O complexo do ombro funciona como uma unidade envolvendo uma complexa relação entre suas diversas estruturas. Seus componentes consist...

Anatomia da articulação do ombro

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O complexo do ombro funciona como uma unidade envolvendo uma complexa relação entre suas diversas estruturas. Seus componentes consistem de:

- Três ossos ( úmero , clavícula e escápula )

- Três articulações ( esternoclavicular , Acromiodavicular e glenoumeral )

- "Uma pseudoarticulação" ( a articulação entre a escápula e o tórax)

- Uma área fisiológica ( espaço supraumeral e subacromial )

Para que a função do ombro seja ideal, o movimento também devem estar disponível na junção cervicotorácica e nas conexões existentes entre as três primeiras costelas e o esterno e a coluna.

O úmero proximal possui quatro seguimentos anatômicos , que podem ser fraturados : o tubérculo maior, o tubérculo menor, a superfície articular e a diáfise do úmero. Todas as fraturas do úmero proximal são derivadas do acometimento desse quatro fragmentos.

Em 80% dos casos de fraturas umerais, nenhum dos quatro segmentos principais está significativamente deslocado e os fragmentos são mantidos juntos pelas fixações dos tendões do manguito rotador, pela capsula articular, pelo periósteo intacto . Estas lesões são passiveis a tratamento simples por exercícios funcionais precoces e todas podem , independentes do número de linhas de fratura, ser consideradas em conjunto com deslocamento mínimo, por causa da semelhança em seu tratamento e prognóstico.

Em 15 a 20% das fraturas do úmero proximal, um ou mais dos segmentos principais estão deslocados. Estas fraturas deslocadas estão associadas a lesões das partes moles características.

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Com a idade, o corpo passa a ficar cada dia mais delicado. A osteoporose, doença que diminui a densidade dos ossos, tornando-os mais pro...

Quem já teve fratura por osteoporose geralmente tem outras

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Com a idade, o corpo passa a ficar cada dia mais delicado. A osteoporose, doença que diminui a densidade dos ossos, tornando-os mais propensos a fraturas, é uma das condições que podem surgir com o avanço da idade. Lidar com o problema é complicado e exige atenção redobrada, uma vez que o principal objetivo é evitar que as fraturas aconteçam.

Sim, já existem estatísticas que provam que quem já teve uma fratura por osteoporose fatalmente terá outras. Quando o paciente se fratura, significa declínio da qualidade de vida. Se um osteoporótico cai, a fratura pode levar a comorbidades maiores, como ficar de cama

O que deve ser feito é deixar o osso mais forte. A melhor forma de fazer isso é cuidar dele desde criança. Criar um osso considerado bom desde a infância ajuda a preservá-lo na velhice. Um osso adequado tem densidade e qualidade, formado por 90% de colágeno e 10% de outras proteínas. A relação entre esses componentes e os minerais ósseos define um osso saudável: constantemente, durante toda a vida do indivíduo, acontece a remodelação óssea, processo em que o osso muda de tamanho e de forma durante o crescimento. Esse processo de remodelação acontece sequencialmente e começa pela reabsorção, seguida da formação de um novo osso.

Na osteoporose, há um desequilíbrio, uma vez que o organismo reabsorve mais do que forma um novo osso.

Os hábitos de vida também são importantes nesse processo. Esse 'fortalecimento ósseo' se dá com uma alimentação adequada e atividades físicas. Tabagismo e outros habitos que ajudam a enfraquecer esse processo não são bem-vindos.


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Dor é quase sempre o primeiro sinal da doença reumática - além do inchaço, em especial quando afeta as articulações. São mais de 120 doenças...

Prevenção ameniza efeitos da doença reumática




Dor é quase sempre o primeiro sinal da doença reumática - além do inchaço, em especial quando afeta as articulações. São mais de 120 doenças classificadas. Entre as mais frequentes estão a osteoartrite (artrose), as síndromes dolorosas de partes moles, a fibromialgia e a osteoporose, que acometem somente o aparelho locomotor e tornam os portadores incapacitados para o trabalho.

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O diagnóstico das doenças reumatológicas pode ser realizado com a somatória de achados clínicos, exames laboratoriais e de imagem, que servem, inclusive, para acompanhamento e evolução dessas doenças. Dentre os exames complementares de imagem, as principais técnicas para avaliação das articulações incluem raio-x, tomografia computadorizada, ultrassom e ressonância magnética, que devem ser solicitados pelo profissional que faz o acompanhamento do paciente.

Exames de imagem são importantes para o diagnóstico precoce e o início do tratamento, prevenindo complicações e lesões irreversíveis. No idoso, a doença é ainda mais preocupante do que nos jovens. Por esse motivo, os médicos, em geral, sejam eles clínicos, pediatras ou geriatras, precisam se empenhar em fazer o diagnóstico o mais precoce possível. Não é apenas pedir um exame de raios-X, porque no caso de um paciente com a osteoporose, por exemplo, para aparecer neste exame, a pessoa já vai ter perdido pelo menos uns 40% de massa óssea.

O ideal é que pessoas acima dos 40 anos já realizem um exame de densitometria óssea para avaliar a qualidade dos seus ossos. Conseguindo detectar esse tipo de doença mais rapido, sem ela estar tão agravada, melhora a possibilidade dela imposibilitar a vida do portador.

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  Em um mundo em que uma a cada três mulheres tem osteoporose, é o homem que é considerado o "sexo frágil" quando o assunt...

Homens são mais vulneráveis à ação da osteoporose, diz pesquisa


 

Em um mundo em que uma a cada três mulheres tem osteoporose, é o homem que é considerado o "sexo frágil" quando o assunto é descalcificação óssea, afirma uma pesquisa da Fundação Internacional de Osteoporose (IOF). O motivo é simples: por ser considerada maiormente uma doença feminina, por muitas vezes o homem é esquecido no rastreamento da doença.

O problema é que um terço das fraturas de quadril acontece com homens e eles têm duas vezes mais propensão a morrer em decorrência disso, diz a pesquisa. Além disso, o estudo mostrou que os homens têm 50% menos chances de serem tratados.

Dados mostram que um em cada cinco homens acima dos 50 anos sofre com a descalcificação óssea e acaba deixado de lado por profissionais de saúde, dedicados prioritariamente ao cuidado das mulheres, que ainda são quem mais desenvolve a doença.

A publicação intitulada de "Osteoporose em homens: porque mudanças precisam acontecer" mostra que a habilidade dos homens de viver até uma idade avançada livre de dores pode estar seriamente comprometida. Sabe-se hoje que a fratura de quadris é uma das maiores causas de morte na terceira idade.

Estima-se, porém, que o número de homens afetados pela osteoporose seja de 900 milhões em 2050, já que a quantidade aumenta significativamente a cada ano.

O professor autor do estudo, Peter Ebeling, disse que na Europa as projeções sugerem que o número de fraturas aumentará 34%, o que resultaria em quase 1,6 milhões de novos casos por ano até 2025. Já nos Estados Unidos, esse número aumentará 51,8% até 2030. Já no caso das mulheres, a expectativa é que o número reduza em 3,5%, por causa da prevenção.

Osteoporose é uma doença silenciosa

É sabido que a prevenção da osteoporose deve iniciar-se ainda na infância, uma vez que 90% da massa óssea se acumula até os 20 anos e mais 10% até os 30. Quem não tem um aporte bom de cálcio e sol na infância – para sintetizar a vitamina D – é mais propenso a desenvolver a doença.

Conheça os vilões da osteoporose:

Mas nem tudo está perdido, afinal, é possível se prevenir com mais cálcio na vida adulta, evitando a descalcificação que deixa os ossos porosos e frágeis, prontos a se quebrarem em um tombo simples. Tomar sol durante 15 minutos por dia também é imprescindível para absorver vitamina D, essencial para a absorção do cálcio. Vale lembrar que 90% da vitamina D vem do sol e apenas 10% da alimentação.

Os esportes de impacto também têm papel fundamental no aumento da densidade óssea. Musculação e corrida estimulam as células que mantêm os ossos fortes. Para quem não consegue, a caminhada diária também traz resultados.


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Para quem sofre de fibromialgia, as dores em várias partes do corpo, por longos períodos, é algo muito corriqueiro. Considerada uma sí...

Tratamento de Fisioterapia para Fibromialgia em gestantes

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Para quem sofre de fibromialgia, as dores em várias partes do corpo, por longos períodos, é algo muito corriqueiro. Considerada uma síndrome, já que provoca manifestações clínicas como fadiga, indisposição e distúrbios do sono, sua causa é ainda desconhecida, porém fatores genéticos e ambientais podem favorecer seu surgimento.

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A ocorrência da fibromialgia é mais corriqueira entre o público feminino dentro da faixa etária entre os 30 e 50 anos. Essa síndrome aumenta a sensibilidade à dor. No entanto, além de dores por todo o corpo, ela provoca outros sintomas que são: dor ao toque, formigamento, dores de cabeça, dificuldade de concentração, problemas de memória e palpitações.

Ela pode ocorrer simultaneamente com outras doenças. Porém, mesmo com as dores intensas, normalmente seus sintomas são confundidos e podem ser encontrados em diferentes enfermidades, é importante lembrar que a fibromialgia atinge os músculos e não  as articulações. Ela também não é inflamatória. As dores podem piorar com mudanças climáticas (clima frio ou úmido), durante a realização de atividades que requerem esforços e ainda por causa de distúrbios emocionais como ansiedade e estresse.

Por não ter cura, os tratamentos existente agem nos sintomas. Para as getantes, o tratamento medicamentoso não é indicado já que pode trazer danos para a saúde do seu bebê.A alternativa que tem se tornado mais viável para as mulheres que estão em período gestacional é a fisioterapia, que atua exercitando os músculos acometidos por dores através de atividades de alongamentos físicos e fortalecimento dos mesmos. Alguns exercícios, como os aeróbicos de baixo impacto, ajudam a melhorar a condição musculoesquelética e cardiovascular da gestante, promovem o relaxamento e ainda melhoram as articulações.
 
A fisioterapia promove uma mudança de estilo de vida na paciente. Com isso, ela aprende a conhecer suas limitações e também a superá-las por meio de métodos que ajudam a garantir maior flexibilidade e redução da dor. O tratamento é sempre proposto de acordo com as restrições da grávida. Sendo assim, é fundamental realizar uma avaliação clínica antes de dar início a qualquer programa físico. Lembrando que a duração das atividades e os tipos de exercícios devem ser impostos por um especialista que sugere programas regulares, mas em dias alternados.

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É uma síndrome dolorosa do ombro acompanhada por alteração na mobilidade local, sendo caracterizada por uma tendinite, geralmente, do ...

