A cada dia mais pessoas procuram os consultórios de especialistas, para tentarem esclarecer queixas de dores em joelhos, que se iniciaram ...

A Osteoartrose Femuropatelar

A cada dia mais pessoas procuram os consultórios de especialistas, para tentarem esclarecer queixas de dores em joelhos, que se iniciaram sem uma causa aparente. Referem serem as mesmas contínuas, piorando com movimentos de subir e descer escadas ou, quando se agacham para pegar algum objeto. Na quase totalidade das vezes, são indivíduos jovens ou de meia idade e referem ser freqüentadores de academias. Possuem eles algumas vezes, um ponto em comum, que é o fato de estarem aumentando a carga de exercícios para perna em exercícios tipo semi agachamento (burpee), agachamento completo, leg press ou mesmo hack squat (prensa inclinada).

Para podermos entender estas queixas devemos ter em mente, que quando do movimento de flexão máxima dos joelhos (90 graus), a manutenção deste eixo de movimentação e, da estabilidade desta articulação, é fruto não somente da integridade ligamentar, como também, da musculatura da coxa. Quando do movimento de extensão após a flexão (elevar-se após agachamento), o eixo de movimentação e a estabilidade desta articulação dependem, entre outras coisas, do eixo de escorregamento da patela.

A patela, também chamada de rótula, é um dos ossos que compõem a articulação do joelho, participando ativamente, dos movimentos de flexão e, principalmente, extensão desta articulação. Ela se insere na parte anterior do joelho e, por sua superfície passam os tendões do músculo quadríceps (principal músculo extensor) antes de se inserir na tuberosidade anterior da tíbia.

É a patela que evita o atrito entre a musculatura do joelho quando do movimento de extensão da perna após a flexão, atuando também, no aumento de eficácia desta musculatura (quadríceps). Possue a patela em sua superfície interna uma cartilagem denominada de "Cartilagem patelo-femural". Quando o joelho encontra-se em sua flexão máxima, no movimento de retorno à extensão (elevação após agachamento), forças vetoriais agem internamente no joelho, de forma que uma alavanca é exercida em sua parte interna facilitando, este movimento.

Para que este movimento ocorra de forma harmônica, deverá a patela escorregar através de um sulco situado entre os dois côndilos do fêmur, denominado sulcu patelar ou incisura intercondiliana (troclear).

Em determinadas pessoas ou atletas, devido a uma má formação congênita ou hipertrofia de determinado grupo muscular da coxa, a patela pode escorregar lateralmente (internamente ou externamente) durante este movimento, fazendo com que ocorra um atrito entre a cartilagem patelar e cartilagem interna da tróclea do fêmur. A repetição de tal fato, poderá acarretar uma lesão que, se persistente, evoluirá para um processo degradativo articular (OSTEARTROSE FEMURO-PATELAR). Estes são os casos sub-luxação ou luxação patelar.

Tal alteração pode ocorrer em qualquer grau de flexão do joelho, podendo o diagnóstico da mesma, ser confirmado radiológicamente por um RX simples axial de patela á 30 graus, 45 graus e 60 graus de flexão.

Em academias de ginástica, exercícios de agachamento completo, semia agachamento (burpee), leg extension, leg press, prensa inclinada ou outros que impliquem em flexo-extensão máxima dos joelhos, podem desencadear ou agravar a sintomatologia decorrente desta alteração (luxação femuro-patelar).

Uma vez instalada esta patologia, o uso de exercícios corretivos, antiinflamatórios e SUBSTÂNCIAS CONDROPROTETORAS poderá auxiliar tanto na prevenção, quanto no tratamento.

Fonte

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A Fibromialgia caracteriza-se por ser uma síndrome dolorosa crônica, apresentando dores em diferentes pontos, e distúrbios do sono entre ...

Fibromialgia x Acupuntura

A Fibromialgia caracteriza-se por ser uma síndrome dolorosa crônica, apresentando dores em diferentes pontos, e distúrbios do sono entre vários outros sintomas.
Ocorre em cerca de nove mulheres para cada homem em idades variadas. Caracterizada, principalmente, por uma dor difusa, referida no sistema músculo-esquelético, acompanhada por fadiga, distúrbios do sono e pontos dolorosos pré-determinados.
É considerada uma síndrome porque é identificada mais pelo número de sintomas do que por uma má função específica. Não necessariamente apresentará todos os sintomas, mas outros podem estar presentes, como parestesia, disminorréia, cefaléia, artralgia, rigidez matinal, ansiedade e depressão.

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A variedade de opções de tratamentos tem aumentado o controle da doença, e uma via alternativa em estudo é a Acupuntura. Sua eficácia no tratamento da dor de diversas etiologias estão bem demonstrados; em especial para a síndrome de dor, em que o conceito de pontos-gatilho apresenta correlações importantes com o de pontos de Acupuntura, e para a qual é imprescindível uma ação terapêutica direta sobre os músculos cronicamente lesados (Hirakui, 2004).
Incidência
Estima-se que a fibromialgia seja a terceira maior causa que levaria um indivíduo a procurar um reumatologista (Rosa Filho, 2004), sendo vista como uma das queixas reumáticas mais comuns, afetando 2% da população onde o predomínio é pelo sexo feminino cuja idade varia de 25 a 50 anos. É pouco relatada nos países em desenvolvimento ( Hirakui, 2004).
O que Causa a Fibromialgia
Alguns fatores isolados como traumas emocionais ou físicos, estresses como doenças, mudanças hormonais, etc., podem gerar dores ou fadiga generalizadas que não melhoram com o descanso e que caracterizam a Fibromialgia.
Outro fator importante é a falta de serotonina, que é produzida no nível delta do sono, constantemente interrompido na fibromialgia.
lguns pacientes são capazes de identificar fatores que agrava as dores, como quadros virais, traumas físicos (acidentes automobilístico), traumas psíquicos (problemas com filhos, divórcios e outros), mudanças climáticas (especialmente o frio e a umidade), sedentarismo e a ansiedade são os mais relatados. Porém, o único achado relevante ao exame físico é a presença dos pontos dolorosos ou "tender points".
Sintomas Clínicos
A alteração mais evidente é a dor generalizada, mas é possível identificar rigidez generalizada no corpo, pela manhã e edema nas mãos e nos pés onde também são notadas paresias, principalmente nas mãos. Cansaço extremo que se mantém durante quase todo o dia. Acredita-se que devido a este sintoma, os pacientes com Fibromialgia não tenham tolerância ao esforço físico, mas é importante ressaltar que mesmo que pareça um paradoxo, esses pacientes devem, de forma orientada, estar atentos à prática de exercícios físicos, para estimular serotonina.
Cefaléia tensional, sensibilidade ao frio, vertigem, dificuldade de concentração, secura de olhos e boca, taquicardia, tensão pré-menstrual, irritabilidade e distúrbio de humor são, também, observados (Hirakui, 2004).
Diagnóstico
O critério para o diagnóstico é puramente clínico. Embora pareça que o paciente esteja fisicamente normal, um exame mais detalhado e minucioso demonstra áreas bastante sensíveis ao toque. São pontos hipersensíveis sobre músculos e ligamentos.
Para que seja confirmada qualquer suspeita sobre fibromialgia, deve-se obedecer alguns critérios estabelecidos, como presença de dor disseminada por 3 meses ou mais.
A dor é disseminada quando apresentar:
  • -Dor no hemicorpo esquerdo e direito;
  • -Dor acima e abaixo do punho;
  • -Coluna cervical;
  • -Parede anterior do tórax;
  • -Coluna torácica;
  • -Coluna lombar.
Em conjunto com a dor disseminada, é preciso que o paciente sinta dor pelo menos em 11 dos 18 tender points, que são pontos palpáveis, hipersensíveis, espalhados por todo corpo:
  • -Região occipital: bilateralmente, nas inserções dos músculos;
  • -Coluna cervical inferior, nos espaços intertransversais, bilateralmente;
  • -Trapézio, bilateralmente, no ponto médio da borda superior;
  • -Supra-espinhoso, bilateralmente, nas origens e acima da espinha escapular e da borda medial da escápula;
  • -Segunda costela, bilateralmente, no 2º espaço intercostal e articulação condrocostal;
  • -Epicôndilo lateral: bilateralmente, 2 cm abaixo dos epicôndilos;
  • -Região glútea, bilateralmente, nos quadrantes superolaterais e abaixo do piriforme;
  • -Trocânter maior, bilateralmente, posterior à proeminência trocantérica;
  • -Joelho, bilateralmente nas interlinhas mediais e no local de inserção dos músculos da pata de ganso. (Hirakui, 2004).
Intervenção da Acupuntura na Fibromialgia
A base de tratamento da Acupuntura é o reequilíbrio energético através de canais que se encontram distribuídos no organismo humano por onde passa a energia vital. O tratamento é feito através de inserção de agulhas introduzidas nos pontos os quais estão localizados nos canais energéticos também chamados meridianos. Segundo a teoria da Acupuntura, todas as estruturas do organismo se encontram em equilíbrio pela atuação das energias Yin e Yang, um desequilibro, gera doença. De acordo com estudos e pesquisas para comprovar a eficácia, a arte da Acupuntura visa através da sua técnica, estimular os pontos reflexos que tenham a propriedade de restabelecer o equilíbrio alcançando assim, resultados terapêuticos e diminuindo o quadro álgico para uma melhor qualidade de vida e retorno às atividades diárias.
Será abordado o tratamento denominado Teoria dos Cinco Elementos. A aplicação da teoria dos cinco elementos está na classificação em diferentes categorias como emoções humanas e fenômenos naturais externos do corpo como as condições climáticas. No caso da fibromialgia destaca-se uma desarmonização no excesso de fígado e deficiência de rins. Através desse tratamento, observamos também o ciclo de dominação que o fígado, coração, rim, pulmão, necessitam de tratamento simultaneamente. Um dano no fígado pode influenciar também o coração e acontece que a dominação da mãe atinge o filho pode influenciar o pulmão, pode influenciar os rins, o que resulta em a dominação do filho atinge a mãe. Reforçar a Terra para produzir Metal, Umedecer a Água para manter a Madeira irrigada, sustentar a Terra para conter a Madeira e fortificar a Água para conter o Fogo.
Água em deficiência, tonificar a mãe Rim que é o pulmão + rim + baço. Fígado em excesso, sedar o filho que é coração + Fígado. Fígado em excesso, o rim não consegue guardar energia essencial.
Os pontos empregados são detectados à palpação e baseando-se nos critérios acima citados dos tender points e áreas de dor referida, já que o diagnóstico da Fibromialgia é puramente clínico. As agulhas de Acupuntura devem ser introduzidas nestes pontos com profundidade que varia de acordo com a anatomia local. (Hirakui, 2004).
É possível evitar a Fibromialgia?
Não existem estudos científicos comprovando especificamente como evitar fibromialgia, mas sim estudos mostrando como atenuar os sintomas dolorosos da fibromialgia e evitar que o quadro piore.
Alguns pesquisadores, através de trabalhos científicos, nos mostram que as pacientes com fibromialgia podem melhorar muito o quadro com alguns procedimentos simples, tais como:
  1. Atividade física e alongamentos rotineiramente,
  2. Meditação
  3. Relaxamento a qualquer momento do dia. Principalmente treinar para estar preparada nos momentos da dor mais intensa.
Obviamente que a pessoa que adquirir estes costumes na sua vida diária, estará vivenciando mais calma e paz interior, que são os ingredientes básicos anti fibromialgia. 

