltiplos níveis, bem como a presença de herniação, em indivíduos jovens, portadores do genótipo mutante.

Outros genes importantes

O colágeno tipo IX é encontrado no núcleo e anel fibroso do disco, bem como na placas vertebrais terminais. Acredita-se que esse tipo de colágeno seja responsável pelo suporte mecânico dos tecidos, agindo como ponte entre as moléculas(24). O gene COL9A2 codifica para uma das cadeias polipeptídicas do colágeno IX, expresso no disco intervertebral. Uma variação na seqüência da cadeia [alfa]-2 do colágeno IX, identificada como alelo Trp2, foi associada com a herança dominante da doença lombar do disco(4).

Do mesmo modo, as citocinas inflamatórias têm sido reconhecidas como participadoras do processo discogênico, em particular a interleucina-1, por induzir a atividade de enzimas que destroem os proteoglicanos e estar envolvida no processo da dor. Foi encontrada associação entre polimorfismos de interleucina-1 e aspectos de degeneração discal em imagens de ressonância magnética de trabalhadores finlandeses (operadores de máquinas, carpinteiros e escriturários). A presença desse polimorfismo esteve relacionada com um risco três vezes maior de abaulamento do disco e provavelmente interferiu no efeito que a carga de trabalho físico pode exercer sobre a doença(25).

Estudos de associação em epidemiologia genética dificilmente são replicáveis e devem sempre considerar a população estudada, em vista da variação étnica na ocorrência de polimorfismos específicos. No entanto, resultados promissores têm emergido nesses últimos anos. Assim sendo, a história familial positiva pode fortalecer o diagnóstico clínico e prover, adicionalmente, meios eficazes de identificar indivíduos de alto risco, que podem beneficiar-se das estratégias preventivas, como o aconselhamento vocacional, modificações de atitudes no trabalho e de vida e promover a adoção de exercícios preventivos para o fortalecimento e educação postural.

É inquestionável a possibilidade de prevenção dessas doenças, como também o é a importância da pesquisa multidisciplinar, que emprega o uso de marcadores genéticos aliados ao acompanhamento clínico, como ferramentas precisas no melhor entendimento da etiologia da doença.

Dessa maneira, a união de esforços flexibilizará as opções de efetivos programas de prevenção e diagnóstico, a detecção de fatores de risco e o delineamento de tratamentos, expandindo assim o alcance de cura. Deve-se ressaltar aqui, que no estágio atual, todas as modalidades de tratamentos das discopatias, inclusive a cirúrgica, não têm demonstrado resultados eficazes e definitivos. Assim, aliar o conhecimento da condição genética de indivíduos afetados com os achados clínicos auxiliará sobremaneira na prevenção dessas condições, bem como no estabelecimento de protocolos de tratamentos com medicação específica e individualizada.

Referências

Autores:

Nívea Dulce Tedeschi Conforti FroesI; Francine Teresa Brioni NunesII; Wilson Fábio NegrelliIII

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Recomenda-se a utilização da laserterapia para o tratamento de doenças das articulações, com o quadro subagudo da doença. A magnetolase...

Tratamento de laserterapia em doenças do aparelho locomotor


Resultado de imagem para laserterapia

Recomenda-se a utilização da laserterapia para o tratamento de doenças das articulações, com o quadro subagudo da doença. A magnetolaserterapia deverá ser realizada duas vezes por ano, juntamente com outros tratamentos terapêuticos, e mantida por um longo período de tempo (vários anos). Dado que, em geral, os pacientes, sofrem crises com alguma regularidade, o tratamento deverá ser iniciado duas semanas antes de as mesmas ocorrerem.

A principal condição do sucesso no tratamento é o alívio e o repouso da articulação lesada (utilização de bengala para apoio, redução da actividade ou imobilização da articulação). O tratamento, composto por 10 a 12 sessões efetuadas em dias consecutivos, poderá ser repetido após um intervalo de três semanas. Não convém tratar todas as articulações que apresentam sintomas de dores, sendo preferível intervir nas duas ou três articulações que apresentem quadros mais agudos.