Saiba mais sobre a Síndrome do Impacto do Ombro

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É uma síndrome dolorosa do ombro acompanhada por alteração na mobilidade local, sendo caracterizada por uma tendinite, geralmente, do tendão do supra-espinhoso e bursa subacromial, com lesão parcial ou total deste ou de outros tendões. Fenômeno de impacto entre a grande tuberosidade do úmero contra acrômio - o arco acromial.

Estruturas comumente afeta-das:

- Manguito rotador;

- Cabeça longa do bíceps;

- Bursa subacromial.

Mecanismo da Lesão:

- Comprometimento do espaço subacromial sob o arco coracoacromial;

- A não manutenção do espaço por debilidade dos estabilizadores; tecidos moles são comprimidos; inflamação;

- Impacto com mais freqüência em atividades acima da cabeça;

- Impacto mecânico resultante de causas estruturais e funcionais.

Causas Estruturais:

- atribuídas à existência de anormalidades congênitas ou alterações degenerativas sob o arco coracoacromial;

- Acrômio em forma anormal;

- Frouxidão capsular;

- Tendinites ou bursites - provocam perda do espaço sob o arco - irritação em estruturas não inflamadas - ciclo vicioso degenerativo;

- Desalinhamento postural;

- Falha do manguito rotador – instabilidade - translação;

- Falha nos músculos escapulares.

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Nos Estados Unidos, cerca de 10 milhões de adultos têm osteoporose e outros 34 milhões têm osteopenia (baixa densidade óssea), o que os co...

Osteoporose ataca 10 milhões de pessoas no Brasil e a maioria mulher

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Nos Estados Unidos, cerca de 10 milhões de adultos têm osteoporose e outros 34 milhões têm osteopenia (baixa densidade óssea), o que os coloca em risco de desenvolver a doença.

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De acordo com um relatório do escritório do Surgeon General's office, em 2020, metade dos americanos, acima de 50 anos, poderá estar em risco de desenvolver a doença. Por lá, 70% das pessoas com osteoporose são mulheres.

No Brasil, os dados são parecidos, com cerca de 10 milhões de pessoas com a doença, a maioria também é do sexo feminino. Por aqui, os levantamentos apontam que 20% dos brasileiros correm o risco de desenvolver osteoporose nos próximos anos.

Quando se leva em conta apenas o gênero, os homens levam uma vantagem em relação à osteoporose: contam com uma maior densidade óssea durante boa parte da vida e perdem cálcio em um ritmo mais lento do que as mulheres, já que a menopausa é mais precoce que a andropausa. No entanto, é preciso ser vigilante e saber que os homens mais idosos apresentam riscos reais para a osteoporose.

Nas mulheres, eventos associados com deficiências de estrogênio são os principais fatores de risco para a osteoporose.

Dentre estes eventos, destacam-se:

-- A menopausa: cerca de cinco anos após a menopausa, o risco de fratura aumenta dramaticamente. As fraturas no punho ou na coluna são as mais prováveis de ocorrer neste período. Sua ocorrência é um indicador que a paciente está com osteoporose, independente dos resultados da densitometria óssea. Pior, estas fraturas indicam que futuramente a paciente pode sofrer uma perigosa fratura do quadril.

-- A remoção cirúrgica dos ovários, o que levará a alterações hormonais

-- Nunca ter tido filhos

-- Anorexia nervosa: o peso corporal extremamente baixo pode afetar a produção de estrogênio.

Nos homens, baixos níveis de testosterona aumentam o risco de osteoporose. Certas condições médicas (hipogonadismo) e tratamentos (câncer de próstata com privação de andrógenos) podem causar deficiências de testosterona. Porém, isto é menos frequente de ocorrer na população em geral que a menopausa, por exemplo. Daí o fato de observamos mais osteoporose em mulheres que em homens.

Além do gênero, a idade avançada – o envelhecimento provoca uma perda natural de massa nos ossos  – e a etnia  – todos os grupos étnicos são suscetíveis a desenvolver osteoporose, no entanto, caucasianos e asiáticos apresentam um risco comparativamente maior – também são fatores de risco fixos para a doença. A história familiar pesa muito também: pessoas cujos pais apresentam um histórico de fraturas podem ser mais propensas a ter fraturas.

Fatores de risco em crianças e adolescentes

A densidade máxima óssea, alcançada um pouco depois do final do crescimento, é um fator importante para sabermos quando uma pessoa poderá desenvolver osteoporose.

Pessoas, geralmente mulheres, que desenvolvem um baixo pico de massa óssea estão com um alto risco de desenvolver osteoporose precoce.

Algumas crianças apresentam maior propensão de não alcançarem um bom pico de desenvolvimento ósseo.

Neste grupo encaixam-se:
-- Os prematuros
-- Os que têm anorexia nervosa
-- O que apresentam puberdade tardia ou ausência anormal de períodos menstruais

Embora em grande parte, a genética possa auxiliar a prever a nossa saúde óssea, exercícios e boa alimentação, durante as três primeiras décadas de vida - quando o pico de massa óssea é atingido - ainda são excelentes salvaguardas contra a osteoporose e outros inúmeros problemas de saúde.

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Reumatismo é o nome comum para as doenças que afetam o sistema músculo esquelético, entretanto não é correto chamar às mais de 100 doenç...

Video: Doenças Rerumáticas





Reumatismo é o nome comum para as doenças que afetam o sistema músculo esquelético, entretanto não é correto chamar às mais de 100 doenças reumáticas de reumatismo.

Para a maioria das pessoas quando se fala de reumatismo, a referência encontrada é de doenças típicas dos idosos. Esta idéia é muito difundida, mas equivocada. As doenças reumáticas não são exclusivas de uma determinada faixa etária podem acometer crianças, jovens, adultos e idosos.
Existem mais de 100 tipos diferentes de doenças que podem ser classificadas como reumáticas. Os tipos mais comuns de reumatismo, no Brasil, são a artrite, a artrose, a tendinite, a gota, as dores na coluna e a osteoporose. No Brasil existem cerca de 15 milhões de pessoas sofrendo de algum tipo de doença reumática.

Apesar de apresentarem alguns sintomas semelhantes, como dor nas articulações, cada tipo de doença reumática tem características próprias, as doenças reumáticas provocam dor e incapacidade, mas raramente são fatais.

Artrite Reumatóide
Artrose
Espondilite Anquilosante
Fibromialgia
Gota
Lúpus - LES
Osteoporose
Artrite Psoriásica
Artrite Idiopática Juvenil
Esclerodermia
Esclerose Sistêmica Progressiva
Espondiloartropatias
Febre Reumática
Lombalgia
Síndrome do Anticorpo Antifosfolípide - SAF
Síndrome de Sjögren
Vasculite

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O termo lombalgia se refere à dor na coluna lombar.   A coluna lombar é a principal região do corpo responsável pela sustentação de ...

Exemplo de Fisioterapia para Lombalgia


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O termo lombalgia se refere à dor na coluna lombar.
  A coluna lombar é a principal região do corpo responsável pela sustentação de cargas, a posição corporal afeta a magnitude das cargas que atuam sobre a coluna vertebral (HALL, 2001). Assim, a harmonia neuromusculoesquelética é importantíssima para o funcionamento ideal do complexo lombar, pélvico e quadril (LEE, 2001). As doenças da coluna vertebral afeta a maioria das pessoas em algum momento da sua vida, pode levar a incapacidade funcional e a morbidade acometendo de 60 a 80% da população. É grande o impacto social e econômico e já se fala em uma epidemia de incapacidade relacionada com a lombalgia (RADU, 2006).

Os procedimentos selecionados foram eletroterapia (TENS), termoterapia, cinesioterapia (alongamento e fortalecimento muscular) e orientações posturais.

Eletroterapia é a utilização de corrente elétrica, bastante utilizada na reabilitação dos doentes com dor. A eletroterapia promove analgesia porque melhora a circulação local e exerce, por efeito contra irritativo, ativação do sistema supressor de dor, retarda a amiotrofia, mantém o trofismo muscular e é método de treinamento proprioceptivo e cinestésico (LIN ET AL, 2001). Essa técnica tem duração de 20 a 25 minutos através da estimulação nervosa elétrica transcutânea (TENS), é o nome genérico para um método de estimulação da fibra nervosa aferente a controlar a dor (HAYER 2002). Nessa pesquisa foram utilizados R- 40Hz e T- 150uS para dor crônica e R- 170Hz e T- 100 uS para dor aguda e intensidade no nível sensorial, durante 20 minutos ativando o portão modulador da dor no nível da medula espinhal, bloqueando a transmissão dos impulsos dolorosos para as células T. (LIN ET AL 2001) conclui que recursos eletroanalgésicos mostram-se eficazes no tratamento de lombalgia.

    Termoterapia é o procedimento mais an­tigo que se tem conhecimento na prática da rea­bilitação física (AGNE 2004). Agne e Lin confirmam em trabalhos distintos os efeitos da termoterapia incluem vasodi­latação, melhora do metabolismo e circulação lo­cal, relaxamento muscular, analgesia, redução da rigidez articular, aumento da extensibilidade do tecido colágeno e alívio do espasmo muscular. Tal evento aumenta a velocidade da reação química e a cicatrização de tecidos distendidos ou lacerados (ANDREWS 2000). A aplicação do calor produz efeito analgési­co. É aplicado sobre desordens musculoesqueléti­cas e neuromusculares. Geralmente é considerado por produzir um efeito de relaxamento e uma redução antálgica musculoesquelética. Aumenta igualmente a elasticidade e diminui a viscosida­de do tecido conjuntivo, que é uma consideração importante nas lesões articulares pós-aguda ou depois de longos períodos de imobilização. Seu efeito analgésico resulta na redução da intensida­de da dor. Embora os mecanismos básicos deste fenômeno não sejam completamente entendidos, ele está de algum modo relacionado à teoria da comporta na modulação da dor (PRENTICE, 2002).

    Cinesioterapia baseia-se no relaxamento de estruturas tensas ou contraturadas e o fortalecimento muscular que proporcionam redução do edema e da inflamação, melhora as condições circulatórias, aceleram o processo cicatricial e o relaxamento muscular, reduzem a dor e a incapacidade funcional. O programa de atividade física visa à restauração da função, força e trofismo muscular, ao desenvolvimento do senso de propriocepção, ao relaxamento da musculatura, à restauração da flexibilidade articular e à prevenção da síndrome do desuso. Os músculos dos doentes com dor tornam-se tensos e descondicionados. Os exercícios de alongamento procuram devolver ao músculo fadigado e encurtado o seu comprimento de repouso. Após a fase inicial de dor intensa, os músculos devem ser fortalecidos para que possam exercer as atividades habituais. Exercícios ativos livres, passivos, auto-passivos e ativos assistidos preservam ou aumentam a amplitude do movimento articular. (LIN ET AL, 2001).