Texto enviado por Carlos Eduardo Oliveira - Graduado em Fisioterapia pela Fundação Educacional de Fernandópolis (SP) - Especializado em Medicina Tradicional Chinesa (Acupuntura) pelo Colégio Brasileiro de Acupuntura (CBA/SP).

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Fibromialgia caracteriza-se por dor muscular e tendinosa difusa crônica em pontos dolorosos de localização anatômica específica. Quais os pr...

Resumo sobre Fibromialgia


Fibromialgia caracteriza-se por dor muscular e tendinosa difusa crônica em pontos dolorosos de localização anatômica específica.

Quais os principais sintomas?

Os sintomas são dor generalizada ("dói tudo") e um ou mais dos seguintes:
  • fadiga
  • sono superficial e não reparador (desperta mais cansado do que quando deitou à noite)
  • depressão psíquica
  • ansiedade
  • dor de cabeça (pode ser enxaqueca)
  • dormência de mãos e pés
  • dor abdominal com períodos de prisão de ventre intercalados com diarréia
Em nenhum momento haverá inflamação ou deformidade nas articulações e os movimentos não estão limitados.

Caracteristicamente, os portadores de fibromialgia têm os sintomas por anos sem modificações importantes. Os problemas são dor e fadiga.

Como se desenvolve?

A causa e os mecanismos que provocam fibromialgia não estão perfeitamente esclarecidos. Não há nenhuma evidência concreta de que possa ser transmitida nem se verifica maior prevalência em familiares.

Diminuição de serotonina e outros neurotransmissores provocam maior sensibilidade aos estímulos dolorosos e podem estar implicados na diminuição do fluxo de sangue que ocorre nos músculos e tecidos superficiais encontrados na fibromialgia.

Qual a melhor forma de tratamento?

No tratamento, devem ser usados analgésicos; não parece haver vantagem no uso de anti-inflamatórios ou cortisona em caráter permanente.

São drogas obrigatórias os antidepressivos tricíclicos (principalmente amitriptilina e ciclobenzaprina)que agem sobre a serotonina no cérebro e têm efeito analgésico no sistema nervoso central.

Condicionamento muscular orientado por conhecedores da doença e seu entendimento pelos pacientes são indispensáveis. Pacientes com manifestações psiquiátricas mais intensas devem ter atendimento especializado.

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O diagnóstico da síndrome do túnel do carpo é muitas vezes feita pelo médico baseado em uma descrição precisa dos sintomas. Durante o exame...

Diagnóstico da Sindrome do Túnel do Carpo


O diagnóstico da síndrome do túnel do carpo é muitas vezes feita pelo médico baseado em uma descrição precisa dos sintomas. Durante o exame físico, o teste pode identificar a fraqueza dos músculos supridos pelo nervo mediano na mão, incluindo alguns músculos do polegar afetado pela síndrome. Pode haver diminuição da sensibilidade na mão para as picadas de agulha ou leve toque. Dobrar o punho para 90 graus durante um minuto, pode causar sintomas que aparecem na mão (teste de Phalen) ou batendo no pulso, com um martelo reflexo pode causar um choque elétrico, como sensação (Tinel). Tardias da doença, pode haver adelgaçamento da musculatura ou atrofia muscular na base do polegar.

O diagnóstico da síndrome do túnel do carpo pode ser confirmado e gravidade determinada por um dois-parte de teste elétrico:

. O teste de condução nervosa é a evidência mais forte para a síndrome do túnel do carpo. O nervo é estimulado com uma leve corrente elétrica gerada por um pequeno eletrodo colocado na pele, proximal ao túnel (lado do cotovelo do túnel). O impulso viaja no nervo através do túnel para o lado onde o impulso é medido. Se o nervo mediano é afetado, o impulso vai demorar mais tempo do que seria esperado para chegar ao outro lado. Quanto maior o atraso no impulso nervoso, pior o dano do nervo será.

. A segunda parte do teste, eletromiografia, mede o grau de funcionamento anormal dos músculos. Uma pequena agulha é colocada em vários músculos supridos pelo nervo mediano, e os impulsos elétricos do músculo é medido em repouso e após contração (endurecimento com o uso) do músculo. Se o nervo foi severamente comprimida, esses músculos podem ser afetados e não vai funcionar normalmente no teste elétrico.

Fonte

Nos últimos anos, a ultra-sonografia diagnóstica e varreduras de MRI foram usados para ajudar a diagnosticar e CTS excluir outras causas de mão e punho sintomas. Estas tecnologias podem identificar edema do nervo mediano e anormalidades da parede do túnel, o seu conteúdo e área circundante. Isso pode incluir a fonte da compressão do nervo mediano, incluindo inflamação das estruturas do túnel, tais como inflamação dos tendões, que pode ocorrer na artrite reumatóide. Outras anomalias do tendão, incluindo um gânglio, ou excesso de gordura no túnel, também pode ser visto em MRI.

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Na crise aguda, o exercício está totalmente contraindicado. Deve-se f...

Trate a sua lombalgia


Na crise aguda, o exercício está totalmente contraindicado. Deve-se fazer repouso absoluto, deitado na cama. Uma alternativa é deitar de lado em posição fetal (com as pernas encolhidas). Não estão indicados na fase aguda: tração, manipulação, RPG, cinesioterapia, alongamento e massagem.

Os analgésicos e os anti-inflamatórios podem ser usados. Sedativos são úteis para ajudar a manter o paciente em repouso no leito. Existem outras substâncias muito usadas, porém sem nenhuma eficácia científica comprovada, tais como: vitamina B12, cortisona, cálcio, gelatina de peixe, casca de ovo, casca de ostra, geleia de tubarão e unha do diabo. Nenhuma delas tem efeito comprovado. Nota-se que, quanto mais bem feito o repouso, menos medicamentos são necessários. Obviamente, deve-se tratar a causa da lombalgia.

Nem todos os casos de hérnia de disco têm de ser operados. Quase todos regridem com repouso no leito, sem necessidade de cirurgia. Assim, a hérnia murcha e deixa de comprimir estruturas importantes, como os nervos. O tratamento cirúrgico está indicado apenas nos 10% dos casos em que a crise não passa entre três a seis semanas, em pacientes que têm crises repetidas em um curto espaço de tempo ou quando existem alterações esfincterianas (perda de controle para urinar e defecar).

Enquanto, no adulto, a maioria das lombalgias tem causas e tratamentos simples, a dor lombar no adolescente é incomum e com causas que devem ser investigadas cuidadosamente pelo médico ortopedista.

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Além de causar sensação de atrito, dor e limitação de movimentos, a artrose é caracterizada pela degeneração progressiva da cartilagem e p...

Degeneração progressiva causada pela artrose pode atingir a coluna

Além de causar sensação de atrito, dor e limitação de movimentos, a artrose é caracterizada pela degeneração progressiva da cartilagem e pode atingir todas as articulações, com destaque para quadril, joelhos, pés e coluna - articulações de carga, devido ao esforço a que são submetidas. Segundo especialistas, as pessoas que sofrem da condição devem ficar atentas às dores nas costas, pois a artrose na coluna pode ser incapacitante se não for tratada adequadamente.

"Quando a coluna é atingida, o importante é iniciar um bom tratamento para que o caso não se torne mais grave e incapacitante, levando o paciente a tratamentos mais agressivos", afirma o fisioterapeuta Helder Montenegro, do Instituto de Tratamento da Coluna Vertebral.

As mulheres, especialmente após a menopausa, e homens na meia idade são os mais suscetíveis à condição - e devem estar mais atentos -, embora a artrose possa surgir em qualquer fase da vida. "Além do fator genético, a doença pode surgir devido a um trauma ou processo inflamatório crônico", explica o especialista.

Como 85% da população vai viver ao menos um episódio de dor nas costas ao longo da vida, segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde, o fisioterapeuta destaca que as pessoas precisam rever alguns hábitos e buscar fortalecer os músculos posturais, responsáveis por dar sustentação à coluna, visando a prevenção de processos inflamatórios característicos da artrose.

O primeiro passo para colocar a coluna em ordem, segundo o especialista, é fazer uma boa avaliação, identificando as causas da dor. São feitos testes ortopédicos e fisioterapêuticos específicos, de mobilidade, de força, de alongamento muscular e do sistema nervoso para saber qual é a situação clínica do paciente. Com o quadro definido, o tratamento é iniciado, incluindo o uso a fisioterapia, exercícios de musculação e caminhada.

Fonte: Flöter&Schauff Assessoria de Comunicação. Press release. 23 de março de 2010.

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A tendinite é a inflamação de um tendão; a tenosinovite é a tendinite acompanhada pela inflamação da bainha protectora que cobre o tendão. O...

Tendinite e tenosinovite



A tendinite é a inflamação de um tendão; a tenosinovite é a tendinite acompanhada pela inflamação da bainha protectora que cobre o tendão.

Os tendões, alguns dos quais estão cobertos por uma bainha protectora, são cordas fibrosas de tecido resistente que ligam os músculos aos ossos. As bainhas dos tendões cobrem alguns tendões.

A maior parte das tendinites surgem em pessoas de meia-idade ou idade avançada, dado que com a idade os tendões são mais propensos às lesões. Contudo, também aparecem em jovens que praticam exercícios intensos e em pessoas que realizam tarefas repetitivas.

Certos tendões, especialmente os da mão, são particularmente propensos a inflamação. A inflamação do tendão que estende o polegar da mão para fora denomina-se doença de De Quervain. A inflamação pode fazer com que os tendões que fazem fechar os outros dedos da mão fiquem presos, produzindo-se uma sensação de estalido (dedo em gatilho). A tendinite do bicípete, na parte superior do braço, causa dor quando se dobra o cotovelo ou se roda o antebraço. É frequente que se inflamem o tendão de Aquiles no calcanhar e o tendão que percorre a parte superior do pé.

As doenças articulares, como é o caso da artrite reumatóide, a esclerodermia, a gota e a síndroma de Reiter, também podem afectar as bainhas dos tendões. Nos adultos jovens que contraem gonorreia, especialmente em mulheres, a bactéria (gonococo) pode causar tenosinovite, afectando habitualmente os tendões dos ombros, pulsos, dedos, ancas, tornozelos e pés.

Sintomas

Os tendões inflamados costumem causar dor quando se movem ou se tocam (mover as articulações próximas do tendão, ainda que seja ligeiramente, pode causar uma dor intensa). As bainhas dos tendões podem inchar visivelmente pela acumulação de líquido e pela inflamação, ou podem secar e roçar contra os tendões, causando uma sensação áspera que se pode sentir, ou um som que se escuta durante a auscultação, quando a articulação se move.

Tratamento

Várias formas de tratamento podem aliviar os sintomas de uma tendinite. Costumam ser úteis o repouso, a imobilização com entalamento ou gesso e a aplicação de calor ou frio (conforme seja conveniente). A terapia com anti-inflamatórios não esteróides como a aspirina ou o ibuprofeno durante 7 a 10 dias diminui a dor e a inflamação.

Por vezes, os corticosteróides e os anestésicos locais injectam-se na bainha do tendão. Este tratamento é particularmente útil para tratar um dedo em gatilho. Raramente, a injecção causa um acesso que dura menos de 24 horas e pode tratar-se com compressas frias e analgésicos.