As pequenas articulações das mãos e dos pés deverão ser irradiadas sobre a região dorsal, no ponto mais doloroso. Por outro lado, as articulações cubitais, rádio-carpais e tíbio-társicas deverão ser irradiadas a partir dos lados de flexão e extensão cada. Quanto às articulações escápulo-umerais e fémoro-tibiais, estas deverão receber a radiação trilateralmente. Por fim, a irradiação das articulações coxo-femurais deverá fazer-se através da área de projecção do ligamento inguinal, do trocanter maior e da tuberosidade isquiática. Os campos de radiação deverão ser aplicados através da projecção do espaço articular.



Artrite reumatóide

No estádio agudo, a laserterapia (aplicada em contacto, com espelho, de maneira pontual) deverá ser acompanhada pelo alívio e repouso do membro em questão (durante os primeiros três dias, será útil a aplicação de radiação sem contacto com a cabeça irradiadora do tipo matriz, em forma de varredura, ao longo do espaço articular). Em seguida, deve recorrer-se à utilização da cabeça irradiadora infravermelha, de modo pulsado e com sonda magnética. O tratamento deverá ser acompanhado com a extinção do foco de infecção. Na forma crónica, a laserterapia deverá ser efectuada juntamente com massagem e ginástica terapêutica. O protocolo tem duração compreendida entre 10 a 12 sessões, podendo ser repetido passado um mês.



Osteoartrite

O tratamento deverá ser acompanhado com dietoterapia, fitoterapia e terapia medicamentosa. Deverão ser irradiados os pontos dolorosos nas regiões das articulações, fazendo-se a projeção do espaço articular, espessamentos musculares e tendais, contraturas e áreas segmentares paravertebrais. No início do tratamento, a radiação deverá ser aplicada sobre dois a quatro pontos dolorosos a meio do tratamento (6.ª a 8.ª sessão), sobre seis a oito pontos, e no final do tratamento, sobre quatro a seis pontos. Também é possível a aplicação em varredura ao longo do espaço articular.



Epicondilites, periartrites escápulo-umerais, bursites, tendovaginites, fasceítes plantare

Epicondilites (entesopatias). Durante o tratamento, e ao longo de duas semanas após o tratamento, o paciente deverá reduzir ao máximo o esforço físico sobre o membro lesado. Deverá ser aplicado um emplastro térmico sobre o epicôndilo lesado (o emplastro não deve ser retirado durante cinco ou seis dias, sendo que a radiação se aplica através do mesmo). O tratamento deverá ser feito com a cabeça irradiadora infravermelha com sonda magnética. A aplicação deve fazer-se durante dois minutos sobre o ponto doloroso no local de ligação do tendão com o osso e com uma compressão moderada dos tecidos moles. Apresenta-se útil a utilização pontual do aplicador, que permite aumentar várias vezes a densidade de energia da radiação laser de baixa intensidade e fazer chegar a radiação ao ponto doloroso de maneira mais precisa. Adicionalmente, poderá ser irradiado simetricamente o ponto paravertebral CVII (aplicação em contacto, com movimentos lentos) e também ThX (aplicação em contacto, de maneira pontual). O tratamento, composto por uma sessão diária ao longo de 12 dias, poderá ser repetido após um intervalo de duas ou três semanas, após o qual deverá prosseguir com uma sessão a cada dois dias.

Tendovaginites. Miosites. No estado agudo, durante os primeiros três dias, recomenda-se a aplicação de radiação com a cabeça irradiadora matriz sobre a área lesada, sem contacto. Em seguida, deverá aplicar-se a magnetolaserterapia (cabeça irradiadora infravermelha) sobre a região do tendão ou do músculo lesado, em contacto, sem compressão dos tecidos moles. O tratamento, constituído igualmente por uma sessão diária do longo de 12 dias, poderá também ser repetido passadas duas semanas, com sessões efetuadas a cada dois dias.