  • Consistiram de exercícios de alongamento e fortalecimento de todas as estruturas que influenciam diretamente ou indiretamente na lombar. São os músculos: grande dorsal, paravertebrais (eretores da espinha, multíferos, transverso-espinhal, interespinhais do lombo), quadrado lombar, psoas maior, abdominais (oblíquos, transverso e reto do abdome) e diafragma. Alongamento de toda cadeia posterior principalmente de membros inferiores (isquiostibiais, pélvicos trocanterianos e tríceps sural)

  • Orientação da maneira correta para a realização das AVDs e AVPs (atividades de vida diárias e práticas) bem como correção e conscientização corporal.

  • Exercício de fortalecimento, alongamento e autocrescimento com técnicas do método Mackenzie e Pilates

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Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), as dores nas ...

Exercícios para dor nas costas feitos em casa



Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), as dores nas costas atingem 85% da população global. Rotina agitada, sedentarismo, má postura e estresse são algumas das principais causas do problema, que pode causar lesões sérias na coluna se não tratado corretamente.

A nossa disposição corporal sofre com a agitação do dia a dia, já que ficamos durante longos períodos sentados no carro, no trabalho e em viagens, o que favorece o encurtamento da musculatura anterior. Os problemas recorrentes da má postura, além de prejudicarem nosso cotidiano, podem trazer consequências mais específicas à saúde. Precisamos ter mais atenção com o eixo central do esqueleto, pois as deficiências nessa região podem nos deixar vulneráveis a diversas lesões na coluna, principalmente as osteomioarticulares [que comprometem o osso] no dorso.

Como tratar a dor nas costas

Há diversos exercícios específicos para desenvolver o equilíbrio muscular e a flexibilidade que podem ajudar na correção da postura. É o caso do pilates e das aulas posturais. Geralmente, essas atividades são realizadas em grupo, e o fisioterapeuta aplica técnicas derivadas do RPG com o objetivo de encontrar desequilíbrios musculares e articulares e depois prescrever treinos que atendam diretamente a área do corpo que está comprometida, respeitando a individualidade e necessidades posturais de cada pessoa.

Exercícios contra dor nas costas

Para aliviar as dores recorrentes da má postura, reserve dez minutos diários para exercitar a musculatura. Veja os exercícios que podem ser feitos em casa, depois de acordar ou antes de dormir:

  • Deite de barriga para cima com os membros estendidos. Coloque a palma das mãos voltada para cima e apoie toda a coluna lombar no chão. Fique na posição durante cinco respirações seguidas.
  • Respire profundamente e, quando inspirar o ar, aumente mais a curvatura lombar, movimentando apenas o quadril para cima, sem perder o apoio do colchão. Expire o ar e apoie toda a região da coluna lombar. Faça os movimentos de forma lenta e ampla, para adquirir mais forma e mobilidade articular. Repita o exercício por cinco minutos. A mesma sequência pode ser feita pela manhã, ao acordar, e à noite, antes de dormir.

Mantenha a cabeça sempre alinhada ao corpo durante todo o exercício, para que seja desenvolvida a consciência corporal. Para quem dispõe de mais tempo livre, tem outros exercícios de alongamento muscular:

  • Deite e segure um lençol com as duas mãos. Passe o lençol pela planta do pé e puxe até sentir o alongamento da parte de trás das pernas e joelhos. Respire sempre profundamente durante a execução do exercício.
  • Segure uma das pernas e flexione. Abrace esta perna de modo que o joelho se aproxime do peitoral. A outra perna deve permanecer estendida. Reveze os exercícios entre as duas pernas.


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Considerada a segunda doença mais frequente na reumatologia, a fibromialgia está presente em cerca de 2% a 8% da população.  Pode surgir...

Tratamento da Fibromialgia deve ser individualizado

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Considerada a segunda doença mais frequente na reumatologia, a fibromialgia está presente em cerca de 2% a 8% da população.  Pode surgir em qualquer idade e ocorre em diferentes países, culturas e grupos étnicos. Não existem dados sugerindo que seja mais comum em países e culturas mais industrializadas.

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Talvez seja a doença que traga mais sofrimentos para o paciente. Dor generalizada é a queixa principal, frequentemente acompanhada por cansaço, problemas de memória e alterações do sono.  Nenhum destes sintomas tem uma "expressão visível" aos colegas de trabalho e familiares. Não existe inchaço ou deformidades articulares que possam ser "vistas", os exames laboratoriais são normais. O paciente sofre e não há nada "mensurável" ou demonstrável em correspondência a este sofrimento. O diagnóstico é demorado, geralmente só ocorre após passagem por muitos médicos e realização dos mais diferentes exames, sempre normais.

A fibromialgia pode ser definida com um estado de dor crônica, ou seja, existe o relato de uma dor ou outra "desde sempre".  Dor é a manifestação central da doença, é o que define a doença. Muitos pacientes referem ter apresentado uma dor ou outra durante toda a vida, por exemplo, dor de cabeça, dores e desconforto associados à menstruação e ovulação, dor na articulação tempo-mandibular ("dor ao mastigar" como a queixa mais comum), fadiga crônica, alterações gastrointestinais funcionais (como cólicas e hábito intestinal irregular, alternando períodos de obstipação e diarreia), endometriose, dores nas costas e pescoço, etc.

Atualmente classificamos a fibromialgia como uma dor ou estado de dor de origem central, significando que o paciente desde jovem sofre com dor em diferentes pares do corpo em diferentes momentos da vida. Ou seja, existe um estímulo ou estímulos normais da vida diária que, no sistema nervoso central do paciente com fibromialgia, são amplificados e passam a ser percebidos como estímulos dolorosos. Podemos imaginar que nestes pacientes o limiar de dor ou o sensor que determine quando um estímulo passa a ser doloroso está regulado em um nível mais baixo; eles apresentam um interruptor, um "on-off" para dor mais baixo ou mais sensível que os demais. Pacientes com fibromialgia percebem como dor um estímulo de "toque" ou de "pressão", por exemplo, que seriam meramente desconfortáveis em outra pessoa.

E isto não pode ser controlado pelo paciente sem ajuda, sem tratamento adequado. É fundamental para o paciente e para os que lhe estão próximos, a compreensão de que não se trata de vontade, de querer ou não, o paciente sofre e precisa de tratamento.

Diante deste estado de dor crônica, de "dolorimento" constante, pesquisas evoluíram para estudos funcionais do cérebro, demonstrando, por exemplo, padrões de ativação em áreas cerebrais de processamento de dor diante de um estímulo de pressão leve ou calor moderado nos pacientes com fibromialgia. Estes e outros estudos demonstraram uma base biológica para a fibromialgia e outras síndromes de amplificação da dor.

 Compreendendo melhor a doença, entendemos e explicamos melhor os diferentes sintomas. Com isso, conseguimos um melhor tratamento.

A sensibilidade à dor é decorrente de componentes genéticos (vários genes) e ambientais, sendo diferente em cada pessoa (algo como ter ou não ter cócegas com um estímulo). Depende do balanço ou atividade de diferentes mediadores do sistema nervoso, explicando porque determinados medicamentos para a dor que agem diretamente no sistema central podem ajudar na melhora de diversos componentes da fibromialgia como dor, sono, humor, fadiga em um indivíduo e serem totalmente sem efeito em outro paciente. 

Fatores do meio ambiente podem desencadear a doença, como infecções, traumas, estresse, ou piorar seus sintomas, como inatividade física e má qualidade do sono.

Embora o tratamento da fibromialgia deva ser individualizado, não há dúvida da importância de atividade física regular, do exercício para a melhora dos sintomas. Deve ser iniciado de forma gradual, respeitando-se os limites do paciente, mas é um elemento fundamental do tratamento (ainda que cause alguma dor/desconforto nos primeiros dias), associado ou não ao tratamento medicamentoso.

 Todos os pacientes precisam ser educados a respeito da natureza da fibromialgia, do fato de que não é uma doença progressiva, de que seu tratamento depende da participação ativa do paciente "descobrindo" em parceria com o médico a melhor maneira de reduzir o estresse, de melhorar a qualidade do sono e de praticar exercícios. O tratamento medicamentoso também deve ser amplamente discutido e as decisões compartilhadas.

 A fibromialgia pode, portanto, ser considerada um diagnóstico ou um conjunto de sintomas caracterizado por um mecanismo de amplificação da dor de origem central com fadiga, alterações de memória, do sono e do humor.

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Os exercícios mobilização articular podem ser feitos em articulações específicas antes você de sair da cama. Por exemplo, você pode trabal...

Exemplos de exercícios articulares

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Os exercícios mobilização articular podem ser feitos em articulações específicas antes você de sair da cama. Por exemplo, você pode trabalhar as articulações dos joelhos o máximo que conseguir antes de levantar e colocar todo seu peso sobre eles. Além disso, você pode usar os exercícios para manter a flexibilidade durante uma crise (episódio em que as articulações ficam quentes e doloridas), embora você tenha que discutir isso primeiro com seu médico. Os exercícios ROM também podem ser feitos antes de exercícios mais pesados, para ajudar a aquecer as articulações, e depois dos exercícios, para ajudar a esfriá-las gradualmente.

Entretanto, lembre-se de que os exercícios não devem substituir seu programa de exercícios regulares. Eles devem ser realizados em conjunto com um programa de exercícios mais vigorosos criado de acordo com suas necessidades específicas. Ao fazê-los, é importante seguir algumas orientações.

  • Começar lentamente - comece com cinco a dez repetições, se conseguir, e vá aumentando gradualmente.
  • Não forçar a articulação a ponto de sentir dor - se isso acontecer, é possível que você tenha estendido muito o movimento.
  • Respirar regularmente à medida que faz os exercícios - não prenda a respiração.

Os exemplos a seguir são de exercícios ROM recomendados com mais freqüência para as pessoas com artrite. Você pode trabalhar somente as articulações afetadas ou todas as articulações para aumentar a flexibilidade.

Pulsos e dedos das mãos

Exercite sempre as duas mãos. Pode ser que você ache útil usar uma mesa para apoiar as mãos e braços durante os exercícios.