O tratamento deve ser repetido todas as semanas ou de 3 em 3 semanas durante 1 ou 2 meses, antes que a inflamação diminua por completo. Uma tendinite crónica e persistente, como acontece na artrite reumatóide, pode ser tratada cirurgicamente para extrair as zonas inflamadas, sendo necessária a fisioterapia depois da intervenção. Com frequência, a cirurgia está indicada para tratar um dedo em gatilho crónico ou para extrair as acumulações de cálcio das zonas de uma tendinite de longa duração, como a zona que circunda a articulação do ombro.

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A AR geralmente requer um tratamento ao longo da vida toda, incluindo medicação, fisioterapia, exercício físico, medidas educativas e poss...

Tratamento de Artrite Reumatóide

A AR geralmente requer um tratamento ao longo da vida toda, incluindo medicação, fisioterapia, exercício físico, medidas educativas e possivelmente cirurgia. Quando precoce, um tratamento agressivo para a AR pode retardar a destruição das articulações.

MEDICAMENTOS

Drogas antirreumáticas modificadoras de doença (DARMDs): Essas drogas são o padrão atual de cuidado da AR, além de repouso, exercícios de fortalecimento e drogas anti-inflamatórias.

  • O metotrexato é o DARMDs mais comumente usado para a artrite reumatoide. A leflunomide pode ser um substituto do metotrexato
  • Essas drogas podem ter efeitos colaterais graves, portanto, é necessário fazer exames de sangue frequentes durante o período de sua administração

Medicamentos anti-inflamatórios: Incluem a aspirina e anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), como o ibuprofeno.

  • Embora os AINEs funcionem bem, o uso a longo prazo pode causar problemas gástricos como úlceras e hemorragia e possíveis problemas do coração
  • O celecoxib é outra droga anti-inflamatória, mas tem fortes advertências com relação a doenças cardíacas e AVC. Converse com seu médico para saber se os inibidores de COX-2 são adequados para você

Medicamentos antimaláricos: Este grupo de medicamentos inclui a hidroxicloroquina e sulfasalazina e normalmente é utilizado juntamente com o metotrexato. Pode demorar semanas ou meses até que você observe os benefícios desses medicamentos.

Corticóides: Esses medicamentos funcionam muito bem para reduzir o edema e a inflamação das articulações. Devido a efeitos colaterais de longo prazo, os corticoides devem ser tomados somente por curtos períodos e em baixas doses, quando possível.

AGENTES BIOLÓGICOS:

As drogas biológicas foram desenvolvidas para afetar partes do sistema imunológico que têm um papel no processo da doença da artrite reumatoide.

Elas poderão ser receitadas quando outros medicamentos para a artrite reumatoide não funcionarem. Às vezes, o médico começa com as drogas biológicas antes, juntamente com outras drogas para a artrite reumatoide.

A maior parte delas são injetadas sob a pele (subcutâneas) ou em uma veia (intravenosas).

Existem diferentes tipos de agentes biológicos:

  • Os moduladores de glóbulos brancos incluem: abatacept e rituximab
  • Os inibidores do fator de necrose tumoral (TNF) incluem: adalimumabe, etanercepte, infliximab, golimumabe, e certolizumab
  • Inibidores de interleucina 6 (IL-6): tocilizumabe

Os agentes biológicos podem ser muito úteis no tratamento da artrite reumatoide.

Entretanto, as pessoas que tomam esses medicamentos devem ser observadas atentamente devido a graves fatores de risco:

  • Infecções por bactérias, vírus e fungos
  • Leucemia
  • Possivelmente psoríase

CIRURGIA

Algumas vezes, é necessário cirurgia para corrigir as articulações gravemente afetadas. As cirurgias podem aliviar a dor e as deformações das articulações.

O primeiro tratamento cirúrgico pode ser uma sinovectomia, que é a remoção da membrana sinovial (sinóvia).

Em algum momento, é necessário substituir totalmente a articulação. Em casos extremos, podem ser feitas substituições totais de joelho, quadris, tornozelos e ombros, entre outros. Essas cirurgias podem significar a diferença entre ser totalmente dependente dos outros e ter uma vida independente em casa.

FISIOTERAPIA

Exercícios de amplitude de movimento e programas de exercícios prescritos por um fisioterapeuta podem atrasar a perda de função da articulação.

Técnicas de proteção das articulações, tratamentos de frio e calor e dispositivos como férulas e órteses para ajudar a sustentar e alinhar as articulações podem ser muito úteis.

Às vezes, os fisioterapeutas usam máquinas especiais para aplicar calor profundo ou estimulação elétrica para reduzir a dor e aumentar a mobilidade da articulação.

Os terapeutas ocupacionais podem criar férulas para mãos e punhos e ensinar como proteger e usar melhor as articulações afetadas pela artrite. Eles também mostram aos pacientes como enfrentar melhor as tarefas diárias no trabalho e em casa, apesar das limitações causadas pela AR.

São recomendáveis períodos frequentes de repouso entre as atividades, além de 8 a 10 horas de sono por noite.

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A dor lombar na hérnia de disco pode ser localizada ou radicular. O mecanismo dessa dor e as alterações anatomofisiológicas são parâmetros a...

Tens nas Algias Lombares Causadas por Hérnia De Disco

A dor lombar na hérnia de disco pode ser localizada ou radicular. O
mecanismo dessa dor e as alterações anatomofisiológicas são parâmetros
adequados para a terapia com a TENS. Sendo essa terapia de uso
crescente, é necessário compreeender o mecanismo de analgesia e saber
como, a partir de uma lesão, produz-se o fenômeno da dor, conhecendo
os caminhos que levam os impulsos dolorosos até o cérebro.

I-INTRODUÇÃO

A TENS (transcutâneous eletrical nerve stimulation) é um estimulador
elétrico com a capacidade de estimular nervos periféricos com
eletrodos colocados na superfície do corpo e cujos estímulos gerados
são pulsos de tensão com o objetivo clínico de provocar alívio
sintomático da dor. A dor é um mecanismo de proteção do corpo. Ela
ocorre sempre que algum tecido esteja sendo lesado, provocando reação
no indivíduo, eliminando assim o estímulo doloroso. As algias são
sintomas mais comuns na hérnia de disco lombar que é a liberação ou
prolapso do núcleo pulposo por ruptura ou afastamento do anel
fibroso.Como a dor radicular é a principal queixa de um paciente
portador de hérnia discal e o TENS é o principal recurso
fisioterapêutico usado para provocar analgesia, faz-se necessário um
levantamento bibliográfico com a finalidade de trazer comprovações
teóricas na eficácia do TENS nas algias causadas por esta patologia
específica.

Há interrupção da dor no uso da TENS ? Sua analgesia tem efeito
duradouro ? Pode ocorrer acomodação neural ? Quais as modalidades do
TENS ideais para dor aguda e dor crônica ?Baseado em dados
bibliográficos, o uso da TENS na melhora do desconforto do quadro
álgico trará ao fisioterapeuta maior segurança em associar os demais
recursos necessários na reabilitação do paciente com hérnia de disco
lombar.

II-REVISÃO de literatura

II-1- Hérnia de Disco

II-1-a) Conceito:

Hérnia discal é a herniação do núcleo pulposo através do anel fibroso,
constituindo-se como uma das principais causas de dor lombar
(CECIL,1992).

Quando há uma herniação medial, envolve a medula espinhal diretamente,
pode haver pouca ou nenhuma dor, ou dor na distribuição radicular
bilateral. Sendo que, em muitas vezes, a dor é sentido em local
distante da herniação do disco.(CECIL,1992)

II-1-b) Fatores Etiopatogênicos: Traumas, infecções, malformações
congênitas, doenças inflamatórias e metabólicas, neoplasias,
distúrbios circulatórios, fatores tóxicos, fatores mecânicos e
psicossomáticos.(SAMARA,1985).

II-1-c) Localização da dor Lombar

É geralmente entre L4 e L5 e entre L5 e S1 comprimindo as raízes L5 e
S1, respectivamente. Mesmo sendo incomum, há herniação L3 e L4. (
CECIL,1992).

II-1-d) Quadro Clínico

A coluna pode manter-se rígida, a curva lordótica lombar normal pode
desaparecer, espasmo muscular pode ser proeminente e a dor
exarcerbar-se na extensão da coluna e ser aliviada em flexão lenta. A
parestesia e a perda sensorial com fraqueza motora no miótomo suprido
por aquela raiz, além da diminuição ou ausência de reflexos são
evidências de distúrbios neurológicos causados pela hérnia discal.

Quando há elevação da perna estendida em decúbito dorsal pode
reproduzir dor radicular. Ao elevar a perna contralateral e houver dor
espontânea sugere - se hérnia discal.

Pode causar a dor durante a palpação sobre o nervo femoral na virilha
ou sobre o nervo ciático na panturrilha, coxa ou glúteos.
(CECIL,1992).

II-1-e) Dor na Hérnia Discal

Por ser a dor o sintoma mais comum nesta patologia , a origem exata da
dor localizada não é conhecida , mas pode resultar de compressão do
nervo sinovertebral . A dor radicular geralmente aparece depois de
ataques repetidos de dor localizada e é percebida como aguda, de forma
súbita que pode irradiar da coluna ao longo da distribuição inteira da
raiz envolvida ou afetar somente uma parte desta raiz . Ambas as
dores, localizada e radicular podem ser aliviadas com o repouso e
aumenta com as atividades.

As hérnias podem ser assintomáticas, neste caso herniação para o
centro dos corpos vertebrais que delimitam o disco ( Nódulo de Schmörl
). E podem ser sintomáticas, e quando hernia para dentro do canal
vertebral comprimindo terminações e raízes nervosas. Estas dependem da
localização, do tamanho, do tipo e do grau de envolvimento radicular.

Algumas fibras desse feixe terminam na substância reticular do tronco
cerebral, e a maior parte se encaminha para o tálamo, terminando no
complexo centro basal. Deste, os sinais são transmitidos para outras
áreas basais do cérebro e para o córtex sensorial somático. Para a dor
do tipo rápido ser bem localizada é preciso que os receptores táteis
sejam também estimulados.

Paleoespinotalâmico = Sistema que transmite os sinais dolorosos pelas
fibras periféricas de dor lenta do tipo C e ocasionalmente do tipo A ?
. Essas fibras nervosas periféricas terminam nas lâminas I e II das
pontas dorsais da medula que juntos são chamados de substancias
gelatinosas .

Nas próprias pontas dorsais , os sinais passam por um ou mais
neurônios internunciais de fibras curtas antes de chegar à lâmina V (
células transmissoras T ) , onde originam axiônios longos que se
juntam às fibras da via de dor rápida passando pelo lado oposto da
medula e se encaminha para o lado ipsio lateral em direção ao cérebro
( GUYTON,1984).

II-2-Dor

II-2-a) Receptores da dor e sua estimulação

Os receptores da dor são as terminações livres (pele,
periósteo,paredes arteriais, ...). A maior parte das fibras dolorosas
pode ser excitada por tipos múltiplos de estímulos (frios, alogamento
excessivo, calor, ...), que são denominados nociceptores mecânicos,
térmico e químico.

A dor rápida é evocada por nociceptores mecânicos e térmicos, enquanto
que a dor lenta resulta dos três tipos de nociceptores. Esses
nociceptores químicos podem ser estimulados por substâncias químicas
que têm grande importância no aparecimento da dor do tipo lenta, tais
como: bradicinina, serotonina e prostaglandina (aumenta a
sensibilidade).