Fasceítes plantares. Protocolo de laserterapia ou magnetolaserterapia: Aplicação de radiação em contacto, de forma pontual. Durante as primeiras três sessões de magnetolaserterapia, deverão ser irradiados o ponto de projecção da fasceíte plantar sobre a planta do pé e o ponto de ligação do tendão de Aquiles com o calcâneo. A partir da quarta sessão, deverá ser acrescentado o ponto na superfície interior ou exterior da região plantar (com frequência, o próprio paciente indica o ponto doloroso nesta região; o médico identifica este ponto por palpação).

Durante os primeiros três dias, recomenda-se a aplicação de radiação com a cabeça-matriz, sem contacto (distância de um cm), sobre o ponto de projecção da fascite plantar sobre a planta do pé e, em seguida, com a cabeça irradiadora infravermelha.

O tratamento, composto por uma sessão diária ao longo de 10 dias, deverá repetido após duas semanas. Em caso de necessidade, o tratamento poderá ser realizado uma terceira vez. Nos casos resistentes, poderá ser repetido após um intervalo de seis meses.

Observação: durante o tratamento de epicondilites, periartrites escápulo-umerais e fasceítes plantares de longa duração, o paciente poderá não notar qualquer melhoria. Por regra, no mês após o tratamento são observadas melhorias significativas, que podem ir até ao desaparecimento total da síndrome de dor e recuperação da função do membro.



Síndrome de fibromialgia

A síndrome de fibromialgia é provocada pelos transtornos da microcirculação nas estruturas músculo-tendinosas. Esta doença caracteriza-se por dores difusas, fadiga, astenia matinal e insónia.

A radiação laser deverá ser aplicada no local da lesão (ponto doloroso, trigger zone, patologias dos tecidos identificadas por raios X). Protocolo de magnetolaserterapia: Aplicação de radiação em contacto, de forma pontual. Cabeça irradiadora infravermelha com sonda magnética. Aplicação consecutiva sobre os pontos dolorosos 1 a 4. Tratamento composto por 10 a 12 sessões em dias consecutivos.

A combinação da magnetolaserterapia com massagem, ginástica terapêutica ou terapia manual aumenta significativamente a eficácia do tratamento. No caso de necessidade, a terapia poderá ser repetida após um intervalo de três ou quatro semanas.

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De acordo com o American College of Reumatology (2000), os objetivos da gestão atual do paciente com Artrose continua a incluir contro...

Exercício físico e artrose



De acordo com o American College of Reumatology (2000), os objetivos da gestão atual do paciente com Artrose continua a incluir controle da dor e melhora nas funções relacionadas com a saúde e qualidade de vida, com a evasão, se possível, dos efeitos tóxicos da terapia.

O Consenso Brasileiro para o Tratamento da Osteoartrite (Artrose) (2002) expõe como medida não farmacológica, a prática de exercícios terapêuticos - Fisioterapia, como fortalecimento muscular, exercício aeróbico e de alongamento, não trazendo aspectos mais específicos desta prática.

O exercício físico vem sendo indicado à pacientes com artrose. Petrela (2000) expõe que: “Exercise is indicated for patients with mild/moderate ostearthritis of the knee but limited studies are available” (PETRELLA, 2000).

“Quanto à participação dos exercícios no tratamento das artroses basta acentuar que eles conseguem melhorar o desempenho funcional das juntas, diminuem a necessidade do uso de fármacos, e têm ainda influência sobre o estado geral do paciente, trazendo, inclusive, benefícios psicológicos, podendo atuar modificando possíveis fatores de risco na progressão da doença. Os exercícios são particularmente úteis quando há instabilidade articular [...]. Os exercícios posturais também são de grande valia. É preciso acentuar, entretanto, que os exercícios devem seguir uma estrita avaliação médica que servirá para indicar o que deve ser feito em cada caso. Não se deve fazer simplesmente exercícios e sim os exercícios adequados e que deverão ser corretamente executados” (SEDA E SEDA, 2008).

De acordo com Wannmacher (2006) exercícios que aumentem a força do quadríceps parece ser melhor na recuperação de função articular. No estudo de revisão de Lange et. al. (2008), foi observado que o treinamento de resistência melhorou: a força muscular; o auto-relato de dor e a função física em cerca de 50-75% dos estudos pesquisados.