  1. Relaxe os dedos e flexione o pulso para trás e para frente o máximo possível.
  2. Descanse o antebraço e a mão, com a palma para baixo, esticados sobre a mesa. Um de cada vez, levante os dedos o máximo que puder. Faça o mesmo com o polegar. Então, com os dedos juntos, levante toda a mão enquanto mantém o antebraço na mesa.
  3. Abra e feche a mão, faça um punho e solte.
  4. Com a mão bem aberta, toque a ponta de cada dedo na ponta do polegar. Quanto mais distanciar os dedos, maior será a extensão atingida.
  5. Coloque a mão com a palma para baixo sobre a mesa e o polegar estendido na lateral. Um por um, deslize cada dedo sobre o polegar até que todos eles estejam juntos.

Pescoço

Você pode fazer esses exercícios em pé ou sentado. Nunca estenda muito o pescoço para trás diretamente, pois isso coloca pressão desnecessária sobre sua coluna cervical.

  1. Gire a cabeça lentamente e olhe sobre o ombro direito, em seguida, sobre o ombro esquerdo.
  2. Incline a cabeça para a esquerda, movendo a orelha esquerda em direção ao ombro esquerdo; faça o mesmo com o lado direito. Não se assuste se ouvir um estalo; é semelhante ao estalido feito pelo movimento normal de um osso em contato com outro, conhecido como crepitação.

Ombros

  1. Deite de costas, com os braços nas laterais, flexione os cotovelos e tente afastar a parte superior dos braços do corpo até formar um ângulo reto.
  2. Mantenha os braços na cama durante o exercício.

Cotovelos

  1. Deitado de costas e com a parte superior dos braços sobre a cama, flexione os cotovelos em ângulo reto, de modo que seus antebraços fiquem perpendiculares ao corpo.
  2. Quando estiver nessa posição, gire os antebraços, para que alterne o olhar sobre as palmas e as costas das mãos.

Costas

  1. Fique de pé com as mãos nos quadris e os pés afastados na largura dos ombros.
  2. Gire cabeça e ombros para a direita e, depois, para a esquerda. Os quadris devem estar virados para frente durante todo o exercício.

Quadris

  1. Sente-se no chão com as pernas estendidas para frente.
  2. Gire as pernas para dentro, de modo que os pés apontem um para o outro.
  3. Em seguida, gire as pernas para fora, fazendo com que os pés apontem para sentidos contrários.

Joelhos

  1. Deite de costas no chão com as pernas estendidas.
  2. Leve um joelho para cima em direção ao peito e retorne-o à posição inicial. Faça quatro repetições e, em seguida, mude a perna.

Pés/tornozelos

  1. Sente-se no chão com as pernas estendidas para frente.
  2. Faça círculos no ar com os dedões dos pés, primeiro no sentido horário, depois, no anti-horário. Lembre-se de girar os tornozelos suavemente. Faça várias repetições.

Dedos do pé

  1. Sente-se no chão com as pernas estendidas para frente.
  2. Flexione e estenda os dedos. Se os dedos estiverem muito rígidos, use as mãos para dobrá-los suavemente para cima e para baixo.

Agora, é hora de realmente trabalhar duro. Na próxima seção, aprenderemos a treinar a força, caso você tenha artrite.

Músculos fortes e corretamente condicionados não são apenas bonitos, mas também essenciais para a sustentação e a proteção das articulações. Em particular, músculos fortes servem para sustentar as costas e a coluna, ajudando a prevenir lesões.

Seu programa de exercícios regulares ajudará gradualmente a fortalecer os músculos. Entretanto, exercícios adicionais de fortalecimento podem ser feitos independentes de outras formas de exercício ativo. Você pode combinar seus exercícios de fortalecimento com sua rotina suave de ROM.

Geralmente, esses exercícios devem ser realizados pelo menos uma vez por dia, mas não mais do que duas, para evitar fadiga e estresse dos músculos e articulações. Naturalmente, você precisa considerar sua tolerância individual ao determinar a freqüência dos exercícios.

Cabe a você escolher a hora do dia em que fará os exercícios de fortalecimento, mas os resultados serão melhores se forem feitos quando você não estiver cansado. Esse tipo de exercício pode ser mais fácil ou mais confortável após um banho quente. Algumas pessoas preferem fazer os exercícios de fortalecimento antes de dormir. O importante é fazer os exercícios, assim como os exercícios ROM, regularmente. Eles devem fazer parte da sua rotina diária, assim como escovar os dentes.

Conforme fizer sua rotina de fortalecimento, lembre-se de algumas orientações:

  • faça alguns minutos de aquecimento e de alongamento para soltar os músculos tensos e aquecer as articulações rígidas antes de começar;
  • faça os exercícios em uma ordem lógica começando com a parte superior do corpo e avançando para a parte inferior;
  • faça os movimento com lentidão, suavidade e precisão (distrações como televisão podem provocar perda de concentração e prática técnica incorreta na realização dos exercícios);
  • comece com, no máximo, cinco repetições e aumente gradualmente conforme seu corpo tolerar;
  • mude a quantidade de repetições conforme estiver se sentindo em um dia específico (ouça seu corpo: se estiver tendo um mal dia, não force);
  • respire normalmente, pois prender a respiração durante o exercício pode deixá-lo cansado com mais rapidez.

Os exemplos a seguir são de exercícios de fortalecimento. Lembre-se de que um fisioterapeuta ciente das necessidades de exercícios e dos problemas especiais das pessoas com artrite pode ajudar a estabelecer um programa de fortalecimento individualizado.

Ombros

  1. Levante um braço sobre a cabeça e toque as costas com a mão, como se quisesse coçá-la.
  2. Flexione o outro braço atrás das costas e tente alcançar os dedos da outra mão. Repita trocando os braços. Esse é um bom exercício para fortalecimento e flexibilidade do ombro.

Costas

Mantendo os antebraços apoiados no chão, levante a cabeça e os ombros.
2006 Publications International, Ltd.
Mantendo os antebraços apoiados no chão, levante a cabeça e os ombros
  1. Deite de costas, com o corpo estendido sobre uma esteira ou uma superfície almofadada. Use uma cadeira resistente, se necessário, para se abaixar até o chão. Puxe um joelho até o peito e segure por dez segundos. Em seguida, estenda a perna e repita o movimento com a outra perna. Esse exercício alongará as costas, preparando-as para o exercício de fortalecimento seguinte.
  2. Deite de barriga para baixo. Mantendo os antebraços apoiados no chão, levante a cabeça e os ombros, colocando o peso sobre os antebraços. Segure por dez segundos, solte e repita.

Abdome

  1. Deite de costas com os joelhos flexionados e os pés apoiados no chão.
  2. Levante lentamente a cabeça e os ombros, segure por dez segundos e solte. Lembre-se de manter a coluna lombar no chão durante todo o exercício. Apóie o pescoço com uma mão se tiver artrite nessa região.

Joelhos

  1. Sentado em uma cadeira firme, resistente e com encosto duro, estenda a perna contraindo os músculos da coxa.
  2. Aponte os dedos para fora, na sua frente, depois, para cima, aumentando gradualmente para dez repetições, então, relaxe e repita. Faça o mesmo com a outra perna.

Tornozelos

  1. Permaneça sentado na cadeira e levante os pés levemente.
  2. Gire os tornozelos para a direita e para a esquerda.

Experimente exercícios aquáticos

Os exercícios aquáticos há muito tempo são recomendados para pessoas com artrite. A hidroginástica terapêutica inclui vários exercícios criados especialmente para proporcionar flexibilidade articular, fortalecimento muscular e relaxamento. A leveza da água permite que as articulações tenham total mobilidade com menos estresse.

Os exercícios aquáticos permitirão que você exercite-se sem colocar muita pressão ou tensão nas articulações.

As pessoas que têm dificuldade para andar geralmente conseguem fazer exercícios na água, pois há menos estresse sobre costas, quadris, joelhos e pés. Para a maioria das aulas, não é necessário saber nadar (verifique antes de se matricular). Aqui daremos algumas dicas para escolher e participar de uma aula de exercícios aquáticos.

  • Procure fazer uma aula que tenha sido autorizada pela Fundação da Artrite, que desenvolveu um programa ensinado em muitas regiões do país. Para a aula ser autorizada, o instrutor deve ter concluído o treinamento especial. Se não encontrar nenhuma, certifique-se de que a que escolheu seja ministrada por um instrutor qualificado que seja fisioterapeuta ou terapeuta ocupacional ou que tenha algum tipo de certificação em hidroginástica.
  • Fale com seu médico antes de começar a fazer essas aulas.
  • A temperatura da água da piscina deve ser de 28,8ºC (piscinas para profissionais geralmente ficam entre 26ºC e 28ºC), já que você pode achar desconfortável a água mais fria.
  • Se tiver dificuldade para ficar entrando e saindo da piscina, procure uma piscina "terapêutica". Algumas academias de ginástica possuem piscinas com rampas ou degraus com corrimão e com a água na altura do peito para dar equilíbrio.
  • Proteja os pés, pois fazer exercícios na água regularmente pode irritar as solas dos pés. Calçados protetores com sola de borracha antiderrapante são vendidos em lojas de produtos esportivos a preços variados. Esses calçados específicos protegem os pés e proporcionam tração dentro e ao redor da piscina.
  • Se usar bengala ou andador na área da piscina, verifique se as pontas emborrachadas são práticas e estão intactas para que você não escorregue.
  • Se usar saída de banho, veja se ela não está encostando no chão, para que você não tropece e caia.
  • Se quiser usar o turbilhão da academia, faça-o apenas depois da aula de hidroginástica. A água muito quente do turbilhão pode levar ao cansaço e aumentar os batimentos cardíacos, esgotando potencialmente seus recursos físicos para os exercícios.

Siga a "Regra de duas horas de dor"

Embora o exercício tenha um papel importante no controle da artrite, o excesso pode ser tão ruim quanto a falta. Quando der início ao programa de exercícios, você provavelmente sentirá certo desconforto e dor, o que é normal. No início, você pode até ficar um pouco mais cansado que o normal. Entretanto, é importante reconhecer a diferença entre dor normal e fadiga do excesso. Mas como fazer isso?

Experimente seguir a regra de duas horas de dor. Se tiver dor ou desconforto nas articulações por mais de duas horas após ter terminado os exercícios, é possível que tenha exagerado e precise mudar o programa. Além disso, cuidado para não usar excessivamente uma articulação quando ela começar a melhorar, já que isso pode ocasionar lesão.

A dor da artrite em uma articulação pode fazer o exercício parecer impossível, mas deixar de ir à academia pode provocar mais dor a longo prazo. Desde que esteja seguro e seja cuidadoso, o exercício pode controlar e até aliviar algumas dores da artrite.

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Já ouviu falar, com certeza, das vantagens de ter os ossos fortes para prevenir fraturas. Mas e das articulações fortes para ajuda...

Exercícios para fortalecer as articulações

Já ouviu falar, com certeza, das vantagens de ter os ossos fortes para prevenir fraturas. Mas e das articulações fortes para ajudar a prevenir lesões e reduzir a dor articular?