Os receptores da dor não se adaptam ao estímulo nocivo, fazendo com
que o indivíduo permaneça alerta ao estímulo lesivo, que provoca a dor
durante todo o tempo que ele persiste.(CECIL,1992)

II-2-b) Vias de transmissão da dor

As terminações nervosas livres utilizam duas vias : para a dor rápida
e em pontada e uma via para a dor lenta-crônica.

Os sinais de dor rápida são transmitidas nos nervos periféricos em
direção a medula espinhal por fibras de pequeno diâmetro tipo A ?
(rápidas) e a dor lenta por fibras tipo C. Devido a esse duplo
sistema, um estímulo doloroso brusco causa uma sensação dolorosa dupla
(rápida- em pontada e em queimação).

Após penetrar na medula espinhal através da raiz dorsal, as fibras da
dor vão para o feixe de Lissauer, posterior à ponta dorsal da
substância cinzenta da medula espinhal, terminando sobre neurônios
localizados nas pontas dorsais, onde há dois sistemas para o
processamento dos sinais dolorosos que se dirigem para o cérebro por
meio de duas vias:

Neoespinotalâmico = As fibras rápidas de dor do tipo A ? transmitem
principalmente os sinais dolorosos mecânicos e térmicos. Elas terminam
na lâmina I das pontas dorsais (lâmina marginal), onde excitam os
neurônios de segunda ordem, os quais originam longas fibras que cruzam
para o lado oposto da medula pela comissura anterior e se dirigem para
o cérebro pelas colunas ântero-lateral.

II-2-c) Opiáceos endógenos

Em 1975, descobriu-se que no sistema nervoso central existem
receptores para opiáceos endógenos (endorfina, encefalina e substância
P) em altas concentrações, especialmente em áreas identificadas por
Melzak e Will e em áreas associadas com nocicepção como importantes na
inibição dolorosa: tálamo sistema límbico, substância cinzenta
periaquedutal e substância gelatinosa, (UMPHRED, 1994).

II-3- TENS

II-3-a) Conceito

É uma terapia segura, não invasiva que "reduz" ou "elimina" os sinais
de dor, favorecendo ao indivíduo a execução de suas atividades com
maior conforto. Sendo um estimulador sensitivo trancutâneo, os
impulsos da corrente são transmitidos através da pele com o auxílio do
gel para não haver interrupção do estímulo. Na medida que os impulsos
atinge o nervo, obtém - se a regulação para o controle da dor.

São pulsos de tensão regulares com amplitude variável de mais ou menos
85 V, freqüência de 2 a 200 Hz com duração de 20 a 90 ms. É aplicado
para o tratamento da dor aguda e crônica. (SULLIVAN,1997).

- De Pulso

Contração mais parestesia, intensidade variável de acordo com o nível
de tolerância do paciente, analgesia após 10 a 30 minutos, freqüência
de 70 a 100 Hz e tempo pulso de 100 a 200 s. ( RODRIGUES e GUIMARÃES,
1998).

- II-3-d) Sugestão no modo de estimulação e colocação dos eletrodos na
dor lombar na hérnia de disco

- DOR AGUDA

Tens Convencional de alta freqüência com analgesia, através da teoria
da comporta, atuando na substância gelatinosa. Os eletrodos
tetrapolares podem ser colocados :

Bilateral - usando dois canais em ambos os lados da região lombar.

Cruzada - quando dois canais cruzam a área de dor, concentrando a
corrente da região da dor.

- DOR CRÔNICA

- Tens de baixa freqüência ( Tens Acunputura ). Analgesia liberada
pelos opiáceos . Os eletrodos devem ser aplicados nos miótomos
segmentares relacionados ou em pontos remotos de acunputura. (
RODRIGUES e GUIMARÃES, 1998) .

II-3-b) O Tens e a modulação da dor

A explicação neurofisiológica mais provável que explica a modulação da
dor pelo Tens, levando a analgesia , é através da ativação do "Portão
espinhal da dor", proposta por Melzack e Wall. Teoria na qual há um
bloqueio dos impulsos da dor que vem da periferia ( lâminas II,III e
V),sendo assim , esse bloqueio na substância gelatinosa ( II e III)
agiria como uma comporta que tem a capacidade de impedir que impulsos
aferentes alcancem as células T , as quais conduzem a sensação de dor
para diversas partes do cérebro ( cerebelo, tronco cerebral, tálamo e
córtex). (UMPHERP, 1994).

Quando se aplica um estímulo não doloroso através das fibras A (
rápidas) , esse estímulo "fecha" a "comporta , inibindo a percepção da
dor ao nível medular, estimulando as células da substância gelatinosa
, assim é necessário que as fibras A sejam ativadas primeiro, já que
possuem limiar alto, sendo despolarizada pela corrente de alta
freqüência e baixa intensidade que é indicado para dores agudas, onde
o efeito analgésico é rápido, porém menos duradouro e uma sensação de
formigamento. A alta insensibilidade e a baixa freqüência atuam no
sistema nervoso central, estimulando substâncias analgésicas
endógenas. São indicados para dores crônicas, onde o efeito analgésico
é mais demorado, essa modalidade provoca uma sensação dolorosa. (
RODRIGUES E GUIMARÃES, 1998).

II-3-c) Tipos de Tens

A tens apresenta quatro modos de estimulação :

- Convencional

A sensação é percebida por um formigamento. A analgesia é imediata ou
após 20 minutos de aplicação ( 10 a 30 mA). O efeito analgésico dura
de 20 minutos a 2 horas, dependente totalmente das atividades da vida
diária, a freqüência vai de 50 a 100 Hz e o tempo de pulso ( T ) de 40
a 75 ms.

- Breve e Intensa

A sensação de fasciculação muscular , não ritmica , intensidade de 30
a 80 mA, analgesia de 10 a 15 minutos , dura enquanto a estimulação
estiver presente, freqüência de 100 a 150 Hz e o tempo de pulso 150 a
250 ms.

- Acunputura

Contrações fortes, intensidade alta, no limite suportável, analgesia
de 2 a 6 horas e o tempo de 20 a 30 minutos, a área de percepção é em
pontos remotos de acunputura, freqüência vai de 1 a 4 Hz e o tempo de
pulso de 150 a 250 ms.

Para SULLIVAN,1993, a estimulação de baixa freqüência semelhante a
acunputura tem propiciado alívio a dor de uma certa porção da
população de pacientes, mas esta proporção é significativamente menor
que a associada a Tens convencional. E fica em aberto que o
posicionamento do Tens de baixa freqüência deve ser mediado por um
mecanismo não opióide ainda indefinido.

Já Carlos Castro ( UFSC) , apresentou uma sugestão clínica: "Na
prática clínica, os melhores resultados aparecem quando se associa uma
sessão com alta freqüência e baixa intensidade e outra sessão com
baixa freqüêhncia e alta intensidade e assim sucessivamente.

UMPHRED,1994,afirma que a acomodação neural, que é uma diminuição na
percepção do estímulo, acontecendo na medida que o nervo aumenta seu
limiar de excitação com a estimulação repetida, é a principal
inconveniência da Tens convencional.

III – METODOLOGIA

A pesquisa foi realizada na biblioteca da UNCISAL e com o uso de
livros particulares. Iniciou - se em 04.10.00 e finalização na data
atual ( 17.10.00).

V-DISCUSSÃO

Segundo UMPHERED,1994, pensa - se que a endorfina , substância química
semelhante a morfina, produz analgesia e efeito no humor através de
interneurônios na substância cinzenta dorsal.

V-CONCLUSÃO

Baseado em pesquisa bibliográfica, a Tens tem ótima indicação na dor
lombar causada por hérnia de disco,pois atua diretamente na teoria da
comporta da dor. O que falta, porém, é uma pesquisa de campo para se
comprovar realmente a eficácia no alívio da dor nesse tipo de
paciente.Deve - se levar em consideração que a Tens é apenas um
recurso fisioterapêutico, necessitando de recursos afins que tratem da
hérnia de disco de forma geral, pois o problema base da hérnia discal
é o que leva o paciente a Ter essa dor, necessitando assim que o
fisioterapeuta estude o paciente como um todo, direcionando o
tratamento de forma mais linear possível.

VI- BIBLIOGRAFIA

- BAZIN, S & KITCE, S. "Eletroterapia de Clayton".

10o. edição. são Paulo, 1998.

- CECIL. "Tratado de Medicina Interna"2o. edição. São

Paulo, 1992.

- GUYTON,A .C."Tratado de Fisiologia Médica".6º- edição,Rio de

Janeiro,1984.

- O'SULLIVAN, S.B. & SCMITZ, T.J. "Fisioterapia -

Avaliação e Tratamento".2o.edição. Manole.

São Paulo, 1993.

- RODRIGUES,E.M. & GUIMARÃES,C.S. "Manual

de Recursos Terapêuticos"Revinter. Rio de

Janeiro, 1998.

- UMPHRED, D.A ."Fisioterapia Neurológica". 2o

edição. Manole,1994.

- SAMARA,A .M." Reumatologia -

Medicina Interna".2oedição.São Paulo,1985.

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O que é: Autoimunidade é uma condição onde o sistema de defesa (sistema imune) de uma pessoa (ou animal) agride "por engano" est...

Autoimunidade e Doenças Autoimunes

O que é:

Autoimunidade é uma condição onde o sistema de defesa (sistema imune) de uma pessoa (ou animal) agride "por engano" estruturas do corpo desta pessoa, como faria com micróbios invasores. Hoje se sabe que algum grau de autoimunidade acontece na maioria de nós sem, no entanto, causar doença. Doença Autoimune acontece quando esta autoimunidade se perpetua ou intensifica a ponto de causar dano nos tecidos do corpo, e sintomas.

Quais são as Doenças Autoimunes?

Existem mais de 80 doenças onde a autoimunidade têm um papel importante. Em muitas delas existe também um agente infeccioso desencadeando a autoimunidade, como um vírus ou uma bactéria. São exemplos de doenças autoimunes: febre reumática, doenças do colágeno (lúpus, esclerodermia, dermatomiosite, polimiosite, artrite reumatóide, síndrome de Sjogren, doença mista do tecido conectivo), síndrome do anticorpo antifosfolípide, púrpura trombocitopêntica idiopática, púrpura trombocitopêntica trombótica, vasculites (arterite temporal, Takaiassu, Cogan, poliarterite nodosa, poliangiite microscópica, Wegener, Buerger, Behçet), sarcoidose, policondrite recidivante, espondilite anquilosante, doença inflamatória intestinal (Chron e retocolite ulcerativa), psoríasis, pênfigo, alopecia areata, vitiligo, diabetes mellitus, gastrite atrófica/anemia perniciosa, doença celíaca, cirrose biliar primária, colangite esclerosante, hepatite autoimune, síndrome de Goodpasture, Tireoidites (Graves, Hashimoto), Nefropatia por IGA, doença de Guillain-Barré, esclerose múltipla, miastenia gravis, narcolepsia, entre outras.

O que causa autoimunidade.