Um estudo de revisão concluiu que evidencias avaliáveis indicam pequeno benefício nos efeitos dos exercícios no tratamento de pacientes com artrose de joelho. Efeitos benéficos têm sido encontrados em vários tipos de exercícios como tratamento e recomendado para pacientes com suave/moderada artrose de joelhos (PETRELLA, 2000).

“Even though regular exercise has proven health and functional benefits, inactivity increases as patients age” (PETRELLA, 2000)

O efeito da dor e função do joelho com artrose para dado indivíduo parece ser relacionada a uma variedade de características individuais. Embora a literatura suporte claramente os efeitos benéficos do exercício para indivíduos com artrose de joelho, os efeitos relativamente modestos podem ser explicados pela inabilidade dos exercícios (FITZGERALD, 2005).

A prescrição do exercício físico deve seguir uma série de quesitos tais como: tipo; duração; metodologia; intensidade; freqüência. Os estudos que aqui foram analisados seguem diferentes padrões estruturais e metodológicos, o que dificulta conclusões acerca do possível exercício que seja o melhor ou o mais ideal.

A variação da localidade da artrose apresenta fator de relevância para prescrição do exercício. Assim, há a necessidade de mais investigações que se proponham a elucidar questões relacionadas ao tipo de exercício e a localidade da artrose.

fonte

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Elemento interposto entre as peças que se articulam é um líquido denominado sinóvia ou líquido sinovial; Essa característica garante maior...

Resumo sobre articulações sinoviais

Elemento interposto entre as peças que se articulam é um líquido denominado sinóvia ou líquido sinovial;

Essa característica garante maior mobilidade a essas articulações;

Principal meio de união entre as extremidades ósseas da articulação é a cápsula articular.

Características comuns a todas as articulações sinoviais: presença de cápsula articular, cavidade articular e líquido sinovial;

Superfícies articulares são revestidas em toda a sua extensão por cartilagem articular hialina;

A integridade da cartilagem articular está ligada a fatores como grau de funcionalidade e alinhamento biomecânico da articulação.

Outros componentes adiante...


Cápsula Articular

- Membrana de tecido conjuntivo que envolve a articulação sinovial como um manguito;

- Possui uma membrana fibrosa (externa) e a membrana sinovial (interna);

- Ligamentos capsulares, extra-capsulares e intracapsulares auxiliam a cápsula na importante função de manter a estabilidade articular.

- Cavidade articular é o espaço virtual onde se localiza o líquido sinovial.

- O líquido sinovial é transparente e viscoso;Funções: Nutrição e lubrificação das articulações, com um mínimo de atrito e desgaste.



Discos articulares e Meniscos

- Formações fibrocartilaginosas encontradas em várias articulações sinoviais, interpostas às superfícies articulares;

- Funções: Otimizam a adaptação das superfícies que se articulam, aumentando a congruência entre elas; recebem cargas importantes, agindo como amortecedores.

Bursas e Bainhas Sinoviais


- Sacos fechados de revestimento sinovial presentes entre mm, tendões, ossos e ligamentos e que visam facilitar o deslizamento dessas estruturas.

- Bainha sinovial de tendões facilita o deslizamento destes quando passam através de túneis fibrosos e ósseo



Classificação Funcional das Articulações Sinoviais

- Mono-axiais: Articulações realizam movimentos em torno de um eixo, ou seja, possuem apenas 1 grau de liberdade;

- Bi-axiais: Articulações realizam movimentos em torno de dois eixos de movimento. Portanto, possuem 2 graus de liberdade;

- Tri-axiais: Articulações realizam movimentos em todos os eixos de movimento, possuindo 3 graus de liberdade


Classificação Morfológica das Articulações Sinoviais



- Critério básico para classificação é a forma das superfícies articulares;

- A variedade e a amplitude dos movimentos realizados em uma articulação dependem da morfologia das superfícies que entram em contato;

- Há grandes divergências quanto a essa classificação no que diz respeito à nomenclatura.