O exercício é especialmente importante para quem sofre de artrite.

Os exercícios para fortalecer as articulações do corpo funcionam trabalhando os músculos que rodeiam as articulações para uma maior estabilidade. Os tendões e ligamentos também se tornam mais flexíveis, reduzindo o risco de luxações ou entorses.

Se sofre de dores nas articulações provocadas por uma artrite ou uma lesão, existem vários exercícios que pode executar para as fortalecer. Consulte o seu médico sobre quais são os exercícios mais recomendados para si.

Os exercícios incluem actividades aeróbicas, tais como:

Nadar. A natação é um excelente exercício aeróbico que fortalece os músculos e as articulações sem o risco de desgaste, como acontece na corrida.      

Andar de bicicleta. É também um bom exercício de baixo-impacto que fortalece as articulações e melhora a sua forma física geral.

Exercícios de movimento. Estes exercícios obrigam a mover as articulações em toda a sua extensão de movimento, como levantar os joelhos até ao peito ou elevar os braços acima da cabeça. Os exercícios de movimento ajudam a reduzir a rigidez e a aumentar a flexibilidade.

Treino da força. Exercícios para aumentar a força, como a musculação, reforçam os músculos em redor das articulações aumentando a sua força e capacidade de suporte.

Treino de flexibilidade/alongamento. Os alongamentos ajudam a aumentar a flexibilidade  das articulações e a manter uma ampla gama de movimentos operacionais, aliviando a tensão muscular.

Também poderá beneficiar de exercícios que visem fortalecer articulações específicas. As lesões e dores nos joelhos, por exemplo, são muito comuns. Exercícios que fortaleçam os músculos que sustentam os joelhos ajudam a prevenir complicações. Experimente exercícios de alongamento que trabalhem os quadríceps – o músculo grande na frente da coxa. Além disso, exercícios de força que trabalhem os músculos dos quadris e da barriga da perna podem ajudar a prevenir lesões no tornozelo e na anca.

Em contrapartida, qualquer pessoa com dor nas articulações deve ter cuidado ao fazer exercícios de alto impacto, podendo assim agravar a dor e a inflamação. Estes exercícios incluem:

  • Andar depressa, jogging e correr
  • Saltar à corda
  • Desportos que obriguem a muita corrida, como o ténis e o basquetebol.
  • Dança aeróbica

Tenha cuidado ao fazer exercício, e pare imediatamente se sentir dor. Se tiver dores articulares, consulte o seu médico ou fisioterapeuta acerca dos exercícios mais apropriados para si.

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Para uma pessoa com artrite, fazer o exercício correto é importantíssimo. As pesso...

Veja exercícios para manter as articulações saudáveis

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Para uma pessoa com artrite, fazer o exercício correto é importantíssimo. As pessoas com dor crônica nas articulações geralmente as mantêm imóveis por longos períodos, pois é dessa forma que se sentem melhor. Entretanto, se as articulações ficarem imóveis ou flexionadas por muito tempo, podem ficar rígidas, causando mais perda do movimento que pode acabar levando à deformidade.

Isso não significa que você deva sair e fazer uma maratona. Existem níveis variados de intensidade de exercício e qualquer pessoa pode se exercitar em um desses níveis. O tipo mais importante de atividade para qualquer pessoa com artrite é uma forma moderada de exercícios chamada de mobilidade articular, ou ROM (range of motion). Os exercícios ROM envolvem a movimentação das articulações através de uma variedade completa de movimentos que as articulações permitem. Você até pode conseguir fazer alguns exercícios suaves quando as articulações estiverem doloridas ou quentes (o que se conhece como "crise"), embora tenha que verificar com seu médico primeiro (alguns recomendam repouso durante essas crises). Assim que a crise terminar, você deve retomar uma rotina de exercícios regulares, incluindo exercícios ROM e de fortalecimento, feitos de acordo com suas habilidades.

Às vezes, massagear uma articulação dolorida pode aliviar temporariamente a dor.

Antes de dar início a qualquer novo programa de exercícios, entretanto, consulte o seu médico. Ele poderá aconselhar você e seu instrutor sobre quaisquer limitações que você possa ter. Poderá também encaminhá-lo para um fisioterapeuta para avaliação.

Sustente suas articulações

Movimentar as articulações é a única maneira de sustentá-las e lubrificá-las. Embora manter imóvel uma articulação com artrite possa evitar temporariamente a dor, essa falta prolongada de movimento pode causar ainda mais dor e rigidez a longo prazo. Em casos graves de falta de movimento articular, podem se desenvolver contraturas. As contraturas estão relacionadas ao encurtamento dos músculos e à contração do tecido conjuntivo. Com o tempo, a capacidade de funcionamento da articulação fica reduzida.

Exercícios suaves de mobilidade articular, assim como outros tipos de exercícios mais pesados, podem ajudar a sustentar as articulações e a evitar rigidez e dor. Eles devem ser realizados regularmente. Além disso, você pode tentar outras formas de melhorar.

  • Alongue-se com freqüência - mesmo durante os intervalos de descanso, flexione ou alongue suavemente as articulações, de vez em quando, ou mude de posição levemente para evitar a rigidez.
  • Massageie as articulações - a massagem pode ajudar a aliviar a região dolorida, além de você estar movimentando outras articulações à medida que massageia.
  • Sente no corredor - se você for viajar de avião, ônibus ou trem ou se for a um evento esportivo, show ou cinema, procure ficar no assento do corredor. Assim, você terá mais espaço para estender as pernas enquanto estiver sentado. Sentando no corredor, você também terá mais facilidade para se levantar e se movimentar um pouco.
  • Aproveite as paradas - durante longas viagens de carro, aproveite as paradas de descanso para se alongar e se movimentar. Se você for o passageiro, faça exercícios de mobilidade articular para os dedos, parte inferior das pernas e pescoço, enquanto estiverem na estrada.
  • Evite segurar objetos por períodos prolongados - se segurar uma caneta for dolorido para você, experimente usar um computador ou uma máquina de escrever. Em vez de segurar um jornal ou livro com as mãos, tente deixá-lo apoiado em uma superfície plana ou em uma mesa ou use um suporte de livro. Em vez de segurar a bolsa ou a pasta pela alça, prefira pendurá-la no ombro.

Existem estratégias que podem diminuir o desconforto associado à rigidez matinal. Elas incluem o uso de cobertor elétrico e de luvas feitas de tecido elástico, à noite, para manter as articulações aquecidas e ajudar a prevenir inflamação. Outra estratégia valiosa é fazer exercícios de mobilidade articular (ROM).

ROM refere-se a uma forma suave de exercícios que envolve o movimento das articulações para trás e para frente, para cima e para baixo, de um lado a outro, em cada direção natural, o máximo que conseguirem ir. O objetivo dos exercícios é aumentar a mobilidade das articulações, de modo que você possa continuar se movimentando e, finalmente, possa fazê-lo com mais conforto. Eles também ajudam a aumentar a flexibilidade.

Os exercícios  podem ser feitos em articulações específicas antes você de sair da cama. Por exemplo, você pode trabalhar as articulações dos joelhos o máximo que conseguir antes de levantar e colocar todo seu peso sobre eles. Além disso, você pode usar os exercícios  para manter a flexibilidade durante uma crise (episódio em que as articulações ficam quentes e doloridas), embora você tenha que discutir isso primeiro com seu médico. Os exercícios  também podem ser feitos antes de exercícios mais pesados, para ajudar a aquecer as articulações, e depois dos exercícios, para ajudar a esfriá-las gradualmente.

Entretanto, lembre-se de que os exercícios ROM não devem substituir seu programa de exercícios regulares. Eles devem ser realizados em conjunto com um programa de exercícios mais vigorosos criado de acordo com suas necessidades específicas. Ao fazê-los, é importante seguir algumas orientações.

  • Começar lentamente - comece com cinco a dez repetições, se conseguir, e vá aumentando gradualmente.
  • Não forçar a articulação a ponto de sentir dor - se isso acontecer, é possível que você tenha estendido muito o movimento.
  • Respirar regularmente à medida que faz os exercícios - não prenda a respiração.
Os exemplos a seguir são de exercícios ROM recomendados com mais freqüência para as pessoas com artrite. Você pode trabalhar somente as articulações afetadas ou todas as articulações para aumentar a flexibilidade.

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Artrite significa "articulação inflamada". Uma articulação normal é constituída de duas superfícies ósseas cobertas por ca...

Artrite reumatóide na mão

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Artrite significa "articulação inflamada". Uma articulação normal é constituída de duas superfícies ósseas cobertas por cartilagem que se "encaixam" e se movem naturalmente uma "contra" a outra. A Artrite ocorre quando por algum motivo essas superfícies se tornam irregulares e não mais se "encaixam" ou se articulam naturalmente e desgastam-se. A Artrite pode atingir qualquer articulação do corpo mas é mais perceptível quando acomete as mãos ou os punhos. As formas mais comuns de Artrite na mão são a Osteoartrose primária, Osteoartrose pós traumática e Artrite Reumatóide. Outras causas de Artrite na mão são infecção, Gota e Psoríase.


Artrite Reumatóide na Mão

A Artrite Reumatóide afeta as células que lubrificam as articulações(tecido sinovial). Essa é uma condição sistêmica, o que significa que pode acometer múltiplas articulações, geralmente em ambos os lados do corpo. O tecido sinovial torna-se inflamado, aumenta de volume e desgasta a cartilagem e o osso. O tecido "inchado" pode provocar o estiramento dos ligamentos que são estruturas que mantém os ossos alinhados. Isso resulta em deformidade e instabilidade. A inflamação também pode acometer os tendões, provocando estiramento ou rotura dos mesmos. É uma doença que comumente afeta os punhos, as articulações MF(metacarpo-falangeanas) e IFP(interfalangeana-proximal), poupando as articulações IFD(interfalangeana-distal).

Quadro Clínico da Artrite Reumatóide na Mão

Rigidez, edema(inchaço) e dor são sintomas comuns em todas as formas de artrite nas mãos. Na Artrite Reumatóide algumas articulações podem estar mais "inchadas" que outras. Podemos observar ainda:
- uma tumoração macia no dorso da mão que se move junto com os tendões que esticam os dedos
- Um desvio na posição dos dedos, afastando-se da direção do polegar
- "Inchaço" dos tendões que dobram os dedos, resultado numa crepitação e dificuldade em dobrar e esticar os dedos. Também é possível o aparecimento de "dormência" nos dedos.
- Rotura dos tendões com perda da capacidade de esticar ou dobrar os dedos.
- Articulações instáveis ou "sem firmeza".
- Deformidades no aspecto dos dedos

Diagnóstico

O quadro clínico leva o médico a suspeitar fortemente do diagnóstico que poderá ser confirmado por exames de sangue.