Ainda há muito que aprender neste campo. Abaixo alguns dos fatores que se acredita estar relacionados à autoimunidade:

A)    Infecções e mimetismo molecular: desde os tempos mais remotos os seres vivos interagem uns com os outros de maneiras positivas e negativas. Os seres maiores e mais complexos foram obrigados a se defender de parasitas, fungos, vírus e bactérias que tentassem invadi-los. Aos poucos foram desenvolvidos mecanismos de defesa inicialmente simples, mas a posteriori muito sofisticados. Uma característica fundamental para o funcionamento do sistema de defesa é o discernimento entre estruturas do próprio organismo e dos agentes infecciosos externos ou tumores. Estes agentes, por sua vez, elevam muito sua chance de sobrevivência quando conseguem se camuflar dentro do organismo invadido. O resultado desta "queda de braço" são microorganismos cada vez mais parecidos com estruturas do hospedeiro e sistemas imunes cada vez mais sofisticados. O sistema imune de mamíferos como o homem estão entre os mais sofisticados deste planeta. No entanto a semelhança entre moléculas dos agentes e estruturas do próprio corpo pode fazer com que a reação imunológica contra o invasor atinja também o indivíduo. Um exemplo clássico é a febre reumática. Nela a reação imune montada contra uma proteína do Streptococcus (proteína M) agride também estruturas do coração.

B)    Amplificação de epítopos: epítopos são as partes de uma estrutura que são reconhecidas pelo sistema imune. Uma lesão inicialmente pequena expõe novas estruturas ao sistema imune, que antes estavam escondidas. Usando o exemplo da febre reumática, a reação montada inicialmente contra a proteína M leva a danos no coração, que por sua vez leva a exposição de componentes do tecido cardíaco normalmente escondidos. A reação que se segue é maior e mais difícil de ser parada.

C)    Predisposição genética: A predisposição a doenças autoimunes é em parte controlada pela genética. Gêmeos idênticos têm os mesmos genes, mas nem sempre têm a mesma doença. Parentes de pessoas com doenças autoimunes, no entanto geralmente têm maior probabilidade de desenvolver doenças autoimunes. Em muitas das doenças autoimunes se conhece genes cuja presença propicia maior chance de desenvolvimento. Na febre reumática o gene IL1-RA foi relacionado a maior chance de desenvolvimento da forma grave de cardite (Cytokine. 2010 Jan;49(1):109-13).

D)    Acaso: Um número quase infinito de moléculas existe ou pode vir a existir. Como "construir" um sistema imune capaz de reconhecer tantas moléculas diferentes a partir de um número finito e comparativamente pequeno de genes? O problema foi resolvido da seguinte forma: os anticorpos e outras estruturas dos glóbulos brancos que reconhecem as estruturas são formados ao acaso. Os genes que codificam estas estruturas sofrem em cada célula um número exagerado de "mutações" e rearranjos (regiões hipervariáveis). Como o produto final é imprevisível, as células de defesa são testadas (antes do nascimento no timo). Se reconhecem estruturas do próprio corpo ou se nunca reconhecem nada, tendem a ser destruídas. Se reconhecem e adequadamente combatem organismos invasores são amplificadas e guardadas. Desta forma, mesmo gêmeos idênticos têm sistemas imunes diferentes, e isso é determinado pelo acaso e pelas infecções e moléculas com que eles têm contato durante sua vida.

E)     Teoria da Higiene: doenças autoimunes e alérgicas crescem em ritmo maior do que o populacional nos dias de hoje. Mas isso ocorre muito mais em países desenvolvidos do que nos subdesenvolvidos. Dentro dos países ricos, isso também acontece mais entre populações da cidade do que do campo e, em países com uma grande disparidade social como o Brasil, entre as classes ricas e pobres. A teoria mais aceita hoje para explicar esse fenômeno é a teoria da higiene. Segundo ela, o nosso sistema imunológico foi desenhado para ser desenvolvido em vigência de seguidos estímulos infecciosos e antigênicos. A vida moderna, com toda sua higiene, vacinas, alimentos pasteurizados e esterilizados não permitiria a "educação" correta do sistema imune, que ficaria mais sujeito a cometer erros. Além dos dados epidemiológicos, a principal evidência de que isso seja verdade vem de um interessante estudo com uma cepa específica de camundongos que normalmente desenvolve doenças autoimunes em 30% das vezes. Neste trabalho eles formam criados em ambiente absolutamente estéril, comeram comidas estéreis e eram paridos por parto cesárea. Com essa higiene em excesso, 50%, e não 30, desenvolveram doenças autoimunes.

Como diagnosticar uma doença autoimune?

Como discutido acima, existem muitos diferentes tipos de doenças autoimunes. Virtualmente todos os órgãos e tecidos do corpo podem ser acometidos. Estas doenças frequentemente se parecem umas com as outras e também com doenças infecciosas e outras não mediadas pelo sistema imune. Na maioria das vezes não há um único exame capaz de fornecer o diagnóstico, cuja conquista deve ser baseada em uma história bem tirada e sistemática exclusão de hipóteses. A reumatologia é a área da medicina que estuda doenças inflamatórias e, a maioria das doenças autoimunes cursa com processos inflamatórios. Se você não estiver certo de que especialista procurar, um reumatologista pode ser um bom começo.

Quais são os tratamentos e cuidados que se deve tomar?

Para cada uma das doenças autoimunes existem fatores predisponentes, cuidados e tratamentos específicos.

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Q uando o joelho incha de repente, as pessoas logo pensam no ortopedista. Muitos dos males, porém, que afetam o sistema músculoesquelé...

A função do reumatologista

Quando o joelho incha de repente, as pessoas logo pensam no ortopedista. Muitos dos males, porém, que afetam o sistema músculoesquelético (articulações, ligamentos, cartilagens e ossos) são especialidade de outro profissional, o reumatologista. Ele é tão competente quanto o primeiro, embora bem menos conhecido. Uma das razões é o número reduzido de médicos nessa área. Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia, há apenas 992 cadastrados no país - metade deles só no estado de São Paulo. Outra justificativa para o desconhecimento são as confusões que o termo reumatismo gerou ao longo do tempo.

Derivado do grego, o prefixo rheuma quer dizer 'líquido que flui, que corre' e antigamente serviu para caracterizar qualquer inchaço articular, sem razão traumática (torções e pancadas). Acreditava- se que o acúmulo de fluido nessas regiões é que gerava dores e dificultava movimentos - por isso o nome.

Hoje, o prefixo tem significado mais amplo: representa 106 doenças que, por vários fatores, incluindo predisposição genética, causam inflamações ou degenerações no aparelho locomotor, podendo comprometer sua função, além de alguns órgãos como rins, pulmão e coração. Entre as enfermidades estão artrose (desgaste da cartilagem), fibromialgia (dores difusas pelo corpo), osteoporose (enfraquecimento dos ossos), artrite reumatóide (juntas inflamadas, deformações e dificuldade de movimentos), febre reumática (capaz de provocar lesão cardíaca). E mais: lombalgia, tendinite, gota, bursites. . .

Formação em clínica geral
De acordo com o professor de reumatologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Jamil Natour, expresidente da Sociedade Paulista de Reumatologia, por envolver uma série de distúrbios secundários, as doenças reumáticas são de difícil diagnóstico e exigem do especialista um sólido conhecimento clínico. "Para isso, após a faculdade de medicina, o futuro reumatologista deve fazer dois anos de residência em clínica geral e, depois, mais dois anos em reumatologia", explica.

Só assim, ele estará apto a tratar uma hipertensão e até uma inflamação na aorta, se forem conseqüências dos males incluídos em sua especialidade. Não é à toa que sua formação é a mais reconhecida para diagnosticar e tratar as doenças auto-imunes, como o lúpus, caracterizadas por reação inesperada do sistema imunológico (ele começa a produzir anticorpos contra o próprio organismo).

"Enfim, trata-se de um médico que, mais do que conhecer todo o funcionamento mecânico do aparelho locomotor, também precisa estar muito bem informado sobre as áreas de imunologia, biologia molecular e genética", resume Jamil Natour.

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Hereditariedade A herança genética é um importante componente na causa da osteoartrite, particularmente na sua forma poliarticular, em ...

Fatores de risco para Osteoartrite

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Hereditariedade

A herança genética é um importante componente na causa da osteoartrite, particularmente na sua forma poliarticular, em que são afetadas várias articulações. Ou seja, as pessoas que têm parentes com osteoartrite generalizada apresentam maior risco de desenvolver a doença.

Obesidade

O excesso de peso corporal pode estar associado com o desenvolvimento de osteoartrite nos joelhos em ambos os sexos. Entretanto, sua relação com a osteoartrite de quadril ainda é discutível. De qualquer maneira, a sobrecarga de peso acentua a dor nas articulações dos membros inferiores e da coluna lombar.

Disfunções hormonais

A predominância de osteoartrite poliarticular no sexo feminino sugere que este tipo de problema articular na mulher pode ser favorecido por alterações dos hormônios. Aliás, essa doença parece ocorrer com maior frequência após a menopausa.

Hipermobilidade

Indivíduos com excesso de amplitude de movimentos, devido a muita flexibilidade nas articulações, apresentam risco maior de desenvolver osteoartrite.

Doenças das juntas (artropatias) e outras doenças

As enfermidades que causam inflamação das articulações (artropatias) podem ocasionar osteoartrite secundária. Têm sido documentadas algumas associações entre osteoartrite e diabete melito. Além disso, as doenças que alteram a estrutura da articulação estão fortemente relacionadas ao aparecimento e à progressão de osteoartrite.

Trauma

O trauma de forte intensidade é uma causa comum de osteoartrite de joelho, principalmente quando afeta os ligamentos ou os meniscos. Quando um menisco é retirado (meniscectomia), há risco maior de desenvolvimento de osteoartrite. Os riscos aumentam com o avanço da idade, com a predisposição e com a época da meniscectomia. Em alguns casos, a doença pode se instalar em indivíduos mais jovens.

No trauma em que ocorre fratura ou luxação, pode haver alteração da função mecânica da articulação, o que pode predispor ao aparecimento de osteoartrite. São comuns os casos de fratura com subsequente osteoartrite no ombro, punho, quadril ou tornozelo.

Uso repetitivo

Determinadas tarefas no trabalho podem agravar a dor nas articulações comprometidas. As atividades que precisam ser executadas em posição ajoelhada, por exemplo, costumam acentuar a osteoartrite de joelhos.

Algumas práticas esportivas ou de lazer aumentam os riscos de trauma, além de poder agravar o quadro clínico dos indivíduos com osteoartrite.

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É considerada uma doença metabólica hereditária, caracterizada por precipitação de cristais de MUS nos tecidos. Essa deposição ocorre, prin...

Saiba mais sobre a GOTA

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É considerada uma doença metabólica hereditária, caracterizada por precipitação de cristais de MUS nos tecidos. Essa deposição ocorre, principalmente, no interior das articulações, levando ao quadro de artrite, como também nas bainhas sinoviais, nas bursas, no tecido subcutâneo e em outros tecidos, como, por exemplo, nos rins. A história da gota é extremamente rica, com informações desde Hipócrates (460 a 377 a. C.), com a descrição da podagra(artrite na primeira articulação metatarsofalangiana)
e considerada a doença dos sábios e aristocratas, como Alexandre o Grande, Carlos Magno, Darwin, Newton, Henrique VIII, Renoir, entre outros.

Acomete, principalmente, homens em cerca de 90% dos casos, entre 30 e 60 anos de idade, nas mulheres é mais freqüente após a menopausa em 3% a 7% dos casos, com história familiar, muitas vezes, presente em cerca de 30% a 40% dos casos. Descreve-se uma forma extremamente rara e congênita, denominada síndrome de Lesch-Nyhan, determinada pela defi ciência enzimática (HGPRT-ase) e caracterizada clinicamente por distúrbios neurológicos graves de autofagia, coreoatetose, retardo físico e mental em crianças.