Articulações Sinovias Planas

- Superfícies articulares planas ou ligeiramente curvas;

- Permitem discreto deslizamento das superfícies em qualquer direção;

- Amplitude de movimento reduzida.

- Ex: articulações inter-társicas


Articulações sinoviais em Gínglimo ou Dobradiça


- Também chamadas de articulações em dobradiça

- São mono-axiais e só se movimentam em torno do eixo látero-lateral- flexãoextensão.

- Nessa categoria nem sempre a forma definirá a articulação como gínglimo. Ex: articulação úmero-ulnar no cotovelo

Articulações Sinoviais Trocóides

- Superfícies articulares tem aspecto cilindróide;

- São mono-axiais e permitem apenas a rotação, em torno do eixo céfalo-caudal;

- Exemplo: Articulação rádio-ulnar proximal


Articulações Sinoviais Condilares

- Superfícies articulares tem forma elíptica (elipsóide);

- Permitem flexão e extensão e adução e abdução;

- São bi-axiais, pois possuem dois eixos de movimento: látero-lateral e ântero-posterior

- Ex: articulação rádio-cárpica


Articulações Sinoviais em Sela

- Nessa categoria, uma das superfícies articulares tem forma de sela;

- Apresentam concavidade em um sentido e convexidade em outro e se encaixa em

uma peça onde esse sentido é inverso;

- São bi-axiais e permitem movimentos ao longo dos eixos ântero-posterior e látero-lateral.

- Ex: articulação trapézio-metacarpal do polegar


Articulações Sinoviais Esferóides


- Superfícies articulares esferóides que se encaixam em receptáculos ocos;

- São tri-axiais, ou seja, permite movimentos em torno dos três eixos;

- Exemplos: articulações gleno-umeral e coxo-femoral.


Articulações Siviais Simples x Compostas


- Simples: Quando a articulação é formada por duas peças ósseas. Ex: Articulação tíbiotársica

- Compostas: Quando a articulação é formada por três ou mais peças ósseas. Ex: Articulação do cotovelo

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A cartilagem normal é um tecido avascular formado por uma grande matriz extracelular e esparsamente povoada de células. A água represe...

Sistema articular e degeneração



A cartilagem normal é um tecido avascular formado por uma grande matriz extracelular e esparsamente povoada de células. A água representa 66 a 80% de sua estrutura e o material orgânico é composto de 48 a 62% de colágeno tipo II e de 22 a 38% de proteoglicanos (CAMANHO, 2001).

Segundo Rossi (2008) muitas das características físico-químicas da matriz extracelular da CA se devem aos proteoglicanos, seu principal constituinte. Tais moléculas é que capacitam a cartilagem a suportar cargas compressivas amplamente variáveis, além de influenciarem diretamente a atividade dos condrócitos. Muitas das interações biológicas decorrem das cadeias de glucosaminoglicanos (principalmente cadeias de sulfato de condroitina), unidas por ligação covalente a núcleos protéicos. O principal tipo de proteoglicano presente na Cartilagem Articular - CA é o agrecano, constituído por um núcleo protéico no qual se aderem muitas cadeias de sulfato de condroitina, com predomínio daquelas 4- ou 6-sulfatadas.

O envelhecimento cartilaginoso traz consigo um menor poder de agregação dos proteoglicanos, aliado à menor resistência mecânica da cartilagem. O colágeno adquire menor hidratação, maior resistência à colagenase e maior afinidade pelo cálcio (ROSSI, 2008).

Ainda segundo Rossi (2008) Com o envelhecimento da CA, reconhecem-se muitas alterações na estrutura do agrecano e dos agregados multimoleculares que ele forma com o hialuronato, fruto de processos anabólicos e catabólicos, geridos por eventos celulares e extracelulares, numa extensão que varia segundo o tipo, articulação, local e profundidade considerada.