Tratamento

O tratamento tem como objetivo o alívio da dor e a restauração da função. Todos os pacientes devem ser acompanhados por um Reumatologista. Algumas medicações podem ser utilizadas com esta finalidade e é o Reumatologista quem prescreverá e monitorará essas substâncias.

O Cirurgião da Mão também poderá encaminhar o paciente a um Terapeuta da Mão para a realização de exercícios, órteses, modalidades como a parafina e orientações para como usar as mãos e proteger as articulações.

Infelizmente não há cura para a Artrite Reumatóide, mas alguns procedimentos cirúrgicos podem ajudar a corrigir deformidades, aliviar a dor e melhorar a função da mão. O tratamento ideal envolve uma equipe multidisciplinar da qual fazem parte o Reumatologista, o Cirurgião da Mão, o Terapeuta da Mão e o próprio paciente. É muito importante que a intervenção cirúrgica seja realizada no momento apropriado para reequilibrar a mão e preservar as articulações o máximo possível, tentando evitar assim o desenvolvimento de deformidades mais graves.

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  A artrite é um processo inflamatório que se manifesta nas articulações, tendo como conseqüência, alguns sinais e sintomas (inchaço na...

Saiba mais sobre os tipos de Artrite


 http://orienteocidente.files.wordpress.com/2012/06/artrite-reumatoide-reumatismo.jpg?w=500

A artrite é um processo inflamatório que se manifesta nas articulações, tendo como conseqüência, alguns sinais e sintomas (inchaço nas articulações, rigidez, dor) decorrentes de lesões articulares. 

Causas e classificação (tipos)

A artrite apresenta diferentes fatores desencadeantes (causas). Dependendo de sua forma de manifestação, ela poderá ser classificada como Artrite Degenerativa, Artrite Gotosa, Artrite Piogênica Aguda, Artrite Psoriáca ou Artrite Reumatóide.

Artrite degenerativa

A Artrite Degenerativa é uma doença crônica. Um de seus principais sintomas é dor ao movimentar-se. Esta forma da doença degenera a cartilagem articular e causa hipertrofia nos ossos. As articulações mais acometidas por esta doença são as do joelho, coluna espinhal e as articulações coxofemorais.

Artrite Gotosa

A Artrite Gotosa é uma outra forma de manifestação da artrite, acometendo, principalmente, o sexo masculino. Ela é uma inflamação causada por microcristais minerais de urato. Ela se manifesta principalmente no dedo e dorso do pé, tornozelos, joelhos e cotovelos. Entre seus sintomas pode haver febre e limitação de movimentos por causa da dor.

Artrite Piogênica

A Artrite Piogênica Aguda afeta principalmente as articulações dos ombros, joelhos e coxofemorais. As menos acometidas por este tipo de artrite são as articulações dos tornozelos, cotovelos e punhos.

Artrite Psoríaca

A Artrite Psoríaca possui esta definição em decorrência da doença de pele denominada psoríase. Assim sendo, a articulação pode ser seriamente prejudicada por esta doença.

Artrite Reumatóide

A Atrite Reumatóide é uma doença auto-imune, ou seja, o sistema imunológico do corpo ataca seus próprios tecidos, neste caso, o alvo será sua própria cartilagem e revestimento articular. Esta doença causa inflamação e vermelhidão da articulação acometida, além de inchaço, dor, calor e perda da função.

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As doenças reumáticas, ao contrário do senso comum, não apresentam como sintomas apenas dores ósseas ou nas articulações, mas, também, em...

Doenças reumáticas apresentam sintomas que vão além das dores ósseas




As doenças reumáticas, ao contrário do senso comum, não apresentam como sintomas apenas dores ósseas ou nas articulações, mas, também, em outros órgãos, como rins, olhos, pulmões e pele.

O último dia 30 foi o Dia Nacional de Luta contra o Reumatismo. Presidente da Sociedade Brasileira de Reumatologia, Walber Vieira, lembra que reumatismo é um termo genérico. “É um termo impreciso que não dá o diagnóstico de nenhuma doença” esclarece.

As causas, os tratamentos e também as consequências das doenças reumáticas podem ser muito diferentes. Por isso, é essencial o diagnóstico preciso para a indicação dos procedimentos adequados.

As doenças reumáticas podem atingir pessoas de todas as idades. Um exemplo é a artrite reumatoide, comum a partir dos 35 anos de idade, mas “também acomete crianças, às vezes na mais tenra idade”, diz Walber Vieira.

De acordo com Vieira, a doença crônica, que pode levar uma pessoa a invalidez, se manifesta com dores articulares, leve inchaço nas pequenas e médias articulações, além de quadros de isquemia e fadiga.

Pediatra do Hospital Universitário de Brasília, Zeneide Alves, cita casos em que a manifestação da artrite juvenil, que é a artrite reumatoide que acomete crianças, pode, a princípio, ser manifestada por uma inflamação no olho, chamada uveite.

“Algumas crianças podem apresentar uveite e, posteriormente, exibir os sintomas e sinais de uma artrite crônica” explica.

Walber Vieira alerta que qualquer infecção pode funcionar como elemento desencadeante de uma doença reumática. ”O paciente está num stand by, num limbo, ainda não tem manifestação de uma enfermidade, e sofrer uma infecção severa, uma virose e, de repente, a doença reumática se instala e começam a aparecer os sintomas”, explica. Algumas doenças, como a fibromialgia, podem ser desencadeadas por quadros de stress e depressão.

Entre as doenças reumáticas, Vieira diz que a artrose é a mais comum. “Mais ou menos 70% das pessoas após os 60 anos têm sua artrose de estimação”, brinca.

“Artrose é uma doença que se caracteriza por desgaste da cartilagem articular, levando a fissurações e, com o tempo, perda da função das articulações“, explica Vieira.

Outra doença reumática muito comum é a osteoporose, que não apresenta sintomas até que haja uma complicação. “É uma perda de massa óssea que leva a pessoa a um risco de fratura maior. Às vezes um pequeno trauma pode ocasionar a fratura da área afetada” explica Walber Vieira.

Ter a primeira menstruação tardiamente e menopausa precoce, fumar, abusar de bebidas alcoólicas, ser sedentário e utilizar medicamentos que podem levar a descalcificação dos ossos são fatores de risco para a osteoporose e que servem de alerta para se tomar os devidos cuidados.

Para algumas das doenças reumáticas, como fibromialgia e artrose, exercícios físicos são muito importantes para afastar as crises. “Não se trata fibromialgia sem exercícios, artrose também não”, diz Vieira.

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Para que possamos deambular (andar) necessitamos de varias articulações, sendo uma de extrema importância funcional (articulação do quadri...

Reabilitação e Osteonecrose de Quadril.



Para que possamos deambular (andar) necessitamos de varias articulações, sendo uma de extrema importância funcional (articulação do quadril ou coxo femural) a qual funciona como um sistema de catraca juntamente com a articulação do joelho e tornozelo. Por ser uma articulação de carga, esta e comumente acometida por inúmeras doenças sejam elas congênitas (nascem com ela) ou adquiridas ao longo da vida (traumas, baixa imunidade, infecções virais, bacterianas, fratura de fêmur, atividades de alto impacto, sobrepeso e muitos outros. Uma vez o quadro degenerativo instalado o paciente apresenta vários sinais e sintomas clínicos como:
Dores espontânea, intermitentes que tendem a aumentar com os movimentos e diminuem com o repouso, com irradiação para glúteos, virilha e parte anterior da coxa.

Edemas (inchaço), calor, rubor (vermelhidão)

Crepitação articular (estalidos)

Limitação das amplitudes de movimentos articulares da cabeça do fêmur em relação à bacia ( fossa do acetábulo) principalmente durante a realização dos movimentos de elevação(flexão) e abertura(abdução) da perna.

Diminuição da acuidade proprioceptiva (percepção da imagem do próprio corpo) é como se não sentisse a perna obedecer aos comandos do cérebro.

Perda de massa muscular (hipotrofismo) perna fica mais fina e menor que a outra em alguns centímetros, espasmos e encurtamentos musculares generalizados.

Aparecimentos de dores na perna contralateral (por posturas viciosas que o paciente assume na tentativa de tirar o peso sobre o quadril acometido, inclinando o corpo para o outro lado, esta inclinação pode levar ao longo dos anos sérios desvios de coluna (como escolioses torácicas e ou lombares.

Formas de tratamento:

Medicamentoso- critério médico a base de analgésicos antiinflamatórios, e dependendo do grau da artrose, idade e condições de saúde geral do paciente podem optar pela realização de substituição por prótese (artroplastia de quadril).
Nutricional- todo paciente portador de doença degenerativa terá que manter o controle do peso, sendo este fator primordial para seu tratamento seja ele cirúrgico ou de fisioterapia, uma vez que o excesso de peso aumenta as forças assim como o peso na articulação, possibilitando que aumente ou acelere o processo de desgaste da cartilagem, aumentando assim as dores tanto articulares como musculares, sem falar da possibilidade que a o sobrepeso trás para o desenvolvimento de doenças em geral do aparelho circulatório também.

Funcional- diria que são um dos tratamentos de tal importância tantos como os outros citados, pois o que é uma articulação rígida sem movimento ou que este esteja muito diminuído, o que somos sem podermos nos movimentar de forma adequada, sem movimento não há trabalho, produção, vida, independência, dependemos dos nossos movimento para tudo que precisamos. Esta parte tara aos cuidados da fisioterapia motora, visando o melhor e máximo de funcionalidade do paciente, bem como a diminuição das sintomatologias que o paciente apresentar, que são muitos e de diferentes graus de intensidade de acometimentos. O tratamento e longo de anos, com uma rotina de fisioterapia de uma a duas vezes ou mais por semana, para atuar de forma a prevenir ou atenuar as deformidades (postural e funcional), manter a força muscular em todo o membro inferior (com exercício de força, isométrico e ou isotônico), manter e ganhar amplitude de movimento articular (movimentação da cabeça do fêmur em relação à bacia (através de mobilizações, alongamentos manuais e mecânicos), dar ao paciente o máximo de funcionalidade possível, mantendo o equilíbrio, o comprimento das pernas, e muitas outras perdas ou alterações que podem surgir com a evolução da doença.