Etiopatogenia e Classificação

Para a melhor compreensão da etiopatogenia da gota, é necessário conhecer o metabolismo das purinas, pois 70% a 80% do pool de ácido úrico provêm dessa via, que se utiliza de ácidos nucléicos celulares e da biossíntese de novo das purinas, e somente 20% a 30% advêm do catabolismo das purinas ingeridas na alimentação. Situações mais raras de falhas enzimáticas podem conduzir a elevações do ácido úrico, como a defi ciência de HGPRT-ase, defi ciência de glicose-6-fosfatase (doença de Von Gierke), em que, na maioria das vezes, o estado superprodutor pode ser identifi cado através da excreção aumentada do ácido úrico na urina de 24 horas (acima de 750 mg).

A gota pode ser classifi cada em primária quando decorrente de um erro inato do metabolismo das purinas, com superprodução e/ou insufi ciência na excreção renal de ácido úrico. A gota secundária está  relacionada com outras condições ou enfermidades que elevam os níveis do ácido úrico, como, por exemplo, as doenças mieloproliferativas (leucemias, metaplasia mielóide, policitemia vera, linfomas), hemoglobinopatias (anemias hemolíticas, drepanocitose), obesidade, hipertensão arterial, insufi ciência
renal, alcoolismo, psoríase, hiperparatireoidismo, cetose, sarcoidose, hipertrigliceridemia, dietas ricas em purina e drogas, como salicilatos em baixas
doses, pirazinamida, etambutol, L-dopa, diuréticos tiazídicos, quimioterápicos, ciclosporina.

A presença dos cristais no interior das articulações pode, através de mecanismos quimiotáxicos, atrair células fagocitárias e desencadear a fagocitose e a liberação de mediadores inflamatórios, que aumentam a vasodilatação da membrana sinovial, o edema e infi ltrado de células linfomononucleares.

Alguns fatores contribuem para a formação intraarticular desses cristais: presença de gamaglobulinas, de colágeno tipo I, diminuição do pH, da temperatura e traumatismos articulares. Em outros tecidos, esses cristais podem se depositar e não apresentar sintomatologia considerável, como, por exemplo, no subcutâneo e, muitas vezes, também
nos túbulos renais.


Sinais e sintomas

A gota geralmente manifesta-se como uma artrite iniciada durante a madrugada, caracterizada por uma inflamação articular evidenciado com calor, rubor, edema (inchaço) e extrema dor. Mais frequentemente acomete uma única articulação ("junta"), principalmente primeira hálux ("dedão"), dorso do pé e tornozelo, mas com a evolução da doença qualquer articulação pode ser acometida. A chamada "crise" de gota geralmente tem duração de 5 a 7 dias com resolução espontânea, entrando num período intercrítico (assintomático), até a próxima crise (período 3 meses a 2 anos). Nos pacientes sem tratamento esse período intercrítico tende a se tornar progressivamente menor e as crises mais duradouras; nesses casos pode haver acometimento de mais de uma articulação.

Os exames laboratoriais geralmente mostram elevação dos níveis de ácido úrico no sangue - hiperuricemia(> 7mg/dl para homem / > 6mg/dl para mulheres). Somente a presença de hiperuricemia não permite fazer o diagnóstico de gota.

É importante ressaltar que a gota não é uma doença grave, mas está muito associada a outras doenças potencialmente graves como a hipertensão arterial, a dislipidemia (elevação dos níveis de colesterol e triglicérides), o diabete e a obesidade. Desse modo, é fundamental aferir a pressão arterial e dosar os níveis de colesterol, triglicérides e glicose no sangue.


Tratamento

O tratamento da gota envolve orientar a dieta, tratar as doenças associadas, tratar as crises e normalizar os níveis de ácido úrico no sangue. Quanto a dieta, deve-se diminuir a ingestão de alimentos ricos em proteínas, tais como carnes vermelhas, frutos do mar, miúdos, embutidos, além da abstinência alcoólica. Orientar a redução do peso. Na crise, indica-se o uso de analgésicos, colchicina e compressa de gelo local. A redução dos níveis de ácido úrico é feita com fármacos específicos tais como alopurinol e benzobromarona.

Retirado daqui

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É uma das causas mais comuns de consultas em reumatologia pediátrica. Cerca de 25% das crianças que procuram o reumatologista pediátrico, ...

Dores do crescimento

É uma das causas mais comuns de consultas em reumatologia pediátrica. Cerca de 25% das crianças que procuram o reumatologista pediátrico, queixam-se de dores nas pernas, e as chamadas "Dores do Crescimento" são certamente a causa mais comum dessas dores. É uma situação também comum ao pediatra, que se depara com uma criança absolutamente normal, saudável e ativa , que refere ter episódios repetitivos de dores nas pernas. Essas crises podem ser diárias ou esporádicas, podendo estar presentes por longos períodos antes de desaparecerem. Em geral, a dor é bilateral, descrita pela criança como profunda, intensa e principalmente no final do dia ou à noite. Uma história típica é a da criança que vai dormir bem e acorda chorando com dor, solicitando a presença da mãe que usa analgésicos ou massagens, que acabam levando ao alívio. A criança volta a dormir e acorda bem no dia seguinte, reassumindo suas atividades normais.

Não ocorre sinais de "inflamação" articular: junta inchada, vermelha e quente são sinais que estão ausentes nos momentos de crise. Costuma acometer meninos e meninas em proporções parecidas, cerca de 12,5%, não havendo uma concordância entre os autores sobre o período mais comum dessas dores durante a infância, ou seja, pode acometer crianças em qualquer idade.

Causas

Essa entidade não tem ainda causa conhecida. Na verdade não existe consenso entre os pesquisadores nem sobre o termo "Dores do crescimento", que dá a idéia de que o crescimento em peso ou em altura pode gerar dor. Na verdade, não se verificou qualquer relação desse quadro com o ganho de estatura , que ocorre de maneira muito lenta para provocar dor. Já se tentou modificar o nome dessa doença para "Dores nos Membros" mas a expressão anterior já estava de tal modo consagrada e já era compreendida pelas pessoas que não se conseguiu modificar sua denominação.

Apesar de não ter causa conhecida, existe uma série de hipóteses que tentam explicar a origem dessas dores. É muito comum encontrarmos distúrbios emocionais ou simplesmente uma situação de crise própria da idade ( nascimento de um irmão, ingresso na escola, mãe que começa a trabalhar). Também se viu que essas crianças são, em geral, filhas de pais que também tiveram quadros semelhantes durante a infãncia e nas próprias crianças são encontradas outras situações de dor crônica como dor de cabeça ou dor abdominal, ou seja, parece haver uma combinação de fatores emocionais associados a uma " tendência" a dor crônica.

Tratamento

A primeira coisa a ser feita é a exclusão de outras possibilidades diagnósticas o que é feito durante a consulta e através da avaliação laboratorial. Após confirmado o diagnóstico, é fundamental que se tranqüilize a família, já que se trata de uma patologia benigna e auto-limitada, que não trará seqüelas e limitações e que não terá impacto no crescimento da criança. Durante as crises, mantém-se a conduta de usar analgésicos, massagens e calor. Não há indicação para limitar a criança em qualquer aspecto: alimentação e atividades físicas estão liberadas e devem, inclusive, ser estimuladas. Creio que deve haver o enfoque de retirar o rótulo de "criança doente" e que a família passe a administrar as crises dentro de uma atmosfera de tranqüilidade para a criança.

Em certas situações é necessária uma abordagem mais enfocada nos aspectos emocionais da criança, trazendo para o tratamento auxílio de um psicoterapeuta.

Concluindo, voltamos a enfatizar a natureza benigna dessa doença, que tende a desaparecer com o passar do tempo e que não traz qualquer tipo de seqüela, não predispondo o paciente a outras doenças reumáticas no futuro.


Fonte: ABC da saúde

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Tanto a Síndrome de Hajdu-Cheney quanto a Síndrome de Fong ou Unha-patela são patologias congênitas raras e muito interessantes de s...

Síndrome de Hajdu-Cheney e a Síndrome de Fong ou Unha-patela

Tanto a Síndrome de Hajdu-Cheney quanto a Síndrome de Fong ou Unha-patela são patologias congênitas raras e muito interessantes de serem mencionadas. A primeira citada também é conhecida como Acroosteólise, é uma doença congênita, descrita pela primeira vez por Hajdu e Kauntze6 em 1948 e, mais tarde, por Cheney. Esta é caracterizada por reabsorção das extremidades ósseas (pés e mãos). Pode surgir no contexto de diversas patologias ou ser idiopática. A síndrome unha-patela (SUP) é uma afecção de natureza hereditária caracterizada por alterações em tecidos de origem meso e ectodérmica comprometendo, assim, estruturas ósseas, articulares e ungueais. Chatelain, em 1820, descreveu um paciente com alterações ungueais associadas a displasias dos cotovelos e joelhos. Little, em 1897, citou uma descrição de Sedgwick, que observou quatro gerações de uma família, em que 18 membros não possuíam unhas nos polegares nem patelas, sugerindo o caráter hereditário. Fong, em 1946, durante realização de uma pielografia de rotina, observou projeção óssea cônica elevando-se na face dorsolateral de ambas as lâminas dos ilíacos, chamando-as "cornos ilíacos", estabelecendo, assim, a tétrade de sinais: a) distrofia ungueal; b) ausência ou hipoplasia de patela; c) hipoplasia de cabeça do rádio e capítulo; d) cornos ilíacos.
 


2 - Síndrome de Hajdu-Cheney

A acroosteólise (AO) é um processo de reabsorção das extremidades ósseas. Sendo uma situação rara, pode surgir no contexto de múltiplas patologias (AO secundária), ou fazer parte de síndromes raras (AO primária ou idiopática). A síndrome de Hajdu-Cheney (SHC) enquadra-se no grupo das acroosteólises primárias e caracteriza-se por osteólise das falanges distais, associada a anomalias do esqueleto, malformações dentárias, baixa estatura e fácies característica.
 


2.1 - Estudo de caso

Doente do sexo feminino, 47 anos de idade, raça branca, trabalhadora rural, observada por artralgias das articulações das mãos e pés, de Ritmo predominantemente mecânico, associadas à Parestesias das mãos de predomínio noturno e lombalgia mecânica. Dos antecedentes pessoais salientava-se amaurose congénita à esquerda, reabsorção das falanges distais dos dedos das mãos e pés, desde os 5 anos de idade, perda prematura da dentição e mal perfurante plantar à querda, que tinha falansurgido aos 42 anos de idade (Figuras 1 e 2). Os antecedentes familiares eram irrelevantes
 

Figura 1. Acroosteólise dos dedos das mãos.

 

Figura 2. Acroosteólise dos dedos dos pés e ausência do 5º dedo esquerdo



2.2 – Radiografia antero-posterior das mãos e pés

Acroosteólise das falanges distais das mãos; lesão em «lápis-taça» da 1ª interfalângica do pé direito, alterações degenerativas do tarso esquerdo e acroosteólise das falanges distais dos pés.
 

 



2.3 – Tratamento

O tratamento destas situações é sintomático e baseia-se na utilização de analgésicos e anti-Inflamatórios não esteróides , ortóteses e realização de exercícios de fortalecimento muscular. Sugere-se vigilância clínica, radiológica e biológica. Os corticosteróides não evitam a progressão da doença. No final do crescimento deve ser feita uma avaliação funcional global do doente e ponderadas intervenções terapêuticas. As artroplastias ou artrodeses são soluções lógicas, mas com resultados variáveis, tendo em conta o processo lítico subjacente. De uma forma geral, o envolvimento renal, por possível evolução para insuficiência renal terminal é determinante do prognóstico, devendo ser despistado e orientado precocemente. Rins poliquísticos,hipertensão arterial, hipoplasia renal, glomerulonefrite e refluxo vesico-ureteral podem ser encontrados.