Assim, a síntese e o turnover de agregados sofrem influência da idade e do local de origem (por exemplo, ela não é a mesma na CA e no menisco do mesmo joelho). A função reparadora dos condrócitos diminui progressivamente com a idade, o que é demonstrado por uma síntese decrescente de agrecanos, e por menor capacidade para a formação de agregados moleculares de grande tamanho (ROSSI, 2008). De longe, contudo, é a idade do indivíduo a principal responsável pela composição da cartilagem. Compreendem-se assim o motivo de serem as doenças articulares as mais freqüentes na velhice. Estudos em cartilagem humana femoral mostram que alterações em sua composição química são mais pronunciadas do nascimento até os 20 anos de idade, período em que diminui o conteúdo dos dissacarídeos 4-sulfatos. Com o progredir da idade, diminui-se a espessura da cartilagem e a composição predominante passa a ser de 6-sulfatos (ROSSI, 2008).

Com a progressão da patologia, desenvolvem-se ulcerações focais da cartilagem. A perda de proteglicana, a piora na agregação das mesmas, a persistência de anormalidades na composição da glicosaminoglicanas e a diminuição de cadeias longas de condroitina-sulfato são encontradas. À medida que a perda de proteglicana aumenta, o conteúdo de água que inicialmente é grande, cai abaixo do normal (REZENDE et. al., 2000).

“A homogeneidade e o equilíbrio dessa complexa estrutura são mantidos por diversas enzimas, na sua maioria secretadas pelos condrócitos e por células sinoviais. No processo de artrose há desagregação desse equilíbrio e a desestruturação da cartilagem ocorre pela sua fragmentação, que resulta na liberação de enzimas degradadoras da matriz pelos condrócitos. A desestruturação microscópica desse complexo leva a quebra de sua estrutura homogênea e uniforme” (CAMANHO, 2001).

A destruição da estrutura cartilaginosa e conseqüente exposição do osso subcondral alimentam o ciclo vicioso que encontramos nos pacientes portadores de osteoartrose (REZENDE et. al., 2000).

Os fatores que promovem efeitos condrogênicos são insulina-like-growth factor-I (IGF-I) e o transforming growth factor-β (TGF-β) (HAN et. al., 2008), e atuam na formação de cartilagem articular e na síntese de proteoglicanos.

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As alterações das articulações e dos seus componentes (músculos, ossos, cartilagens e tendões) consideram-se doenças do tecido conjuntivo...

Doenças das articulações e do tecido conjuntivo




As alterações das articulações e dos seus componentes (músculos, ossos, cartilagens e tendões) consideram-se doenças do tecido conjuntivo, já que estas estruturas contêm grandes quantidades desse tecido. Contudo, muitas delas são também um tipo de doença auto-imune que se caracteriza pela presença de reacções imunológicas em que algo desencadeia a reacção do sistema imunitário contra os próprios tecidos do corpo e a produção de anticorpos anormais que atacam esses tecidos (auto-anticorpos). (Ver secção 16, capítulo 168) As reacções imunológicas caracterizam-se pela existência de inflamação (um processo de reparação que diminui uma vez completado este processo).

Contudo, nas doenças auto-imunes, a inflamação pode ser crónica e lesar os tecidos normais. Por exemplo, na artrite reumatóide, a inflamação crónica prejudica a cartilagem da articulação. Nesta e em muitas outras doenças auto-imunes, a inflamação afecta várias articulações, provavelmente porque se deve aos anticorpos que circulam pelo organismo dentro da circulação sanguínea.

O tecido conjuntivo pode inflamar-se dentro e à volta das articulações e de outras partes do corpo, tal como os músculos.
Também podem ser afectados o invólucro do coração (pericárdio), a membrana que envolve os pulmões (pleura) e inclusive o cérebro. O tipo e a gravidade dos sintomas dependem dos órgãos afectados.

Diagnóstico

O diagnóstico de cada doença auto-imune baseia-se na sintomatologia, nos resultados do exame físico e nas análises laboratoriais. Por vezes, os sintomas de uma doença sobrepõem-se tanto aos de outra que é difícil fazer uma distinção entre elas, o que leva a diagnosticar uma doença do tecido conjuntivo não diferenciada ou uma doença denominada «de sobreposição».