Técnicas de fisioterapia que se utilizam para tratamento das perdas motoras que acontecem em caso de osteonecrose. Deixo claro que são muitas, mas o uso das mesmas será escolhido a critério do seu fisioterapeuta, depois de uma avaliação físico funcional, porque uma mesma técnica ou método pode surtir efeitos diferentes variando de paciente para paciente, é por isso que as técnicas só devem ser escolhidas, prescritas e executadas por profissionais de reabilitação (fisioterapeutas), e nem outro profissional pode prescrever e muito menos realizá-las.

Técnicas que se utilizam no dia a dia de acordo com os achados da avaliação.

Terapias manuais como- massoterapia que e diferente de massagem.
RPG-(Reeducação Postural Global)
Exercícios de fortalecimento muscular
Exercícios de equilíbrio
Cinesioterapia
Alongamentos manuais, mecânicos, auto-alongamento

Pilates e em grande escala a hidroterapia em piscinas aquecidas, sendo que os efeitos são térmicos, mecânicos e psíquicos. Um corpo submerso terá a diminuição da ação da gravidade, essa perde sua ação na água, o corpo tem a sensação de diminuição do seu peso a as articulações sofrem menor descarga, facilitando a realização dos exercícios com uma menor força de atrito e coaptação na articulação e menos dor se comparado com exercícios feitos em solo.

Um corpo submerso em água aquecida terá um maior e melhor relaxamento muscular em função da estimulação térmica ocasionando a diminuição da rigidez tecidual e analgesias, permitindo a realização de movimentos com maior facilidade e menor percepção da dor, sem falar da pressão hidrostática que permite a melhora do fluxo sanguíneo, linfático e aumenta o metabolismo articular, reduzindo o edema e a rigidez.


Dr. Alexandre Marques - (Fisioterapeuta) Crefito4 Nº/118.170f

Contato:

E-mail: alexandremarquesft@yahoo.com.br Cel. (x32)9922-5915 Trab. (x32)3251-6855

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Uma doença reumática crónica (DRC) na criança ou no adolescente pode ser uma surpresa para o próprio e para todos os que directamente com ...

Doenças Reumáticas Infantis e Juvenis



Uma doença reumática crónica (DRC) na criança ou no adolescente pode ser uma surpresa para o próprio e para todos os que directamente com ele contactam (pais, familiares, amigos e professores).

Dúvidas iniciais

Diversas questões poderão ser colocadas:
porquê uma criança com Doença Reumática Crónica ?
será isto possível nos mais jovens ?
porquê no meu filho ?
os irmãos também vão ter a mesma doença ?
o meu aluno tem uma Doença Reumática Crónica !?
o médico não estará enganado ?
não serão dores de crescimento? Carreque aqui para mais informação
existem exames que possam confirmar a doença ?

Estas são habitualmente as primeiras dúvidas que assaltam os pais, familiares, amigos e professores de crianças com DRC, das quais as artrites idiopáticas juvenis são as mais frequentes.

Em qualquer país do Mundo, cerca de 1 em cada 1.000 crianças sofre de DRC, que poderá ter início em qualquer idade, mesmo no 1º ano de vida, contrariamente a noções difundidas que as atribuem exclusivamente aos idosos.

Na maioria dos casos não são conhecidas as causas que levam ao aparecimento destas doenças, e a razão de apenas algumas crianças serem afectadas e outras não. Embora exista uma certa predisposição familiar em algumas destas doenças, é excepcional a ocorrência de outros casos nos irmãos.

As DRC são numerosas e apresentam-se de formas muito diversas: febre, manchas na pele, desinteresse pela brincadeira para além das manifestações articulares (que podem não estar presentes durante os primeiros meses da doença).

São poucas as DRC em que os exames (análises, radiografias, TAC, ressonância nuclear magnética) permitem fazer o diagnóstico. Na grande maioria dos casos este é feito pelo interrogatório e observação cuidadosos da criança, e sem necessidade de recurso a exames sofisticados.

Para a confirmação do diagnóstico é por vezes necessário aguardar alguns meses.
As DRC têm tratamento ?
têm cura ?

Apesar da evolução poder ser imprevisível, e não existam certezas quanto à cura de algumas destas doenças, poderão utilizar-se várias opções de tratamentos eficazes. Dum modo geral poderá dizer-se que, quando bem tratadas, cerca de 50% das crianças com DRC atingirão a idade adulta sem limitações articulares significativas ou mesmo curadas.

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O termo “artrite” está ligado a um grupo de mais de 100 doenças reumáticas, que afetam mais de 350 milhões de pessoas no mundo, sendo a os...

Fisioterapia no tratamento da Artrite com raio laser



O termo “artrite” está ligado a um grupo de mais de 100 doenças reumáticas, que afetam mais de 350 milhões de pessoas no mundo, sendo a osteoartrite a mais comum das artrites. Conforme Dr Gerson Birk 70% das pessoas com mais de 70 anos tem sinais dessa doença degenerativa causada pelo uso e desgaste das articulações. Outra doença reumática com grande incidência é a artrite reumatóide (AR) que é uma doença auto-imune de etiologia desconhecida, que leva à deformidade das articulações. Segundo o fisioterapeuta Dr Gerson Birk, que é pós-graduado em fisioterapia ortopédica e traumatológica, o início da doença ocorre, habitualmente, entre os 20 e 60 anos de idade, com maior incidência em torno dos 45 anos, comprometendo a qualidade de vida . A Artrite é mais freqüente em mulheres, dados recentes envolvendo populações do Brasil e da América Latina demonstraram freqüência de um homem para cada seis mulheres.

Os sinais e sintomas são dor, rigidez matinal,perda da mobilidade, redução da força muscular e fadiga . Artrite pode ocorrer em todas as articulações sinoviais, sendo mais freqüentes em ombros, cotovelos, punhos, mãos, quadris, joelhos, tornozelos e nos pés. A novidade no tratamento da artrite é o uso de aparelhos de alta tecnologia como o raio laser de baixa potência que tem sido usado na artrite reumatóide, osteoartrite e outras doenças reumáticas, Conforme Dr Gerson Birk, que é membro da associação mundial de Raio Laser , O tratamento com o laser visa promover a regeneração dos tecidos, reduzir a inflamação e aliviar a dor. A potência usada nesses casos é de até 500mW, com o comprimento de onda de espectro infravermelho próximo de 900 a 1000nm. o raio laser de baixa potência tem efeitos favoráveis sobre os sintomas clínicos, melhorando a qualidade de vida das pessoas. Recentes pesquisas científicas têm concluído que o laser de baixa potência é considerado eficaz no tratamento de curto prazo no alívio da dor e rigidez matinal em pacientes com artrite.O laser usado no tratamento fisioterápico difere dos demais por ser de baixa potência e têm finalidade exclusivamente terapêutica, regenerando os tecidos através de aplicações que não causam desconforto nem dor ao paciente.

principais efeitos do laser no tratamento da artrite

Efeito Analgésico: Que reduz a dor, estimulando a produção de endorfinas, que atuam como inibidores da sensação dolorosa, atuando também sobre as fibras nervosas grossas (táteis), que estimuladas pelo raio laser provocam um bloqueio das fibras finas (dolorosas).

Efeito Cicatrizante: Aumenta a produção de fibroblastos e fibras de colágeno, acelerando, assim a cicatrização.

Efeito antiinflamatório: Acelera o processo de cura. Inclusive inflamações agudas podem ser tratadas com laser.

Efeito anti-edematoso: Diminui rapidamente o inchaço melhorando a mobilidade.

palavras chaves, raio Laser , Artrite, fisioterapia, reumatismo, osteoartrite

Autor(a): Dr Gerson Birk - fisioterapeuta

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O que é o “quadril”? O quadril é a articulação (junta) que une os ossos da bacia e do fêmur. Ele é chamado também de articulação coxo-fem...

O que é Impacto Fêmoro-acetabular ?



O que é o “quadril”?
O quadril é a articulação (junta) que une os ossos da bacia e do fêmur. Ele é chamado também de articulação coxo-femoral.

O quadril pode sofrer várias doenças, sendo que a mais comum é o seu desgaste, ou artrose.
Das condições que podem levar ao desgaste do quadril, a mais comum é o impacto femoroacetabular.

O que é Impacto femoroacetabular?

O impacto femoroacetabular (IFA) é uma situação mecânica que ocorre quando a articulação do quadril apresenta uma incongruência nos extremos de suas amplitudes de movimento, especialmente quando ele é dobrado ou rodado para dentro.
Esta incongruência pode ser devida a deformidades do osso da bacia, especialmente em sua borda, o acetábulo, ou a deformidades da cabeça do fêmur. Na maioria das vezes, há osso a mais tanto na cabeça quanto na bacia.

Quais são os tipos de Impacto Femoroacetabular?

Came
O impacto tipo came resulta do contato entre uma cabeça do fêmur anormal e o acetábulo (borda da bacia).
É mais comum em indivíduos do sexo masculino, praticantes de atividades esportivas e na terceira ou quarta década de vida;
‘Came’ é definido pelo dicionário Michaelis como “dispositivo de máquina, destinado a converter um movimento rotativo regular em movimento rotativo irregular, rápido ou lento, intermitente ou alternativo; ressalto do came, arrasto”. É este tipo de comportamento que a cabeça do fêmur tem com relação ao acetábulo, devido ao seu formato elíptico.


Impacto fêmoro-acetabular tipo came: durante a flexão do quadril, a porção anesférica da cabeça femoral (protuberância ou bossa da transição colo e cabeça femoral) colide contra o teto da bacia (acetábulo). A cartilagem é descolada progressivamente pelo cisalhamento, o que leva ao rompimento do labrum.

A avulsão condral leva ao destacamento secundário do lábio fibro-cartilaginoso ou labrum. Na região de contato ósseo há a formação de cistos subcondrais, identificados à ressonância magnética e tomografia computadorizada e, em casos mais avançados, nas radiografias simples.

Pinçamento ou torquês

O impacto tipo pinçamento (“Pincer”) ou torquês é resultado do contato de uma borda acetabular anormal com o colo (pescoço) do fêmur normal.
O pinçamento é mais comum em mulheres de meia idade praticantes ou não de atividades esportivas.


Impacto femoroacetabular tipo pinçamento: devido ao excesso de cobertura acetabular, o lábio é danificado diretamente pela junção colo-cabeça femoral. A lesão da cartilagem acetabular, em sua porção ântero-lateral, é menos extensa que a do IFA tipo came. A cartilagem acetabular posterior é lesada por mecanismo de contra-golpe da cabeça femoral.

Misto
Os impactos tipos came ou pinçamento raramente ocorrem como mecanismos isolados. Setenta por cento dos pacientes com impacto tem problemas no fêmur e na bacia.

Por que tratar o impacto femoroacetabular é importante?