3 – Síndrome de Fong ou Unha-Patela

A síndrome unha-patela ou síndrome de Fong é causada por perda da função do gene LMX1B situado no cromossoma 9. Sua expressão é variável, mas a tétrade considerada clássica é a de hipoplasia ungueal dos joelhos e do cotovelo e a presença de cornos ilíacos. Este último achado de imagem é considerado patognomônico para a doença. Outros achados são os de lordose, cifose, pterígio de cotovelo, ausência de fíbula, displasia da primeira costela e de malformações claviculares e de crânio. Alterações de ligamentos, tendões e músculos com hipotrofia e fraqueza têm sido descritos.


3.1 – Estudo de caso

Paciente de 26 anos, sexo feminino, vem à consulta por dor em membros inferiores com características mecânicas, mais acentuadas em joelhos, de pelo menos dez anos de duração. Ao exame físico, observou-se baixa estatura (1,47 cm). Nas mãos havia deformidades redutíveis em pescoço de cisne (de 2º, 3º e 4º dedos de ambas as mãos), unhas distróficas com perda do pregueamento cutâneo sobre as interfalangianas distais. (Figuras 1 e 2); pé plano bilateral. A paciente desconhecia seus pais biológicos. Um filho tinha as mesmas alterações ungueais. O exame radiológico mostrou cornos ilíacos bilaterais (Figura 3) e patelas rudimentares (Figura 4). O parcial de urina era normal, creatinina de 0,6 mg/dL; exame oftalmológico foi normal.(2)
 


3.2 – Imagens do estudo de caso
 

 


 

3.3 – Tratamento

Como não existe tratamento específico para essa patologia, as deformidades são corrigidas cirurgicamente, de acordo com a necessidade e alteração funcional de cada indivíduo.
 

 

4 - Referências:

1 -http://www.spreumatologia.pt/publicacoes/file_main=artigo&id_edicao=683

&id_pub=1&opcao=1#401  – acesso em 19/05/09.


2 - http://www.scielo.br/scielo.php - acesso em 25/05/09


3 - http://www.rbo.org.br/pdf/1999_ago_02a.pdf - acesso em 25/05/09


FONTE

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Apresentar aos participantes aspectos relacionados com a anatomia, biomecânica, fisiopatologia e tratamento das cervicalgias. ...

Curso Online de Fisioterapia em Cervicalgias


Apresentar aos participantes aspectos relacionados com a anatomia, biomecânica, fisiopatologia e tratamento das cervicalgias.

Conteúdo Programático do curso online Fisioterapia em Cervicalgias

  • Anatomobiomecânica da coluna cervical;
  • Considerações sobre a coluna vertebral;
  • Anatomia da coluna cervical;
  • Ossos da coluna cervical;
  • Atlas (c1);
  • Áxis (c2);
  • Vértebras cervicais típicas (c3 a c6);
  • Sétima proeminente (c7);
  • Ligamentos da coluna vertebral;
  • Discos intervertebrais cervicais;
  • Músculos da coluna cervical;
  • Músculos do pescoço;
  • Músculos da nuca;
  • Nervos espinhais da coluna cervical;
  • Plexo cervical (c1 - c4);
  • Plexo braquial (c5 - t1);
  • Dermátomos da coluna cervical;
  • Irrigação da coluna cervical;
  • Biomecânica da coluna cervical;
  • Fisiopatologia da dor;
  • Tipos de dor;
  • As dores cervicais;
  • Incidência e prevalência das cervicalgias;
  • Classificação das cervicalgias;
  • Cervicalgias primárias: causas mecânico-degenerativas;
  • Cervicalgia comum ou idiopática;
  • Alterações discais;
  • Discopatias;
  • Abaulamentos;
  • Herniações de disco cervical;
  • Artrose cervical;
  • Dores miofasciais;
  • Lesões traumáticas;
  • Cervicalgias secundárias;
  • Cervicalgias não mecânicas;
  • Doenças inflamatórias;
  • Processos infecciosos;
  • Neoplasias;
  • Causas metabólicas;
  • Cervicalgias psicossomáticas;
  • Dores referidas;
  • Exames complementares;
  • RX;
  • Ressonância magnética;
  • Tomografia computadorizada;
  • Exames neurofisiológicos;
  • Cintilografia óssea;
  • Densitometria óssea;
  • Exames laboratoriais;
  • Avaliação físico-funcional da coluna cervical;
  • Anamnese;
  • Identificação e caracterização do paciente;
  • História clínica pregressa;
  • Caracterização da dor cervical;
  • Marco de início da dor;
  • Tempo de presença da dor;
  • Ritmo da dor;
  • Intensidade dolorosa;
  • Irradiações da dor;
  • Características da dor;
  • Tratamentos prévios e seus efeitos;
  • Exame físico;
  • Inspeção;
  • Palpação;
  • Mobilidade ativa;
  • Goniometria;
  • Goniometria da flexão cervical;
  • Goniometria da inclinação cervical;
  • Goniometria da rotação cervical;
  • Testes de força muscular;
  • Testes de sensibilidade;
  • Mobilidade ativa;
  • Teste de reflexos;
  • Testes especiais;
  • Teste de tração;
  • Teste de compressão;
  • Manobra de valsalva;
  • Teste de deglutição;
  • Teste de adson;
  • Elaboração de objetivos terapêuticos e conduta proposta;
  • Protocolo de avaliação físico-funcional da coluna cervical;
  • Tratamento das cervicalgias;
  • Tratamento medicamentoso;
  • Tratamento cirúrgico;
  • Órteses de posicionamento;
  • Assistência fisioterapêutica;
  • Orientações de cuidados gerais e posicionamento;
  • Eletroanalgesia;
  • Tens (estimulação elétrica nervosa transcutânea);
  • Corrente interferencial;
  • 5ultrassom terapêutico;
  • Termoterapia;
  • Termoterapia por subtração (crioterapia);
  • Termoterapia por adição;
  • Calor superficial;
  • Calor profundo;
  • Micro-ondas;
  • Ondas curtas;
  • Laser;
  • Recursos manuais;
  • Massagem clássica;
  • Manobras de massagem terapêutica;
  • Protocolo de massagem para a coluna cervical;
  • Massagem do tecido conjuntivo;
  • Cinesioterapia;
  • Alongamentos terapêuticos;
  • Terapias posturais;
  • Terapias manipulativas;
  • Quiropraxia;
  • Osteopatia;
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A reabilitação consiste em orientações posturais e realização de atividades cotidianas. As orientações p...

Previnindo dores na coluna vertebral

A reabilitação consiste em orientações posturais e realização de atividades cotidianas. As orientações posturais são formas corretas de realizar atividades e são importantes para todas as pessoas, principalmente para as que sentem dor nas costas. Se realizadas corretamente podem ser importantes formas de prevenção.

  • Trabalhando sentado: verificar se há recurso de ajuste de cadeira (encosto, base, altura). A mesa deve ficar na altura do cotovelo, não devendo ser muito baixa a ponto de curvar o corpo nem muito alta para que não levante muito os ombros. Não sente torto, procure se alinhar com o eixo da cadeira. Disponha os materiais que for utilizar na sua frente; evite torcer (rodar) o tronco ou virar muito o pescoço. Traga as tarefas para perto do corpo. Procure respeitar rigorosamente uma pausa (intervalo) a cada hora de trabalho, de preferência fazendo alguns alongamentos e relaxamentos da região mais tensa. Encoste bem na cadeira e leve-a junto da mesa para trabalhar.
  • Deitar e levantar-se da cama: deite de lado, apoie sobre o cotovelo e a mão, coloque as pernas para fora da cama e sente-se.
  • Dormir: de lado ou de barriga para cima. Não durma de bruços.
  • Abrir gavetas: ao se inclinar procure apoiar com uma das mãos no móvel e puxar com a outra.
  • Ao trabalhar na pia ou no tanque: use um avental para poder encostar a barriga. Além disso, procure colocar uma pequena caixa no chão para que possa apoiar um dos pés sobre ela.
  • Ao varrer ou passar rodo não incline o corpo para frente; aumente o comprimento do cabo.
  • Evite torções do tronco ou do pescoço: apanhar objetos atrás do corpo, segurar o telefone com os ombros.
  • Para levantar cargas pesadas do chão, separe as pernas, dobre os joelhos, segure o objeto o mais perto possível do corpo e depois levante. Antes de pegar um objeto pesado, respire fundo e prenda a respiração.
  • Divida o peso em ambos os lados do corpo, isto é, carregue um peso de cada lado do corpo (sacolas, malas). Os braços devem estar esticados e bem perto do corpo.
  • Para carregar uma criança pequena no colo, pegue-a com os dois braços, abrindo as perninhas e colocando-a sempre a cavalo. · Não carregue peso na cabeça.
  • Ao calçar sapatos, procure sentar ou ajoelhar ao invés de fletir o tronco.
  • Procure usar sapato com 1-2 cm de salto mas não exagere pois isto ocasiona dificuldades de posicionamento e dores lombares. Evite também sapatos pontudos.
  • Ao entrar e sair de veículos não torça as costas. Gire o quadril e as pernas para fora ao mesmo tempo.
  • Quando ficar em pé ou caminhar, procure ficar ereto e olhando para a linha do horizonte. Ande com a musculatura abdominal contraída. · Se tiver que esperar em pé, procure se encostar em algum lugar: parede, poste etc.
  • Fora do trabalho, em casa, evite fazer tarefas que apresentem o mesmo padrão de movimento daqueles feitos no trabalho. É importante fazer repouso: deite e levante as pernas dobradas e colocando almofadas embaixo delas.
  • Faça exercícios de aquecimento ou com movimentos contrários daqueles que realiza no trabalho como importante forma de prevenção.
  • Dedique um tempo durante a semana para a prática de exercícios físicos para não se tornar um sedentário. O melhor tipo é dentro da água: natação ou hidroginástica, mas procure orientação médica sobre qual atividade praticar. Dê preferência a alguma que goste.

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Traumático: músculo-esquelético A dorsalgia traumática é o principal fator etiológico. Nesta categoria incluímos os quadros de distensões m...

Causas da dorsalgia

Traumático: músculo-esquelético

A dorsalgia traumática é o principal fator etiológico. Nesta categoria incluímos os quadros de distensões músculo ligamentares, contusões e fraturas.

A história de trauma, esforço físico exagerado e atividade laborativa em posições anormais são freqüentes e auxiliam no momento da avaliação.

A evolução do quadro se estende por um período curto, de 5 a 7 dias, e há alívio significativo com o repouso, medicação sintomática e antiinflamatórios. As fraturas costais costumam promover dor por um período de 3 a 4 semanas.

Na ausência de melhora clínica ou dor muito intensa torna-se necessária investigação complementar com estudos por imagem: tomografia ou ressonância magnética. As dores músculo-esqueléticas dorsais acarretam perda de atividades laborativas e ônus econômico à sociedade.

No momento da avaliação inicial é importante termos em mente que o sintoma dor não é específico do aparelho músculo-esquelético-articular e que apenas expressa irritação localizada. A mesma topografia de dor pode ser enganosa ao identificar o ponto de origem do problema patológico, devido a presença de uma dor referida.