A anemia (um valor baixo de glóbulos vermelhos) com frequência acompanha as doenças do tecido conjuntivo. Nestas, a velocidade de sedimentação (que mede a velocidade a que os glóbulos vermelhos assentam no fundo de um tubo graduado cheio de sangue) é, em muitos casos, superior à normal. Uma velocidade superior à normal sugere a presença de uma inflamação activa; mas esta análise não é suficiente para identificar a causa da mesma. Os médicos podem vigiar periodicamente a velocidade de sedimentação quando os sintomas são ligeiros, a fim de determinar se a doença ainda está activa.

Em algumas doenças do tecido conjuntivo podem detectar-se anticorpos pouco comuns e medir a sua concentração no sangue. Se os anticorpos são específicos de uma doença, a sua presença confirma o diagnóstico. Por exemplo, os anticorpos anti-ADN de cadeia dupla apresentam-se quase exclusivamente no lúpus eritematoso sistémico. Contudo, na maioria das doenças os anticorpos não são específicos da doença. Por exemplo, 70 % dos indivíduos com artrite reumatóide têm anticorpos chamados factor reumatóide; contudo, os 30 % restantes não os têm. Da mesma forma, o factor reumatóide pode estar presente noutras doenças. Nesses casos, os resultados dos exames laboratoriais podem contribuir para o diagnóstico, mas não confirmá-lo.
Quando uma doença afecta um tecido ou órgão específico, o médico pode efectuar uma biopsia, que consiste na extracção de uma amostra desse tecido que é examinado ao microscópio, para detectar as alterações. Os resultados podem ser úteis para confirmar um diagnóstico de que se suspeitava ou para seguir o processo de uma doença.

Tratamento

O tratamento varia segundo o tipo de doença e a gravidade da mesma. O tratamento farmacológico tem por objectivo reduzir a inflamação. Se os sintomas da inflamação são graves ou quando esta pode implicar um risco para a vida do doente, deve iniciar-se um tratamento agressivo imediatamente.

Entre os medicamentos que reduzem a inflamação estão os anti-inflamatórios não esteróides (AINE), como a aspirina e o ibuprofeno (Ver secção 6, capítulo 61), que se administram para inflamações ligeiras, surtos menores e para o controle da dor. Certos anti-inflamatórios não esteróides podem ser adquiridos sem prescrição médica; em contrapartida, exige-se uma prescrição para as doses elevadas que são empregues habitualmente no tratamento das doenças auto-imunes. Os efeitos secundários (com frequência as perturbações de estômago) são, em geral, de pouca importância quando o tratamento com medicamentos em doses baixas é de curta duração. Em contrapartida, se o tratamento consistir em doses elevadas e for de longa duração, os efeitos secundários podem ser numerosos e graves.

Os cortiscosteróides, uma forma sintética de hormonas naturais, são medicamentos anti-inflamatórios muito potentes que podem ser administrados por meio de injecções ou por via oral. A prednisona é o corticosteróide administrado por via oral mais amplamente utilizado. É possível precisar-se de doses baixas de um corticosteróide durante meses ou anos, uma vez controlada a inflamação com doses mais elevadas. Em comparação com os anti-inflamatórios não esteróides, os corticosteróides causam efeitos secundários muito mais graves, como aumento do açúcar no sangue, aumento do risco de infecção, osteoporose, retenção de líquidos e fragilidade da pele. Para evitá-los, o médico prescreve a dose eficaz mais baixa, especialmente para um tratamento de longa duração.

Administram-se medicamentos imunossupressores como metotrexato, azatioprina e ciclofosfamida para suprimir a resposta imunitária e reduzir desse modo a inflamação. Alguns destes medicamentos também são administrados para tratar o cancro, mas os seus efeitos secundários são potencialmente perigosos. O uso prolongado de azatioprina e ciclofosfamida pode aumentar o risco de desenvolver algumas formas de cancro.

Alguns medicamentos imunossupressores podem contribuir para a disfunção do sistema reprodutor. Qualquer infecção pode ser mortal dado que o sistema imunitário está deprimido. Por conseguinte, administram-se os medicamentos imuno-supressores mais potentes apenas nos casos graves.

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