A colisão entre as estruturas anormais no impacto leva ao destacamento da cartilagem que recobre o acetábulo e à lesão de sua borda fibro-cartilaginosa, que é o labrum ou lábio acetabular.
O destacamento da cartilagem parece com o de um carpete solto, e é irreversível ou seja, uma vez que a cartilagem está danificada, não há como repará-la. Por isto o tratamento precoce do IFA é muito importante.

Lembre-se:
O impacto fêmoro-acetabular é uma das causas de desgaste do quadril
Com o desenvolvimento do diagnóstico e do tratamento do Impacto fêmoro-acetabular os ortopedistas hoje podem alcançar sucesso na conduta de uma patologia desconhecida até uma década atrás e que ainda é pouco diagnosticada.

Quem pode ter IFA? Como é a dor?

A maioria dos pacientes com impacto femoroacetabular encontra-se entre a terceira e a quinta década de vida. A queixa é de dor inguinal (raiz da coxa) irradiada para a região de dentro da coxa ou joelho, o que pode retardar o diagnóstico porque é muito parecida com lesões musculares (distensões da coxa ou da virilha).

A dor evolui no seguinte roteiro:

- Dor residual após atividades físicas que envolvem sobrecarga do quadril;
- Dor durante a prática das atividades físicas;
- Diminuição gradativa da mobilidade do quadril;
- Progressão da dor para atividades do dia-a-dia como se sentar ou levantar-se de cadeiras baixas, permanecer sentado muito tempo, entrar e sair do carro e subir escadas;
- Em casos avançados, dor ao mudar de posição na cama ou mesmo em repouso, com limitação de toda amplitude de movimento do quadril.

Quais os esportes mais comuns para o desenvolvimento dos sintomas de IFA?
- Futebol;
- Tênis;
- Squash;
- Rúgbi;
- Hóquei;
- Natação (nado clássico ou de peito);
- Surfe e Wakeboard;
- Yoga;
- Ciclismo de estrada
- Remo;
- Automobilismo (em carros baixos).

Quais exames o seu médico irá pedir?

O ortopedista, além de examinar o paciente, especialmente testar a movimentação do quadril dobrando e rodando a perna e avaliando a força muscular, irá pedir alguns exames para o diagnóstico.
Os exames mais comuns são as radiografias simples, para investigar os ossos e a ressonância nuclear magnética, para investigar a cartilagem, o labrum e as lesões dos músculos.

Eventualmente podem ser pedidas tomografias computadorizadas que, se reconstruídas em três dimensões dão uma imagem precisa das deformidades ósseas.


Uma artrorressonância magnética, exame em que é injetado contraste dentro do quadril é mais sensível que a ressonância comum e pode ser pedido em casos de dúvida.
Como é o tratamento do impacto femoroacetabular?
O tratamento desta lesão pode ser tentado com fisioterapia, orientação das atividades esportivae do dia-a-dia e, de acordo com a sugestão de seu ortopedista, com reforço muscular e uso de protetores de cartilagem.
Lembre-se:
A fisioterapia visando aumento de amplitude articular e alongamentos é contra-produtiva, pois exacerba o impacto fêmoro-acetabular e pode acelerar o desgaste da cartilagem.
Infelizmente, esta doença é geralmente progressiva e, com a manutenção dos sintomas, é preconizado o tratamento com cirurgia.

Como é a cirurgia para o tratamento do IFA?
Existem dois tipos de cirurgia: a luxação cirúrgica do quadril e a artroscopia do quadril.
Em ambas as técnicas o paciente vai embora para casa no mesmo dia da cirurgia ou no dia seguinte, por segurança.
Até hoje a luxação cirúrgica, que é uma incisão (corte para mostrar as estruturas danificadas e corrigir os defeitos) tem os melhores resultados.



É uma cirurgia realizada com bastante segurança por ortopedistas acostumados a realizá-la, com baixos riscos de complicações.
A artroscopia consiste numa técnica de olhar a articulação através de cânulas especiais, com uso de fibras óticas, e possibilita o manuseio de tecidos com instrumentos flexíveis, podendo-se retirar os contornos ósseos a mais, colocarem-se âncoras (aparelhos que fixam o lábio cartilaginoso ao osso), tudo com menos agressão aos músculos e tendões. Entretanto é uma técnica relativamente nova que deve ser realizada apenas por cirurgiões experientes.



Como é a recuperação após uma cirurgia de impacto fêmoro-acetabular?

Tanto na cirurgia aberta quanto na artroscopia, o paciente deve movimentar logo o quadril e pode andar de imediato, embora deva pisar de leve por três a seis semanas, usando muletas.
A fisioterapia é iniciada logo no hospital e é crucial para a boa evolução.
Todo o tratamento depois da cirurgia depende das lesões da cartilagem encontradas na cirurgia. Em geral, quanto pior o estado da cartilagem, mãos lenta a recuperação e, infelizmente, pior o resultado final da cirurgia.
O tempo de recuperação total após a cirurgia varia de três a seis meses.
Lembre-se:
O impacto femoroacetabular é considerado a principal causa de lesões labiais e pode levar à artrose precoce do quadril.
O principal sintoma é a dor na região da virilha ao andar, sentar ou levantar-se da posição sentada.
A correção do IFA através de cirurgia aberta ou artroscópica abre novos horizontes no tratamento de pacientes que antes não tinham como serem abordados adequadamente.
O ortopedista geral deve saber reconhecer esta patologia e indicar adequadamente seu tratamento.
O ortopedista especialista em quadril tem treinamento específico para realizar cirurgias de IFA e adequadamente conduzir seu pós-operatório.

Referências
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Autores:

• Dr. Henrique Berwanger Cabrita
Doutor em Ortopedia pela Universidade de São Paulo
Assistente do Grupo de Quadril do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo
Membro das Sociedades Brasileiras de Ortopedia e Traumatologia, Quadril, Artroscopia e Medicina Esportiva
Membro do Instituto Vita

• Prof. Dr. Luiz Sérgio Marcelino Gomes
Mestre e Doutor em Ortopedia pela Universidade de São Paulo (Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto)
Chefe do Grupo de Quadril do Hospital e Maternidade Celso Pierro - PUC (Campinas)
Chefe do Serviço de Cirurgia e Reabilitação Ortopédico-Traumatológica de Batatais (SECROT)
Membro Fundador da Sociedade Brasileira de Quadril (SBQ)
Fellow do Hennepin County Medical Center e Orthopaedic Biomechanics Laboratory, Midwest Orthopaedic Research Foundation, Minneapolis Medical Research Foundation and University of Minnesota, MN, USA.

• Dr. Marco Antonio Pedroni
Mestre em Cirurgia - PUCPR
Especialista em Ortopedista e Traumatologista, Quadril e Artroscopia
Professor da PUCPR e Universidade Positivo
Presidente Sociedade Brasileira de Quadril Regional Paraná

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Reumatismo é o nome popular dado às doenças reumáticas, que são compostas por mais de cem doenças distintas que acometem o sistema músculo-...

A fisioterapeuta atuando no reumatismo


Reumatismo é o nome popular dado às doenças reumáticas, que são compostas por mais de cem doenças distintas que acometem o sistema músculo-esquelético, ou seja, ossos, articulações (“juntas”), cartilagens, músculos, fáscias, tendões e ligamentos. Além disso, essas doenças também podem comprometer diversos órgãos do corpo humano, como os rins, o coração, os pulmões e o intestino, assim como a pele.

As doenças reumáticas mais conhecidas são: osteoartrose, artrite reumatóide, osteoporose, gota, lúpus, febre reumática, fibromialgia, tendinite, bursite e diversas patologias que acometem a coluna vertebral.

Reumatismo não é uma “doença de velho”, pois pode ocorrer em qualquer idade, acometendo jovens, crianças e, inclusive, recém-nascidos.

Segundo estatísticas, 15 milhões de brasileiros apresentam algum tipo de doença reumática, o que pode gerar, além do sofrimento pessoal, reflexos na vida sócio-econômica do país, uma vez que estas doenças enquadram-se entre as principais causas de incapacidade física e de afastamento temporário ou definitivo do trabalho.

Quem tem alguma doença reumática pode apresentar dor e calor nas articulações, edema (“inchaço”), rigidez matinal (dificuldade para movimentar as articulações ao acordar de manhã), fraqueza muscular e, conforme a patologia, lesões de pele, dor de cabeça, queda de cabelo, fadiga, emagrecimento e febre.

As doenças reumáticas não são contagiosas e podem ser causadas ou agravadas por fatores genéticos, traumatismos, trabalho intenso, obesidade, sedentarismo, estresse, ansiedade, depressão e alterações climáticas.

Essas doenças devem ser tratadas para que o paciente possa ter uma melhor qualidade de vida, sem dores, sem o agravamento das lesões e sem maiores disfunções e deformidades articulares, que, por vezes, podem ser definitivas.

O tratamento das doenças reumáticas consiste na administração de drogas analgésicas e antiinflamatórias, de injeções locais de corticosteróides (infiltrações), de medicamentos próprios para o controle da doença e fisioterapia.

No tratamento das doenças reumáticas, a fisioterapia proporciona ao paciente uma reeducação física e funcional através do alívio da dor e da rigidez articular, da recuperação dos movimentos, do reforço e do relaxamento muscular, da prevenção ou tratamento das deformidades e, quando o paciente já apresentar seqüelas definitivas, auxilia na reabilitação profissional, desenvolvendo ao máximo o potencial residual existente, adaptando este paciente às novas condições de vida.

Todos esses benefícios podem ser obtidos por um programa de fisioterapia elaborado especificamente para tratar o paciente como um todo, levando-se em conta não somente o que o paciente está apresentando, mas também tentando-se atuar nas causas dos sintomas.

Para o tratamento de pacientes que apresentam essas doenças, o fisioterapeuta dispõe de uma variedade de recursos como, por exemplo, gelo, ultra-som, correntes elétricas, laser, massagens, mobilizações articulares, trações, alongamentos, técnicas para relaxamento e reforço muscular, assim como exercícios específicos para cada paciente.

Os pacientes ainda podem se beneficiar com o tratamento em piscina térmica, que é conhecido como hidroterapia ou fisioterapia aquática, onde são realizadas todas essas técnicas de mobilizações articulares, relaxamento e reforço muscular, com a vantagem de se estar em um meio que possibilita o alívio imediato de dores, proporcionando uma enorme sensação de bem estar e prazer.

Todo o tratamento com fisioterapia deve ser baseado em uma abordagem global, atendendo e assistindo o sujeito integralmente, com o objetivo de propiciar uma reabilitação mais completa e abrangente, em âmbito físico, psíquico, social e emocional, melhorando, significativamente, a qualidade de vida desses pacientes.

Autor(a): Dra. Patricia Martins

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