Degenerativo

A espondilose é um processo que afeta todos os níveis da coluna vertebral. Caracteriza-se por alterações degenerativas progressivas dos discos intervertebrais, corpos vertebrais, facetas articulares e estruturas cápsulo-ligamentares.

Os leigos conhecem esta situação como “desgaste da coluna e/ou bicos de papagaio”.


Metabólico

A principal causa metabólica de comprometimento da coluna vertebral é a osteoporose, nesta patologia há uma diminuição da massa óssea e um aumento da suscetibilidade à fratura.

A osteoporose pode ser responsável por fraturas típicas da coluna vertebral dorsal ou micro fraturas determinando dorsalgia e cifose torácica progressiva com risco adicional para novas fraturas e dor.

O tratamento das fraturas é feito com coletes e, o da doença osteoporótica, com a eliminação dos fatores de risco, cálcio, vitamina D, calcitonina e bifosfonados.


Tumores

Os tumores benignos e malignos podem ser causa de dorsalgia. Os tumores ósseos primários, em nível da coluna vertebral, são raros em contraste com os metastáticos que são muito comuns.

A dor neoplásica é freqüentemente referida na topografia da coluna vertebral, piora a noite, despertando o paciente. A dor não tem características mecânicas. Não há correlação com atividades e não alivia com o repouso.

Fonte

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As aplicações do calor ou do frio são recursos valiosos na prática da fisioterapia. Ambos constituem-se em recursos terapêuticos de grande...

Gonartrose: Frio ou calor?

As aplicações do calor ou do frio são recursos valiosos na prática da fisioterapia. Ambos constituem-se em recursos terapêuticos de grande valia no alívio da dor e na melhora da função articular. Atualmente não existe um consenso entre os profissionais de reabilitação sobre qual dos recursos terapêuticos empregar em pacientes com artrose avançada. A literatura é vasta em defender o uso tanto da crioterapia quanto do uso sistemático do calor, seja ele na forma de calor superficial ou profundo.

O uso do calor no tratamento de pacientes portadores de gonartrose é eficaz, pois têm a propriedade de alivia a dor, aumentar a flexibilidade dos tecidos músculo-tendíneos, diminuir a rigidez das articulações, melhora o espasmo muscular e a circulação (Krusen, 1999).

Já para Rodrigues (2000), os efeitos terapêuticos da crioterapia são mais pronunciados pois através de pacotes ou o gelo em pinceladas se obtém os seguintes resultados: diminuição do espasmo muscular, alivio da dor, eficaz nos traumatismos (entorses, contusões, distensões musculares, etc.), previne o edema e diminui as reações inflamatórias.

As terapias usando o calor (termoterapia) e usando o frio (crioterapia) não levam à cura de nenhuma enfermidade, porém são instrumentos importantes que auxiliam no tratamento de várias patologias ortopédicas e neurológicas. São recursos que, quando aplicados adequadamente, reduzem o espasmo muscular e a sintomatologia dolorosa, preparando a região afetada para a aplicação de outras técnicas terapêuticas.

Segundo Petit (2001),na gonartrose, para o alivio da dor e inflamação serão utilizados termoterapia por condução, calor local e também eletroterapia, como o TENS e o interferencial. Para Rodrigues (2000), a crioterapia levará a um efeito analgésico, diminuindo o metabolismo tecidual, reduzindo os efeitos da histamina e da enzima colagenase presente no processo de destruição da cartilagem articular.

Já para Boscolo (2003), a crioterapia na gonartrose, tem atividade de sedação e de ação física, pois aumenta a viscosidade do líquido sinovial, onde a densidade é diretamente proporcional à temperatura e acrescenta que o gelo na prevenção da artrose é utilizado mais na intenção de diminuir o metabolismo local.


METODOLOGIA

Diante do exposto, foi realizado um estudo do tipo transversal, aplicando-se um questionário (Anexo 1) dirigido a 13 profissionais de fisioterapia que atendem pacientes portadores de gonartrose crônica de joelho em idosos, a fim de verificar qual dos recursos terapêuticos mais empregam em seus consultórios no tratamento dessa patologia. Após a coletada as informações, as mesmas foram analisadas no programa Excel 97 para extrair a porcentagem do uso da crioterapia e da termoterapia.


RESULTADOS E CONCLUSÃO

Os resultados desta pesquisa mostram que a termoterapia, visando o tratamento da gonartrose crônica em pacientes idosos, é a terapêutica mais empregada entre seis profissionais de fisioterapia entrevistados na cidade de Passo Fundo, como mostra o gráfico de porcentagem (gráfico 1 ). A crioterapia foi à terapêutica de menor escolha nas clínicas, compreendendo um total de três profissionais, pois alguns pacientes não toleram bem o frio. Quatro profissionais responderam que utilizam as duas técnicas de terapia para o tratamento dos pacientes com gonartrose. Apenas um dos profissionais não respondeu ao questionário. Tais achados demonstram que a termoterapia é considerada mais eficaz por tratar-se de pacientes idosos, pois os mesmos respondem melhor ao calor do que ao frio. Entretanto, mais estudos são necessários para dimensionar se esta é realmente a técnica de maior escolha entre os profissionais utilizando-se de uma amostra maior de fisioterapeutas.



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A esclerose sistêmica (ES) é uma doença difusa do tecido conjuntivo caracterizada por fibrose e alterações vasculares acometendo a pele, s...

Esclerose Sistêmica

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A esclerose sistêmica (ES) é uma doença difusa do tecido conjuntivo caracterizada por fibrose e alterações vasculares acometendo a pele, sistema musculoesquelético e visceras. Atualmente, pode ser subdividida em duas formas clínicas: difusa e limitada.

A forma limitada (ESI) apresenta envolvimento cutâneo restrito às extremidades (até cotovelos e joelhos e face), ritmo lento de acometismo cutâneo, presença de calcinose, contratura articulares pouco freqüentes, incidência tardia de manifestações viscerais, podendo cursar com anticorpo anti-centrômero.

A forma difusa (ESD) cursa com envolvimento cutâneo generalizado afetando tronco, face e membros, apresentando tendência à rápida progressão das alterações cutâneas, contraturas articulares, crepitação tendínea e comprometimento visceral precoce (fibrose pulmonar, miocardiosclerose e crise renal), podendo cursar com anticorpo anti-topoisomerase I (anti-Scl 70, associado à doença pulmonar restritiva) e anticorpo anti-RNA polimerase III (associado à crise renal). Diversos fatores estão envolvidos na complexa etiopatogenia da ES, destacando-se os fatores genéticos, imunológicos e ambientais, a ativação endotelial e a fibrose.

Na última década, diversos esquemas terapêuticos têm sido testados em pacientes esclerodérmicos, com resultados variáveis. De maneira geral, as drogas utilizadas no tratamento da ES podem ser divididas em anti-fibróticos, drogas vasoativas, imunossupressores e estimuladores da motilidade.

Quais são as causas?

As causas da esclerose sistêmica não são conhecidas, mas parece que múltiplos fatores desencadeariam a doença. Fatores genéticos e ambientais são possíveis fatores envolvidos na etiologia da esclerose sistêmica. A exposição a uma série de substâncias ou drogas tem sido associada com o desenvolvimento da esclerose sistêmica (cloreto de vinil, sílica, solventes orgânicos, inibidores do apetite, bleomicina). Entretanto, a maioria dos pacientes não apresenta história de exposição a esses agentes.

Apesar da causa da esclerose sistêmica não ser conhecida, vários mecanismos envolvidos na doença são compreendidos. Alterações vasculares, ativação de fibroblastos levando a fibrose tecidual e anormalidades no sistema imunológico correspondem às três principais alterações envolvidas.

Alterações vasculares em pequenos vasos e na microcirculação são representadas por instabilidade vasomotora, com tendência maior a vasoconstrição, diminuição do lúmen dos vasos e progressiva diminuição do fluxo sangüíneo. Paralelamente, os fibroblastos hiper-ativados ocasionam acúmulo excessivo de colágeno na derme e nos órgãos internos levando a fibrose dos mesmos.

Quem desenvolve a doença?

A esclerose sistêmica é uma doença rara que acomete principalmente mulheres (proporção de 3 a 15 mulheres para 1 homem), na faixa etária dos 30 a 50 anos de idade.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da esclerose sistêmica nem sempre é fácil, visto que é uma doença rara e, em seus estágios iniciais, os sintomas podem ser vagos ou pouco característicos.

Existem critérios clínicos de classificação da esclerose sistêmica, propostos pelo Colégio Americano de Reumatologia, que são utilizados mundialmente para o seu diagnóstico. Fazem parte dos critérios a presença de espessamento cutâneo; presença de úlceras, microcicatrizes ou perda de substância de polpas digitais; e fibrose pulmonar nas bases pulmonares. Entretanto uma proporção dos pacientes, principalmente quando a doença está nos seus estágios iniciais, não preenche esses critérios.

É uma doença genética?

Estudos mostram que há um fator genético associado há doença. Entretanto, são necessários a conjunção de vários fatores para o desenvolvimento da doença e casos de associação familiar são raros.

Quais são os sintomas?

O sintoma inicial mais comum da doença é o fenômeno de Raynaud que pode surgir meses ou anos antes de qualquer outra manifestação. O fenômeno de Raynaud caracteriza-se por episódios de alteração de coloração de extremidades (mãos e/ou pés) que ocorre em três fases sucessivas (palidez, cianose e vermelhidão), podendo ser acompanhado por sensação de adormecimento e dor local. É usualmente desencadeado pelo frio ou estresse emocional, mas pode ocorrer também espontaneamente. Outros sintomas freqüentes no início da doença são edema de mãos e face, fadiga, dores nas articulações ou dores musculares.

O sintoma mais característico da esclerose sistêmica é o espessamento e endurecimento cutâneo. Costuma progredir nos primeiros anos da doença e regredir nos anos seguintes. Este espessamento leva a perda de pregas cutâneas e ao afilamento dos lábios e do nariz, acarretando uma mudança nos traços faciais na maioria dos indivíduos acometidos. Na pele podem surgir também telangiectasias e deposição de cristais de fosfato de cálcio no tecido celular subcutâneo (calcinose).

Vários órgãos internos também podem ser acometidos causando diversos sintomas como: dificuldade para a deglutição, azia, má-digestão, diarréia e constipação intestinal, tosse seca, falta de ar e ulcerações em extremidades.

Deve-se ressaltar que os sintomas variam intensamente entre os indivíduos, sendo que alguns podem apresentar quadros muito leves, e outros quadros bastante graves.

Há tratamento?

Até o momento, não existem tratamentos comprovados ou cura para qualquer das formas de esclerose sistêmica.

No entanto, existe tratamento eficaz para vários dos sintomas e órgãos acometidos, o que leva a melhora da qualidade de vida e da sobrevida dos pacientes. O fenômeno de Raynaud pode, por exemplo, ser tratado com drogas vasodilatadoras e os sintomas relacionados com o acometimento do esôfago, com inibidores da bomba protônica ou medicamentos que aumentam a motilidade do trato digestivo. Houve também recentemente um grande avanço no tratamento de uma manifestação bastante grave, a hipertensão pulmonar, e novos estudos e esforços tem sido feitos para o tratamento das demais manifestações.

É importante lembrar também que a extensão e a gravidade da doença são muito variáveis e o tratamento deve ser individualizado para cada caso.

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